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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Mundo Gira e... - por Gio

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...mudamos. Mudamos nossa aparência, nossas roupas, nosso corte de cabelo. Mudamos nosso quarto, mudamos de quarto. Mudamos os móveis de lugar... mudamos de casa.

Mudamos por dentro também. Fazemos novas escolhas, determinamos novas metas. Mudamos nossas preferências, nossos ideais. Nossa noção de certo e errado também muda com o tempo. Mudam nossos valores, nossos conceitos. Mudam nossas vidas.

Mudamos porque achamos que chegou a hora. Ser do jeito que se é não traz resultados. Os outros mudaram, melhor se adequar. Dizem que é certo mudar. Dizem que é errado. Estou confuso. Mudei, porque estou confuso. Mudei, fiquei confuso.

O mundo muda. As outras pessoas mudam - é a lei do Livre-arbítrio. Só não devemos esquecer que as nossas mudanças interferem, e muito, na vida dos outros. Contrariamos nossos valores antigos, pois os achamos ultrapassados hoje. Nos contradizemos.

Nem sempre mudar é bom. A necessidade do ser humano em se descobrir faz com que as pessoas tomem rumos estranhos, difíceis, errados. Fazemos coisas que iremos nos arrepender depois. Isto é, quanto damos o braço a torcer para nós mesmos.

Mudar nos faz evoluir. Crescemos. Aprendemos com nossos erros e com os caminhos errados que tomamos. Quebramos a cara, até tomar o rumo certo. Erramos de propósito, por não saber o que fazer. Aprendemos cedo demais, aprendemos tarde demais. É a vida!

E no fim, com toda essa mudança, não podemos perder algo muito importante - a nossa identidade. Cansamos de nós mesmos, e às vezes esquecemos que é isso que nos dá alguma individualidade no meio do caos, da mesmice. É fácil mudar... difícil é encarar o resultado depois.



Visitem Gio
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Bicicleta - por Anita Bastos

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Daquilo que Sei (Eles Foram Formatados) - por Leandro M. de Oliveira

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Porque a mim nunca coube a arte de entreter, antes a de deixar o outro em grave tormenta. Se me mudo em arlequim, é a indulgência de meu desprezo pelo mundo! É preciso caminhar rumo ao abismo, é necessário tomar retiro naquela planície gélida a que os homens chamam solidão. Banha-te nas águas do esquecimento, deixa-te alheio ao mundo e um dia tornarás aqui como homem livre! Nalgum lugar de porvir haverá, para teu assombro, um remoçamento do ser que carregas, quando expulsar de ti todo o sangue condenado. Sorria, ou chore se quiser. As emoções são filhas do engano. Quando habitares longe, muito longe essas palavras terão eco. No dia em que entoares teu próprio cântico serás monarca de teu corpo inteiro, soberano de todo o mundo. Veja os homens que passam, com suas cangalhas e seus ressentimentos. Cangalhas servem a animais de tração e ressentimento é algo feito apenas para escravos. Seja subversiva, dance sem roupa, urine na frente de todos, transe enquanto os outros vão à igreja. Lembra, meu amor, de quando a gente ficava deitado tentando explicar a vida e eu fantasiava que as nuvens eram alguma coisa caída do saco de pipocas de Deus? Tempos depois, como cedi ao pânico! Ao descobrir que não havia nem Deuses e nem pipocas, pelo menos da forma como nos ensinaram. Também aquilo nem foi amor, era só o nosso espasmo particular da esquizofrenia coletiva do eu buscado no outro. Seguir tendências de moda nunca resolveu a vida de ninguém. Foi bom ter recuperado a sanidade, agora já podemos nos odiar em paz. Como é aguda a pungência da vida. Já que não posso fingir, calço meus pés com o pó da terra enquanto devoro sonhos alheios. Vamos caminhar sobre brasas, vamos vomitar nosso medo antes que o inverno chegue. Em campo aberto a carícia do vento tem a sutileza de um tapa na cara. Ressuscitar o espírito é ordem do dia, ocorre que o sangue ultimamente tem perdido sua cor. Morram os déspotas, vivam os ditadores de si próprios. Perdido por entre as manadas sem governo a gravidade de existir torna-se ainda mais exterior. Vida de gado, morte de indigente. Nenhuma dor de homem pode causar afetações na economia, essa é a lei. Já que daria a alma por tal sofisma, retorne à sua fonte, vista de novo seu uniforme e sua tristeza. O mestre espera por você. Quem vai te salvar a vida outra vez? Os raios costumam ser ruins de mira.

Tenho que partir pra nunca mais, até esse momento não o suspeitava. Vou sacar minha arma e disparar como um bandido da escória. Queria uma noite de porre, mas sou abstêmio...






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Autor Desconhecido: Crenças - Citado por Luiz de Almeida Neto

Um senhor de 70 anos viajava de trem, tendo ao seu lado um jovem universitário que lia o seu livro de ciências.
O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia e estava aberta no livro de Marcos.
Sem muita cerimônia, o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
- O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
- Sim, mas não é um livro de crendices. É a Palavra de Deus. Estou errado?
Respondeu o jovem:
- Mas é claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a História Universal. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus tenha criado o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os nossos cientistas pensam e dizem sobre tudo isso.
- É mesmo? - disse o senhor. E o que pensam e dizem os nossos cientistas sobre a Bíblia?
- Bem, respondeu o universitário, como vou descer na próxima estação, falta-me tempo agora, mas deixe o seu cartão que lhe enviarei o material pelo correio com a máxima urgência.
O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó e deu o seu cartão ao universitário.
Quando o jovem leu o que estava escrito, saiu cabisbaixo, sentindo-se pior que uma ameba.
No cartão estava escrito:

Professor Doutor Louis Pasteur
Diretor Geral do Instituto de Pesquisas Científicas da Universidade Nacional da França
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“Um pouco de ciência nos afasta de Deus. Muito, nos aproxima.”
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(Fato verdadeiro, parte integrante da biografia de Louis Pasteur, ocorrido em 1892.)
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Humildade - por Passa-Tempo

Não me considero um comum narcisista,
Sou apenas o alguém que tem plena consciência da beleza que possuo.
E o cultivo da minha vaidade
Faz de minha aparência seu fruto.

Sei que não sou perfeito,
Mas também não estou tão longe disto;
Não sou melhor que ninguém,
Sou inferior a muitos,
Só não descobri quem.

Me considero muito humilde,
Quando muitos têm medo de mostrar suas vergonhas,
Tenho coragem de exibir meu orgulho,
E quando vêm me detonar,
Faço com que engulam suas peçonhas.

Ah! Se eu não me amasse tanto assim,
A humildade não seria minha qualidade,
Eu não teria a beleza a qualquer idade;
E como a beleza está nos olhos de quem vê,
Eu sei o que vejo:
A beleza constante e presente em meu amado espelho.
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Quarto 527 - por Violeta

Aqui vai…
1… 2… 3… (pausa) Espera. Espera, deixa-me respirar. Não é fácil. Não penses que é fácil. (pausa). Ok… agora… Sim, pode ser. 1, 2, 3: o dia, a casa, o mundo, as horas, o duche, a toalha, o vestido, os sapatos, as horas. (pausa) o telefone, a garagem, o carro, a estrada, a velocidade, as horas, a estrada, a música… a música… não me lembro da música. Como não me lembro da música? Espera, espera… lembro-me… lembro-me. Escolhi alguma coisa que me levou até um lugar seguro… Agora lembro-me bem. De volta à estrada, a velocidade, o medo, as horas… (pausa) a mensagem… (pausa). (respira, respira, respira, res…) a resposta. Agora, a resposta à resposta… O carro, a velocidade, os semáforos, o estacionamento subterrâneo… a porta do carro aberta… (pausa) o elevador. O elevador… o reflexo do vestido no espelho… os sapatos… estes sapatos fazem-me lembrar o movimento Arte Nova… muito… Klimt. Klimt… O corredor e a macia carpete debaixo dos meus sapatos… sapatos e passos… a passada pelo corredor… A porta… o número… o toque suave e a medo… (pausa). a parede, o roupão, a mala, o beijo, os sentidos… todos. (pausa) a tua mão na minha cintura, nas nádegas, (pausa) em todo o lado… o prazer de estar finalmente ali e ser enfim tua.



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