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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Esta é mais uma poesia lindamente sensível da Aiuendi, que traz imagens e analogias muito interessantes e que me deixou muito emocionada pelo tema e pela forma de expressão. Parabéns, Raquel! É muito, muito linda!



IRRECUPERÁVEL
(RAQUEL AIUENDI)

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja, melão, tangerina...

Eu, criança, arregalando os meus olhos
diante de tanta diversidade,
apalpando, tentando alcançar
com o tato o paladar nunca sentido
por mim, e meus olhos refletem
uma imagem nunca vista em casa...
O suco dessas frutas escorrem
pelos cantos dos meus olhos,
como lágrimas de inconsolo
e terna tristeza...

Melancia... Melancia...
Abacate... Mamão...
Laranja... Melão... Tangerina...

perdidas de minha mão.
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Mário Quintana e o Sofrimento do Poeta - Citado por Penélope Charmosa

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Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.



In “Do Caderno H”.
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Alberto Moravia e o Desespero do Homem de Ação - Citado por Penélope Charmosa

Há uma ligação muito estreita entre a adoração da ação e o uso do homem como meio de atingir fins que não são o homem. Como há uma ligação aproximada entre este desespero e a ação, entre a razão e a ação. A proeminência dos valores da ação sobre os da contemplação indica, sobretudo, que o homem abandonou totalmente a busca duma ideia aprazível do homem e o desejo de o colocar como fim. E que na impossibilidade de agir segundo um fim, ou de agir para ser homem, ele decide agir de qualquer maneira, apenas para agir.
O homem de ação é um desesperado que procura preencher o vazio do seu próprio desespero com atos ligados mecanicamente uns aos outros e compreendidos entre um ponto de início e um ponto de conclusão, ambos gratuitos e convencionais. Por exemplo, entre o ponto de início da fabricação dum automóvel e o ponto de conclusão dessa fabricação. O homem de ação suspenderá o seu desespero enquanto durar a fabricação do veículo; suspendê-lo-á precisamente porque no seu espírito fica suspensa qualquer finalidade verdadeiramente humana: sente-se meio entre os outros homens, meios como ele. Concluída a máquina ele encontrar-se-á, é verdade, mais inerte e exânime que a própria máquina, mas arrolhará subitamente com uma promoção, com uma medalha, um pagamento a dobrar, ou simplesmente com a construção de um novo automóvel. Efetivamente apresentar-se-á a envolver-se no fluxo alienatório da ação.



In “O Homem Como Fim”.
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