quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tema do Mês de Novembro: Aquele Livro...

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Caríssimos amigos:
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Este mês o tema é “Aquele Livro...”, sugerido por Ana,
em homenagem ao Dia Nacional do Livro, comemorado no dia 29/10.
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Enviem para nós qualquer texto sobre este tema e nós postaremos!
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Os textos recebidos serão postados no dia 30/11.
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Haverá um link (na lista de links, na coluna à direita) referente a esta categoria,
para quem perder o dia da divulgação ou das publicações.
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Os textos podem ser deixados aqui, nos comentários, ou podem ser enviados para shintoni@terra.com.br,
com a indicação de que são para o “Tema do Mês”.
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Confirmaram presença:
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Aaron Caronte Badiz
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Ana
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Clarice A.
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Dália Negra
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Penélope Charmosa
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Soraya Rocha
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Um grande abraço!
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Campanha Livro Amigo do Duelos

Um dia saio, vejo um livro interessante na rua e, ao abri-lo,
leio que era de alguém do Duelos, de uma outra cidade (outro país... será?!),
que já viajou muitos lugares e pessoas e chegou às minhas mãos.
(Ana)


No Dia Nacional do Livro (29/10), nossa amiga Ana propôs aos amigos do blog a Campanha Livro Amigo do Duelos.
Ela iniciou a campanha escrevendo o seguinte na contracapa dos seus livros já lidos:


Eu participo de um blog, o Duelos Literários,
Lá eles publicam seus textos, é só deixar nos “comentários”.
Lá também iniciaram a “Campanha Livro Amigo”:
Ele fica um tempo comigo e, depois, um tempo contigo.

Se você o levar pra casa, leia e passe adiante.
Antes, escreva seu nome nele, cidade e data, em letra elegante.
E se quiser falar com a gente, digite o endereço e não erre:
É duelosliterarios.blogspot.com.br.

1. Ana - Rio de Janeiro - 29/10/09
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E deixou-os em pontos de ônibus, praças, parapeitos de muros... para serem lidos por aqueles que se interessassem por eles.

Então propôs que fosse deixado sempre um post fixo divulgando esta campanha.
Quem quiser participar da campanha, basta fazer a mesma coisa que ela fez com seus livros e deixar nos “comentários” deste post o título do livro que deixou nos locais públicos, em que cidade e a data.

Difundam o hábito da leitura! Participem!
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Anti-horário - por Leo Santos

Porque queres nadar comigo,
se já me afastei do riacho
das minhas quimeras?
Não respondes, apenas vais,
dizendo que me esperas…

Mas, se eu mantiver a distância,
preservando as águas da tua inocência,
e tua espera for vã?
Resoluta vais, pra onde dizes que me esperas,
inda que até amanhã…

Talvez aches alguma veste,
que nas margens esqueci,
ou, nenhum vestígio, afinal…
Pois o tempo furta os sonhos e nos joga no oceano,
onde a vida cheira a sal.

Já que insistes, pequena, esqueço Cronos,
ignoro cachoeiras e pedras,
te vejo, no fim da piracema;
mas se queres que o enlevo te pareça real,
esqueça então, as marcas do sal…



Visitem Leo Santos
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Sobre a Ilusão do Poder - por Alba Vieira

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Por que deveria sentir-me responsável pelo sopro de alguns quando ninguém ouve meus estertores?



Visitem Alba Vieira
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Aedo Cibernético: Duelo Musical - por Cacá

......Há tempos, quando as brigas ainda eram líricas, contavam que Paulinho da Viola havia criticado o Benito di Paula por estar matando o “samba” (ele, o Benito, só compunha ao piano). Então o Benito fez essa música em resposta à afronta.



OSSO DURO DE ROER
...........(BENITO DI PAULA)

Estão querendo tirar meu nome do samba
Tirar meu tempo de bamba
Dizendo até que eu já me despedi
Mas ainda não chegou minha vez de ir embora
Deixa essa gente falar
É inveja que eles sentem
Estão querendo acabar comigo de vez
Eu não ligo, eu não sou freguês
Vou ficar com meu samba osso duro de roer
É que ainda não chegou minha vez de ir embora
Deixa essa gente falar
É inveja que eles sentem
Canto mais um samba
Que é pra todo mundo ver
A minha bandeira do samba
Deus ajuda a defender

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Bem, aí, como bom desafiante, o Paulinho deu a resposta e cravou no peito do Benito um



ARGUMENTO
.........(PAULINHO DA VIOLA)

Tá legal
Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim

Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar

Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Leva o barco devagar

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*Na Antiguidade, como a escrita era pouco desenvolvida, o AEDO cantava as histórias que iam passando de geração para geração através da música. Depois, veio o seu assemelhado na Idade Média, que era o trovador. Hoje, juntado tudo isso com a tecnologia, criei o AEDO CIBERNÉTICO.
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Visitem Cacá
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Voo Azul - por Esther Rogessi

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Céu anil
Imagem de encantamento
Real ou irreal?
Linda imagem de um...
Voo contra o vento!
Inversão de visão,
Perplexidade... maldade.
Ferida em mim se abriu
O caçador
Predador
Dor... Atrocidade.
Ao bem não serviu!

Vi um ser vil!
Contemplando o céu anil
Voo azul no azul do céu
Alçou voo quem livre estava
Alcançou-a no livre voo
Da palma da mão
Fez prisão!
Interditou o seu voo
Vi o vil ser não servir
Por prender o livre ser...


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Germina - por Manassés Diego

Inútil explicar via mente.
Minha fraca, não olho as coisas para recordá-las: todos fenômenos
naturais se colocaram em vício, – Troca de falésias, enfim a técnica
acabou com o desespero. Em progressos espirituais mais audíveis,
até a alvenaria de margens sem pressa nem realidade. – Anseio n-
ão terminar como aqueles que amo.
....Não respondem a “Como vivem?” “Como se destroem?” Aco-
mpanham o brilho quando ele cega.
....Ó, fraca, perdendo vultos, esse canto será dos troncos enraiza-
dos; longe do que vê perdido.
....– Vocês acabaram com a minha saúde, agora restabeleçam minha
pureza... Será outra tonalidade. Outros peitos. Para trazermos novas
obrigações. E tiroteios de coreografia...
....Dividir nuvens em pleno manicômio e trair – deixe que role isso até as vidas...


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Programação do Duelos

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Domingo
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(Em férias)
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Segunda-feira
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Terça-feira
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Quarta-feira
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Quinta-feira
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“APENAS CONTAGIO”
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Sexta-feira
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Todos os dias
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VÁRIOS E GRANDES AUTORES
QUE FAZEM O DUELOS SER O QUE É!
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Transgressão Total - por Fatinha

Querido Brógui:

Transgressão total é ir à praia no meio da semana. E mais: ir à praia, tomar sol sem passar filtro solar, ler um livro que não tenha nada a ver com Direito, tomar Coca-Cola normal, biscoito Globo e entrar na água fria apenas para fazer xixi.



Visitem Fatinha
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Diagnóstico e Visão do Terapeuta - por Alba Vieira

Fazer diagnósticos pode não ser tão simples quanto parece à primeira vista.
Quanto maior o conhecimento do profissional, maior a sua insatisfação no que se refere ao entendimento do que ocorre realmente com aquele que sofre e procura os seus serviços.
O dever do médico é aliviar o sofrimento, não resta a menor dúvida. Mas, a máxima de Hipócrates: “Primo non nocere”, pode ser interpretada sob diferentes ângulos, inclusive mostrar-se falha ao deixar de compreender o quadro na sua totalidade de expressão e significado.
Considerando que toda doença, quer se manifeste no plano físico ou psicológico, é resultante de um conflito, uma desarmonia no ser, é preciso atentar para as principais causas da doença, que se sobrepõem geralmente num mesmo quadro.
Além disso, deve-se observar que a doença não pode ser vista como inimiga, devendo, portanto, ser simplesmente reprimida e sim compreendida e superada pela expansão da consciência, através do entendimento das suas mensagens e sinalização do caminho a ser seguido na meta da evolução.
De maneira geral existem três principais causas de doença, do ponto de vista esotérico:

Causas cármicas (individual e coletivo): advindas de resquícios de vidas passadas, trazidas como sequelas ou fragilidades no corpo físico ou padrões psicológicos.
Causas psicológicas: advindas de acontecimentos da vida atual, presentes ou passados.
Causas evolutivas: pela necessidade de purificação, quando ocorre transferência de energia de um centro inferior para outro superior.

O objetivo do homem é expressar a sua verdadeira natureza que é espiritual, passando de um plano de expressão animal para o espiritual, ou seja, sutilizar-se. E nessa meta é auxiliado pela ocorrência de doenças e a forma como se relaciona com elas.
Como somos seres espirituais, estamos ligados a uma Mônada, existindo a Supra-consciência (o Si) que sabe exatamente o caminho que determinado homem deve seguir no seu plano de evolução naquela encarnação. Entretanto, nascemos sem total consciência de quem somos e, ao longo de nossa existência, vamos tendo oportunidades de ampliar a nossa consciência e sair do estado de satisfação dos desejos, movidos pelo sentido do prazer, para o estado do despertar da consciência, quando nos direcionamos para a meta que nos propomos antes de encarnar, cumprindo a nossa missão. Entretanto, se manifestamos e temos consciência somente do nosso limitado ego, vivendo apenas a auto-afirmação, não evoluiremos. É necessário primeiro se auto-afirmar para depois ir além, através da outra fase que é a expressão da individualidade, ouvindo o que nos diz a nossa Alma, entrando em contato com o Eu Superior que faz com que ampliemos os nossos objetivos, buscando a auto-realização, entendendo que agora, a simples afirmação do eu inferior (a personalidade) passou a ser um obstáculo à evolução. Essa fase é a do despertar do Si, a Supra-consciência, quando deve dominar a nossa natureza espiritual, com a auto-realização. Mas, para que isso ocorra, o homem deverá superar a desarmonia e os conflitos que aparecem decorrentes da transmutação de energias, à medida que cada chakra vai sendo energizado até a iluminação (salto quântico).

Diante de um paciente, é necessário fazermos o diagnóstico tradicional com a anamnese convencional, o exame clínico e a propedêutica necessária, incluindo todas as medidas diagnósticas mais sofisticadas e modernas para cada caso.
Entretanto, é preciso sempre ir além, buscando o significado profundo da doença, a mensagem que ela encerra para integrá-la na vida daquele paciente, permitindo que ele possa evoluir e, assim, não precisar mais daquela doença, caminhando rumo à verdadeira cura e não fazendo simplesmente a supressão de sintomas que é o que se faz mais comumente.
Para isso, há que se ter conhecimentos esotéricos que possibilitem o entendimento daquele quadro de um ponto de vista espiritual.
A abordagem será então de forma heterodoxa, com homeopatia, acupuntura, astrologia, numerologia, radiestesia, terapia de regressão às vidas passadas e outras ciências esotéricas. Ou então o próprio paciente buscará, através do auto-conhecimento, completar o trabalho do médico.
Somente com esse entendimento mais abrangente do adoecer, poderemos ajudar o paciente a buscar a cura verdadeira, identificando inclusive se aquela doença representa na verdade, um momento de sua vida em que ele está sendo chamado a evoluir, com ou sem consciência e em que está havendo transferência de energias de um chakra inferior para um superior, o que está provocando aquela desarmonia (doença).
Ainda, nos casos em que a origem é psicológica, a compreensão da natureza da pessoa utilizando mapas astrológicos, numerológicos ou quaisquer outras formas de avaliação mais profunda serão de grande utilidade no atendimento.
Por outro lado, a identificação de padrões comportamentais que se originaram em vidas passadas e que são responsáveis por patologias presentes na vida atual, assim como marcas presentes no corpo astral, decorrentes de sequelas de doenças ou acidentes de outras vidas e que foram trazidas para esta encarnação são indispensáveis para a solução de casos de difícil diagnóstico e tratamento.
Ou seja, quanto mais sabemos, mais devemos buscar, aprofundando não só o diagnóstico, mas também ampliando a nossa forma de atuação na cura. E, acima de tudo, admitindo que ninguém tem todas as respostas, que sempre há o que aprender para compreender mais e que julgar e emitir opiniões sobre o que não se estudou, por simples preconceito e intolerância é o maior empecilho ao desenvolvimento científico.


Visitem Alba Vieira
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Discrepâncias - por Ana

Temos nossas igualdades,
Temos nossas diferenças.
Somos iguais na compaixão,
Diferentes sistemas de crenças.

Somos apenas dois espécimes
Da luta cotidiana,
Mais duas variações
Desta natureza humana.



Eu não aceito o que vivo,
Você esbanja tolerância.
Eu quero ir embora daqui,
Você defende a discrepância.

Eu me sinto estrangeira,
A Terra é sua casa;
A humanidade me revolta,
Você é um anjo sem asas.

Eu vejo unidades-carbono,
Você, almas com bondade.
Eu digo: o inferno é aqui,
Você se sente à vontade.

Mas vou semeando a esmo
Tudo o que falta aqui.
Você também faz o mesmo
E eu sonho com harakiri.

Defendo: o que salva a Terra
É o extermínio da humanidade,
Você nem quer ouvir isso
E me acusa de crueldade.

Você vê gente sofrendo,
Extravasa empatia
E eu digo: ser humano é isto,
De forma tranquila e fria.

Cê ama a vida por princípio,
Eu odeio (pós-conceito).
Você crê na raça humana
E eu digo: não tem mais jeito.

Mas distribuo sorrisos,
Mantenho a raiva distante;
Você quase sempre reage,
Imprevisível, inconstante.



Você prefere não ver,
Eu não uso nem um véu;
Eu sou racionalidade,
Você acredita em céu.

A sua crença é teórica,
O meu mundo é empirista;
Você se atraca com a fé,
Eu tenho alma de cientista.

Você reza para os santos,
Eu não acredito em Deus.
Você diz que a vida é bela,
Eu só quero dar adeus.

Você crê em reencarnação,
Eu acho isso duvidoso.
Você não entende de bichos,
Eu acho o Homem asqueroso.

Eu adoro Etologia,
Você não quer nem saber;
Eu observo os animais,
Você odeia quando os vê.

No meu teto, mariposas;
As suas janelas fechadas.
Eu respeito outras espécies,
Você mata a chineladas.

Eu abomino o Homem,
Amo outros animais;
E você esmaga insetos.
Antropocentrismo demais...



Nós temos as duas faces:
Uma ruim, uma boa.
Quase sempre eu mostro a cara,
Você exibe a coroa.

Apesar disto nos amamos,
Vivemos felizes, em paz.
Se ao seu lado, meu amor,
Não quero morrer jamais.
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Amizade Além da Conta - por Duanny

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Todo mundo nasce para fazer amigos, isso é fato. Amigos são tudo na nossa vida: são eles que brigam com a gente, choram com a gente, contam segredos, ficamos felizes, tristes, até magoados, mas amizade que é amizade sempre acaba perdoando. É assim e pronto.

Nunca fui uma menina tímida, pelo menos não para fazer amigos. É uma coisa que eu simplesmente adoorooo, até hoje. É na maior cara de pau, juro: “Oooi, meu nome é Duanny, e o seeu?” É assim mesmo, na lata. Muitas meninas olham pra mim como se eu fosse a maior palerma sobre a face da Terra (intriga da oposição), já outras acham graça e falam comigo na maior naturalidade.

Mas digamos que esse meu jeito espevitado de fazer amizades não me rendeu as amigas mais comuns ou as mais normais do mundo. Pode até parecer que eu tô inventando, mas às vezes me pergunto: “Que que eu tô fazendo com essa marmota?”.

Quando eu era pequena, era uma menina chata, mas não uma chata comum, era chata mesmo. Daquelas meninas que não param de falar e você quer matar, sabe? Pois é... eu era assim. E quando eu me juntava com minhas amigas, então, só por Deus! Era a trupe das trombadinhas, aquelas chatinhas, que só de ver você começa rezar. Eu adorava perguntar tudo, saber de tudo, adorava falar, mas, na maioria das vezes (não: em todas, todas as vezes), a pessoa perdia a paciência comigo. Pode?! Aí é que eu não parava de fazer perguntas sem resposta messsmo e, no final, eu tinha a cara de pau de falar: “Mas cê não sabe nada mesmo, viu?”, virava a cara e ia embora toda metida. Vê se pode! Um porre, neeh?!

Quando eu tinha 5 anos minha mãe me levou à creche. Ela me deu um 550 beijos e uns abraços esmagaçados que só por Deus, e quando chegou a hora de ir embora e fazer as novas “amizades”, eu comecei a chorar (parecia final de Titanic), eu abri literalmente o berreiro. Engana-se cegamente quem pensou que minha mãe madura e bem instruída me deu o maior apoio moral e disse: “Tá tudo bem filha, a mamãe volta”. Que nada! A cabeçuda começou a chorar na minha frente, nem pra esperar eu ir embora. Depois disso eu me lembro de uma menina baixinha, usando uniforme, magrinha magrinha, cabelo preto, com maria-chiquinha, olhando pra minha cara com cara de pavor e dizendo “Por que você fez sua mãe chorar?”. Arrgh! Que ódio! Será que ela, com seus 5 anos de idade, fazia a mãe dela chorar de medo de ter uma filha anoréxica com 60 centímetros de altura?? Era uma anta mesmo, viuuu? Ô menina burra! “Cê acha que eu quero fazer minha mãe chorar?”, perguntei toda mandona, com as mãos na cintura e acabando com o choro. Pronto, ela era a minha melhor amiga. Vê se pode!...

Visitem Duanny
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Esperança - por Marília Abduani

Um fiapo de luz
atravessa a cortina
e entra,
sorrateiramente,até onde eu estou.
Toca, toca, levemente,
ilumina todo o espaço.
E eu fico assim, cintilante,
até que rompa o instante
e eu a carregue em meus braços.


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Ave Maria no Útero - por Manassés Diego

................Nosso sonho custou.
Me fará conhecer teu asilo

Onde uma grande floresta de peitos foi derrubada
Onde
Encontrei nossos frêmitos

Deixe minha criança te pegar
Aquela criança fechada

A roda do tempo
E um delírio

não tenha pressa com a luz –

Utilize esses nomes
Esses desvarios

Onde uma grande criança...

Tenho o verdadeiro mundo de uma paisagem
tomado.
Inocentemente

Sais foram
Milagrados

Selvagens, eu também não posso aguentar
Isso por muito tempo

Que reza!

Que tortura seria

Mas eu prometo escapar
Não, não desastradamente

Mas: francamente

Como alguém que merece

Foi mesmo coincidência
Ter te amado

Teus pensamentos
Tragam momentos
preciosos
os meus,
os meus

Calidezes aparecerão

E não podes me oferecer escapada


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domingo, 22 de novembro de 2009

Consciência - por Alba Vieira

Estou só nesta masmorra.
Tudo é cinza, frio e sem vida.
Não encontro nada que me toque.
Minha emoção está congelada.
Espero o fluir das horas até a libertação.
Meu corpo cheio de vida reage e sofre.
Impossível negar a vida, unicamente porque assim deve ser.
Tento, desesperadamente, escapar dessa opressão.
Meus ouvidos tapam e zunem para não ouvir.
Meu corpo se arma e não permite a circulação de energia.
Preciso me proteger de mim mesma.
É necessário paralisar as reações.
Nesse momento, elas me são prejudiciais.
Devo boiar no lago como folha seca caída.
Levada pela brisa, eu vou certamente para um lugar melhor.
Prevejo as mudanças.
Nessa manhã, enquanto vinha para a prisão,
Soprava um vento de transformação.
Estou amparada pelos seres de luz.

Não posso me identificar com a escória.
Macieiras só podem oferecer maçãs...



Visitem Alba Vieira
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Amor Tímido - por Flavio Braga

Eu te amo baixinho como um sussurro
Mas um tanto assim que o mundo
Não seria suficiente para abrigar tanto amor.

Eu te amo guardado a chaves e cadeados
Quebrados; todos sabem que ando mais desligado
E distraído como de costume.

De cabeça baixa e pensativo te escrevo um poema
Imaginando um amor digno de cinema
Mas preso à triste realidade
- cinema americano faz mal à saúde!
(mas a vida é um azedume)

Quando procuro sua mão é uma batalha vencida
contra a timidez, maldita proteção que me fez
não fazer tanta coisa que devia
e fazer outras tantas que não podia

Eu te amo humilde e ruborizado
Mas nada que um coração tímido e apaixonado
Possa aguentar, e até esperar
Pelas reviravoltas nas voltas que o amor nos dá

Mas tudo bem na minha, sem confusão.



Visitem Flavio Braga
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sábado, 21 de novembro de 2009

Distância - por Poty

Que o sussurrar do vento te leve um beijo carinhoso e eterno e me deixe em seus pensamentos para que a distância não apague de ti minha existência.
Não deixarei apagar. Os ventos sopram no quadrante - entre o sul e o norte, de leste a oeste - e carrega-me até ti. A distância é física de corpo presente, mas a gente sente com a mente esvoaçante voando sem fim.



Visitem Poty
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Ele Manda e Você Obedece! (Parte 2) - por Yuri

Ele (destino) manda e você obedece!

Mas mesmo aquelas promessas todas sendo bem quentes, foi difícil. Está sendo difícil! E muito!
Mas eu tentei e fui eu mesmo e dei o melhor de mim... Está sendo longo...
Nesse mundo não há ninguém melhor em que eu possa acreditar e voar junto?
Eu via só você, mas sei que hoje é tudo muito diferente, eu estou decolando sem você.
Apenas eu. Apenas eu. Decolando sem você.
Hoje mesmo se você vier me querendo eu não o quero mais.
Não depende do seu toque e sim de que futuro irei ter.
Os grandes caminhões não aguentam por tanto tempo.
Eu não gosto do gosto amargo de rum e não quero ser reflexo do seu amor.
Sou como um vidro que pode se quebrar fácil e depois, mesmo o tempo unindo-o de novo, restarão as cicatrizes...
As rachaduras de cada amor ficaram, para sua lembrança que finjirá não se lembrar para não fixar a ideia novamente das rachaduras passadas. É... É bem complicado, eu sei.
Mas a ordem do destino é seguir. Mesmo que você termine só, você o obedeceu, você tentou, teve esperanças, porque a esperança pode ser aquela que te mostre a saída outra vez... E é melhor pensar assim. E não deixá-la morrer.
Não quero ganhar o troféu do que já foi mais importante pra você, pois eu não consegui cruzar a montanha e alcançar ao seu amor.
Nada mais me importa!
Eu tentei com muita fé e luz, mas o meu melhor não te tocou. E agora é tarde, já anoiteceu pra nós dois e eu já tenho que ir.
Eu sei que foi grande e bastante intenso, mas não me lembre do que você não quis continuar.
Quer que eu chore por você novamente? Pode apostar que eu tentarei não seguir sua vontade, porque o que vale é que você tanha tentado subir a montanha mesmo que não tenha alcançado o outro lado.
Pelo menos eu tomei bastante tempo de sua atenção, mas eu não posso sair do tênis alto, não posso me desvalorizar voltando a você.
Mas o que há? Não é disso que se trata. Eu não vou voltar, baby! É melhor se acostumar que nem tudo é mais como você quer…
Não sou mais magnésio e você meu imã. Não somos mais prometidos como amigos ou amantes.
Espero que esse encanto acabe rápido! Porque eu não aguento mais sofrer como fã do seu amor forçado a isso.
É você sabe que está tudo tentando se juntar, e você quer vir com suas flechas novamente?
Eu não queria ser obrigado a começar meu show novamente. Eu não quero te explicar tudo de novo, me fazendo de sexy pra você tentar me ouvir melhor ou ler apenas meus lábios; vou fazer o melhor da minha vida: não te seguir!
Mesmo que seja em coração, o freio já gastou o bastante e não quero comprar outro, está na hora de não frear, de não acelerar de não entrar mais em nada disso.
Não existem amigos de infância, amigos de banda de rock, não existe dia feliz.
Mas tentarei, com ajudas alheias, sorrir, me livrar desse luxo sereno que você levou de mim quando se foi, sem piedade, tornando minha vida não a das melhores.
Não tentarei ir à orquestra para tentar tornar meus ouvidos mais aliviados, não irei esquecer fácil, fácil. Mas eu não sou mais um idiota. Não cairei mais na tua.
Mas pode ter certeza que tentarei não ouvir a grande parte de meu coração que reclama de sua grande ausência (de sua grande falta).
Mas agora é hora de voar. E obedecer ao destino. Não! Não! Eu nunca disse que iria ser fácil, ok?!


Visitem Yuri
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Perecível - por Kbçapoeta

Nem tudo é para se dizer nesse mundo,
Existem coisas que devem permanecer ocultas.
Caminho adentrando vertigens de nostalgias
Como se percorresse
O caminho de minha morte anunciada.
Como se fosse entrar em um estado de
Absoluto esquecimento.
Não existe morte!
Existe esquecimento.
Que são os versos,
Se não passagens do esquecimento?
O vento passa e arrasta as lembranças
Como os rastros das estradas.
Procuro o não-lugar,
Longe do segredo que oculta
A graça da recordação.
Quando se morre,
Começa o esquecimento.
Esqueço de quem fui.
Esquecem o que fiz.
Esqueço de quem fez.
Comungo com os sais minerais
Em um nivarna microscópico,
Entornando o húmus
Que ira alimentar a vida
Dos que ficam.
Aqueles que não lembro mais.



Visitem Kbçapoeta
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Sensatez - por Alba Vieira

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Sou sozinha, sou sensata.
Todos sabem: sou feliz.
É que estou apaixonada por mim mesma.
Do engodo do amor escapei por um triz.



Visitem Alba Vieira
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