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Eróticos.)




domingo, 28 de abril de 2013

As Sutilezas da Vida - por Ana

Há momentos em que somos tão sutis quanto uma manada de elefantes em fuga; mas o pior é quando isto acontece sem intenção. São as metáforas hilariantemente inspiradas e repentinas, aqueles insights originais que te fazem rolar por dentro e você fica doido pra dividir com o outro, aquela crítica cáustica que intrigou até a você mesmo pela perspicácia... Aí você abre a boca e, consequentemente, surge aquele abismo enorme entre você e o interlocutor. Onde eram esperados risos e opiniões, há apenas silêncio deprimido ou acusatório (quando não a própria acusação), e você percebe que deveria saber de algo que não lhe ocorre de forma alguma, você sente que falta alguma informação fundamental. Você acessa todos os arquivos mentais possíveis, desesperadamente, mas o seu mentel não te socore. Então só resta encarar a dura constatação: você deu um fora daqueles! Já era. Foi-se tudo por ralo abaixo: a conversa, a alegria, a empatia e, se duvidar, até mesmo a relação. Aquela se torna uma pessoa do outro lado de um fosso infinitamente profundo, que não permite pontes e ignora seus amigáveis sinais de fumaça. A vaca foi, definitivamente, pro brejo. Na carreira, com os tais elefantes...
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Vem Pro Bar - por Renata Zonatto


 
E se me apaixonei...
Foi porque você me fez rir.
Me fez lembrar que é possível acreditar
em todas mentiras que contamos
numa mesa de bar.
 


 

Belo Breve Berro - por Jeff Oliveira


Ele era belo. O Tempo seu inimigo.
Era etéreo, o ser instante sua essência.
Ele era silêncio, seu contra-ponto era um berro.
Veio o tempo e levou sua beleza embora.
Veio o instante constantemente fazendo sua vida mais breve.
Também o silêncio foi rasgado pelo berro da morte.
Mais um Narciso que se foi.
Assim é a vida: Somente um Belo Breve Berro.


Visitem Jeff (Jefferson Oliveira)              
 
 
 

Tem Muita Gente Falando Numa Língua - por Tércio Sthal

E INSISTINDO EM SEMPRE ESCREVER NOUTRA,
FAZENDO VALER O DISCURSO VERBORRÁGICO ONDE SÓ CABE
A ORDEM, A LÓGICA E O NEXO DO TALVEZ E DO QUEM SABE.




 
 
 





ACREDITANDO
 
Quero sempre pensar, sentir, imaginar, e seguir adiante,
mantendo, em mim, motivação suficiente para ser constante.

Não vim ao mundo para ser apenas uma pedra,
nem para viver no chão depois de sofrer a queda.

Aprendi com as abelhas que devo cumprir o meu papel,
ferroando quem atrapalha e fazendo deliciosos favos de mel.

Com as formigas aprendi que não devo trabalhar sozinho,
trabalhando em equipe o esforço é menor, é pequenininho.

As águias ensinaram-me a voar bem alto, e cada vez mais longe,
vir do céu ao chão para ganhar força e ir na direção do horizonte.

Creio que minhas ideias e lutas nunca serão em vão,
nem pelos vãos dos meus dedos se esvairão os meus anéis
creio que no compasso das batidas do meu coração
hei de estabelecer e cumprir cada um dos meus papéis.

Não hei de reclamar das densas nuvens, nem do sol quente,
todo dia será um bom dia para fazer brotar e crescer sementes.
 



Visitem Tércio Sthal                      
 
 
 

Selo “Mais Que Parceiros - Verdadeiros Amigos” - Recebido de DAS



 


 
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Eram Tempos de Flor - por Adir Vieira

Eram tempos de flor aqueles em que o riso era meu companheiro de todas as horas...
Eram tempos de flor aqueles em que eu vivia a vida sem compromissos, sem rótulos, sem ter que fazer de mim o espelho exato do apêndice adquirido ao longo da vida...
Eram tempos de flor aqueles em que nada havia além de mim, pousando zombeteira em todos os palcos, responsável unicamente por mim mesma e por meus atos de alegria...
Eram tempos de flor aqueles em que a vida cheia para ser vivida mostrava a mim as verdadeiras nuances do prazer e do progresso...
Eram tempos de flor, em que o mínimo era tudo e só o amor dançava seus vários compassos, transformando a espera em sonho.
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sábado, 27 de abril de 2013

Salve poeta - por Poty

Salve/salve/salve
Poetas dos amores
Das paixões
Alucinações
Viajantes sem asas
Inacabados
Das musas de corpos nus
Das bruxas insanas
De santas endiabradas
Revigoram nossos pensamentos
Mexe com nossa louca vestimentas
Desnuda nossa vontade
E nos faz escrever...
Salve/salve/salve
Poetas do mundo!
Num segundo é tudo que se imagina para este pequeno mundo que se desfaz na nossa desfaçatez.
Poty – 14/03/2013


Teu coração - por Poty





Amo teu coração
Satisfaz teu coração
Explode
Pulsa
Sacode
Mexe
Borbulha feito criança
Sangra
Estampa
O meu!
Poty – 14/04/2013

Arte na rua - por Poty





Arte de rua
Pinta nua
Desfaz crua
Ela continua
Poty – 19/04/2013

És Tudo Para Mim - por Poty



Minha paixão, vivo pensando em ti.
Não vivo sem ti...
Faz-me sofrer, não me dá atenção...
Eu não vivo sem ti...
És minha vida com ternura... Não faz assim comigo!
És tudo para mim!
Fico sem sabe o que fazer!
Me faz chorar
Não sei mais o que fazer?!
Só sei que sou fascinado demais.
Poty – 24/04/2013
 



Imaginário - por Poty





Com este olhar profundo almeja-se o mundo.
Imagina-se transcender.
Vendo tudo sem perceber.
Realiza-se fantasiosa imaginária alusão.
Poty – 25/04/2013

O Gato - por Poty



O gato olhando para seu mundo, não o dos outros e nem sabe qual é, mas Ele na janela sabe qual fitar e seguir seu instinto Felino de ser.
Não queria mostra ao mundo o seu pulo, o qual os humanos chamam de “o pulo do gato”.
Ele preferiu ficar sentado na janela a olhar o mundo.
Poty – 24/04/2014

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ela e seu encanto - por Poty



Com todo seu encanto sublime
Foi me encantando
Com toque sensual
Sem pudor
E com merecimento
De sê-la observada
Poty – 25/04/2013

sábado, 20 de abril de 2013

Momentos interessantes - por Poty





Nos encontros
Com menina
Moça
Mulher
E Parceiros
Longas viagens e duradouras
E loucas sem parar
Não sem sabe quando parar
São conversas
Intermináveis
Incontroláveis
Chega mais
Vão
Não vai
Viagens a outro lugar
O sono se vai
Não tem noite
Nem dia
Num free lance
Sem agonia
Não se perde
E nem se ganha
É um frenesi
Conversa rola solta
E a parada continua
Cada carreira é mais louca
Inerte
Não sabe mais o que fazer
Se dorme ou continua
Apenas fica no mundo da lua
A noite é nua e crua
De dia se procura
É incessante e latente
Se busca na rua
Poty – 06/04/2013


Meu enrosco - por Poty





Enrola-me
Enrosca
Me farta
Deixa-me ficar no seu ninho!
Quero seu corpo enroscado no meu
Faz-me de seu dengo
Chamego
Apego
Quero seu relevo
Suas curvas
Sua fartura
Sem largar mais!
Poty – 10/04/2013

Aflora - por Poty




Fogo paira sobre você
Assanha
Tuas entranhas
Remexe pro dentro
Teu corpo dói
Sofre de prazer
Clama
O silêncio aclama
Teu grito inflama
É como se fosse brasa
É ardor
Muito clamor
Poty – 14/04/2013

domingo, 31 de março de 2013

Feliz Páscoa - por Alba Vieira

Chega a Páscoa e, nos dias que a antecedem, encontro, pela rua, muitas crianças com seus rostinhos rosados, depois de tantas brincadeiras, vestidas de coelhos, com aquelas grandes orelhas e bigodes pintados na cara.
E o que fazem os coelhos da Páscoa, além de esconderem os ovos para a satisfação das crianças, cuja missão, a partir daí, será procurá-los e a recompensa, descobrir os mistérios escondidos em cada um e poder desfrutar da sua doçura, enquanto sujam de chocolate os mesmos rostos antes mascarados de coelhos.
Penso então que, a cada ano, a Páscoa simboliza a oportunidade do renascimento de cada um de nós, o que não deixa de ser a possibilidade de estarmos abertos à transformação. Se a vida é o palco onde se desenrola a nossa evolução, esse período nos aproxima do objetivo maior de nossas vidas.
Mas, o que será que nos impede de renascer, de mudar, de nos tornarmos melhores para nós mesmos e, conseqüentemente para os outros?
Quando se trata de analogia, nada é por acaso nos contos, lendas, mitos através dos tempos. Por que então, o animal que simboliza a Páscoa é o coelho? Há muitas explicações, a principal relacionada à grande fertilidade desses animais. Entretanto, na mitologia dos índios norte-americanos, o coelho representa o medo.
Encontro dessa forma, a resposta para a dificuldade que muitos de nós apresentam no caminho da transformação. É o medo que nos restringe e, às vezes até nos impede, sobretudo o medo do novo, daquilo que ainda não experimentamos.
E, como nada permanece para sempre, o segredo da felicidade está em aceitar as possibilidades contidas em cada momento que a Vida nos oferece e fazer a melhor escolha possível em cada situação.
Aí, eu embarco no fluxo dessa história e desejo que cada um de nós busque no fundo de si mesmo, qual o tipo de medo (aquela sua dimensão relacionada ao coelho) que o está impedindo de se abrir para algo novo, um novo tempo, o renascimento de algum aspecto da sua vida, seja no terreno pessoal, de relacionamento ou no campo espiritual e tente lidar com ele de frente e conseguir ultrapassá-lo.
Travestidos de coelhos, lidando com cada medo que escondeu um ovo importante no curso de nossa vida, metaforicamente poderemos experimentar a alegria de voltarmos ser crianças inocentes que, avidamente, procuram os ovos escondidos pelos coelhos e podem assim se deliciar com a descoberta do que o ovo contém e se lambuzar com a sua doçura.
Afinal, a vida pode ser doce para quem supera os seus medos e ousa ir, em busca dos seus desejos.
Feliz Páscoa!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Para InEx, da Inox - por Ana


InEx, minha cara InEx...
Não fique assim desolada...
Se o Duelos 'tá quietinho,
Vamos dar uma acordada.

Então eu quebro o silêncio,
Eu semeio no deserto,
Faço brotar palavras,
Chamo os amigos pra perto.
 
Mas eu devo corrigi-la:
Já houve duelos sim!
Eu duelei com o Gio
E com a Raquel. Aqui!
 
Foram duelos longos,
Que me deixaram um vazio...
A Raquel, codinome "Ninja",
O "Monge" era o amigo Gio.
 
Eu era a tal "Samurai"
Que não perdoava ninguém.
Houve até duelo em chat,
Plateia e torcida também.
 

Segredos, não sei se alguém
Aqui os quis revelar,
Sendo um espaço público,
Acho difícil encontrar...
 

E se a Alba viajou,
Logo ela deve voltar
E nos brindar com alegrias
Quando voltar a postar.
 
 
É... Música não tem mais...
Eu gostava tanto delas...
Mas nos arquivos do Duelos
A gente encontra... Deveras!
 

E já que no seu castelo
É a solidão que impera,
Trago aqui, sem devaneios,
Uma santa proposta a vera.
 
Venha com sua loucura,
Deste castelo distante,
Abra a porta secreta,
Espie por um instante:
 
Se é contenda que quer,
É contenda que terá.
Eu aceito um seu duelo
Se assim te agradar.
 
É só escolher o tema
Ou a forma, 'cê quem sabe...
Pode escolher as armas...
Te digo: prefiro o sabre...
 
Pode criar personagem,
Soprar vento aterrador,
Exercitar nos embates
O seu dom "poetador",
 
Desafiar os vocábulos,
Descer da torre brilhante,
Decidir que vai ficar...
Numa armadura ofuscante.
 
Assim achará um sentido?
Irá se reconhecer?
Parará com o palavrão?
Encontrar-se-á com você?
 
Irá se desesconder?
As palavras vão te guiar?
Você guiará as palavras
Falando o que quer falar?
 
As respostas eu não sei,
Você é quem sofre seus ais.
Mas algo eu posso afirmar:
A ideia do blog é DEMAIS!
 
E seguindo esta ideia,
Paro os questionamentos,
Torno público o desafio,
Dou um direcionamento:
 
Com "arte e senso crítico",
E com muitas inspirações,
Eu te convido, amiga,
Prum duelo de leões!
 


Resposta a "Deserto" e "Saudade", de InEx TrEe FaLLs.
 
Referência aos seguintes duelos: "A Ninja x A Samurai" e "A Samurai x O Monge".


 

Favela - por Alba Vieira


Avisto ao longe um aglomerado de casas,
Tão iguais na cor tijolo das paredes sem reboco,
Diferentes no tamanho,disposição, número de pavimentos.
Algumas sobressaem por artefatos enfeitando as paredes.
Outras se escondem no fundo das vielas.
Favela...
Abrigam tanta gente, que é igual e diferente,
Irmãs nas dores de um presente sem futuro,
Diversas sendo o berço de sementes que vão brotar,
Apesar de nascerem em condições tão adversas,
Essa mesma dificuldade superada as fará belas.
Penso na energia que emana desse bairro,
Que no silêncio da madrugada esconde os gritos.
Tantos sonhos reprimidos, tantas mágoas,
Assombros, horrores, desenganos, um mundo desvalido.
Mas, entre tantos embriagados que só sofrem
Ainda há aqueles que insistem em viver,
Que fazem da dura escalada a sua sorte.
E, moldados pela restrição hão de crescer.
E sua força os guiará sempre em frente.
Sua vontade há de imperar na desolação.
Levarão com eles outros tantos seguidores
Menos obstinados, mas propensos à imitação.
E essas sementes explodirão em frutos doces,
Filhos de árvores majestosas com raízes muito fortes.
E é assim que esse Brasil de sul a norte
Através do seu povo se desenvolve.
O poder público amplia seu papel nesse momento,
Mas é a natureza de cada um que garantirá o crescimento.


                                                        Visitem Alba Vieira




Cônjugues - por S. Ribeiro



à outra ele inflama
tudo verte mobiliza
o tédio lhe enche o
dia com espaços até
que se encha com
sabor de fêmea

de mim pouco estima
vista cansada braços
fracos de mim nada
detém ele permanece
engolindo o que nunca
tira do lábio dela
 

Visitem S. Ribeiro