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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 21 de julho de 2009

As Nossas Palavras XIX

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Wordle: As Nossas Palavras XIX
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Imagem: Wordle
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Provérbio Chinês em As Nossas Palavras XVIII - Enviado por Adhemar

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A língua resiste porque é mole; os dentes cedem porque são duros.


Visitem Adhemar.
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Amizade - por Alba Vieira

Existe uma infindável coleção de textos sobre amizade. Muito tem sido escrito sobre esse tema. Fala-se bastante das diferenças dela e do amor, enaltecendo-se as suas vantagens em relação a ele. Talvez não haja nada mesmo a acrescentar.
Agora há o Dia do Amigo e, embora quem possua um possa contar com ele todos os dias, é uma lembrança que nos traz a vontade de tecer algumas considerações a este respeito.
Eu penso que amizade seja uma espécie de amor em que pessoas são atraídas umas pelas outras, se aproximam e a partir daí experimentam um sentimento bom que as faz querer permanecer perto e se, por alguma razão, precisam se afastar, sentem um vazio, incômodo ou pesar. Acontece de forma espontânea, sem querer e, de súbito, descobre-se que os laços já são fortes, às vezes indestrutíveis.
Amizades se consolidam em tempos diferentes, cada uma a seu jeito.

Há amigos que se descobrem depois de um olhar e se mantêm próximos por toda a vida.
Há os que iniciam a amizade por conta de coleguismo em escola, clube ou trabalho e, aos poucos, o sentimento se aprofunda e transforma-se.
Existem aqueles que se aproximam com a intenção de romance e percebem que a emoção que os une é pura amizade.
E há os que se tornam amantes, até se casam, vivem juntos por muito tempo e um belo dia vão cada qual para o seu lado, levando de lembrança uma amizade que perdurará apesar do rompimento do casamento.
Descobrem-se amigos, com frequência, caso se passe por dificuldades, tendo-se então a grata surpresa de ser socorrido por alguém sem esperar.
Há amizades que compartilham no social, nascendo e se mantendo nos momentos de lazer e, por vezes, se restringindo a eles e nem por isso deixando de ser um sentimento profundo.
Algumas amizades emocionam demais porque, ao conhecermos determinada pessoa, temos uma espécie de déjà vu e sentimos como se ela sempre tivesse feito parte de nossa vida, é um reconhecimento. E nesta categoria há amigos que são esperados por alguém que desde há muito tempo intuiu que eles viriam para a sua vida, tendo conhecimento prévio, inclusive, do tipo físico, caráter e mesmo de circunstâncias futuras.

Acho que existem diferentes categorias de amigos, tantas quantas há de individualidades neste mundo.

Amigos não precisam ser sempre agradáveis, espera-se mesmo deles que não se privem de nos contrariar quando for preciso. Mas todo amigo espera do outro a sinceridade e a espontaneidade. Porque na amizade não deve haver cobranças. É um sentimento que deve fluir naturalmente. Mas é preciso esperar por um amigo para que a vida tenha mais graça; ser receptivo ao seu amor nos traz muitas dádivas.
Amigos, se são amigos, não carecem de palavras. Agem em prol do outro porque o percebem e compartilham suas necessidades. Também não fazem questão de agradecimento, pois fazer por um amigo já gratifica demais.
Amigos acolhem, orientam, compartilham, acodem, estimulam, esclarecem, corrigem e até penalizam se realmente podem ser chamados de amigos. Porque este encontro de almas é tão profundo que permite que façamos ao outro o que desejamos que ele faça por nós.
E amigos se compreendem a ponto de serem dispensáveis, totalmente, as manifestações de ciúme, já que não há insegurança, pois não há cobranças ou expectativas.
A amizade é como um lago tranquilo onde podemos olhar e vermos refletida a nossa própria imagem. Ventos de mudanças poderão distorcê-la, mas, quando cessam, outra vez podemos nos enxergar claramente.
Para mim, a palavra que expressa melhor a amizade é sintonia. Se há sintonia entre dois seres, haverá ressonância e pode-se fazer música. A amizade é uma música que faz dançar nossa alma.
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Feliz Dia do Amigo para todos.
Que possamos sempre valorizar, compreender e respeitar o sentimento de amizade.
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Visitem Alba Vieira
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In Vero Míssil - por Ana

Que mané conversa mole!
Preste atenção, seu Gio:
Sou correta nas palavras,
Do sentido não desvio.

Não invento o que não é,
Não distorço, não disfarço,
Avalio, igualmente,
O que fazem e o que faço.

Às vezes sou inspirada,
Isto tenho que convir,
Mas... se não fica legal,
Eu não vou subtrair

Comentário pertinente
No próprio corpo do texto.
Mas a questão aqui
Ocorreu em outro contexto

Que não é assim tão simples
E passo a vos explicar
Pra ficar tudo certinho,
Cada coisa em seu lugar:

O Gio me fez duo-acróstico!!!
Eu fiquei impressionada!
E na sequência da conversa
Escrevinha entrou na parada.

Fui responder a ela
Com acróstico também,
Mas não foi duo, foi simples,
Pro detalhe atentem bem!

Porque desta dupla façanha
Eu não sei se sou capaz,
Não tenho a facilidade
Que possui este rapaz.

E então, no próprio acróstico
Expus a limitação
Que eu tenho, com certeza,
E o menino não tem não.

Então, me digam, amigos,
Se é caso de “glicose”,
Se usei falsa modéstia
Ou mesmo conversa mole.

(Se o Gio é cabeça dura,
Como ele próprio diz,
Não enxerga o seu talento
E se vê como aprendiz,

Não tenho culpa nenhuma
Da sua autocegueira,
Mas todos nós, que o lemos,
Sabemos, sobremaneira,

Como ele escreve bem,
Como é original,
Como domina as palavras
E o lado informacional.

E se quer que o convença
Disto, com mais empenho,
O que falarei que não disse
Antes, até com engenho?

Cheguei a escrever aqui,
Em meio à seda rasgada:
“Diante de vós, Dom Giovanni,
O Mozart não é nada!”

Se ele quer mais que isto,
De duas uma, não mais:
Ou é baixíssima a autoestima
Ou se valoriza demais.)

Mas, voltando ao principal:
Por causa dos eloGios
E da minha sinceridade
Quanto aos meus versos baldios,

Ele me prometeu tapa
E eu fiz o maior escarcéu.
Então, como consequência,
Me pôs no banco dos réus.

Mas que coisa inverossímil!
Gente, dá pra acreditar?
Que moleque abusado!
Vou pô-lo no seu lugar.

A cara Escrevinha tá certa:
Menino, tu é atrevido!
Já não bastava a ameaça
Que fez ao meu pobre ouvido?

Ainda vem, respondão,
Chamar de “surto de humildade”
As palavras que surgiram
De sacrossanta verdade.

(Aquela que tu venera,
Da qual sente a maior falta
Neste mundo de aimeudeus
Que por ela não se pauta.)

Usou grossa analogia
Para tentar ofender
Numa fina ironia
Que não fiz por merecer.

E me chamou de pentelha
Depois de alguns elogios...
Para com o morde-assopra,
Sei que não é teu feitio.

Depois inverteu os polos,
Se pôs no lugar de pai
Que precisa educar o filho.
A paciência se esvai...

E deixa no lugar dela
Uma fúria sem igual!
Criatura, se tu brinca
Com fogo, vai se dar mal!

Não me ameaça de novo,
Garoto tri abusado!
Que eu sigo a Escrevinhadora
E te deixo em maus bocados.

E se você estivesse
Quietinho aí no seu canto,
Eu não teria levado
Tal susto, eu te garanto!

Te digo mais uma coisa:
Eu não estou enganada!
Só reagi à altura.
Quem mandou jogar granada?



Resposta a Sempre Alguém se EngAna..., de Gio.
Referências: Duo-acróstico pra Ana, de Gio;
Doce para Todos, de Escrevinhadora;
Escrevinhadoce, de Ana;
Opereta para Gio, de Ana;
ópera “Dom Giovanni”, de Mozart;
comentário de Gio em Escrevinhadoce, de Ana;
Desagravo, de Escrevinha;
A Verdade a Ver Navios, de Gio;
sobrenome Granada de Gio.
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Wolfgang Amadeus Mozart.

“Amigos” - por Dan

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“Não te esqueças que os estranhos são amigos que ainda não conheces.”
(Abraham Lincoln)
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“Bom dia, amigo
Que a paz seja contigo
Eu vim somente dizer
Que eu te amo tanto”
(Vinicius de Moraes)
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Feliz Dia do Amigo!
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Visitem Dan
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Quem Avisa Amigo É (No Dia do Amigo) - por Escrevinhadora

Rapaz, você vai se dar mal
dê uma olhada para os lados
veja se tem algum barbado
te apoiando neste blog
O Bruno aparece e some,
O Leo, o Kbça, o Casé
quase nunca dão sinal.
Se você não notou, vou dizer
escuta direitinho, ô tchê
se liga na nossa parada
aqui impera a mulherada.
A Adir, a Alba, a Ana
escrevem quase todo dia
A Fatinha, a Escrevinha
não falham uma semana
ainda tem Clarice e Charmosa
e veja você que beleza
vestivermelho e Thereza.
Preste atenção, oh Gio
você tá ficando sozinho
no meio do mulherio.
É tanto hormônio feminino
fluindo com as marés
mudando com a lua cheia
você vem com puxão de “oreia”
e vai apanhar de “muié”.



Resposta a Sempre Alguém se EngAna, de Gio.
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Minha Demência Não Vem ao Caso - por Fatinha

Querido Brógui:

Domingão, levanto-me uma hora antes do necessário para ir fazer mais uma prova. É. Uma das máximas da minha vida é “todo castigo pra corno é pouco”. O que me deixa mais aliviada quanto à minha condição cornídea, é que se tem uma coisa que não falta nesse mundo, é corno. Tinha pelo menos uns cinco mil no mesmo lugar, na mesma hora! Chego lá no local determinado, na hora marcada, depois de minha amiga ter me explicado com gráficos e diagramas que quando o horário de verão acaba a gente adianta o relógio (Ou atrasa? Esqueci de novo como é o negócio, mas minha demência não vem ao caso.).
Toda malandrinha, dentre os meus petrechos para dia de prova, incluí um casaquinho de jeans, contando que poderia sentir frio por causa do ar condicionado dentro da sala. Ar condicionado? Ventilador de teto e olhe lá! Paguei duzentos reais na inscrição da porra do concurso para ficar enclausurada na antessala do inferno! Lá pelas tantas eu dei uma de motorista de ônibus e arregacei a perna de meu chiquíssimo macacão vermelho até o joelho. Só não perdi de todo meu sexy appeal (é assim que se escreve?) porque estava com minha linda sandália prateada e foi uma ótima oportunidade de exibi-la (se é que alguém ali estava minimamente interessado em olhar para meus pés).
Malandramente também não havia levado nem uma garrafinha de água, seguindo minha irretocável lógica lusitana (desculpe aí, Lelê) de acordo com a qual, se eu bebesse água, teria vontade de fazer xixi e para fazer xixi eu teria que tirar o meu chiquíssimo macacãozinho vermelho e isso seria muito trabalhoso (Por que eu vesti o raio do macacão vermelho? Já disse que minha demência não vem ao caso.).
Mais uma vez comprovando empiricamente a minha tese de que todo castigo pra corno é pouco, deu vontade de ir ao banheiro (sim, deu vontade de fazer xixi mesmo sem ter bebido uma gota de água desde que amanheceu, mas como exaustivamente dito, minha demência não vem ao caso). Nem preciso dizer que a fila já estava grande. Esse povo não tem banheiro em casa, não? Avaliei a situação e resolvi deixar a fila diminuir (só eu mesmo pra pensar que a fila do banheiro feminino iria diminuir, mas minha demência não vem ao caso).
Bem, quatro horas de espera até a prova começar, mais cinco horas fazendo a prova, desidratada, suada, melada, descerebrada, descabelada, com fome, ainda fico esperando minha amiga no lugar errado (a essa altura do campeonato, minha demência não vem ao caso MESMO!).
Mas, tudo bem. Consegui achar o caminho de casa e agora, escrevendo, concluo que está na hora de eu passar num concurso. Minha demência está extrapolando todos os limites. Mas isso não vem ao caso.



Visitem Fatinha
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Cesare Pavese e o Destino - Citado por Penélope Charmosa

No fundo, a sabedoria do destino é a nossa própria. Porque a acompanhamos com uma consciência incessante daquilo que, no fundo, nos é permitido fazer. Podemos estar sujeitos a algumas tentações mas nunca nos enganamos. Agimos sempre no sentido do destino. As duas coisas formam uma só.
Quem se engana é porque ainda não compreende o seu destino. Quer dizer, não compreende qual a resultante de todo o seu passado - o qual lhe indica o futuro. Mas quer o compreenda ou não, indica-lho à mesma. Cada vida é aquilo que devia ser.



In “O Ofício de Viver”.
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