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domingo, 12 de setembro de 2010

Piano e Piano - por Manassés Diego

.....Só
..........Tua manhã é o mesmo tecido, franco de morte, beijo montanha, tremer de amor no
....santuário,
.....De nunca em nunca, minguante
.....Deixavas fotografias acorrentadas espalhadas como se fossem fugir pro deserto, pro
....carrossel...
.....Contas que o teu universo abriu, trazem de volta o dinheiro esperado, unido suavemente
....a nós.
.....Prece desaba.
.....Num lugar sem sol e sem estâncias, teu navio e trem (que são um só) esperam por nós abalados pela carga
.....Faltando pílulas ou peles na tua canção.
.....A profundidade sem querer ser profunda, ama
.....Vamos.
.....Giram na tua frente esconderijos, relançam flores. Vida a passar o receptivo.
.....Qualquer coisa pode ser absurda, menos a existência
.....E a distância é
.....Achada
.....Fica com as maçãs do teu rosto, boas fomes pra você, santuário real dos caciques!
.....Pessoa que me encontra! Que me espera!
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Primeira Tinta - por Manassés Diego

.........A cabeça gigante acima dos telhados de linhas... Um pensa na cabeça do outro, todos somem aos poucos.

.........O chão são animais coloridos; A verdade das mãos. Um pássaro sério olha. Tudo isso em azul frio manchado.

.......Visão de longe e de perto.

.........Figuras por acidente, rolos de partituras. Nos deixa alucinados... O equilíbrio sucessor.

.........Valor nascido. Quem manterá o hospital desligado?

.........Deve se querer correr, quando aparecem fulgores deuses, fulgores alvos; O que cai cai bonito. Reflete.

.......Mescla o São João com qualquer outra coisa. Talvez a sequência do sol. E tudo isso rápido demais pra morrer.

..............Cabeça gigante. Olhos fechados sobre a celebração de uma loucura.

.........Celebrai.

.........Isso não vem de mim, passa por mim.
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.Visitem Manassés Diego
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nossa - por Manassés Diego

..............Quando eu me apaixonei pela decadência
Eu estava cheio da grana
............Num avião indo pra Paris
.................Meus fantasmas bem
...............Embora os coros clandestinos
...............Nos enrabem. Nosso canto objetivo.
................Eu assumir
................Eu cuspir
...............O corpo que treme é bem-vindo,
...............Montparnase
...............Essa experiência tem duas videntes
...............Uma, eu conheci
...............Na estação de
...............St. Michel
...............Outra, apenas olhei pela janela avermelhada
...............Desde que ela foi feita, ela nunca foi esculpida

...............Parecia
...............Numa aventura
...............Religiosa secreta

...............Assumia a Boneca
....................Que era no universo

...............Que
...............Não brincava no universo

...............“Então minha benção será lenta?”

...............Uma
...............Na sua doidera muito cedo

...............Aumentando a doçura?

...............Aberta

...............Descansando e esperando um único vagão

...............E
...............Soava

...............A outra
...............Velha e deusa

...............Fechada

...............A conservação do meu espírito vai importar
...............Esse mágico que condena
...............Os humanos

...............Como se
...............Fazendo alcoólatra

...............A partir dos dedos
...............Pendurados
...............Dos quartos de hotéis

...............Esqueci a vida
...............Chamando os Malditos franceses
...............Eles me invocaram primeiro

...............Viajaram

...............Nossas imagens não são mentes

...............E elas
...............As duas
...............Renascimento


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Germina - por Manassés Diego

Inútil explicar via mente.
Minha fraca, não olho as coisas para recordá-las: todos fenômenos
naturais se colocaram em vício, – Troca de falésias, enfim a técnica
acabou com o desespero. Em progressos espirituais mais audíveis,
até a alvenaria de margens sem pressa nem realidade. – Anseio n-
ão terminar como aqueles que amo.
....Não respondem a “Como vivem?” “Como se destroem?” Aco-
mpanham o brilho quando ele cega.
....Ó, fraca, perdendo vultos, esse canto será dos troncos enraiza-
dos; longe do que vê perdido.
....– Vocês acabaram com a minha saúde, agora restabeleçam minha
pureza... Será outra tonalidade. Outros peitos. Para trazermos novas
obrigações. E tiroteios de coreografia...
....Dividir nuvens em pleno manicômio e trair – deixe que role isso até as vidas...


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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ave Maria no Útero - por Manassés Diego

................Nosso sonho custou.
Me fará conhecer teu asilo

Onde uma grande floresta de peitos foi derrubada
Onde
Encontrei nossos frêmitos

Deixe minha criança te pegar
Aquela criança fechada

A roda do tempo
E um delírio

não tenha pressa com a luz –

Utilize esses nomes
Esses desvarios

Onde uma grande criança...

Tenho o verdadeiro mundo de uma paisagem
tomado.
Inocentemente

Sais foram
Milagrados

Selvagens, eu também não posso aguentar
Isso por muito tempo

Que reza!

Que tortura seria

Mas eu prometo escapar
Não, não desastradamente

Mas: francamente

Como alguém que merece

Foi mesmo coincidência
Ter te amado

Teus pensamentos
Tragam momentos
preciosos
os meus,
os meus

Calidezes aparecerão

E não podes me oferecer escapada


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domingo, 26 de julho de 2009

Militar - por Manassés Diego

Os guardadores de cortina te olham, eles arrastam prisões por onde passam.
Bom é que coisas de fora podem entrar, ministrando sequelas, num encontro de sensações ameaçadas – tudo tem que ser comido hoje, meu amor; aqui, nossos poros terminam.
Tu na aventura sem profetas. Noites sem dinheiro e pintores na cabeça.
Porque é a explosão pegajosa interior. Visível que acaba. Os sons próprios da vida se forçam.
Vimos no palácio o efeito, como se o esboço tivesse a ver com o veneno... com o acaso. Fome para um novo ser.
Corpos como desculpas esfarrapadas, o universo tilintando uma orquestra, renovações do singelo, desesperado, único...
E árvores.
Desejos umbelíferos, nós que temos que terminar nossa vida em breve, saímos em caça.



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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Corte Eterno - por Manassés Diego

Chato ou hino da tua glória

Um disco girando na natureza
.............Corpo
Alcançar o sangrento
Logo ser perfurado pela colina da visão
Ser lançado em pedaços e dizer “Estar chegando”

Dizia um monte de voz
No inferno livre ou crime

Sem nenhum interesse;

Ensina-nos teus corpos,
Transforma em feltro teu esperma

Viga, vigia tua cabeça
E nos livra dos cabelos

Come
Me come
Destila tuas fantasias e nos faz parir

Semblante e tragédia

Suspeita de nós que rimos aos poucos

Desiste de nós e nos encaixa numa fábrica.

Sobrevive aos créditos dos celulares

Queima,
E desfalece nossos órgãos

Tritura tua camada

substitui-nos por amantes

Joga uma iluminação na minha cara

Estabilizadores de alma, para não queimarmos
Com a eletricidade
Com a falta de voltagem do viver

Chove na sabotagem, mas na minha.

Quando acabou todos os desenhos que fiz no chão

Desesperadamente pendurado,
Furou

Rodelas piscando
E jantas

Câmeras da noite,
Da cidade dor

Alto, até que se pode ver através dos muros

Como empilhamento de dor
.................No estoque da Afrodite.
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17° colocado no Concurso Nacional Poesiarte 2009 - RJ
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Acendem - por Manassés Diego

A venda que deveria estar nos olhos está na boca – ternuras!
Senhores divertidos, mitigarão paisagens na volta: nós, crianças de um novo circo, entregávamos aos prazeres as carnes desconhecidas, todos símbolos falsos – todos símbolos são verdadeiros!
Acreditávamos só no alojamento. Imitávamos os doces e injustos. De vez em quando, alguém se levantava desesperado “Eu quero ajudar minha família”... mas logo essa loucura era esquecida.
Passávamos mensagens.
Essa batida acaba com a lucidez.
Quando todas as manhãs abraçavam-nos, as cabeças, dentro desse arco, haveriam de apresentarem... mas a claridade daqui mistura nossas dores; mistura.
Ansiamos por um paraíso mal alimentado – onde queiram nos ver.

***

De dia, seremos substituídos, e a noite – nos atrairão para sempre.
Máscaras! Encantos! A pergunta é se, alguns jovens dedicaram sua vida e fortuna a pessoas como nós, serão recompensados. A amargura dançante de baile abraçados.
Almas cobertas! Suas experiências nascerão; sua calma, dilacerada por andróginos, tirem-nos desse quarto! R$ 200 ao mês!
O amor existiu...



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