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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Eu não gosto de Paulo Coelho, mas Machado, eu amo! - por Bruno D’Almeida

Dom Casmurro - Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis



“Precisei exorcizar Machado dos traumas obrigatórios escolares. Lendo Memórias Póstumas de Brás Cubas, pela primeira vez passei a fazer digressões sérias sobre a hipocrisia humana. Uma pessoa morta não deve nada a ninguém, pode falar o que quiser sem as máscaras da falsidade.
Eu acho ótimo também como ele consegue colocar Bentinho como um grande idiota, revelando a superioridade de Capitu. Para mim, o grande barato neste livro não é se Capitu o traiu, mas sim a grande incapacidade de Bentinho amar e aceitar o domínio de Capitu sobre ele.
O capítulo do primeiro beijo entre os dois é a sutileza mais latente: ela o domina, toma a iniciativa, eles se beijam loucamente, e ela ainda consegue se mostrar segura para mentir quando a mãe adentra a sala: Mamãe você viu o que este senhor cabeleireiro fez com meus cabelos? Isso!
E Bentinho, amuado, trôpego, arremessado no canto da parede, denunciando o que fez, percebe que Capitu é muito mais mulher do que ele é homem.
Adoro essa capacidade de Machado de criar personagens tão densos. Mas como disse: é necessário se afastar do trauma da escola e ler Machado com prazer.”
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E você? Que autor você leu com prazer?
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Nostalgia - por Leo Santos

Nostalgia, dizia Saint-Exupéry,
é uma saudade não sei de quê;
portanto não é, o que sinto de você.

Talvez seja uma lacuna, sim,
Acho que descobrirei em dias,
Seguindo o conselho do Jobim.

Afinal, ele que disse, “a saída é o aeroporto”
Se a Oceania for pátria,
Não voltarei nem morto

Mas lá, sei é só terra, sem as virtudes do céu
Será que o lugar encerra,
políticos, Pocotó, e MC Créu???

Senão, estarei à vontade
Respirando melhores ares
Conjugado a outros pares

E se lá a nostalgia me pegar de verdade,
Rasgando sua máscara saberei,
Que é só um codinome da saudade…
.Tom Jobim

Anjo - por Raquel Aiuendi

Anjo é você
Na minha vida sempre:
Pra não esquecer.
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Caleidoscópio - por Alba Vieira

Refletem tudo
Seus olhos assanhados
Caleidoscópio
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De Agora ao Zênite - por Ana

Agora aprendo a amar… Antes,
boba, brincava no bar,
cantando cada cruz-credo!
Deitando, dormindo, doida,
evitando envolvimento…
Fazendo festas, farras
ganhei garanhões, garotos,
habitava, hábil, homens
idiotas, imbecis, imaturos.
Jovem, jazia em jejum de
lágrimas, lealdade, lar...
mas Maurício me mirou
numa nuvem de ninar,
os olhos de obsessão.
Parei, pensei, pedi:
quero, quando quiser,
rasgar os rotos revezes,
ser sua, sinceramente,
tecer talismãs, talentos,
urdir úmidas unções,
viver valiosa vaidade:
xales, xícaras, xodós,
zonza zelando o zênite.


Inspirado em “ABC-9”, de Raquel Aiuendi e................................................................
Acróstico”, de Leo Santos.................................................................
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Acróstico - por Leo Santos

Achado alheio, alado, aéreo
Buscando bálsamo boêmio, bebia;
Calado contrito, curtindo cautério,
Deixava doer, destino doía…

Esperava esquecer estrela evadida,
Fingindo ficar, frustrado fugia;
Gemido gélido, ganhando guarida,
Homem hercúleo, hiato… hemiplegia.

Instinto interno infeliz, ingratidão
Jovem joguete, jeito judiado;
Lágrimas, lâminas, lancetando, lassidão,
Mísera mesmice, mutismo manjado…

Nenhuma nova, niilismo nada,
Ode outorgado, outro opera;
Pomar prometido, pândega piada,
Quando quis, querida, quimera…

Remoendo restos, rústicos rosto,
Saudade semeando sádico sabor;
Tempo terno tolhido tosco,
Uísque urdindo, úlcera ulterior.

Vácuo vampiro, vazio vero
Xucro xodó, xadrez… xeque
Zanzando zonzo, zigue-zague… zero.
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Recado - por Raquel Aiuendi

Agora queria mandar um beijo para todos do blog
e outro especialmente pra vc, Ana: minha adversária Samur-Ai.
Inté +.
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Arder no Fogo Purifica - por Alba Vieira

Humanidade
Arde! Busca insana…
Fogo purifica.
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Inveja - por Passa-Tempo

Tem gente que acha a grama do vizinho a mais verde,
mas no fundo é tudo a mesma merda,
fruto da mesma terra,
adubado por nada mais nada menos que merda.


Inspirado em “Déjà vu”, de Leo Santos.
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Nem Todos Estão Aqui II - por Raquel Aiuendi

A Conquista da América Latina Vista Pelos Índios – Miguel Leon-Portilla (gostei, muito bom)
A Divina Comédia – Dante Alighieri (li trechos e gostei)
A Graça Libertadora no Mundo – Leonardo Boff (gostei)
Ação Cultural Para a Liberdade e outros escritos – Paulo Freire (gostei)
Cálice e Cuia: crônicas de pastoral e política indigenista – Paulo Suess (gostei)
Ecologia, Mundialização, Espiritualidade – Leonardo Boff (gostei)
Nossos Pais nos Contaram – Marcelo de Barros Souza (gostei)
O Fator Maia – José Argüelles (gostei)
Teologia do Cativeiro e da Libertação – Leonardo Boff (gostei)



“do que
Nossos Pais nos Contaram
A Divina Comédia
é a
Ação Cultural Para a Liberdade
na
A Conquista da América Latina Vista Pelos Índios
sorvida em
Cálice e Cuia
com a
Teologia do Cativeiro e da Libertação
e
A Graça Libertadora no Mundo
descobrindo que
Ecologia, Mundialização, Espiritualidade
estão dentro de
O Fator Maia.”

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E você? De que livros você gostou?
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Isto Também Passará - por Alba Vieira

Sentir dor ou não
É irrelevante, pois
Também passará.
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Dom Casmurro - por Ana

Dom Casmurro - Machado de Assis


“De Dom Casmurro não gostei muito não…E ainda por cima, a insolucionável charada…Capitu: traiu ou não traiu? Eis a questão…”
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Resposta a “Dom Casmurro”, de Escrevinhadora.
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E você? De que livro você não gostou muito?
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Mulher - por Vicenzo Raphaello

Nasceu infeliz
bonita mulher

Teve
na época errada
uma filha bastarda

Mais tarde
dois filhos gerados
com homem apaixonado

Família se fez
o tempo passa
a beleza o tempo consome
em outras mulheres
se consola o homem

A mulher se desgasta
com a filha bastarda
com a mãe agregada
família esgarçada

Alcoólatra
escreve
escreve

Doença implacável
mutilada
pulmão corroído
perfurado
o ar não lhe alcança

Reencontra na dor
por breve tempo
o homem que um dia
seu amigo foi

Breve tempo
o homem se vai

Resta a mulher
no quarto azul
do triste hospital
sua última morada

Com a filha bastarda
filhos ausentes
morre
deixando tristes imagens
em tristes escritos
da vida sofrida.
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Nostalgia - por Raquel Aiuendi

Têm certas coisas que só sabe quem nasceu na Zona Oeste do Rio de Janeiro: a vida mais simples, os nomes dos pássaros, a calma do abraço de uma árvore, pedalar uma bicicleta… A brincadeira no portão, e o blá-blá-blá no outro; a luz que reflete a lua no caminho de barro e escuro; a caminhada até a escola e um banho de cachoeira… Isso antes das últimas invenções: as síndromes sociais. Mas, da janela ainda dá para projetar a lembrança sobre as ruas ermatizadas.

Fuiiiizzzzz.
Eu.
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