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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Duelando Manchetes I: Aborto - por Leo Santos

Sobre aborto o que direi
com meu parco conhecimento
é assunto polêmico, eu sei
mas é o mote do momento

Onde a vida viceja
é a discussão atual
nem se cogita que seja
na libertinagem sexual

Se um inocente ouve a sentença
de ser vida indesejada
do pai de tal não se pensa,
que seja parte culpada

Afinal, tirou de sua alça
a semente que ora se indeseja
seu problema não se fecha com a calça
sobre uma terra que fraqueja

Há exceções, evidente,
se a violência usurpa a sedução
caso em que a mulher é inocente
e o (?) homem, duplo vilão

Porque não teve anuência
da mãe para ter um filho
que a sociedade tenha clemência
de quem sofre tal martírio

Agora, legalizar por legalizar,
pra isso, não movo um músculo
move quem de Deus ousa falar
escrevendo com “D” minúsculo

Afinal, a Ele venham
assuntos de consciência
que o social mais se atenha
à mútua convivência

Uma coisa digo, enfim, que sei,
que não basta ser legal,
pode ter a bênção da lei
e ainda ser imoral.



Resposta a “Duelando Manchetes I: Aborto”: Menina violentada deixa hospital após interromper gravidez em PE.
Referências: “Duelando Manchetes I: Aborto”, de Kbçapoeta;
Duelando Manchetes I: Aborto”, de Raphael Rocha Lopes.
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As Nossas Palavras IV - por Lélia

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Às vezes me sinto tão só! Somos sete irmãos, comigo oito, mesmo assim tenho medo de cair em depressão... Digo a mim mesma: “Levante-se! Reaja!” Mas não adianta nada...
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Cartola, “As Rosas Não Falam” - por Rita

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E quem sabe sonhavas meus sonhos
Por fim
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Desapego - por Alba Vieira

Por que desapegar do que é valioso para nós? Obrigam-nos a abrir mão do que é precioso, simplesmente pela lei da impermanência de todas as coisas. Que lei é esta que nos traz tamanha dor? É como arrancar do ventre um filho concebido com imenso amor, enquanto é gestado com carinho, segurança e proteção. Desapegar quando ainda se ama é contrassenso, é estupidez. Por que limitar o amor a apenas uma pessoa se há qualidades e intensidades tantas deste sentimento? Tudo muda, é certo, tudo evolui, mas soltar das malhas do coração um objeto de amor, enquanto ainda existe o amor, é involução, é desperdício. Não compreendo aceitar a morte de um ente querido, admitindo que ele ainda viva no coração da gente, enquanto sentimos o coração sangrar, contrair de desespero, exatamente pela falta da presença com a qual nos habituamos por toda a vida e que nos foi arrancada de súbito. Não desapego mesmo, me agarro, esperneio, sofro, não solto aquilo que amo. E morro um pouco a cada vez que me desperta a saudade, a ausência do amor. Estou presa por querer estar, por ser bom estar, por não querer esquecer mesmo quem ainda me toca o sentimento e aviva a mente. Desapegar eu admito somente daquilo que já se esvaneceu, que aos poucos foi desbotando, passando, seguindo o caminho natural de transformação e aniquilamento. O desapego daquilo que vai se distanciando, apagando, diminuindo, saindo de nós, é consequência natural. Desapegar do que é vivo, permanente, agarrado a nós, fazendo mesmo parte de nosso ser, é violência, é desumanidade. Desapegar do amor presente é para os deuses e eu que sou humana, disso não sou capaz sem me esvair em dor e lamentação. Apegada, sim, por princípio (meio e fim). Até que me permita fazer incursões cada vez mais frequentes em minha porção divina.



Visitem Alba Vieira
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Resposta - por Ana

Eu te mando uma resposta
curta e grossa, de uma vez:
some logo da minha vida
e leva a sua estupidez.

Não quero te ver nem morto,
vivo, então, nem se cogita!
Vai pra longe, troço ruim,
e devolve minha marmita.

Não sei quanta cara dura
pode ter uma pessoa...
fazer uma pergunta dessa...
a quem está numa boa...

Que você seja mongol,
um completo ignorante,
isso eu posso entender,
mas me mantenha distante

das suas idiotices,
das suas provocações,
das suas perguntas doidas,
das suas indagações.

Perguntar, assim, na lata,
no meio de uma conversa...
na frente de todo mundo...
se transo com meu gato persa?!
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Chega de Desgraceira!!!! - por Fatinha

Querido Brógui:

Finalmente chegou a chamada meia-estação e eu já estou começando a me inteirar do que vai se usar esse ano. Fútil, eu? Sim, Querido, Frivolidade é meu nome agora.
Já tinha cantado essa pedra há alguns meses, mas agora é pra valer. Abrir o jornal, ou melhor, nem abrir, ver logo na primeira página o que anda por aí, em particular no nosso país varonil, tava me dando depressão. É um desfile de mortos-vivos, parece filme de terror. Aquelas figuras outrora banidas da política, estão por aí, pelos corredores do Brasília, rindo de orelha a orelha (eu também estaria, se lá tivesse sido colocado de volta pelos braços do povinho de mierda que votou em mim, mesmo sabendo ser eu um desclassificado).
A bandalheira, a roubalheira dos cofres públicos, a cara de pau com que as figuras justificam o injustificável, é pra deixar qualquer budista de cabelo em pé, querendo parar na primeira favela, comprar um metralhadora de uso exclusivo do exército e mandar ver.
O senador dizer que o fato de emprestar o celular do Senado pra filha que ia viajar pro México de férias foi uma atitude de amor paterno foi o fim da picada. Tudo bem, mande sua filha pra onde quiser, com quantos celulares quiser, mas não queira me convencer que eu tenho que pagar a conta. Não satisfeito, ele ainda disse que pagou a fatura do celular, mas se recusou a mostrar o recibo porque isso era uma invasão de privacidade. Como assim? Dar conta do dinheiro público é questão privada agora?
Somando-se aos bandidos de terno, temos agora a nova moda da pedofilia, do assassinato de ex-mulheres, do tiroteio no meio da rua em plena luz do dia, dos habeas corpus distribuídos a torto e a direito a qualquer um que tenha dinheiro pra pagar um bom advogado, da queda de braço entre o poder público e aqueles que acham que tudo bem destruir a Mata Atlântica pra construir casas ou fazer puxadinhos no meio da calçada.
Então, como eu sou pacifista, decidi, desta vez é pra valer, que meu mundo agora será o mundo das celebridades, dos desfiles de moda, das dicas sobre beleza. Pra não dizer que vou emburrecer de vez, restam-me os livros, mas nada de livro-cabeça sobre a vida miserável das mulheres indianas ou muçulmanas, nem nenhum estudo analítico acerca da repercussão sócio-econômica do aquecimento global na vida das crianças molestadas sexualmente.
E ponto final, que essa conversa tá muito intelectual pra mim.
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Visitem Fatinha
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Um Estranho no Ninho - por Ana

MUITO BOM!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube
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Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que filme considera muito bom?
Milos Forman

Hamlet - por Alba Vieira

Hamlet - William Shakespeare



“Versão atualizada de Fernando Nunes.
Ótima iniciativa. Escrito visando leitores jovens que não têm muita facilidade com a obra clássica, difícil de ser entendida. Muito bem escrito. Mostra a peça numa linguagem coloquial, em cinco atos, conservando a densidade da obra. Importante para que os jovens conheçam sobre o que versa Hamlet e para que possam refletir sobre sua temática sempre atual.”
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E você? De que livro gostou?
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Paulo Sérgio Duarte em “O que Constrói e Educa uma Sociedade” - Enviado por Rodrigo de Souza Leão

É muito difícil escrever para um órgão da imprensa - não se trata do catálogo da exposição ou de um informe de divulgação - sobre uma exposição de arte da qual você não apenas participou como um dos organizadores, mas coordenou toda uma equipe de quatro curadores e oito assistentes. Tratando-se de arte na qual os juízos são sempre subjetivos não existe ninguém mais suspeito do que eu para falar dessa exposição porque o leitor, naturalmente, espera, ao ler o jornal, uma avaliação crítica. Peço que a visite e a avalie por si mesmo.
Tratando-se de uma escolha que não é pessoal, mas de uma equipe de treze pessoas, posso apenas garantir que se trata de uma relevante amostragem da produção de artes visuais do Brasil contemporâneo de Norte a Sul, de Leste a Oeste. E um evidente testemunho da vitalidade dessa produção que há muitos anos nos coloca de igual para igual com o que de melhor se faz no planeta. E depois dessas afirmações, vejam como não sou suspeito.
Mas é importante essa oportunidade para informar o leitor do que se trata o programa Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. E quem lhes escreve dirigiu órgãos públicos federais, estaduais e municipais, e tem alguma experiência com entidades privadas. Hoje, o Rumos Artes Visuais é o mais importante programa realizado por meio de um edital público na área de artes visuais voltado especialmente à produção emergente. Nenhum outro órgão público ou privado desenvolve um programa como esse.
Nessa edição 1617 artistas se inscreveram. Quarenta e cinco foram selecionados. Os artistas selecionados recebem recursos criteriosamente estabelecidos para realizar suas obras quando estes são necessários. Mas não é mais um salão de arte. Muito além do concurso público e da exposição que agora pode ser visitada, o programa é todo um processo complexo e variado.
Percorre o País em diversas cidades do Norte ao Sul, promovendo conferências e debates, visita ateliês, entra em contato com os artistas, distribui livros para enriquecer bibliotecas com títulos de arte, realiza oficinas de trabalho, promove seminário e bolsas de residência no exterior e no país. Acima de tudo, promove um intercâmbio de experiências entre artistas, curadores, críticos; cada edição do Rumos Artes Visuais é um encontro, em muitos capítulos, que dura dois anos. A exposição ora apresentada em São Paulo receberá quatro recortes por cada um dos quatro curadores - Alexandre Cerqueira, de Belém; Marília Panitiz, de Brasília; Christine Melo, de São Paulo e Paulo Reis, de Curitiba - e será exibida em Rio Branco, no Acre, em Brasília, em Salvador e em Curitiba, e, depois, será mostrada na íntegra no Rio de Janeiro. Os artistas selecionados têm uma ocasião única de ter sua obra em contato com um público muito variado.
Agora vem o momento crítico: e para quê tudo isso? A mentalidade instalada no poder em nosso País, e isto não agora, mas desde nossa fundação, não compreendeu o papel da arte na construção de uma nação. No nosso caso de País periférico a indústria do entretenimento pegou pesado por meio da televisão. Produzimos uma das melhores televisões abertas do mundo. Mas lembre-se, a meu ver, apenas um canal aberto apresenta alta qualidade de conteúdo e forma, o resto é sofrível quando não deprimente.
Esse canal de melhor audiência e qualidade desenvolve um trabalho cultural evidente, criticável em alguns aspectos, mas de longe uma das melhores coisas que já vi quando sintonizo a TV nos hotéis em qualquer País. Mas arte não é só cultura, e muito menos cultura eletrônica. É isto que a elite brasileira não introjetou, não botou para dentro. As castas superiores da sociedade brasileira têm uma enorme dificuldade em diferenciar arte de cultura. E tanto faz castas de esquerda e de direita, todas pensam igual.
Pode ser que alguém pergunte: mas o que esse cara entende por casta? Entendo por casta no Brasil esse ajuntamento de proprietários, de investidores pesados. Seus assessores e, sobretudo, essa burguesia de Estado formada por tecnocratas e recém-chegados ao poder que ocuparam desde os fundos de previdência das estatais até órgãos da cultura. Esta é a casta superior da sociedade brasileira. É esta casta que não diferencia arte de cultura. E não interessa diferenciar porque cultura - esta coisa genérica - rende politicamente, arte é mais complicado.
Não vou falar da Europa, porque vou ser considerado muito antigo. Vamos aos Estados Unidos que têm a maior indústria cultural do mundo: Hollywood, a Broadway, as maiores redes de TV e uma produção imensa de pacotes de exportação. O que eles fazem? Exportam indústria cultural, entretenimento e importam arte. Têm absoluta ciência do papel da arte na construção de uma nação. Basta pensar nos seus maiores museus.
Em Merion, na Barnes Foundation, um subúrbio da Filadélfia, entre outras preciosidades existem 52 óleos de Cézanne, repito, 52 de Cézanne. Não falemos de Washington, Nova York, Filadélfia ou Chicago. O país que deu ao mundo o blues, o jazz e o rock não abdicou de formar grandes coleções de arte. Por quê? Sem confundir arte com cultura os norte-americanos sabem o que constrói e educa uma sociedade.
Em nosso País é deplorável a situação das artes visuais. Passados 13 presidentes da República entre ditadores e democratas - não contando os dois interregnos - o Museu de Arte de Brasília é a antiga sede do Clube das Forças Armadas, depois transformada em Casarão do Samba, para, finalmente ser destinada ao Museu. Vive, em lugar ermo, ao lado de um conjunto hoteleiro de arquitetura pífia chamados, et pour cause, de Fort Lauderdale e Key Biscayne.
O Rumos Itaú Cultural Artes Visuais faz todo esse trabalho, para quê? Para ser complementado por programas públicos de bolsas de trabalho para artistas e programas de aquisições de obras de arte para enriquecimentos de acervos nacionais e locais. Mas para isso é preciso abrir o olho para a arte e diferenciá-la da cultura. E sobretudo parar com a discurseira reformista e fortalecer o que está dando certo.



Paulo Sérgio Duarte é curador-coordenador do Rumos Itaú Cultural Artes Visuais
e da mostra Rumos Artes Visuais - Trilhas do Desejo.
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Fonte: Gazeta Mercantil, Fim de Semana, p. 5, 03/04/09
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Dom Quixote - por Ana

Dom Quixote - Miguel de Cervantes y Saavedra



“Bem lembrado, Kbça!
Dom Quixote é uma viagem magnífica!
Valeu por ter lembrado!”
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Resposta a “Dom Quixote, de Miguel de Cervantes y Saavedra”, de Kbçapoeta.
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E você? Que livro lhe proporcionou uma viagem magnífica?
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Adelmar Tavares e a Tristeza - Citado por Therezinha

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A morte não é tristeza,
é fim, é destruição.
Tristeza é ficar na vida
depois que os sonhos se vão.
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