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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mário Quintana, Poesia e Lenços - Citado por Penélope Charmosa

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E essas que enxugam as lágrimas em nossos poemas com defluxos em lenços... Oh! tenham paciência, velhinhas... A poesia não é uma coisa idiota: a poesia é uma coisa louca!



In “Do Caderno H”.
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mário Quintana e as Datas - Citado por Penélope Charmosa

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Mas por que datar um poema? Os poetas que põem datas nos seus poemas me lembram essas galinhas que carimbam os ovos...



In “Do Caderno H”.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Natureza - por Alba Vieira

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Tudo que nos cerca é dotado de vida. Amar a natureza é sentir-se parte dela não admitindo jamais a auto-agressão.



Visitem Alba Vieira
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Ana

Indico este post não só pela forma como foi escrito (já que admiro muito a fluidez e as descrições de Adir em suas narrativas), mas principalmente pela mensagem que nos traz. A autora nos mostra a enorme diferença que existe entre o que vemos de longe (e recheamos com nossa imaginação) e aquilo que realmente é (em sua crueza e verdade inquestionáveis). Muito boa sua crônica, parabéns! Beijos!



GUARDIÃO DE PISCINA
(ADIR VIEIRA)


Triste a vida do guardião de piscina!
Lá de cima, do meu apartamento, imagino-o feliz com a profissão. Afinal, diariamente, goza dos prazeres do sol, tem o corpo sarado, tem ao seu dispor a água límpida e azul para se banhar, tem crianças e belas mulheres a sua volta.
Enfim, a energia do sol e a força da alegria daqueles que ali se divertem, transmitem tudo de favorável a um trabalho agradável.
No entanto, aqui de baixo, de frente para a piscina, não é isso que observo.
Ao chegar, não abre e prepara o local para os moradores, o que já denota uma insatisfação.
Percebo em seu olhar enfadonho o ir e vir ao relógio de pulso, procurando descobrir quantas horas ainda faltam para o intervalo de almoço e quantas ainda terá que viver no expediente da tarde.
A aglomeração das crianças e os ruídos dali emanados fazem com que a vontade de afogá-las todas se deixe aparecer.
Os corpos sarados das mulheres, em seus mínimos biquínis, não mais o atraem. Olha-as como se fossem bichinhos nojentos passando por ele e seus cumprimentos se veem em inaudível resposta.Levanta, senta, levanta novamente, repreende uma criança e olha o relógio mil vezes, enquanto ali está.
De repente, faltando quase vinte minutos para o encerramento, olha para mim, como que pedindo ajuda e diz:
- Se essas duas crianças quisessem sair, eu poderia ir embora…
Num misto de pena com sei-lá-o-quê, respondo:
- Pois é, mas querem aproveitar até o último minuto!
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sábado, 12 de janeiro de 2013

O Maior Inimigo do Homem Está Dentro Dele - por Esther Rogessi

Em verdade, costumamos dar importância, centralizar as nossas forças e desejos, por muitas das vezes, no que mais tememos. Alguns sentem verdadeira fobia de adoecer, e assim, se descontrolam, sofrendo e adoecendo mentalmente do que temem sofrer no corpo. Correndo o risco de, assim, ser gerado em si um mal psicossomático. Enchem-se de medicamentos e se automedicam para prevenir um mal do qual, normalmente, não seriam acometidos... A gripe suína é uma realidade, porém não será a minha! Não permitirei que a minha mente me aprisione, que faça terrorismo comigo mesma, nem com os que amo! A Bíblia Sagrada tem receita para todos os temas e nos exorta nesse tocante: “Porque o que eu temia me veio; e o que eu receava aconteceu” (Jó 3.25-26). Parafraseando – e não me venham os teólogos me contradizer, em que, hermeneuticamente, o sentido do versículo seja outro. A Palavra, para mim, é viva eternamente – : os meus medos são ímãs que tendem a atrair para mim o que, em verdade, rejeito; há o que, mesmo inconsciente, não suporta a ideia de passar por privações e pobreza... Há ainda, o que tem, em si, a necessidade de ascender, de obter privilégios, de liderar, de se destacar dos demais etc., desta forma, vivem trabalhando incansavelmente, esquecendo-se de si e da família. Gerou filhos, que em verdade, não os tem, e entregou a mulher para outro, pois, “a busca pelo ouro, por muitas das vezes, nos faz perder tesouros.” A esse respeito, há uma frase muito pertinente de David O. McKay: “Nenhum sucesso vale o sacrifício de um lar.”... O mais importante na vida é sabermos que nada somos se não tivermos a certeza de que existe um Ser Criador e Soberano sobre todos e todas as coisas. Que Nele está a saúde e, nesta, a disposição, a perspicácia, perseverança, força, para as nossas buscas e crescimento em todas as áreas, quer secular ou eclesiástica, desde que dentro da moderação. No tocante ao caráter, sabemos, não poder perder a nossa essência, pois ela é o registro da nossa existência. Se a perdermos, seremos nulos. Passaremos a adquirir o caráter alheio... Somos únicos quanto ao pensar, agir, enfim, SER! Nisto se encontra a beleza da vida. Ao que conhece a Cristo, a única boa mudança que devemos almejar é adquirir o Seu caráter, vale a pena imitá-LO em ações, buscando ser a sua semelhança. Ao que crê – biblicamente falando – não se deixará abalar. Saberá ser fiel no pouco para que, assim, Deus o coloque sobre o muito. O Salmo 23 diz: “O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.” Mesmo em meio às privações, se tivermos ao Senhor, não seremos abalados. Teremos a certeza, em Cristo, de que as necessidades terrenas são momentâneas, passarão! Só sai das nossas mãos o que não é nosso. Por muitas das vezes, até pensamos ser, porém, o que nos pertence de fato permanecerá conosco... Tudo é uma questão de saber e aprender a enxergar. Pois enxergar é mais que ver!



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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Raia o Sol Após Cada Tempestade - por Esther Rogessi

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Assim é o ser humano. Apega-se a coisas e pessoas... Cria raízes!

Terra fértil sempre pronta a produzir, a fazer brotar... Boa terra!

Bons frutos dela saem e os que bons não são... Faz parte! Assim são as árvores, por melhores que lhes sejam os frutos haverá sempre alguns que não passarão na seleção. Porém o seu objetivo é bom! É servir! Saciar a fome, produzir aconchego e descanso.

Também é nascente... A saciar a sede em ouvir, aprender, apreender, semear, se alegrar em ver o jovem broto surgir, a viçosa mudinha, resultante de sua obra: ‘A Semeadura’, que requer dedicação, crédito e esperança... De repente, sem que saibamos o porquê, vem a formiga a destruir o belo: os nossos sonhos, quando não... A água! A inundação! A enchente arrasta o concreto, os nossos planos, sonhos... No momento não entendemos, pois a dor da aparente perda não nos deixa ver além, na mesma direção do angular de Deus!

Deus! Que jamais agirá inconsequentemente...

O tempo, que julgamos ter perdido na construção de algo e que as águas, sem aviso prévio, arrebataram de nós, levando-nos o que julgávamos nosso, deixou-nos incutido o aprendizado que jamais será arrastado pelas águas, nem extinto pelo fogo; a boa árvore será sempre frutífera e estará propensa após cada podagem a dar novos frutos: serôdios e temporãos... Alimentará sempre a quem a ela vier e o desejar.

A argila precisa de água para ser moldada! E, logo após, do fogo para se tornar resistente e capacitada a receber em si... Sem desmanchar!...

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É Hora de Gritar! - por Thiago de Sá

Uma voz ecoa
Um grito voa.
Breve, suave
Sonoro frisson
Que no meio de nós vive!
A voz distorcida se mostra
Em meio ao mais perfeito caos.
Martela, martela…
Nos meus ouvidos as dores do silêncio.
Dores da vida
Que vivem em nós, a falta do pão.
Humanidade entregue aos corpos,
Aos trapos baratos
Em um covil desalmado!
Voz doente
Que conduz seus escravos para o precipício.
Aliena alienados loucos varridos.
Gritam desordenados, Desalmados!
Longe de tudo.
Longe do tempo.
Da verdade nua e crua.
Respire, respire
Inspire o que há de melhor.
Ainda encontro
Na minha voz o consolo
E a forma verdadeira de amar.



Visitem Thiago de Sá
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Saudade - por InEx TrEe FaLLs


Fecho a porta secreta
Indecisa
Querendo ficar
 
Instigo contendas
Falo palavrão
Crio personagens
 
Já não me reconheço
 
Escrevo para me encontrar
 
Me escondo por trás das palavras
E vivo querendo um sentido
 
Se a música acabou
Se a Alba viajou
Não sei
Sei que o silêncio
É vento que sopra
Sibilante
Querendo falar
 
Na verdade nunca houve duelo
A ideia do Blog é poética
Nos intiga exercicio e leitura
Tornando pública
Todas as linhas
Que nos direciona
 
Desafiemos vocábulos
Com questionamentos
Arte e senso crítico
 
Que 2013 seja uma ano
De muitas inspirações

 

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Quem quer ficar bom não fica assim, sempre a esmiuçar e descrever sintomas.
Quem quer ser feliz não fica assim, em lamentos constantes.
Para teu bem, evita lamúrias.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Adelmar Tavares e seu “Mistério” - Citado por Penélope Charmosa


“Conheço um coração, tapera escura.”
Olavo Bilac (Tarde)
A Clementino Fraga



Que voz foi essa em meu ouvido?
Alguém falou no meu ouvido...
Que doce e estranha vibração
toma-me, agora, o coração?...

- Ninguém falou no teu ouvido...
Esses rumores todos são,
mistério sem explicação,
coisas de velho coração...

Mas esse aroma revivido
ao meu olfato? A exalação
que estou sentindo, de um vestido,
que era o jasmim do seu vestido,
que me não mente o coração?

- Oh, nada sentes!... Nada... Não...
Esses perfumes todos são,
do teu espírito abatido,
mera, fugaz perturbação.
Coisas de velho coração...

Ah que bem disse um Poeta, um dia,
que o triste, humano coração,
quando com o tempo envelhecia,
era também casa vazia,
de assombração...



In “O Caminho Enluarado”, 1932.
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Vista Cansada - por InEx TrEe FaLLs


Devo fechar os olhos
Tenho a vista cansada
O nariz entupido
A cabeça pesada

Não sei falar inglês
Quero ir à....
Meu português
É uma piada

Devo fechar os olhos
Para o silêncio duelante
Afinal ninguém aqui
Me dirige a literária palavra

Não sou poeta
Faço rimas pobres
E as converto em gorgetas

Devo-lhe um real a menos



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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Espelho - por InEx TrEe FaLLs


Reflete na ausência
Aquela imagem
O sim da resposta
O não da exclamação

Para o tempo
Não há medida

Os ponteiros
Indicam

Bússola
RotAção

É o reflexo no espelho
A medida na balança
O relógio e seus ponteiros

Dor rompendo ao recém-nascer
Entre o despedir-se da alma
Que um dia morreu criança

Ou simplesmente envelhece



 
 
 

A Transformação do Anel - por InEx TrEe FaLLs


Por dois anos uma lacuna
À preencher liberdade

Desconheço a arte do ourives
Mas reconheço valores

A paz que é símbolo
É também desejo

Toda ruptura
Toda abstinência
É um rasgar-se
Por inteiro




O ouro daquela aliança
Desgastou-se em desuso

Desde o ínicio
Apertava-me o dedo

Na mão esquerda
Uma jóia é o que há

O ourives transformou o metal
Me pediu a mão
E disse
Exibindo a pérola em sotaque hispânico

- Anular
 
 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Leonard Wolf e o Ofício da Arte - Citado por Alba Vieira

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Não pinte abstrato antes de saber desenhar a figura. Você só poderá quebrar a forma com sucesso se a tiver dominado. A estrutura é a base, depois poderá brincar com ela ou afastar-se dela ao mesmo tempo. Tem de conhecer seu ofício: na pintura ou na escrita.
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J. R. R. Tolkien in “O Senhor dos Anéis” - Citado por Ana

Outra passagem do livro de Tolkien. Linda!



“De repente, começou a soar uma canção: um murmúrio frio que subia e descia de tom. A voz parecia distante e infinitamente lúgubre, algumas vezes num tom alto e agudo subindo pelo ar, outras como um gemido grave vindo do solo. Naquela cadeia disforme de sons tristes e horríveis, sequências de palavras tomavam forma uma vez ou outra: tristes, duras, frias palavras, impiedosas e desprezíveis. A noite blasfemava contra a manhã que lhe fora roubada, e o frio amaldiçoava o calor pelo qual ansiava.”
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E você? Que passagem de que livro você considera linda?
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sábado, 5 de janeiro de 2013

Bruna Lombardi: “Ela” - Citada por Penélope Charmosa

Ela tinha o teu fantasma
quando a conheci.
Ela ainda te carregava dentro.

Havia muito pouco dela
e quase tudo teu
e o caminho que tive que transpor
para chegar a ela
foi a distância impossível
que afasta as pessoas
de seus reflexos.

Havia gestos teus
na ponta dos dedos dela
quando a conheci.

Seu corpo, reminiscências
resíduos de amor suado
tinha teu cheiro ainda.
E febre tua.

Ela tinha o desespero calmo
dos que enlouqueceram
quando a conheci.

A carne contraída e aquela espécie
de sentimento que separa as pessoas
da realidade.

Ela trazia teu germe
lhe doendo nas entranhas
quando a vi pela primeira vez

atravessando o lado esquerdo da avenida
sem olhar em direção alguma.
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In “No Ritmo Dessa Festa”.
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Friedrich Nietzsche, Absurdo, Liberdade e Projeto - Citado por Penélope Charmosa

Uma vez admitidos dois fatos: que o devir não tem fim e que não é dirigido por qualquer grande unidade na qual o indivíduo possa mergulhar totalmente como num elemento de valor supremo, resta só uma escapatória possível: condenar todo esse mundo do devir como ilusório e inventar um mundo situado no além, que seria o mundo verdadeiro. Mas, logo que o homem descobre que este mundo não é senão construído sobre as suas próprias necessidades psicológicas e que ele não é de nenhum modo obrigado a acreditar nele, vemos aparecer a última forma do niilismo, que implica a negação do mundo metafísico e que a si mesma se proíbe de crer num mundo verdadeiro. Alcançado este estado, reconhecemos que a realidade do devir é a única realidade e abstemo-nos de todos os caminhos afastados que conduziriam à crença em outros mundos e em falsos deuses - mas não suportamos este mundo que não temos já a vontade de negar.
(...) Que se passou portanto? Chegamos ao sentimento do não valor da existência quando compreendemos que ela não pode interpretar-se, no seu conjunto, nem com a ajuda do conceito de fim, nem com a do conceito de unidade, nem com a do conceito de verdade. Não chegamos a nada, não logramos coisa nenhuma dessa espécie; a unidade global não aparece na pluralidade do devir: o caráter da existência não é o de ser verdadeira, mas o de ser falsa (...) não há razão alguma para nos persuadirmos de que existe um mundo verdadeiro. (...) Em suma, as categorias de fim, de unidade, de ser, graças às quais demos um valor ao mundo, retiramo-lhas e o mundo parece ter perdido todo o valor.
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In “A Vontade de Poder”.
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Hibridismo.com - por InEx TrEe FaLLs


Consoante por consoante
Vogal por vogal
Edificam palavras
Traçam-lhe o sentido
Pontuando-lhes o fim


Mas há final

Quem as extendeu
No varal da lembrança
Em pleno temporal

Devem ter retornado
Cobrando silêncio
Ou um minuto

Até certo ponto
consagrado

 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

Se eu fosse planta, gostaria de um meio propício que me ajudasse a crescer.
Mas, sou homem...
Prefiro, por isto, um meio adverso que me desafie a crescer.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Hermógenes - Citado por Alba Vieira

O Universo é Maya. O Universo é tão diverso!
O diverso é a máscara do Uno, como o tempo é a do Eterno.
A forma é esconderijo concreto do Abstrato.
O finito é a aparência limitável do Infinito.
Tudo que conseguimos perceber é Maya, que é a vestimenta do Inefável.
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Artur Azevedo e o Amor - Citado por Ana

 
O amor que se propala é apenas uma miserável história; o amor que se esconde foi um admirável poema.
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Bertrand Russell e o Medo do Aborrecimento - Citado por Penélope Charmosa

O gênero de aborrecimento de que sofre a população das cidades modernas está intimamente ligado à sua separação da vida da Terra. Essa separação torna o seu viver ardente, poeirento e ansioso, tal como uma peregrinação no deserto. Nos que são suficientemente ricos para escolher o seu gênero de vida, o estigma peculiar de insuportável aborrecimento que os distingue é devido, por muito paradoxal que isso possa parecer, ao seu medo do aborrecimento. Ao fugirem do aborrecimento que é fecundo, são vítimas de outro de natureza pior. Uma vida feliz deve ser, em grande medida, uma vida tranquila, pois só numa atmosfera calma pode existir o verdadeiro prazer.



In “A Conquista da Felicidade”.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Tua bebida - por Poty (Erótico)

Quero beber de teu chimarrão
Deliciá-lo juntinho de ti
Chupar com você!
Sentir teu amargo de fel
Teu calor no céu
Acariciar teu gosto de mel
O líquido
A bebida atrevida
Sai por cima
A bomba pronta
Poty – 14/04/2013