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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 28 de fevereiro de 2009

A Minha Lua - por Ana

Bem, Lua em Gêmeos...

Não consegue decidir nada sozinha,
a não ser que tenha absoluta certeza de que escolhe o melhor.
Está sempre apontando caminhos possíveis;
buscando soluções que não deixem nada importante de fora
e, para ela, tantas coisas são importantes!

É uma Lua cheia:
de idéias, de informações, de sentimentos os mais variados.
Lua destituída de preconceitos,
já que tantas coisas são consideradas e tudo deve ser analisado.

Não é uma Lua minguada, não é oculta,
não se mostra parcialmente.
Ela é quase infinita de possibilidades;
ela vai e vem e retorna e dá voltas e brilha (como brilha!),
mansa, plácida, sem respostas prontas
mas coerente consigo mesma.

É uma Lua permissiva, sem autoproibições,
tentando sempre a justiça,
o acordo com Vênus e Sol
(por vezes com Marte e Plutão);
aceita muito bem Urano,
mas se revolta com Saturno.

A Lua em Gêmeos ilumina os mundos
sentindo a si mesma sem julgar o que banha;
entrega-se inteira à visão alheia, a distância;
não se importa em dialogar sobre si,
mas somente ela toma as decisões
e no seu tempo certo, sem pressa alguma.
Por isso, às vezes sofre muito, perde oportunidades,
rumina desnecessariamente.

A Lua em Gêmeos necessita de um pouquinho só
(muito pouquinho, só uma pitadinha mínima)
de objetividade
para que não corra o risco
de se atrapalhar e alongar em questões
que podem ser resolvidas mais simplesmente,
mas tem muito a ensinar para quem souber e quiser ouvi-la.

A Lua em Gêmeos é sim e não e talvez e pode ser e mas
e ao invés de e por isso e se e porque e por que?
e porquê e por quê?

Basta-se com a coerência, seu único objetivo.

Dá-se inteira e recebe da mesma forma;
não é mesquinha, não é árida.

Traz, dentro de si, um universo de infindáveis galáxias.

Não é cansativa, mas é difícil acompanhá-la.
Podem, sim, considerá-la chata os ressequidos,
os analfabetos de sentimentos, os vazios sem ambição,
os emocionalmente mortos, os depressivos,
os intransigentemente objetivos, os mudos que se isolam,
os surdos que não querem ver.
Perdem-na os tolos e guiam-na os sábios,
jogam-se sobre ela as crianças (posto que é macia)
e deliciam-se com ela os que sabem aproveitá-la.

Amo a minha Lua farta, láctea, receptiva, gratuita.

Por vezes ingênua,
irrita-se profundamente consigo ao perceber-se tola
e retira de sua cegueira mais um ensinamento.

Em suma, a Lua em Gêmeos é linda,
é minha amiga,
é uma grande parte de mim,
tem a cor da minha alma,
resume o meu espírito,
domina a minha vida.
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Livros Marcantes... - por Luiz de Almeida Neto

A Morte de Ivan Ilitch - Léon Tolstói
O Idiota - Fiódor M. Dostoiévski
O Jogador - Fiódor M. Dostoiévski


“Não posso dizer que li muito Tolstoi. Apesar de que sempre que falo em Dostoiévski, ele surja naturalmente na conversa. Mas adorei ‘A morte de Ivan Ilitch’. ‘O Idiota’ é fantástico também, mas pra mim marcou muito (talvez até mais que ‘O Idiota’) ‘O Jogador’.”



Resposta a “Léon Tolstói e Boris Pasternak”, de Ana.
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E você? Que livro foi marcante para você?
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Léon Tolstói e Boris Pasternak - por Ana

A Morte de Ivan Ilitch - Léon Tolstói
Ana Karênina - Léon Tolstói
Doutor Jivago - Boris Pasternak
Guerra e Paz - Léon Tolstói



“(...) E Tolstói? Também adoro! ‘Anna Karênina’ (considero o melhor), ‘Guerra e Paz’, ‘A morte de Ivan Ilitch’…
Pasternak, com ‘Doutor Jivago’…
Ah! Os russos!…”
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Resposta a “Os Irmãos Karamázovi”, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que livro e/ou autor você adora?
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Bota Movimento Nisso! - por Adhemar

Moro no Ipiranga de novo, desde 2003. E sempre ia (e vou) à prefeitura, no centro, de ônibus elétrico (sem trilhos, mas pendurado no “teto” da rua). Aproveitava o trajeto para ir e vir escrevendo, os dois textos de hoje foram feitos em sequência, na volta pra casa (“Inversão”, logo abaixo, foi escrito primeiro). A brincadeira com o barbeiro (já falecido) era meu pai quem fazia para zoar a antiguidade dos dois: do bairro e do cortador de cabelo...



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Inversão - por Adhemar

Vou voltar vendo as mesmas coisas
que vi quando vim;
mesmos lugares, mesmas cismas,
tudo cinza.
Movimento inverso,
divertido,
convertido,
com versos.
Vitrines, visões,
desfiles e tapumes,
vedações, convites,
convicções convexas.
Cenário, feiúra, ilusões.
Feiras e convenções,
tudo nos trilhos.
Trigueiras farinhas, divinos pães.




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Reflexões em Movimento - por Adhemar

O homem é mais rápido do que eu. As paradas são curtas, ele sai antes que eu acabe as frases, ou as palavras. O ônibus é elétrico, uma espécie de bonde, só que sem trilhos. Coisa da Idade Moderna, não poluente nem barulhento, prato cheio para um nostálgico como eu. A passagem não chega a custar uma pedra lascada, mas também ainda não é um bilhete eletrônico. Os passageiros se cumprimentam, coisa esquisita numa cidade grande. Mas o bairro é antigo; daí a força da união das pessoas. O meu barbeiro é o garoto que aparece sozinho à direita no quadro da independência!
Bom, meu ponto chegou, adeus. Se estiveres lendo este escrito é porque entendi os mal traçados garranchos no suave balanço do asfalto.



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Mãe Terra: a ação do campo energético da Terra sobre os seres vivos, de Mellie Uyldert - por Alba Vieira


“Este livro extraordinário chama atenção para o fato hoje incontestável de ver a Terra como um organismo vivo que sente e reage.
Mostra que como corpo vivo a Terra recebe e emite energia, que há locais onde o entroncamento de linhas de força gera radiação que produz um acréscimo de energia que pode ser sentida e medida.
Lembra que os animais reagem a estes campos energéticos naturalmente.
Registra que se verificou que locais sagrados foram construídos, no passado, exatamente sobre estes pontos de força.
A pesquisa feita pela autora mostra, ainda, a relação destas fontes de energia com a presença de monumentos, pedras colocadas sobre pedras, cavernas... e como este conhecimento do passado pode ser usado para beneficiar os seres vivos, trazendo-lhes fontes naturais de energia.
Assinala, ainda, os princípios de Feng-shui e deixa claro que, se o homem enxergar os padrões energéticos de todos os seres vivos e inanimados e da própria Terra, sabendo respeitá-los, só terá benefícios. Caso contrário, a Terra reagirá cada vez mais com terremotos, maremotos e outras catástrofes naturais, como bem mostram as alterações climáticas tão frequentes hoje.”
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E você? Que livro você achou extraordinário?
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Verdade - por Raquel Aiuendi

Montanhas
Cheias de pequenas gentes
Douradas: Serras Peladas
Estampadas: lixões
Que diferença?
Qual o preço do humano?
Verdade
Só se pode dar valor
Ao que existe.
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Contramão - por Adhemar

O coração tremeu de frio.
Encolhido no seu canto,
tão quieto e tão sem espanto,
tão calmo e tão gentil...

Espera o calor de algum ponto,
mistério do coração tão discreto:
com frio mas de orgulho ereto,
não revela o seu terno encanto.

A magia de tanto segredo
é o amor que ele leva guardado;
o calor do beijo esperado
que ele espera tão firme e sem medo.

Mas se tudo for assim mesmo,
por que é que ele treme de frio?
Relembrar só lhe traz arrepio
pois busca o amor meio a esmo...

Ela está distante a tal modo
que ele se sente sozinho.
A incerteza da volta é o caminho
do coração que não a tem ao seu lado.

Este verso ficou complicado
como tudo o mais do amor.
Ele dela não tem o calor
mas espera fiel e calado.

Amar de verdade é assim:
um gostar tão sem limite
que nem de leve admite
que ela não goste de mim...


(Para BSF)
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Zaira Leite


Nasceu sob o signo de Touro, a 27/04/1920,
em Estrela do Norte, Lorena, São Paulo.
.Foi criada em Realengo, no Rio de Janeiro,
onde viveu até 2003, quando faleceu.
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Possuía o segundo grau
e escrevia poemas e trovas.
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Participou dos I, II e III Jogos Florais de
Nova Friburgo, tendo três trovas publicadas
na Coleção Trovadores Brasileiros
da Editora Vecchi.
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Na foto está com dois de seus inúmeros bisnetos,
que também participam do Duelos.
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Teu Ciúme - por Casé Uchôa

E por ouvires o que não te digo
E escutares o que não te mostro
É que não posso mais ficar contigo
É que não quero mais saber de ti

E por achares o que não escondo
E por pensares que sabes de tudo
É que prefiro estar calado, mudo
É que preciso me afastar daqui

E assim, talvez, depois que eu me afastar
Percebas a desconfiança vã
Que te comeu por dentro, devagar
Feito a lagarta dentro da maçã

Quem sabe ainda dê pra consertar
Eu nada sei do dia de amanhã
Que outras voltas meu mundo dará
Se minha vida vai ser plena e sã
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Ciúme

Crie um texto sobre este tema e deixe aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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Menino de Rua - por Alba Vieira

Jogado ao léu
Dormindo sob o céu
Carapinha cor de mel
Olhado como réu
Se faz um escarcéu
Gritando qual pinel
Deixando escorrer o fel

Lá vai ele pelos becos
Escorrega entre os passantes
Suplicando por comida
Nada rouba, apenas pede

Pede que o olhem
Que saibam da sua dor
Resolvam seu desamparo
Ofereçam-lhe algum amor
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Letrista

Se você escreve letras para músicas, deixe-as aqui, em “comentários”, que nós postaremos.
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Dostoiévski - por Ana

Crime e Castigo - Fiódor M. Dostoiévski
O Idiota - Fiódor M. Dostoiévski
Os Irmãos Karamázovi - Fiódor M. Dostoiévski
Recordações da Casa dos Mortos - Fiódor M. Dostoiévski


“Também adorei ‘Os Irmãos Karamázovi’! Aliás, gosto de tudo que ele escreveu! Ele é espetacular! Denso demais, aprisiona a gente, dá pena de terminar de ler. Os que gostei mais, além do que você citou, foram: ‘Recordações da Casa dos Mortos’, ‘Crime e Castigo’ e ‘O Idiota’.”



Resposta a “Os Irmãos Karamázovi”, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que livro e/ou autor você adora?
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