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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 30 de abril de 2011

O Homem dos Dados, de Luke Rhineart - por Ana

 
Eu li, há bastante tempo, um livro desta coleção (Romance e Psicanálise): "A Hora de Cinquenta Minutos". Livro ótimo, composto por relatos sérios de consultas psicanalíticas. Pensei que os títulos da coleção fossem todos da mesma vertente. Ledo (Ivo) engano...
Neste aqui, o autor traz questionamentos a respeito dos condicionamentos sociais, das regras geralmente inquestionáveis e da essência do livre-arbítrio.
Fosse apenas isto, ele até valeria a pena... Mas Luke inventou de descrever pornograficamente os atos sexuais e de forma tão grosseira que afetou profundamente a avaliação da "obra".
Quase digo que não valeu a pena ler quatrocentas e tantas páginas. Só não faço esta afirmativa porque, para minha sorte (e de outros), o autor, de quando em vez, utiliza uma ironia tão cômica que a gente esquece que está se arrastando pelas páginas, torcendo para chegar logo ao final e ler outro livro que, com certeza, será muito mais interessante.
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Tema do Mês de Março: União

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Caríssimos amigos:

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Hoje foram postados os textos referentes ao tema “União”, sugerido por Penélope Charmosa e vencedor da enquete de fevereiro.

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Participantes:

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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta "blogagem coletiva"!

Um grande abraço!

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Um Mais Um - por Daisy

sabemos (conscientemente?)
que a felicidade está dentro de nós.
mas, então, por que
é impossível ser feliz sozinho?

mesmo que nos sintamos felizes,
(conscientemente?)
parece que há uma outra
necessidade: alguém mais.

alguém mais para dividir?
compartilhar? amar?
conversar apenas?
para quê, afinal?

quando temos algo dentro de nós
temos a necessidade de
dividir, somar, multiplicar.
porque se não o fazemos,
diminuímos, atrofiamos, morremos.

sempre precisamos um do outro.
às vezes, precisamos ficar sós,
mas isso é temporário e passageiro.
definitivo e duradouro só mesmo
uma e outro, um e outra.
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União - por Leo Santos

Dizem que ela faz a força
adágio que arraigado está;
mas, à força carece propósito,
em si mesma, nem boa nem má

União nasce de mirantes comuns
associando pleiteantes iguais;
o mérito dirá se a mesma é boa
ou mero rebanho de animais

Afinal, uníssonos já ecoaram
por Hitler, Mussolini e Idi Amim;
contra Cristo, opostos se uniram
impondo sua força enfim.

Como se canonizasse impurezas
muitos empunham o lábaro da união;
devassos morais tomam as ruas,
mostrando a força da devassidão.

Até criminosos se aliam em motim
carecem da força pra destruir;
uma vez rompido o muro do fortim
cada qual se ocupa de si.

Uma bandeira, um estádio, um clube,
o digno, o vil, o novo e o arcaico;
se abraçam festejando o mesmo feito
isso não é união, é um mosaico.

Mas é o que a maioria consegue
tal "união" em estado de graça;
solidão ausente já não persegue
na abolição do indivíduo, a massa.

Há espíritos livres pisando a terra
tendo, apenas, valores em comum;
às mesmas vilezas fazem guerra
pelo simples fato de que são um...
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União Feliz - por Alba Vieira

Como é maravilhoso constatar que sou uma das raríssimas pessoas agraciadas pela vida com uma união feliz!
Cada um tem a sua concepção de relacionamento feliz, é claro. Quanto a mim, considero uma relação boa, quando cada pessoa pode ser quem realmente é, sem fazer concessões demasiadas para manter a estabilidade da união e tem imenso prazer de estar ao lado do outro, sentindo sua falta nos momentos em que se dedica a outras coisas que dizem respeito só a si mesmo, porque se estivessem juntos ainda seria melhor.
Numa união feliz, o estar perto é sempre opcional e a única dependência aceitável, se não é exagerada, é a que se refere ao afeto simplesmente. Um nunca cerceia o outro, deixando-o livre para fazer suas próprias escolhas e jamais espera que ele se reprima, às vezes, a ponto de se anular, para satisfazer aos seus caprichos e garantir a sua segurança emocional. Numa relação saudável não há outra expectativa além de vivenciar o amor que se sente e por isso mesmo estar ao lado do outro para que ele consiga cumprir a trajetória que escolheu nessa vida, enquanto participa da nossa.
Para mim, união feliz é a que se baseia no respeito total ao outro, que não deixa de ser uma extensão ao respeito por si mesmo.
Penso que cada um de nós tem uma forma particular de viver seus relacionamentos, sejam eles afetivo-sexuais, familiares, de amizade, de coleguismo, nas sociedades que estabelece. Mas, cada um deles tem suas características próprias e fica mais ou menos afetado pelas particularidades da personalidade envolvida.
As uniões talvez representem uma das formas mais interessantes de exercitarmos nossa evolução nos vários âmbitos da existência e as relações que envolvem o afeto para alguns de nós, permitem os maiores aprendizados. Assim, mais do que desejar uma união feliz, o importante é aproveitar os aprendizados que cada relação puder nos proporcionar.
É motivo de grande alegria viver todos os dias com liberdade, tranqüilidade e independência, desfrutando de uma relação com companheirismo certo, amoroso e profundamente apaixonado, coisa rara de acontecer.
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União - por Davi Rodrigues



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Se for consigo mesmo, sempre se é maravilhoso
Maxi passo para o infinito
Honras e glórias, talvez nos encantem, mas não são tudo! (verdade absoluta! há e sempre haverá quem conteste)
Rumo a que sigo e não sinto nada que possa ser absorvido como erro
Claro que isso não significa perfeição
Ao menos ao que a 'maioria' enxerga como tal
É o inicio de uma agregação sólida, com o que permitimos há muito estar distante
È não se estar só, não por se necessitar, mas pelo ser bom
Por conseguirmos digerir sem anti-ácidos depois
É o céu e a terra, sol e lua, talvez eu e você
É a dor e o anestésico; a água suja e o filtro
O sol e o vapor, a nuvem e a chuva
É o simples, complementar-se de coisas que se unem para se tornarem outras mais belas
O alfa e o ômega
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A União Se Faz - por Artemisia

Brincar com as palavras é muito divertido, mas há momentos em que a gente fica perdida no meio delas e como ondas elas nos empurram ora para a beira ora para o fundo. Às vezes simulam uma tempestade e aí como folhas soltas ora voamos ora caímos no chão.
É assim que me sinto agora. Preciso escrever sobre a união. Vem a minha cabeça um vendaval de ideias e palavras. Procuro o equilíbrio. Quero fazer-me entender.
Os ensinamentos baseados na filosofia cristã é que todos sejam um, um povo unido. Que vive e se coloca em favor do outro.
Nos ritos católicos, há na Santa Missa, um momento chamado de comunhão que significa Comum União.
Há muito que se dizer. Quantos tratados sobre a união dos povos. Uma palavra que pesa demais quando muitos vivem em guerra.
Viver em união. Viver a união. Buscar a harmonia e o bem estar, o bem comum. Estar disposto a colaborar para que o outro esteja bem. Contribuir com a sua parcela de humildade para que o outro cresça dignamente. Pensar mais no outro que em si. Fazer a sua parte, como o beija-flor da fábula. Entregar-se por uma boa causa. Não ser egoísta. Não pretender ser o único. Não olhar somente para o seu umbigo.
Para que a união seja verdadeira e duradoura é preciso que haja entrega total e perfeita compreensão. Nunca exigir que o outro seja o que você quer.
Para que a união seja real é preciso que haja liberdade. Portanto tomo a liberdade de brincar com a palavra união porque “a união faz a força”. “A união faz o açúcar”. A União faz outras coisinhas mais...
Escolho, ainda, o lema dos Três Mosqueteiros: “Um por todos e todos por um”. Um povo unido que jamais será vencido.
Unidos, venceremos.
Venceremos?
Venceremos!
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Da Junção (DNA) - por Davi Rodrigues


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Vóz e vóz
Coral
Grão e grão de areia
Praia
Estrela e planeta
Galáxia
Gota e gota
Chuva
Mar
Pessoa em pessoa
Civilização
Flor em flor
Jardim
Célula em célula
Coisas
Vóz e palavra
Discurso
Coração e sentir
Amor
Falar e não ouvir
Dor


União - por Alba Vieira

O que dizer sobre união que não acabe caindo em lugar comum?
Pensando sobre o tema de forma comportada, me lembro da força que existe quando nos juntamos em prol de alguma coisa ou quando duas pessoas se aproximam num relacionamento, vem logo a idéia de interseção, de mistura, de diluição, de interpenetração.
Entretanto, entre risos, sou obrigada a reparar que na própria palavra, o “prefixo” uni já diz tudo: é necessário manter-se a individualidade para contribuir positivamente numa sociedade, qualquer que seja ela.
Sem a consciência do uni, não há sin que preste.


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Discurso de um Louco - por ZzipperR

Talvez ninguém entenda o que um louco tem a dizer, talvez tudo que ele fale não faça sentido, pois são apenas palavras de um louco pela democracia justa e isso deve estar muito além da compreensão humana, que parece permanecer permanentemente em uma posição social desumana.
O louco observa os discursos daqueles que possuem os poderes de mudar e não entende onde está a verdade, pois o discurso não muda, até parece que todos foram perseguidos pela repressão e esses que foram fazem disso um potente argumento para possuir e aumentar seus poderes.
O louco fica indignado com aqueles que um dia lutaram pela democracia e hoje parecem ter abandonado a luta, talvez o vento não sopre mais tão forte e será que a coisa aqui não está tão preta? Pode até não estar preta, porém também não estão claras, pois os olhos do povo não conseguem enxergar, ofuscados pela neblina de uma época repressiva que não foi dispersada totalmente e é nesse momento que o louco se vê entre um povo desunido e abandonado por seus ídolos ideais.
Imaginem um louco escutando discursos insignificantes de ídolos e governantes que não dizem nada. O Líder em seus discursos parece estar sempre perseguido pelos adversários políticos. O outro parece estar emitindo mensagens para um povo analfabeto e incapaz de ver suas garras escondidas nas palavras.
Precisamos de união para mudar o futuro e valorizar a palavra, respeito entre as pessoas, dar suporte e sentido concreto à formação das famílias com educação e, principalmente, cultura. Para isso temos que mudar nossa maneira de pensar, abrindo os olhos para a sociedade e buscar no resultado final justiça, felicidade e fraternidade entre as pessoas com oportunidades ao alcance delas.
Já passou da hora de virarmos a página da ditadura, pois os que lutavam contra a ditadura hoje têm uma forma diferente de ditar as regras a favor de seus próprios interesses, fazendo um governo ditador invisível aos olhos da população desinformada por possuir cultura limitadíssima e visão curta facilmente ludibriada.
Cadê a união desse povo desunido e dispersado que faz de mim um louco no meio de tudo isso? Um louco que não sabe o que fala, não sabe o que pensa e também está, como todos, amarrado em uma camisa de força ditadora de um passado que não muda, apenas muda seu jeito de manusear o povo em seu sistema.
Não liguem para o que os loucos falam, pois um louco na época da ditadura já falava “Eles são uns comedores de cérebro”, infelizmente ainda andam comendo.

Zip...Zip...Zip...ZzipperR

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Ah! Definições! - por Davi Rodrigues


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Respirar o mesmo ar
Desenvenenar rios, florestas, corações
Desistir da competição e assimilar o que o outro possui de melhor
Falar e escrever sempre na terceira pessoa: Nós
Deixar bem claro que somos falhos por estarmos distantes
Não é o açúcar, mas é uma doçura...
Em um planeta tão imenso, com tantas construções
É não se estar desabrigado
Ah! Dia e noite que nos proporcionam equilíbrio!!!
Acordem após o descanso! Sem que alguém o faça por bel-prazer...
Doce momento em que lê esse texto
Unificação do que escrevo e sinto
Com o que lhe interessa e sentes
Sentimento mútuo
Essa é a verdadeira definição de união



A Menina Silenciosa - por ZzipperR

O barulho ensurdecedor da chuva sobre o telhado chega a assustar com a intensidade e o volume de água caindo em um tão pequeno espaço de tempo. O barulho do vento impressiona, fazendo da grande copa da árvore uma expressão de liberdade, como se ela estivesse correndo contra o vento e apreciando a delícia sensorial das gotas geladas da chuva de verão; numa atitude de carinho a chuva aumenta a intensidade de suas gotas fazendo de toda aquela cena natural da vida uma festa com riscos de relâmpagos entre as nuvens escuras, enquanto o som compassado e assustador dos trovões podem ser escutados por pessoas muito distantes.
Tão grande volume de barulho causado pela fúria da natureza faz o mundo silenciar para tentar entendê-la, chegando ao ponto de não ouvirmos uma palavra, nem risos, apenas silêncio, focados na expressão natural do vento, da chuva, do clarão assustador dos relâmpagos e na aflição que arrepia quando a voz da natureza faz o mundo tremer com o poder do som de seus trovões.
Apenas o olhar dela focado na chuva domina sua razão, mesmo quase perdendo a grande árvore de vista em tamanha tempestade. Mas nem tudo nela é silêncio, pois como um intruso na cena o som do seu coração passa a fazer parte daquela harmonia. E, no contexto de tantas águas, o que a natureza estaria sentindo para tanta fúria?
Curiosamente, seu coração bate tão forte quanto a força torrente das águas sobre o mundo. Talvez seja uma manifestação da natureza contra o amor do homem que, desvirtuado, perdeu o poder de visão, desvalorizando seu próprio espaço. Chegou a hora da união, que parece fazer confusão para aqueles que estão vivendo, convivendo, observando e não entendendo aquele momento de união e o que está acontecendo.
Repentinamente, a chuva para e a natureza faz silêncio, sem chuva, sem vento, porém o coração da menina continua batendo cada vez mais forte. Mesmo a natureza poderosa silenciou-se para escutar as batidas fortes e pulsantes do amor silencioso da menina, que permanecia quietinha observando da janela da vida enquanto uma pequena lágrima de amor rolava em seu rosto espantado e lindo.
O silêncio foi quebrado pela lágrima de amor e a natureza se manifestou lançando pequenas pedras de granizo. Começou lentamente uma a uma e gradativamente foi aumentando seu volume. Penso que a união da natureza e da menina tenha feito com que a natureza também sentisse a dor do amor e deixasse escapar em pequenas gotas de gelo.
A natureza não conseguiu manter o silêncio em suas lágrimas e fez um barulho enorme sobre os telhados inundando tudo com suas gotas geladas, aquela chuva torrencial de granizo não parecia ter fim e só parou quando a menina silenciosa colocou uma das pedrinhas de gelo na boca se unindo à natureza e oferecendo seu amor à vida.
A menina caminhava silenciosa sobre a rua coberta de pedrinhas de gelo, caminhava amando silenciosamente, um jeito silencioso de caminhar entre as pessoas e foi necessário se unir à menina para que a natureza entendesse o seu jeito silencioso de amar.
Um mundo silencioso, no qual muitos se unem para amar e lá está ela com seu jeitinho especial, uma menina especial e linda com sua fórmula de amor incompreendida por muitos, mas plenamente entendida e correspondida por quem compartilha seu carinho e seu amor.
Esse é o jeitinho dela amar. Como será o seu jeito de amar?


Paulo...ZzipperR


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Sem Derreter - por Davi Rodrigues


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É do não se estar longe mesmo quando não se sabe o porque
Como as folhas das árvores tão meticulosamente alojadas em tão perfeita simetria
Como os pássaros que sobrevoam e cortam o céu em busca do calor
Ah! Se fossemos peixes em cardumes! Não haveria mar para nós
Talvez enxames a produzir em qualquer gesto, a finalidade do mel
Ou terra para sermos lotes de casas, ou hortas
Ou simplesmente para se andarem descalços sobre nós
Quem sabe janelas para que pudessem respirar
Ah! Doce não distância entre portos e estações
Carga em sacos descansando durante a viajem
Focos de luz em supostas escuridões
Aglomerados de bons fluíres
Paz mundial...
Partindo de cada um, pra se tornar um tantão!
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União - por Alba Vieira

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Uno útil universal
Novo nutrição nulidade
Ideal interagir independência
Abraçar apaziguar acorrentar
Olhar optar olvidar


Visitem Alba Vieira

sexta-feira, 22 de abril de 2011

As Nossas Palavras VI - por Ana

Podem os homens buscar a convivência pacífica o quanto quiserem. Mas as tentativas feitas até hoje mostraram que são impossíveis condições perfeitas de harmonia perene. As vitórias conseguidas no sentido da paz são destas coisas raras e pontuais, porque no ser humano percebe-se, nitidamente, a tendência a atitudes territoriais e bélicas, contrárias à lógica e ao bom senso, que são sinal de uma teimosia genética irracional.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

As Nossas Palavras V - por Ana

Ora, o que dizer
Sobre o ofender e a ofensa?
É algo tão humano,
Às vezes involuntário, com certeza.

Mesmo que a alma queira
Se elevar pra lá do Além
Sem nunca, jamais fazer mal,
Sempre se fere alguém.

De minha parte eu digo
Que procurarei, com ardor,
Pedir ao Alto clareza,
Que minha prece chegue ao Senhor.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Problemas Anais - por Leo Santos


Acabo de ouvir uma observação sobre um menino que “tem três aninhos” o que gerou minha curiosa pergunta: Quantos dias tem um aninho?
Salvo o bissexto, como esse, em que fevereiro tem 29 dias, os demais, têm 365 dias. Seriam, esses, aninhos, o atual, um anão?
Mas, quem se ocuparia com esses problemas anais? De qualquer modo, usarei uns supositórios, (digo, umas suposições).
Na verdade, apesar de extático, costumamos fazer a leitura do tempo, em termos de passar moroso ou pressuroso, qualidades humanas, às quais, Cronos se furta.
A leitura do tempo é um fator psicológico, derivado de estados de alma, que, uma vez de posse de expectativas promissoras, faz parecer que o tempo demora passar, porém, no gozo dessas situações deleitosas, dizemos que o tempo voa.  Medimos, antes, a presença ou ausência do prazer, às expensas do tempo.
Pois, se ele faz mesmo isso, voar, certamente o faz, com nossas asas.
O fato é que, nos meus “aninhos,” eles eram deveras demorados, pois, meu orgulho “maschio” desejava ter pelos na cara e noutras partes, e como demorava! Agora que os tenho indesejadamente, nem sempre acho tempo para me livrar do incômodo.
Em pleno desfrute de meus anões, muitos sonhos e projetos pendem pelo caminho em face à carência de tempo. Na real, são agora meus aninhos, e bem idos, meus anões.
Acho que quando dizemos que um infante tem xis aninhos, não medimos seu tempo, nem seus anelos psicológicos, apenas, o tamanho do “relógio”...
 

Visitem Leo Santos
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Versos - por Renata Zonatto

 
 
Amor
Não reclama.
Você não me ama
e eu não vou escrever
um livro sobre nós dois.


Amor
E um dia...
Talvez...
Quem sabe...
Eu cuspa na sua cara
todos os versos que fiz pra você.
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Viver Não é Tão Simples Assim - por Tércio Sthal

 





NÃO É SIMPLESMENTE VENCER;
VIVER É SABER LUTAR ATÉ O FIM,
É TER, EM SI, O ÍMPETO DE SER.
(TÉRCIO STHAL)


RESSONÂNCIAS

O pessimista diz assim: tudo está muito ruim. 
O otimista vem e diz: que belo dia, sou feliz! 
O realista sentencia: vou melhorar este dia.

Analisando o lado inverso do que pensamos,
e consubstanciando as discordâncias, 
poderemos compor novas idéias e planos, 
novos paradigmas e novas ressonâncias.

No desenrolar da trama quem se ocupa em ver o figurante? 
No despertar da fama quem oportuniza a vez ao coadjuvante?
A consubstanciar a chama quem favorece ao protagonista?
Quem, independentemente da fama, promove o levante? 
Venha, vamos juntos e sejamos nossa própria conquista.

Valorizar a vida não é contar só com a sorte,
é não deixar que o tempo venha e tudo decida,
nem que ele seja sempre o senhor da razão.
Valorizar a vida é tomar a decisão de ser forte.

Quem ficar só olhando pela janela 
poderá ver como está o mundo lá fora, 
mas quem abrir a porta e passar por ela 
saberá o que o mundo oferece agora.

 
Visitem Tércio Sthal
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

- Levante-se, Aderbal!
- O que foi? Tá passando mal?
- Tive contração várias vezes!
- Mas ainda não tem nove meses...
- Tô desde as sete em agonia!
- Mas ainda é meio-dia...
- Vai esperar eu cair de dor?
- Cruz! Tu adora tocar terror!
- Quer que chame só à noite, às oito?...
- Mas antes me traz chá com biscoito?
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caríssimos Amigos:

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Desde o dia 31 de março venho tentando postar,

mas não consigo publicar corretamente os textos enviados.

Devo concluir que este problema está sendo ocasionado por vírus.

Tentarei resolvê-lo o mais rapidamente possível.

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Agradeço a compreensão de todos e os contatos recebidos.

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Enorme abraço!

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

- Levante-se, Claudinei!
- Mas ainda não são oito horas...
- Várias vezes te chamei!
- Ih! Eu vou é cair fora!
- São sete e meia, seu peste!
- Então: sete e meia! Vê se me esquece!
- Cê vai cair! Dobra a bainha!
- Todas as vezes a mesma ladainha!...
- Às oito vamos à mamãe jantar!
- Então levante-se, mocréia, e já comece a se arrumar!
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