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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mares da Memória - por Kbçapoeta

Ele segue sem destino,
Sem um porto seguro
Onde possa atracar seu navio,
Nau fantasma singrando
Os mares da memória.
Percorreu os aforismos da história
Percebendo que almas podem ser efêmeras
E a matéria pode ser perene,
Como o sentimento que nutre por sua musa.
Ela tinha por ele um amor
Infinito e incondicional,
Por duas primaveras.
Ele entendera que o amor eterno dela,
Eternamente acabara.
Ele sem o amor dela não vive,
É insuportável nefasta dor.
O Eu dele dissipou-se.
Morreu em uma abstração de palavras,
Delitos e delícias.
Desde então,
Ele é outra pessoa.
Nem mais nem menos,
Simplesmente como todos que foram
E muitos que virão.
Que ama, vive e morre de amor.



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Da História Sem Fim... - por Ana

Bem, Gio, tu quer falar sério?
Vamos falar sério, então.
Vou atender a você,
Não vou com implicância, não.

Quais são os termos do acordo
Pra duelar com você?
Não posso dizer que fugiu
E que se pôs a correr;

Também não posso dizer
Que desistiu do embate,
A não ser que tu tenha dito
Em suas quadras, em alguma parte...

Também não posso mentir...
Mas eu não menti, menino!
Fiz brincadeira com a fome...
Tamo só se divertino...

Ameaçar a torcida?!!!!
(Ameacei alguém, amores?)
Só brinquei no Duelochat...
Pra eles, Gio, só flores!

E se você tiver torcida,
Melhor ainda o desafio!
Afinal, você merece!
Tu é demais, misifio!

Ó, “debilitada” inventei não,
Tá em “O Juiz Vai Apitar, Mas...”:
“Debilitada, não é justo lutar”.
Eu reinterpreto, invento jamais!

E sobre a minha madrinha,
Agradeço a ela mesmo!
Sou persona mui grata, seu Gio,
Ao contrário de tu, torresmo.

Mas... o que tem o Português?
Está te faltando cultura!
Fala errada é estilo, seu moço!
Vai estudar Literatura!

Epa! Eu já brinquei...
É... Eu não tenho mesmo jeito...
Comecei sendo tão séria,
E já vim com desrespeito...

Mas, cara! Tu é muito chato!
Chata eu não vou ser não!
(Te responder só no sério?
Me dá até aflição!)

Além disso, é insistente!
Mas que garoto mimado!
Se eu não fizer o que ele quer,
Vamos ter Monge infartado.

Mas, gente... peraí... que é isso?
Muito abusado este rapaz!
Não vou responder tudo aquilo...
Outro Lusíadas é demais!

Então vou direto aos assuntos
Que mais importância têm:
Sobre a capitulação
E a retratação, tá bem?

Você quer que eu capitule?
Eu não vou capitular!
Quem capitula é tu.
Seu último post a provar.

E tu quer que eu me retrate?
Eu não vou me retratar.
Mas eu retratei você
E trouxe aqui para mostrar:
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Resposta a História do Duelo, de Gio.
Referências: Duelochat entre Gio e Ana;
O Juiz Vai Apitar, Mas..., de Gio;
“Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões.
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A Loja de Roupas Femininas - por Adir Vieira

São quatro horas da tarde.
Encontro-me no segundo piso de um shopping famoso, exatamente no Centro Médico. Ali tudo parece que foi planejado para distrair os clientes enquanto aguardam aquelas horas intermináveis e, dependendo do caso, nervosas para o atendimento.
O local é em toda a sua extensão envidraçado de forma que ali parados eles possam visualizar outras áreas do shopping e sua rotina.
Ali estou eu, sentada de frente para uma loja de roupas femininas no andar de baixo.
A princípio, a própria loja me chama a atenção pelo seu bom gosto. Numa época em que tecidos e trajes estão totalmente desconexos, ali ainda se preza a harmonia das cores e os detalhes suaves que embelezam a vestimenta.
Não só as roupas, mas também a disposição dos balcões e das araras clamam por uma visita que seja só para apreciar.
Observo como as calças compridas são dispostas e dobradas. Se o desenho do bolso é o destaque, é ele que fica visível aos nossos olhos e o importante é que, diferentes na sua forma, mesmo empilhadas, convidam ao interesse de experimentá-las, pois os detalhes mais importantes nas peças sobressaem na pilha.
Ali, até a lixeirinha, colocada na porta das cabines de prova, é graciosa e adequada ao ambiente.
Nas vitrines o lápis vermelho também passou, mas consegue ser mais uma obra de arte, pela forma com que escreveu “liquidação”. Cada letra, para combinar com o negócio, mais parece uma silhueta de mulher. Não posso deixar de tentar formar na minha mente o profissional responsável por aquele feito.
Agora, o que me chama a atenção ali é uma senhorinha, de uns setenta anos, baixinha, vestindo jeans como uma menina de quinze anos que, sorridente, entra e se dirige à vendedora. Depois de trocarem algumas palavras que, eu de onde estou, não consigo ouvir, seguem para um dos balcões de blusas esportivas e bastante coloridas, embora não extravagantes. A senhorinha vira daqui e dali e sem qualquer timidez a cada peça tocada, coloca-a junto ao corpo e com gestos infantis se olha no espelho, aprovando ou não uma e outra. Como se aquela primeira experiência não fosse o bastante, arruma nos braços umas seis blusas e se dirige à cabine de prova. Percebo que de lá ainda ocupa a vendedora, devolvendo algumas peças e, ao retorno da mesma, entendo que pediu para trocar as cores. Depois de muitos minutos, sai da cabine feliz indicando apenas duas peças à vendedora. As duas então se encaminham para o caixa e depois disso não consigo ver mais nada, pois a enfermeira me chama.



Visitem Adir Vieira
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Resignação - por Ana

Às vezes, a gente dá mil passos tentando se afastar do sofrimento, mas há um tempo determinado de permanência, acordado entre ele e a vida. A gente só tem mesmo que esperar, resignadamente, que vença o período do nosso aluguel acertado entre os dois.



Comentário em As Nossas Palavras XXII, de Alba Vieira.
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O Silêncio de Deus - por Esther Rogessi

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Em sua visita a Auschwitz, o papa Bento XVI mostrou bastante desconforto ao lembrar de todo massacre sofrido pelos judeus, chegou a dar voz ao seu pensamento e disse: “Por que Deus calou diante de tamanho mal?”

Houve o silêncio de Deus durante a 2ª Guerra Mundial, quando os ustasha (croatas católicos) e os chetniks (sérvios ortodoxos) lutaram entre si e trucidaram suas populações civis...

Em nome de Deus?

Deus calou quando uma grande parte dos mulçumanos do vale do Drina foram dizimados, em um massacre étnico, em Goradze, na Bósnia; calou-se em Ruanda; na América, durante os massacres sofridos pelos povos indígenas; cala-se hoje no Sudão, onde vemos povos de etnias diferentes lutando entre si, em nome de quem?

Em nome de Deus?
Certamente que não!

No evangelho de São João está escrito:
“Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar pensará que está a fazer um serviço a Deus. E isto vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim.” (Jo 16:2-3)

Por que questionar o silêncio de Deus perante as catástrofes causadas pela ganância, incredulidade e falta de amor do ser humano?
Ou ainda, por que fazer guerra, em nome do Príncipe da Paz?
Por que procurar culpar a Deus dos nossos próprios erros?

Comumente o homem não o quer ouvir! Faz pouco caso Dele! Porém, diante dos horrores por eles mesmos causados, culpam a quem não querem ouvir-Lhe a voz... E ainda questionam o seu silêncio!
Quando Jesus foi levado a Pôncio Pilatos, quando este tentou persuadir os judeus a não crucificarem Cristo - em vão, pois a multidão enfurecida queria o Seu sangue-, responderam a Pilatos: “O seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos” (Mt 27:25).

Eles mesmos amaldiçoaram os seus filhos e a sua posteridade. A Nossa palavra tem poder. Na nossa boca está um instrumento que tem o poder da vida e da morte.

De que se queixa o homem vivente? “Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.” (Lm 3:39)

Tudo foi falado, tudo foi dito, resta-nos seguir ou não, sofrermos as consequências dos nossos atos ou gozarmos os frutos da obediência e do temor a Deus. Há um livre-arbítrio para se seguir, é questão de escolhas... Com ou sem Cristo, porém, de acordo com nossas escolhas, sejamos homens bastante para reconhecermos que Deus nada tem a ver com o que decidirmos.
Ele ditou as regras... E estas estão às nossas mãos.

Desde o início de tudo, o homem costuma repassar as suas responsabilidades no tocante aos seus erros. No acerto o mérito é próprio, porém dificilmente se assumem os próprios erros.
Começou por Adão, o primeiro homem que Deus instituiu como Seu povo, feito para Sua Glória e Louvor e Eva... Sua adjuntora. Quando esta cedeu à tentação e quis compartilhá-la com Adão, vindo este a ceder, quando o Senhor Deus o inqueriu sobre tal fato, ele, simplesmente, colocou a culpa em Eva: Foi a mulher que tu me deste...
A verdade é que, comumente, caímos por nossa própria opção, livre escolha.

Portanto, que deixemos de questionar Deus e procuremos conhecer a Sua vontade, para que tenhamos vida e vida em abundância.

Muitos são os medos que habitam no coração do homem, porém, se temos que temer alguma coisa, que temamos não conhecer a Deus.



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Manuel Bandeira e o Pneumotórax - Citado por Lélia

Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:
- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire.

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



In “Estrela da Vida Inteira”.
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Porcos Me Mordam! - por Ninguém Envolvente

A um período de tempo não muito distante, os Estados Unidos, nação mais poderosa do mundo, passou por uma grande crise financeira, o que ocasionou inúmeras falências em diversos países, abalou a economia quase que mundialmente. Para conseguir se recuperar do tombo financeiro, os EUA fizeram um acordo com o México.
O acordo consistia em melhorar a economia americana, garantindo ao México que sua população teria acesso aos EUA sem precisar de documentação, os mexicanos seriam agora reconhecidos legalmente como cidadãos americanos. Caberia ao México executar então o trabalho sujo de reconstruir o império americano, soltar de um de seus laboratórios o vírus H1N1 popularmente apelidado de “vírus da gripe suína”.
O México tinha o vírus em estado de latência e o soltou em um lugar remoto dentro do próprio território, onde havia muitas criações de porcos. Porcos que estavam sobrando, devido à grande elevação de preço logo após a crise, e o custo em manter os animais ainda vivos eram enormes.
Inicialmente, somente os porcos deveriam ser afetados, assim davam fim a um certo número de suínos que estavam em excesso e seria então vendido um grande número de medicamentos para tratar outros animais, mas o vírus também afetou humanos. Estava no planejamento do governo americano, tudo foi calculado para caso isso acontecesse, já que o vírus foi solto quando era verão nos EUA, portanto seria mais difícil que o povo americano sofresse com a nova praga.
O vírus foi se espalhando em países cuja economia estava mal, mas não o suficiente para deixarem de comprar o remédio para curar a população, o TAMIFLU. Os países mais afetados foram os emergentes, que não tinham como produzir o medicamento que até então seria um monopólio dos EUA.
A venda do TAMIFLU aumentou com muita significância e com isso os EUA quase conseguiram superar a crise que causou tantas perdas e falências. Só não a superaram porque, na última hora, o presidente do México extorquiu o Barack, acabando com o barato dele, quando mostrou uma fita onde estava gravada toda a negociação da soltura do vírus.
A população americana não foi tão afetada pela gripe, o México conseguiu o eterno Green Card e um grande frigorífico que trabalhava para a instituição McDonalds deu a volta por cima, já que a população ficou temerosa em comer suínos e a venda de bovinos quadriplicou.
Com absoluta certeza, Osama Bin Laden também está envolvido na Gripe Suína, já que na Arábia Saudita, local de origem de Osama, é proibido por lei o consumo de carne suína. A participação do árabe entra no financiamento de aviões contaminados que espalham o vírus, causando a pandemia. Com isso, Osama ganha a amizade de Barack e tempo para arquitetar o novo plano destruição aos EUA.
A esperança para salvar o mundo caiu sobre o presidente tupiniquim Lula, já que ele É O CARA...



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Bruna Lombardi “No Ritmo Dessa Festa” - Citado por Penélope Charmosa

Vem cá, meu bonito
que eu te solto os arreios
que eu te faço, te encaro
e te alucino
a minha paixão não cabe no teu seio
não cabe no teu quarto
o meu destino.
Nem cabem na palma da minha mão
todas as linhas
que eu vou traçando nos caminhos
todas as contradições em que acredito
a liberdade que te proponho
a loucura de improvisar ninhos
e desprender os pássaros do sonho.

Que é que há, meu bonito
que medo é esse
que te segura à terra
te prende e até parece
que você não tem luar.
Vem pra cá te enfeitar de festa
que eu vou te esfregar com areia
que eu vou te marcar na testa.

Vou aprender teu jeito esquisito
de mexer com essas franjas
de balançar as arestas
te mostrar como se dança
o ritmo desse deboche.
Tem que ter ferro e trato
tem que ter desejo ardido
pra poder soltar esse bicho
escondido nesse mato.

Tem que soltar essa fera
que dentro do peito te amarra
pra dançar como se dança
no ritmo dessa farra.

Vem cá meu bonito prepara
o bote. Afia teu corpo pro corte.
Vem, se larga se espalha
que eu sei lidar com teu porte.
Vem, que eu sou da tua laia.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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