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Eróticos.)




segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Notícia de Terra Distante - por Leandro M. de Oliveira

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“É possível que uma pessoa se torne obcecada por outra sem nunca tê-la visto? E essa outra, poderia ver através de seu dilema e não sofrer? O que segue é um fragmento, extraído da história de um homem e de uma mulher que optaram por querer-se em plenitude livrando-se assim de uma existência vulgar...”

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Bom dia minha sempre cara,
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Foi ontem e foi há mil anos, tenho pensado em ti como não se deve pensar, meu espírito deixa a condição de sombra alçando um voo de condor, no pensamento, vou dar em paragens do desconhecido entrando por lugares que jamais ousei. Depois do pouso, é como eu passasse em revista a minha vida, ouvindo o eco dos perdidos sonhos. Como tudo já foi belo... Minhas mãos carregam diamantes desbotados, arrancados da terra distante da inocência; hoje, não brilham mais. E cada nome é um fantasma, e cada assombro traz na boca o sabor acre do sangue paralisado. Há um segundo tudo era azul mas, como é inútil eu tentar iludir a mim mesmo... Agora, depois desse tempo cinza, venho a uma sala que já não cria. Depois daquele horizonte baço não desejava mais que um pouco de luz, e tu colocaste o sol a meus pés. Mas como posso querer dizer como é se sentir vivo outra vez? Como é ser desacreditado na vida e ao passo do teu menor sorriso entender que tudo é possível?
Há pouco tempo vim saber teu nome, embora conhecesse a tua vinda desde antes do sempre. Eu conheço tua respiração e cada passo de tua estrada, sei que não posso evitar as feridas do caminho, mas posso oferecer meu bálsamo pra trazer conforto a seus pés. Às vezes me coloco em um ponto remoto e fico a observar nós dois, me perco e cismo que você é um anjo, porque o teu rosto me faz pensar em Deus. E tremo por cada polegada de teu corpo, e por cada sulco que o exílio tenha gravado em tua pele. Permaneço não aqui, estou no pretérito, revendo coisas que não existem mais... Rasgo o tempo com a memória, no regresso febril das impossibilidades, os nomes pelos quais chamei pensando ser você passam por mim, como um desfile de almas que passa ao purgatório. E reencontro minha confiança; meu escudo e lança, no teu nome sem nome, no teu santuário sem corpo.
Tenho em ti tudo quanto há de belo e puro nessa terra amaldiçoada. Todavia, a alma é vil e meus sentidos profanos. E, quando mais, saio louco por entre bosques e abismos, em noites sem lua e sem alento, me odiando por maculá-la em pensamento. Quero estar em ti antes mesmo de minha chegada, quero arrancar teu sexo com meus dentes pra que te conserves pura de mim. A alma bestial vacila ante o sacrário que és, dá-me de beber o teu sangue, dá-me de comer tua carne, morra em mim pra que eu renasça em ti. Imola-te em meu nome, e esse sacrifício será o sinal de um mundo novo...
Minha cara, meu não existir e meu Ser sem termo. A você tudo de melhor.

Porto Firme, 31 de agosto de 2009.


*Thay, a você o meu carinho e as minhas reverências.
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6 comentários:

Leandro disse...

Shintoni, valeu mesmo. Só um pedido a você, no início do texto houve um equívoco na digitação, quando der, por favor sustitua "Bom dia me sempre cara" por "Bom dia minha sempre cara", abraços e até mais.

Leandro disse...

Gracias, saludos.

Ana disse...

Leandro:
Que carta linda! E que imagem lindíssima! AMEI!!!
Ass: Uma sua fã de carteirinha.

Thay disse...

Carta bonita e garota de sorte :D
Gosto muito de você Leandro!beijos e fica com Deus!

Thay disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Thay disse...

PS.:Minhas reverências a você também,espero que ainda lembre:Mais do que atração, as pessoas diferentes se completam como peças de um quebra-cabeça que encaixadas estão dispostas a formar uma única imagem.