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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 8 de março de 2010

Conflito - por Marília Abduani

Estou perto e longe de mim.
Vejo formas e cores
bordando as linhas do meu destino
em minhas mãos.
Nem triste nem feliz,
vou me descobrindo ainda
e ainda me surpreendo menina,
mulher.
Há nuvens que persigo.
Há prantos que adormeço.
Há medos que atravesso,
mares onde me afogo,
ventos que levam
para qualquer direção.
Estou dentro e fora de mim.
E quando me olho,
vejo outra que não eu.
Meus olhos me enganam,
meus passos me distanciam de mim,
me levam
para onde, eu não sei.
Ampliar-me é preciso
para que eu me encontre.
e me veja, livre,
e seja eu mesma
a que mais amei.
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Servidão - por Camila Oliveira

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A submissão é mais fácil que a rebeldia
Mas a consequência da covardia
Do ato, é a dependência,
Disfarçada de benevolência,
Essa dependência vem mesmo que tardia.

Não queremos teatro
Não queremos manifestações
Queremos resolvido nosso trato
Devolvidas nossas orações.
Eles nos dão barulho, queremos canções
Deixaram-nos fartos
Iremos embora sem emoções.
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Um Abraço - por Leila Dohoczki

O abraço é um laço
Que se faz com os braços
Que enfeita o carinho
Embrulhado com sorrisos
Estampado na alma.

Um abraço acalma,
Abranda e dissipa tempestades
Desfaz mal entendido
E mata saudades
Há tanta força
Num abraço apertado...

Abraço amigo
De namorado
De mãe e pai
Amigo do amigo
Do vizinho
Do filho
Abraços
Abraços
Abraços.
Tem coisa melhor?

Por isso eu penso:
Abraço é quase um nó!
Quem abraça, nunca está só
E fica sempre entre laços.

Quer saber?
Pra você, um abraço!
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Invente Outra (Ao Dia Internacional da Mulher) - por Vera Celms

MULHER… não é só um substantivo
Já foi só adjetivo,
Hoje é verbo intransitivo
Não... locução adverbial
Mulher é mais que fazer
Mulher é multi-fazer
É multi-crescer
É multi-ser
Nasce princesa
Afinal, qual a família que não outorga,
titulo de princesa, a suas meninas?
Já então, um postulado ao reino absoluto,
Rainha na mais ampla concepção da palavra
Já foi rainha com e para seu rei
Hoje abraça o reinado solo, mas também gosta de colo...
Não precisa mais do “macho viril” na condução,
Virou pai além de ser mãe, meio a contra mão...
Concebe, gesta, pari, adota, educa, alimenta, custeia,
Mas, acima de tudo, ama muito, ama tudo...
Sem limites nem restrições,
Matéria aprendida em várias lições
Hoje a mulher é verbo bastar
Mulher hoje não tem mais nenhum limite que a restrinja,
Impõe limites que a norteiam
Mulher em dupla ou tripla jornada
Trabalha, e como trabalha!!!
Opera, dirige, responde, xinga, orienta, decide e reza...
Mulher inventa o que não encontra pronto
Mulher tripula, monta, desmonta
Faz e desfaz se preciso for,
Mulher redige, programa, projeta, constrói, demole e negocia,
Dança, canta, faz poesia, chupa cana e assovia...
Troca fraldas com uma mão, enquanto conserta a pia,
Hackeia, acelera, manobra e freia
Chega em casa cansada, mas se confessa apaixonada,
Conserta o interruptor de luz, troca pneu e a cama
Mulher lava, passa, cozinha, se penteia
Mulher briga, discute, defende, ordena e esperneia,
Não aceita ordens vãs, divide prazeres e responsabilidade
Viaja de um país a outro, pra outro mundo, sem sair da cidade
Mulher arruma, organiza, se arruma e se perfuma e brilha,
Como brilha!
Num só olhar diz tudo o que quer dizer, com prazer...
Num só movimento, preside, prescinde, mas não deixa de confrontar,
Aguenta dores, cuida e cura dores, sem reclamar
Tão capaz de amar quanto odiar,
Tão capaz de acarinhar, castigar ou relevar
Se preciso luta, por direitos ou por poder,
Entende que na lei do mais forte, é matar ou morrer...
Capaz de depressões ou revoluções, sem opressões,
Capaz sim de sucumbir, mas muito mais de convalescer ou renascer,
Pra mulher de hoje, é vencer ou vencer...
Mulher, desafio constante, presença importante
De mil a milhão num instante,
Mulher... ame-a ou ame-a...
Ou, invente outra...
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.(Poesia publicada na coletânea do primeiro Concurso Literário de Poesias
do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jundiaí/SP, em maio/2007)
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.Visitem Vera Celms
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Perdão - por Ana

Meu amor, peço desculpas,
Não queria te ofender,
Quando vi já tinha dito,
Eu te peço pra esquecer…

Ainda sou muito novo,
Não tô pronto pra casar,
Não podia dizer sim,
Concordar com o altar…

Por isso quando você
Tão alegre perguntou
Se eu queria casar contigo
E ansiosa esperou

Minha resposta amorosa
Num carinho sedutor,
Só ouviu, estupefata:
-“Tá maluca?! Endoidou?!”

Não era minha vontade
Ser assim tão animal.
Saiu sem que eu quisesse,
Eu juro, não fiz por mal…

Me perdoa, meu amor,
Por favor, pense com calma:
É que nosso inconsciente
é o arauto da nossa alma…

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