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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A Vida Continua... - por Raquel Aiuendi

Aprender a ouvir o que não gosta
para depois falar o que é preciso
e assim a vida segue em frente
sem medo, desespero…
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Transição para o Despertar - por Alba Vieira

Se hoje passeia meu olhar
Sem muito interesse pelo que vê,
É que agora busca mais…
Sem desejo, experimento o Ser.

E se algumas vezes eu duvido
E penso que deprimida estou,
Vem a alma paciente e me explica
O tanto ingênua que ainda sou.

Pois que viver alucinadamente,
Envolvendo-se em muitas opções,
Nada tem de muito equilibrado,
Serve apenas para criar tensões.

Chega um dia em que a maturidade vem
E de repente temos um clarão…
O que parecia nossa própria natureza
Era só uma completa ilusão.

Pois quando o olhar se volta para dentro
Só encontra calma e perfeição.
Não existe um mínimo desejo,
É puro êxtase: a real expansão.

Mas eu me encontro antes da chegada
E tantas vezes reluto em aceitar.
Eu me debato, entristeço, desanimo,
Penso que agora começo a definhar.

Nada disso: há que termos confiança
Que é nos momentos desta transição
Que precisamos contar com a criança
Que ainda mora no nosso coração.

Será ela que irá nos socorrer,
Deixar-nos soltos, leves, sem temer,
Enquanto aguarda, sorrindo,
Calma no seu canto
O despertar da alma plena,
O êxtase, o seu alvorecer.
.

A Rotina Bate à Porta - por Raquel Aiuendi

O sol vem trazendo o dia
e quem pensou qu’ele traz,
também, alegria,
não pensa mais
pois o homem abre o portão
vai para a rua
pisando forte
e à mulher sua
não dá adeus na esquina
e os filhos seus
carregam sua sina (tão sem rima)
de viver a mesma vida:
lutando contra sua própria condição
(numa eterna partida
contra seu próprio patrão).
.

Chuva Lágrima - por Passa-Tempo

Do céu caem gotas,
Gotas de água salgada,
Que correm pelo rosto,
De uma mulher mal amada,
E na pele, o sal da chuva lágrima,
Transparente como a mágoa,
Resseca o coração,
Que vive apenas de ilusão,
Uma ilusão que traz emoção,
Emoção que ao mesmo tempo
É levada pelas lágrimas,
Até atingir o chão,
Aonde brota uma flor,
negra de amarguras,
De seiva vermelha como sangue
E salgada como lágrimas,
Regada por gotas de fel
que vieram do céu
em forma de chuva.
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Medo - por Alba Vieira

Noite fechada,
Tudo soa estranho.
Ai! Dá um medo!
.

Falta... - por Adhemar

Poucas folhas para fechar o outono,
pouco frio para fechar o inverno.
Poucos pecados para ir pro inferno,
o paraíso para chegar sabe-se como…

Pouca luz para enxergar um sócio,
pouca razão para enxergar o sério.
Desilusão para desvendar o mistério
e muita ação para parar no óbvio.

Poucos dilemas, poucas resoluções.
Poucos problemas, pouca disposição.
A maravilha que é ver televisão
e assistir aos disparados corações…

E viver em permanente sobressalto,
suspirar entre lembranças e saudade;
e esperar uma esperança sem idade
que nos faz caminhar e voar alto.

E assim simplificar procedimentos
de viver para alimentar o nada.
Se encher de ar, se distrair, cair da escada,
depois curtir a lamber os ferimentos…

Enfim, parar no alto e se deter;
olhar pra trás e ficar horrorizado
se foi a vida um dom desperdiçado
e não ter mais tempo nem pra se arrepender…



Visitem Adhemar
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A Pobre Menina Rica - por Adir Vieira

Eram cinco as meninas que conversavam.
Da mesma idade todas, embora os tipos físicos destoassem entre si.
Uma loirinha, mais alta, tinha os olhos voltados para o social, para o que denotasse aparência e isso se fazia sentir no traje que usava - sandálias maiores que os pés, de solado grosso e alto, shorts de adulta e blusinha bordada com florões, deixando a barriga totalmente descoberta.
A outra, ao lado, vestia roupas simples de menina daquela idade, não arriscava falar muito. Era amiga da loirinha e estava de visita, parecia não conhecer as demais.
Uma morena, bem mais alta, já parecia adolescente e suas atitudes mostravam uma criança grande desengonçada. Morava no mesmo prédio e era amiga da loirinha também.
A quarta, bem mais baixa e mais esperta que todas, era magrinha e parecia uma adulta em miniatura. Trajava shorts com pedrarias e sandálias bem mais altas do que as da loirinha.
Notei que a quinta era simples demais – trajava roupas de criança mesmo, criança daquela idade – e seu rostinho meigo era seguro e seus comentários, na conversa, sem compromisso, diziam convicção.
Sentada ali ao lado, entre a algazarra que faziam, parei de ler para prestar atenção na conversa. Sempre me interesso pelos papos de crianças.
Reparei que o pivô era a quinta. As quatro tentavam descobrir, a partir da afirmação da loirinha, se era verdade ou não o fato dela, a quinta, ser rica.
Eis que, do nada, surge a mãe da menina para buscá-la para o jantar e outras duas incitam a terceira a desvendar o mistério, indagando da mãe. Depois do empurra-empurra habitual, uma delas se encorajou e fez a tal pergunta:
- Tia, perguntamos à Taissa se ela era rica e ela respondeu que sim, é verdade?
Percebi que a mãe, sem nada entender, apenas respondeu:
- Se ela disse que é, podem acreditar que sim, porque só somos o que verdadeiramente sentimos ser.
A mãe e a menina despediram-se do grupo que, um pouco decepcionado e sem mais o que comentar, desfez-se…
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Você - por Adir Vieira

Pouco a pouco vou conhecendo você melhor.
Um fato aqui, outro ali, um comentário que analiso, uma resposta que escuto…
Tudo é importante, nessa intenção de descobrir você.
A princípio você se impõe limites, para que uma espontaneidade desenfreada não ponha tudo a perder.
Como quem faz não perceber, vou administrando idas e vindas dos seus freios e traçando sua verdade.
Constato, por fim, que você é admirável e não entendo o porquê de tantas críticas.
Percebo que basta olhar e evidenciar, mas olhar com critério, com atenção e jamais com subjetividade.
Se buscássemos listar seus predicados faltariam muitas folhas de papel…
Perfeita é você!
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Amanhã - por Adir Vieira

Amanhã vou começar “aquela” dieta.
Decidi isso agora, quando me olhei no espelho de perfil.
Amanhã, prometo, vou começar. Tão decidida estou, que vou esvaziar o freezer das esfirras e sanduíches naturais preparados para a semana. Não posso tê-los perto como tentação.
Decidi mesmo, vou começar.
Preparei todos os artefatos necessários para não voltar atrás nesse momento de total decisão.
Já preguei na porta da geladeira minha foto preferida, aquela que me mostra quinze quilos a menos, aquela em que de frente, de perfil, de costas, pode se ver os ossos, hoje tão escondidos.
Junto a ela, outra e mais outra, onde o sorriso – a boca era maior ou a gordura encobriu-a em parte – era de poderosa.
Tirei do guarda-roupa peças de tamanhos menores e jurei que em mim entrariam, pelo menos, daqui a duas semanas.
Separei revistas com dietas de todos os tipos e amanhã vou escolher a melhor, aquela que me fará, sem sacrifícios ou não, atingir o meu objetivo hoje – o de começar uma dieta amanhã!
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Ela Se Foi - por Adir Vieira

Acabaram-se as férias e ela se foi. No máximo daqui a dois dias não mais se lembrará de nós. Não mais necessitará de nós. Outras serão as tias que se farão presentes em sua nova rotina. Sua autodefesa inteligente não deixará que sinta saudades, só para não sofrer.
Ela se foi e o vazio da sua ausência instalou-se novamente em nós.
A casa, antes repleta das vozes infantis, também assumirá ares de museu sem seus ruídos, sem sua presença. Roupas de cama, colchões, gavetas, não precisarão mais se mover de seus lugares devidos para acomodá-la com conforto.
Suas solicitações, inúmeras, às vezes tão difíceis de cumprir, darão lugar à rotina equilibrada de nossa vida de casal maduro que, nessa altura, não se atropela nos afazeres comedidos de quem já conhece a vida.
Nesses poucos meses em que ela aqui está, a campainha da porta e os telefones brigam entre si para se fazerem notados, visto que suas coleguinhas clamam a todo instante por sua presença doce e cordata, apaziguando ânimos.
Seu astral é tão especial que até os bebês a preferem nas brincadeiras. As maiores, então, nem se fala. Nota-se, sem dificuldade, a energia positiva transmitida por ela em tudo o que faz.
Decidida, sabe o momento de parar e descarta até a piscina, seu prazer preferido, se não for mais do seu interesse. Aí, ela reina sozinha, mostrando que só faz o que tem vontade e não adianta os apelos das amiguinhas mais queridas e de suas chantagens para fazê-la ficar. É admirável na sua verdade.
Ela se foi e ficamos relembrando, aqui, seu jeitinho, sua forma única de se fazer querida.
Como não lembrar do seu bom dia, chegando de repente, na ponta dos pés, na cozinha, abraçada ao urso quase do seu tamanho e com o habitual paninho, companheiro de todas as noites, enrolado no pescoço?
Como não lembrar das indagações sobre o que comeria no almoço e das suas idéias para trocar o menu que não lhe apetecesse?
Como não lembrar das suas mãos estendidas para o abraço quando estava completamente feliz, mesmo que saindo do banho e enrolada na toalha?
Como não lembrar e sentir saudades da rotina diária de cuidar dela, viver como se fosse só pra ela?
Como não passar pela sala e vê-la sentada na sua poltrona preferida, com a bandeja de comida no colo e saboreando um pedaço de frango, perguntar se poderia repetir?
Como não ouvir suas gostosas gargalhadas, assistindo mil vezes ao mesmo programa, que já conhecia de trás pra frente?
Como não lembrar dos momentos em que, circunspecta, pegava sua agendinha da Barbie para anotar o que havia feito de melhor no dia?
Como não se alegrar com ela, vendo-a chegar de uma festinha no play com as maçãs do rosto rosadas de tantos folguedos?
Como não lembrar do seu jeito vaidoso quando, de máquina digital em punho, programava-a, sozinha, para se fotografar em caras e bocas, como artista de TV?

Ela se foi e vamos demorar um pouco para esquecer tantos momentos felizes que, sabemos, só voltarão nas próximas férias.
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Despedida - por Alba Vieira

Partida certa…
Devo então aprender
A curar dores
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A Vida é Aprendizado - por Raquel Aiuendi

Poderia fazer uma lista grande de aprendizados que pude receber ao longo da vida através de meu avô, minha avó; e, mesmo nas adversidades e contradições dessas relações pude aprender com meu pai e minha mãe; e na “beleza” da “infantilidade”, da adolescência e, na relação que hoje busca uma maturidade, aprendo muito com meus irmãos (mais velhos e mais novos).
Isso me faz sentir felicidade, a sensação de caminhar e crescer, de ser e estar, de realizar, participar... se resumindo (melhor: engrandecendo) em amar. Ser feliz é o resultado de uma vida com amor. Nem sempre se está alegre, mesmo se sendo feliz: isso é normal. Esse amor é a experiência de quem conhece Deus (nossa força motriz, nosso eixo e equilíbrio).
Pessoas podem ser fatores de crescimento ou involução... Tendemos a acreditar que depende muito do que elas nos fazem para que possamos constatar se são crescimento ou não em nossa vida... Depende muito mais do que façamos com o que nos apresentam.
E a vida é bonita porque cada manancial (cada ser humano) é farto e extenso. O desafio é sério, portanto profundo e belo o resultado. Agradeço a Deus a oportunidade que me deu de ser quem sou, para ser melhor a cada momento novo da vida. Faz-me feliz ter essa capacidade evolutiva.
Ÿ je Ñande Ru Imbarete (Sou semente de um Deus Forte).
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Autossabotagem - por Léo...

Agulha: o palato ponteia
A palavra passa submersa
Condensa estorvo em verso
Condena o dreno terno

Presença: o olho desaponta
Desabrocha um chão sobre o soalho
A palavra enterrada seca, engrossa a saliva
Quase salta - hesita, volta
Sen sa(l)to saboto-me

A chuva – chove mais forte
Preenche o espaço pesado
talha o nada – lâmina ágil
Inventa valor pro tempo fendido - findado

A manhã nasce, nubla
Enegrece o todo
Seu entorno turva
Olhar embotado:
Língua de amido
Algodão molhado
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E o Celular, Heim, Gente????? - por Portugal Moura

NOSSA, QUE INVENÇÃO MARAVILHOSA ESTA, HEIM????
VIVA O CELULAR!!!
HUMMM……..SERÁ?????

Ele veio para ajudar, claro, mas tem momentos que é uma chatice!
Nossa privacidade foi pras “cucuias”
Todo mundo nos acha, e mesmo sabendo que temos o direito de desligá-lo quando bem quisermos, não o fazemos porque nos tornamos, mesmo, escravos desta coisinha pequenina.
Como ficar sem ele?
IMPOSSÍVEL!
Sem o telemóvel parece que estamos sem roupa, tal é a força que damos a ele.
Como será que nossos antepassados viveram sem ter na bolsa, nas mãos ou no bolso um celular?
VIVERAM MUITO BEM, COM CERTEZA!!!!
É aquela história: quem tem, já não vive sem!
Longe de mim negar sua importância e utilidade, quantas situações que nós vivemos ou vimos outros viverem que, graças a ele, nos salvaram?
Negócios são realizados em plena rua em movimento, brigas com namorado, marido ou amante já aconteceram numa ligação de celular.
É, minha gente através dele, foram recebidas boas e más notícias e tudo isso eu já presenciei, ou seja, OUVI, em alto tom!

Seja na rua, seja em ambientes fechados, muitos perderam o senso e parece que querem fazer, de uma ligação, o palco de suas alegrias, de sucessos ou fracassos de negócios, de tristezas, das quais o nosso bom amigo o celular, não é capaz de nos poupar!
Que fazer?
Quando ele não existia, vivíamos muito bem sem ele, agora, IMPOSSÍVEL!!!
Bem, o progresso e as grandes invenções estão por aí e junto com elas, nós, seres humanos que fazemos destas mesmas invenções nossas prisões e, ao utilizarmos, conseguimos muitas vezes nos tornar RIDÍCULOS! Rsrsrsrsrs

Quem é que já não falou num celular em tom de voz tão alto que os que estavam a sua volta puderam ser espectadores desta conversa????

CADÊ MEU CELULAR, GENTE?????

E VIVA O TELEMÓVEL!!!!
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Comigo Ninguém Pode - por Ana

Depois que voltei dos mortos
Pela mão do deus Casé,
Fiz entrada triunfal,
E, como sempre, de pé,

Impávida, portentosa,
Altiva, vitoriosa,
Magnífica, poderosa,
Retumbante e gloriosa.

Mas a tal ninja, tadinha!...
Tá sempre de pé quebrado!
Conforme ela mesma disse
No texto que tá postado.

Disse mais umas besteiras
Que eu vou ignorar,
Não valem gastar meu tempo,
Mas outras cê vai encarar!

Ô índia, quem foi que correu?
Eu corri de tu foi nada!
Mas me chamar de cachorra
Foi baixaria danada!

Eu que não ia aceitar
Duelar desta maneira.
Voltei atendendo a pedidos
E porque eu sou guerreira.

Voltei também, vou dizer,
Porque li duas respostas
Que você postou depois
E estavam mais compostas.

Nestes termos então eu sigo,
Luto um milhão de rounds.
(Mas não serão necessários:
Logo tu vai a nocaute!)

Diz não ter medo de chuva
E eu vou dizer o porquê:
Tu tem casa e, quando pinga,
Corre pra se proteger.

Tá lá no “Noite de Chuva”,
Você não me deixa mentir!
Vive se contradizendo...
Não sei quem tu quer iludir.

E tá morrendo de medo,
Quer o Casé como escudo
Pra desviar a atenção,
Pois sabe que não me iludo.

Casé, amigo, é bem-vindo,
Se quiser participar,
Mas atente à covardia:
O que ela quer é te usar

Como nuvem de fumaça.
Tu não conhece os ninjas?
Apanham e dão no pé.
(Se eu errar, me corrija.)

E pra não serem mais feridos
Eles agem de má-fé:
Distraem os opositores.
Não cai nessa, ó Casé!

E antes de terminar
Este round do duelo,
Não posso deixar de lembrar
Dos elogios singelos

Que recebi dos leitores
Que acompanham, sorridentes,
Esta saga inspirada
Em desafios frequentes.

Agradeço à minha torcida:
A Rosa, Vicenzo, Adhemar...
Mando beijos para todos!
Não vou decepcionar!



Resposta a “Esse é Pra Quem Foge”, de Raquel Aiuendi.
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