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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

SINTONIA - por - KBÇAPOETA









Vibrar

Posso até

Gritar

Bater o pé

Fazer das tripas coração

O que eu vejo ?

O meu desejo

Refletindo

Seu desejo

Um vai e vem

Lábios

Bocas

Entre ambas


A mesma pulsação



                                       

                                                                    Visitem Kbçapoeta

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

NO CAFÉ DO DUELOS - por - KBÇAPOETA








       Estou no cafezinho do Duelos , Piazzola ao fundo, na mesa a qual me sento encontro um manuscrito de Ana Conrado ao lado de um livro cujo  título  é “Verônica decide morrer”.
       Enquanto aguardava Fininho, o garçom apreciador de cânhamo trazer-me um absinto, dei para ficar imaginando o que Ana escrevera em tal resenha.
       Não tenho dimensão do que abarca o coração literário de Ana, mas,não dei uma "espiadinha" no manuscrito,porem, sei que ela não aprecia Paulo Coelho.
       Minha relação com o mago abrange mais a parcela musical e atitude artística do que literária, mas, reconheço que o senhor  Coelho é um vencedor em seu ofício. Venceu em um terreno onde nunca fora bem vindo. Sempre fora tratado como um intruso.
       Devido a bela obra musical que o escritor teve com Raul Seixas , li alguns de seus livros.
       Acredito que tenha lido uns dez devido a seu ritmo fácil, eis aí um dos segredos do mestre do R.A.M.
       O que é possível apontar nos livros de Paulo Coelho é a ausência do fator surpresa, mas ele consegue questionar alguns problemas prosaicos e  existenciais com uma simplicidade que o faz ser carismático aos olhos de quem o lê. 
       O livro em questão, “Verônica decide morrer”, eu  li em 1998. Depois me afastei de "Dom Paulete".
       A impressão que tive do livro foi de estar relendo um resumo dos outros livros de Paulo Coelho, pareceu-me repetitivo, uma mistura de “ As margem do rio piedra eu sentei e chorei ” com Brida, “ O Diário de um mago” entre outros, segundo alguns, dizem que foi um dos “menos piores” do autor.
       Eu lembro que na data da leitura do livro, eu achei que o senhor Coelho não tinha mais nada a me oferecer de novidade. Como costumo ler de quatro a cinco livros ao mesmo tempo, dou muita preferencia para os clássicos. Eles sempre me acompanharam, é o meu parâmetro para analisar outras obras.Foi o que me fez não ser um fã de Paulo Coelho.
       Umberto Eco dizia que Paulo Coelho fala à alma das pessoas, meu lado brasileiro e patriótico faz reverência ao senhor Mago quando um cidadão não leitor, muito comum aqui no Brasil, ao deparar-se com um livro de Paulo Coelho, poderá tornar-se um leitor devido a simplicidade e os temas de sua obra. Antes ler um livro simplório do que não ler.
       Acredito que um escritor que tenha alcançado tanta notoriedade no Brasil e no mundo deve ter sua parcela de mérito.
       Nesse momento fininho chega com meu absinto, acredito que Ana chegará logo.
       Deixarei pago para ela um quindim com café,o favorito de Mario Quintana.




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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

VIDEOPOEMA PERECÍVEL - POR - KBÇAPOETA






video



Nem tudo é para se dizer nesse mundo,

Existem coisas que devem permanecer ocultas.

Caminho adentrando vertigens de nostalgias

Como se percorresse

O caminho de minha morte anunciada.

Como se fosse entrar em um estado de

Absoluto esquecimento.

Não existe morte!

Existe esquecimento.

Que são os versos,

Se não passagens do esquecimento?

O vento passa e arrasta as lembranças

Como os rastros das estradas.

Procuro o não-lugar,

Longe do segredo que oculta

A graça da recordação.

Quando se morre,

Começa o esquecimento.

Esqueço de quem fui.

Esquecem o que fiz.

Esqueço de quem fez.

Comungo com os sais minerais

Em um nivarna microscópico,

Entornando o húmus

Que irá alimentar a vida

Dos que ficam.

Aqueles que não lembro mais.



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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

BRASIL DIVIDIDO ? - por - Kbçapoeta








      O Brasil além de não ter sido mais descoberto por Pedro Álvares Cabral, agora ficou dividido.
      Fico estupefato com a criatividade da mídia golpista  e dos jornalões puxa- sacos da casa grande que vivem de criar slogan para defenestrar os locatários indesejados do planalto.
      O movimento popular, pífio em radicalismo, subserviente ao capital e minimamente desenvolvedor de políticas sociais é visto pelos simpatizantes do conservadorismo de direita como um Josef Stalin que deve ser banido para a antiga prisão siberiana.
      Uma prova cabal que a elite “jacu”, cafona e grosseira, a elite Brasileira é desprovida de qualquer bom senso foi a vaia da presidenta Dilma.
      Os ocupantes da casa grande não medem esforços para rever seus apaniguados no poder, os únicos merecedores de um “enterro de penacho”.
      A revista‘Veja” ,“época” e "isto é" mostraram como ser um veículo de imprensa subserviente aos coronéis e empresários detentores da maior parte do capital do país.
      O agenda setting, o preconceito social, e o massivo discurso midiático dos ícones do futebol, ex-artistas pornô , atores de novela, o “reaça” do Lobão e os descerebrados do stand –up foram os fiéis cabos eleitorais do PSDB. Tudo em vão.
      Por outro lado, Chico Buarque, Beth Carvalho, Zeca Baleiro, o talentosíssimo Chico Amaral, Luiz Fernando Veríssimo entre outros artistas renomados foram alguns dos Cabos eleitorais da petista.
      Essa eleição entra para história como o primeiro confronto de ideias entre a casa grande e a senzala. O slogan do Brasil dividido não irá germinar. A razão venceu a mídia.





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