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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 30 de abril de 2011

O Homem dos Dados, de Luke Rhineart - por Ana

 
Eu li, há bastante tempo, um livro desta coleção (Romance e Psicanálise): "A Hora de Cinquenta Minutos". Livro ótimo, composto por relatos sérios de consultas psicanalíticas. Pensei que os títulos da coleção fossem todos da mesma vertente. Ledo (Ivo) engano...
Neste aqui, o autor traz questionamentos a respeito dos condicionamentos sociais, das regras geralmente inquestionáveis e da essência do livre-arbítrio.
Fosse apenas isto, ele até valeria a pena... Mas Luke inventou de descrever pornograficamente os atos sexuais e de forma tão grosseira que afetou profundamente a avaliação da "obra".
Quase digo que não valeu a pena ler quatrocentas e tantas páginas. Só não faço esta afirmativa porque, para minha sorte (e de outros), o autor, de quando em vez, utiliza uma ironia tão cômica que a gente esquece que está se arrastando pelas páginas, torcendo para chegar logo ao final e ler outro livro que, com certeza, será muito mais interessante.
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Tema do Mês de Março: União

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Caríssimos amigos:

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Hoje foram postados os textos referentes ao tema “União”, sugerido por Penélope Charmosa e vencedor da enquete de fevereiro.

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Participantes:

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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta "blogagem coletiva"!

Um grande abraço!

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Um Mais Um - por Daisy

sabemos (conscientemente?)
que a felicidade está dentro de nós.
mas, então, por que
é impossível ser feliz sozinho?

mesmo que nos sintamos felizes,
(conscientemente?)
parece que há uma outra
necessidade: alguém mais.

alguém mais para dividir?
compartilhar? amar?
conversar apenas?
para quê, afinal?

quando temos algo dentro de nós
temos a necessidade de
dividir, somar, multiplicar.
porque se não o fazemos,
diminuímos, atrofiamos, morremos.

sempre precisamos um do outro.
às vezes, precisamos ficar sós,
mas isso é temporário e passageiro.
definitivo e duradouro só mesmo
uma e outro, um e outra.
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União - por Leo Santos

Dizem que ela faz a força
adágio que arraigado está;
mas, à força carece propósito,
em si mesma, nem boa nem má

União nasce de mirantes comuns
associando pleiteantes iguais;
o mérito dirá se a mesma é boa
ou mero rebanho de animais

Afinal, uníssonos já ecoaram
por Hitler, Mussolini e Idi Amim;
contra Cristo, opostos se uniram
impondo sua força enfim.

Como se canonizasse impurezas
muitos empunham o lábaro da união;
devassos morais tomam as ruas,
mostrando a força da devassidão.

Até criminosos se aliam em motim
carecem da força pra destruir;
uma vez rompido o muro do fortim
cada qual se ocupa de si.

Uma bandeira, um estádio, um clube,
o digno, o vil, o novo e o arcaico;
se abraçam festejando o mesmo feito
isso não é união, é um mosaico.

Mas é o que a maioria consegue
tal "união" em estado de graça;
solidão ausente já não persegue
na abolição do indivíduo, a massa.

Há espíritos livres pisando a terra
tendo, apenas, valores em comum;
às mesmas vilezas fazem guerra
pelo simples fato de que são um...
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União Feliz - por Alba Vieira

Como é maravilhoso constatar que sou uma das raríssimas pessoas agraciadas pela vida com uma união feliz!
Cada um tem a sua concepção de relacionamento feliz, é claro. Quanto a mim, considero uma relação boa, quando cada pessoa pode ser quem realmente é, sem fazer concessões demasiadas para manter a estabilidade da união e tem imenso prazer de estar ao lado do outro, sentindo sua falta nos momentos em que se dedica a outras coisas que dizem respeito só a si mesmo, porque se estivessem juntos ainda seria melhor.
Numa união feliz, o estar perto é sempre opcional e a única dependência aceitável, se não é exagerada, é a que se refere ao afeto simplesmente. Um nunca cerceia o outro, deixando-o livre para fazer suas próprias escolhas e jamais espera que ele se reprima, às vezes, a ponto de se anular, para satisfazer aos seus caprichos e garantir a sua segurança emocional. Numa relação saudável não há outra expectativa além de vivenciar o amor que se sente e por isso mesmo estar ao lado do outro para que ele consiga cumprir a trajetória que escolheu nessa vida, enquanto participa da nossa.
Para mim, união feliz é a que se baseia no respeito total ao outro, que não deixa de ser uma extensão ao respeito por si mesmo.
Penso que cada um de nós tem uma forma particular de viver seus relacionamentos, sejam eles afetivo-sexuais, familiares, de amizade, de coleguismo, nas sociedades que estabelece. Mas, cada um deles tem suas características próprias e fica mais ou menos afetado pelas particularidades da personalidade envolvida.
As uniões talvez representem uma das formas mais interessantes de exercitarmos nossa evolução nos vários âmbitos da existência e as relações que envolvem o afeto para alguns de nós, permitem os maiores aprendizados. Assim, mais do que desejar uma união feliz, o importante é aproveitar os aprendizados que cada relação puder nos proporcionar.
É motivo de grande alegria viver todos os dias com liberdade, tranqüilidade e independência, desfrutando de uma relação com companheirismo certo, amoroso e profundamente apaixonado, coisa rara de acontecer.
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União - por Davi Rodrigues



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Se for consigo mesmo, sempre se é maravilhoso
Maxi passo para o infinito
Honras e glórias, talvez nos encantem, mas não são tudo! (verdade absoluta! há e sempre haverá quem conteste)
Rumo a que sigo e não sinto nada que possa ser absorvido como erro
Claro que isso não significa perfeição
Ao menos ao que a 'maioria' enxerga como tal
É o inicio de uma agregação sólida, com o que permitimos há muito estar distante
È não se estar só, não por se necessitar, mas pelo ser bom
Por conseguirmos digerir sem anti-ácidos depois
É o céu e a terra, sol e lua, talvez eu e você
É a dor e o anestésico; a água suja e o filtro
O sol e o vapor, a nuvem e a chuva
É o simples, complementar-se de coisas que se unem para se tornarem outras mais belas
O alfa e o ômega
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A União Se Faz - por Artemisia

Brincar com as palavras é muito divertido, mas há momentos em que a gente fica perdida no meio delas e como ondas elas nos empurram ora para a beira ora para o fundo. Às vezes simulam uma tempestade e aí como folhas soltas ora voamos ora caímos no chão.
É assim que me sinto agora. Preciso escrever sobre a união. Vem a minha cabeça um vendaval de ideias e palavras. Procuro o equilíbrio. Quero fazer-me entender.
Os ensinamentos baseados na filosofia cristã é que todos sejam um, um povo unido. Que vive e se coloca em favor do outro.
Nos ritos católicos, há na Santa Missa, um momento chamado de comunhão que significa Comum União.
Há muito que se dizer. Quantos tratados sobre a união dos povos. Uma palavra que pesa demais quando muitos vivem em guerra.
Viver em união. Viver a união. Buscar a harmonia e o bem estar, o bem comum. Estar disposto a colaborar para que o outro esteja bem. Contribuir com a sua parcela de humildade para que o outro cresça dignamente. Pensar mais no outro que em si. Fazer a sua parte, como o beija-flor da fábula. Entregar-se por uma boa causa. Não ser egoísta. Não pretender ser o único. Não olhar somente para o seu umbigo.
Para que a união seja verdadeira e duradoura é preciso que haja entrega total e perfeita compreensão. Nunca exigir que o outro seja o que você quer.
Para que a união seja real é preciso que haja liberdade. Portanto tomo a liberdade de brincar com a palavra união porque “a união faz a força”. “A união faz o açúcar”. A União faz outras coisinhas mais...
Escolho, ainda, o lema dos Três Mosqueteiros: “Um por todos e todos por um”. Um povo unido que jamais será vencido.
Unidos, venceremos.
Venceremos?
Venceremos!
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Da Junção (DNA) - por Davi Rodrigues


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Vóz e vóz
Coral
Grão e grão de areia
Praia
Estrela e planeta
Galáxia
Gota e gota
Chuva
Mar
Pessoa em pessoa
Civilização
Flor em flor
Jardim
Célula em célula
Coisas
Vóz e palavra
Discurso
Coração e sentir
Amor
Falar e não ouvir
Dor


União - por Alba Vieira

O que dizer sobre união que não acabe caindo em lugar comum?
Pensando sobre o tema de forma comportada, me lembro da força que existe quando nos juntamos em prol de alguma coisa ou quando duas pessoas se aproximam num relacionamento, vem logo a idéia de interseção, de mistura, de diluição, de interpenetração.
Entretanto, entre risos, sou obrigada a reparar que na própria palavra, o “prefixo” uni já diz tudo: é necessário manter-se a individualidade para contribuir positivamente numa sociedade, qualquer que seja ela.
Sem a consciência do uni, não há sin que preste.


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Discurso de um Louco - por ZzipperR

Talvez ninguém entenda o que um louco tem a dizer, talvez tudo que ele fale não faça sentido, pois são apenas palavras de um louco pela democracia justa e isso deve estar muito além da compreensão humana, que parece permanecer permanentemente em uma posição social desumana.
O louco observa os discursos daqueles que possuem os poderes de mudar e não entende onde está a verdade, pois o discurso não muda, até parece que todos foram perseguidos pela repressão e esses que foram fazem disso um potente argumento para possuir e aumentar seus poderes.
O louco fica indignado com aqueles que um dia lutaram pela democracia e hoje parecem ter abandonado a luta, talvez o vento não sopre mais tão forte e será que a coisa aqui não está tão preta? Pode até não estar preta, porém também não estão claras, pois os olhos do povo não conseguem enxergar, ofuscados pela neblina de uma época repressiva que não foi dispersada totalmente e é nesse momento que o louco se vê entre um povo desunido e abandonado por seus ídolos ideais.
Imaginem um louco escutando discursos insignificantes de ídolos e governantes que não dizem nada. O Líder em seus discursos parece estar sempre perseguido pelos adversários políticos. O outro parece estar emitindo mensagens para um povo analfabeto e incapaz de ver suas garras escondidas nas palavras.
Precisamos de união para mudar o futuro e valorizar a palavra, respeito entre as pessoas, dar suporte e sentido concreto à formação das famílias com educação e, principalmente, cultura. Para isso temos que mudar nossa maneira de pensar, abrindo os olhos para a sociedade e buscar no resultado final justiça, felicidade e fraternidade entre as pessoas com oportunidades ao alcance delas.
Já passou da hora de virarmos a página da ditadura, pois os que lutavam contra a ditadura hoje têm uma forma diferente de ditar as regras a favor de seus próprios interesses, fazendo um governo ditador invisível aos olhos da população desinformada por possuir cultura limitadíssima e visão curta facilmente ludibriada.
Cadê a união desse povo desunido e dispersado que faz de mim um louco no meio de tudo isso? Um louco que não sabe o que fala, não sabe o que pensa e também está, como todos, amarrado em uma camisa de força ditadora de um passado que não muda, apenas muda seu jeito de manusear o povo em seu sistema.
Não liguem para o que os loucos falam, pois um louco na época da ditadura já falava “Eles são uns comedores de cérebro”, infelizmente ainda andam comendo.

Zip...Zip...Zip...ZzipperR

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Ah! Definições! - por Davi Rodrigues


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Respirar o mesmo ar
Desenvenenar rios, florestas, corações
Desistir da competição e assimilar o que o outro possui de melhor
Falar e escrever sempre na terceira pessoa: Nós
Deixar bem claro que somos falhos por estarmos distantes
Não é o açúcar, mas é uma doçura...
Em um planeta tão imenso, com tantas construções
É não se estar desabrigado
Ah! Dia e noite que nos proporcionam equilíbrio!!!
Acordem após o descanso! Sem que alguém o faça por bel-prazer...
Doce momento em que lê esse texto
Unificação do que escrevo e sinto
Com o que lhe interessa e sentes
Sentimento mútuo
Essa é a verdadeira definição de união



A Menina Silenciosa - por ZzipperR

O barulho ensurdecedor da chuva sobre o telhado chega a assustar com a intensidade e o volume de água caindo em um tão pequeno espaço de tempo. O barulho do vento impressiona, fazendo da grande copa da árvore uma expressão de liberdade, como se ela estivesse correndo contra o vento e apreciando a delícia sensorial das gotas geladas da chuva de verão; numa atitude de carinho a chuva aumenta a intensidade de suas gotas fazendo de toda aquela cena natural da vida uma festa com riscos de relâmpagos entre as nuvens escuras, enquanto o som compassado e assustador dos trovões podem ser escutados por pessoas muito distantes.
Tão grande volume de barulho causado pela fúria da natureza faz o mundo silenciar para tentar entendê-la, chegando ao ponto de não ouvirmos uma palavra, nem risos, apenas silêncio, focados na expressão natural do vento, da chuva, do clarão assustador dos relâmpagos e na aflição que arrepia quando a voz da natureza faz o mundo tremer com o poder do som de seus trovões.
Apenas o olhar dela focado na chuva domina sua razão, mesmo quase perdendo a grande árvore de vista em tamanha tempestade. Mas nem tudo nela é silêncio, pois como um intruso na cena o som do seu coração passa a fazer parte daquela harmonia. E, no contexto de tantas águas, o que a natureza estaria sentindo para tanta fúria?
Curiosamente, seu coração bate tão forte quanto a força torrente das águas sobre o mundo. Talvez seja uma manifestação da natureza contra o amor do homem que, desvirtuado, perdeu o poder de visão, desvalorizando seu próprio espaço. Chegou a hora da união, que parece fazer confusão para aqueles que estão vivendo, convivendo, observando e não entendendo aquele momento de união e o que está acontecendo.
Repentinamente, a chuva para e a natureza faz silêncio, sem chuva, sem vento, porém o coração da menina continua batendo cada vez mais forte. Mesmo a natureza poderosa silenciou-se para escutar as batidas fortes e pulsantes do amor silencioso da menina, que permanecia quietinha observando da janela da vida enquanto uma pequena lágrima de amor rolava em seu rosto espantado e lindo.
O silêncio foi quebrado pela lágrima de amor e a natureza se manifestou lançando pequenas pedras de granizo. Começou lentamente uma a uma e gradativamente foi aumentando seu volume. Penso que a união da natureza e da menina tenha feito com que a natureza também sentisse a dor do amor e deixasse escapar em pequenas gotas de gelo.
A natureza não conseguiu manter o silêncio em suas lágrimas e fez um barulho enorme sobre os telhados inundando tudo com suas gotas geladas, aquela chuva torrencial de granizo não parecia ter fim e só parou quando a menina silenciosa colocou uma das pedrinhas de gelo na boca se unindo à natureza e oferecendo seu amor à vida.
A menina caminhava silenciosa sobre a rua coberta de pedrinhas de gelo, caminhava amando silenciosamente, um jeito silencioso de caminhar entre as pessoas e foi necessário se unir à menina para que a natureza entendesse o seu jeito silencioso de amar.
Um mundo silencioso, no qual muitos se unem para amar e lá está ela com seu jeitinho especial, uma menina especial e linda com sua fórmula de amor incompreendida por muitos, mas plenamente entendida e correspondida por quem compartilha seu carinho e seu amor.
Esse é o jeitinho dela amar. Como será o seu jeito de amar?


Paulo...ZzipperR


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Sem Derreter - por Davi Rodrigues


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É do não se estar longe mesmo quando não se sabe o porque
Como as folhas das árvores tão meticulosamente alojadas em tão perfeita simetria
Como os pássaros que sobrevoam e cortam o céu em busca do calor
Ah! Se fossemos peixes em cardumes! Não haveria mar para nós
Talvez enxames a produzir em qualquer gesto, a finalidade do mel
Ou terra para sermos lotes de casas, ou hortas
Ou simplesmente para se andarem descalços sobre nós
Quem sabe janelas para que pudessem respirar
Ah! Doce não distância entre portos e estações
Carga em sacos descansando durante a viajem
Focos de luz em supostas escuridões
Aglomerados de bons fluíres
Paz mundial...
Partindo de cada um, pra se tornar um tantão!
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União - por Alba Vieira

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Uno útil universal
Novo nutrição nulidade
Ideal interagir independência
Abraçar apaziguar acorrentar
Olhar optar olvidar


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sexta-feira, 22 de abril de 2011

As Nossas Palavras VI - por Ana

Podem os homens buscar a convivência pacífica o quanto quiserem. Mas as tentativas feitas até hoje mostraram que são impossíveis condições perfeitas de harmonia perene. As vitórias conseguidas no sentido da paz são destas coisas raras e pontuais, porque no ser humano percebe-se, nitidamente, a tendência a atitudes territoriais e bélicas, contrárias à lógica e ao bom senso, que são sinal de uma teimosia genética irracional.
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

As Nossas Palavras V - por Ana

Ora, o que dizer
Sobre o ofender e a ofensa?
É algo tão humano,
Às vezes involuntário, com certeza.

Mesmo que a alma queira
Se elevar pra lá do Além
Sem nunca, jamais fazer mal,
Sempre se fere alguém.

De minha parte eu digo
Que procurarei, com ardor,
Pedir ao Alto clareza,
Que minha prece chegue ao Senhor.
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Problemas Anais - por Leo Santos


Acabo de ouvir uma observação sobre um menino que “tem três aninhos” o que gerou minha curiosa pergunta: Quantos dias tem um aninho?
Salvo o bissexto, como esse, em que fevereiro tem 29 dias, os demais, têm 365 dias. Seriam, esses, aninhos, o atual, um anão?
Mas, quem se ocuparia com esses problemas anais? De qualquer modo, usarei uns supositórios, (digo, umas suposições).
Na verdade, apesar de extático, costumamos fazer a leitura do tempo, em termos de passar moroso ou pressuroso, qualidades humanas, às quais, Cronos se furta.
A leitura do tempo é um fator psicológico, derivado de estados de alma, que, uma vez de posse de expectativas promissoras, faz parecer que o tempo demora passar, porém, no gozo dessas situações deleitosas, dizemos que o tempo voa.  Medimos, antes, a presença ou ausência do prazer, às expensas do tempo.
Pois, se ele faz mesmo isso, voar, certamente o faz, com nossas asas.
O fato é que, nos meus “aninhos,” eles eram deveras demorados, pois, meu orgulho “maschio” desejava ter pelos na cara e noutras partes, e como demorava! Agora que os tenho indesejadamente, nem sempre acho tempo para me livrar do incômodo.
Em pleno desfrute de meus anões, muitos sonhos e projetos pendem pelo caminho em face à carência de tempo. Na real, são agora meus aninhos, e bem idos, meus anões.
Acho que quando dizemos que um infante tem xis aninhos, não medimos seu tempo, nem seus anelos psicológicos, apenas, o tamanho do “relógio”...
 

Visitem Leo Santos
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Versos - por Renata Zonatto

 
 
Amor
Não reclama.
Você não me ama
e eu não vou escrever
um livro sobre nós dois.


Amor
E um dia...
Talvez...
Quem sabe...
Eu cuspa na sua cara
todos os versos que fiz pra você.
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Viver Não é Tão Simples Assim - por Tércio Sthal

 





NÃO É SIMPLESMENTE VENCER;
VIVER É SABER LUTAR ATÉ O FIM,
É TER, EM SI, O ÍMPETO DE SER.
(TÉRCIO STHAL)


RESSONÂNCIAS

O pessimista diz assim: tudo está muito ruim. 
O otimista vem e diz: que belo dia, sou feliz! 
O realista sentencia: vou melhorar este dia.

Analisando o lado inverso do que pensamos,
e consubstanciando as discordâncias, 
poderemos compor novas idéias e planos, 
novos paradigmas e novas ressonâncias.

No desenrolar da trama quem se ocupa em ver o figurante? 
No despertar da fama quem oportuniza a vez ao coadjuvante?
A consubstanciar a chama quem favorece ao protagonista?
Quem, independentemente da fama, promove o levante? 
Venha, vamos juntos e sejamos nossa própria conquista.

Valorizar a vida não é contar só com a sorte,
é não deixar que o tempo venha e tudo decida,
nem que ele seja sempre o senhor da razão.
Valorizar a vida é tomar a decisão de ser forte.

Quem ficar só olhando pela janela 
poderá ver como está o mundo lá fora, 
mas quem abrir a porta e passar por ela 
saberá o que o mundo oferece agora.

 
Visitem Tércio Sthal
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

- Levante-se, Aderbal!
- O que foi? Tá passando mal?
- Tive contração várias vezes!
- Mas ainda não tem nove meses...
- Tô desde as sete em agonia!
- Mas ainda é meio-dia...
- Vai esperar eu cair de dor?
- Cruz! Tu adora tocar terror!
- Quer que chame só à noite, às oito?...
- Mas antes me traz chá com biscoito?
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caríssimos Amigos:

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Desde o dia 31 de março venho tentando postar,

mas não consigo publicar corretamente os textos enviados.

Devo concluir que este problema está sendo ocasionado por vírus.

Tentarei resolvê-lo o mais rapidamente possível.

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Agradeço a compreensão de todos e os contatos recebidos.

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Enorme abraço!

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sexta-feira, 1 de abril de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

- Levante-se, Claudinei!
- Mas ainda não são oito horas...
- Várias vezes te chamei!
- Ih! Eu vou é cair fora!
- São sete e meia, seu peste!
- Então: sete e meia! Vê se me esquece!
- Cê vai cair! Dobra a bainha!
- Todas as vezes a mesma ladainha!...
- Às oito vamos à mamãe jantar!
- Então levante-se, mocréia, e já comece a se arrumar!
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quarta-feira, 30 de março de 2011

As Nossas Palavras IV - por Ana

Levante-se deste marasmo!
Às vezes tu parece um asno!
Sete vezes repetiu a mesma série,
Se repetir oito, nem sei o que faço!
Eu vou cair em desgraça!
Não tem a mínima graça
Ter um filho dessa espécie!
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quarta-feira, 23 de março de 2011

As Nossas Palavras III - por Ana

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Sempre haverá de existir uma forma obsoleta de se ver as coisas, depende do que preferimos, e isto vale tanto para o trabalho, para a religião, para as relações inter-pessoais, quanto para a forma de lidarmos com o sentido da vida.
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domingo, 20 de março de 2011

Campanha Livro Amigo do Duelos

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Um dia saio, vejo um livro interessante na rua e, ao abri-lo,
leio que era de alguém do Duelos, de uma outra cidade (outro país... será?!),
que já viajou muitos lugares e pessoas e chegou às minhas mãos.
(Ana)



No Dia Nacional do Livro (29/10), nossa amiga Ana propôs aos amigos do blog a Campanha Livro Amigo do Duelos.
Ela iniciou a campanha escrevendo o seguinte na contracapa dos seus livros já lidos:


Eu participo de um blog, o Duelos Literários,
Lá eles publicam seus textos, é só deixar nos “comentários”.
Lá também iniciaram a “Campanha Livro Amigo”:
Ele fica um tempo comigo e, depois, um tempo contigo.

Se você o levar pra casa, leia e passe adiante.
Antes, escreva seu nome nele, cidade e data, em letra elegante.
E se quiser falar com a gente, digite o endereço e não erre:
É duelosliterarios.blogspot.com.br.

1. Ana - Rio de Janeiro - 29/10/09
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E deixou-os em pontos de ônibus, praças, parapeitos de muros... para serem lidos por aqueles que se interessassem por eles.

Então propôs que fosse deixado sempre um post fixo divulgando esta campanha.
Quem quiser participar da campanha, basta fazer a mesma coisa que ela fez com seus livros e deixar nos “comentários” deste post o título do livro que deixou nos locais públicos, em que cidade e a data.

Difundam o hábito da leitura! Participem!
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Sintonização Coletiva - por Vera Celms

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SINTONIZAÇÃO COLETIVA DAS 23:00 ÀS 23:05 HORAS - TODO DIA
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POSITIVIDADE - SINTONIZAÇÃO COLETIVA
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Nosso planeta passa por uma crise sem precedentes. Muitas catástrofes estão acontecendo. E outras virão. Jamais uma época teve tão duras provas a enfrentar. Muitas iniciativas estão sendo tomadas para amenizar a situação atual.
Apesar disso, nem todas as pessoas podem fazer tudo aquilo que desejariam, pois, cada vez mais, a vida exige sérios compromissos de todos. Compromissos que, por vezes, tomam todo o tempo daqueles que gostariam de poder contribuir e ajudar a humanidade nesta época tão dramática pela qual passamos.
Para compensar a falta de tempo na qual todos estão submersos, alguns grupos espíritas e espiritualistas, como a Sociedade Espírita Ramatis e outras, tiveram a excelente ideia de sincronizar suas meditações por cinco minutos, num horário comum, que permita à maioria das pessoas se interligar, formando uma corrente mental.
Mas para que esse horário? Para que todos possam ter a oportunidade de, mesmo sem tempo, ajudar, de alguma forma.
A iniciativa consiste no seguinte: todos os dias, das 23:00 às 23:05 horas, milhares de pessoas estarão enviando suas vibrações positivas ao planeta.

Não importa se você é católico, umbandista, candomblista, batista, messiânico, espírita, budista, hinduísta, agnóstico, ateu, judeu, teosofista, gnóstico, confucionista, adventista, espiritualista etc.

Enviar vibrações positivas nada mais é do que visualizar o planeta com harmonia, paz e amor, vibrando positivamente ou mentalizando o planeta sendo envolvido por energias benéficas com cores vibrantes, tais como o branco, o dourado e o violeta (que são os mais usados).
Mas também podemos mentalizar o planeta e irradiar luz e paz como se estivéssemos fora do planeta.

Obs.: Se você não acredita que seja possível enviar vibrações positivas ao planeta e aos seres humanos, não precisa abster-se deste momento. Poderá aguardar o período de 23:00 às 23:05 horas para, simplesmente, refletir sobre possíveis soluções para os problemas atuais. Simbolicamente, saberá que milhares de pessoas estão fazendo o mesmo, apenas o fazem de forma diferente.
O importante é a união dos pensamentos de todos, sabendo que estamos iniciando um primeiro esforço no sentido de tornarmo-nos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta.
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Horário para a vibração: De 23:00 às 23:05 horas. Todos os dias.

“A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence. Disto nós sabemos.
Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família.
O que acontecer com a Terra acontecerá conosco.
O homem não teceu a teia da vida cósmica, ele é um fio da mesma.
O que ele fizer para a Terra estará fazendo a si próprio”.

AOS QUE CREEM, PASSEM PARA SEUS CONTATOS...

P.S. - Se quiser e puder, mande esta mensagem para o maior número de pessoas possível. Quanto maior o número, melhor para o Planeta.
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Visitem Vera Celms
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Vazio - por Alba Vieira

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Um vazio que se instala é momento de estar atento para as opções de uma encruzilhada. Temos de refletir sobre como estamos nos conduzindo ao longo do caminho. É momento de parar e se deixar ficar por um tempo, até que sejamos atraídos pela direção que será a mais indicada naquele instante. Nada de apressar o coração, tremer as pernas ou ficar ofegante. Abrir os sentidos, observar longamente, perceber os mínimos detalhes e imprescindível. Só assim seguiremos com segurança, sabendo que a trilha é a certa e que fomos nós mesmos que a escolhemos quando tínhamos total consciência dos desígnios do plano maior. Venho de um momento assim, quando me sentia perdida, como se nada mais tivesse que aprender ou compartilhar, me sentindo árida e sem-graça. Agora estou parada, estanquei no caminho e apenas observo com todos os sentidos em alerta, esperando o sinal que virá. E quando eu for capaz de detectá-lo, retomarei minha jornada, com a emoção dos novos desafios que irão se apresentar a partir da estrada que eu escolher, das armadilhas, dos atalhos, das montanhas a escalar, dos vales, das noites sem luz e do alvorecer que com certeza acontecerá.
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Visitem Alba Vieira
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Me Divulguem, Por Favor! - por Davi Rodrigues

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Tenho o ar que insisto em respirar
E um que me envenena
Tenho o passo que me faz chegar
Outro que me distancia
Tenho voz que me faz ser ouvido
E uma que repele
Tenho mãos que acariciam
E outras que me deixam sentir frio
Tenho palavras que amo escrever
E outras que merecem ser apagadas
Mas tudo é pessoal
Tudo é nostalgia
Breve refugo de auto-estima...
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Indecifrada - por Marília Abduani

Só me entendo como sou
tão transparente e carnal.
Tão sem lume, unicamente,
tão somente carnaval.

Só me entendo como sou,
construtora indecifrada.
Trabalhando-me sem pressa,
cara solta, alma lavada.

Só me entendo como sou,
eu me reservo ao acaso.
A vida me desenhou
somente esse poço raso.

Só me entendo como sou,
arco-íris, nuvem clara.
Sendo a chuva, sendo o vento
passos lentos, peito estala.

Só me aceito como sou,
cavalo solto e veloz.
Galopando meus anseios,
minha lei é minha voz.
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Identidade - por Leila Dohoczki

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Sem nexo
Vivo no contexto
Complexo,
Incompleto
Nem sou só alegria
Tampouco apenas sofrimento
Sou também a canção dos ventos.
Ora brisa abrindo cortinas
E por vezes ventania que assovia no telhado.
Levo a pipa para o céu, deslizo nuvens alvas
Sem dizer uma única palavra,
Apenas faço.

Sou causa e sou resultado
Um universo em parágrafos
Todas as palavras existentes
As que sei e as que invento
Pensadas, indefinidas
As escritas, as ditas e as caladas
Esquecidas e lembradas
Todas!Todo o tempo.

E quando me junto em frases
É que tudo faz algum sentido.

Em poema, rimo
Em prosa, converso
O controverso e o aceito
Em conto aconteço
No que fantasio ou vivo
Nem adulta, nem criança
Um livro incompleto que ainda escrevo
Dia a dia, cada página...

Sou meio cônica,
Meio crônica,
De grandes detalhes
Que se estreitam no fim.

Mas quem não é também assim,
Um universo a se revelar?
Onde a noite e o dia acontecem
Despercebidos e silenciosos
Sem que se consiga explicar.
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Festa na Floresta - por Leila Dohoczki

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Para as crianças, um presente diferente.
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(Clique na imagem)
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Beijos a Todos!
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Pra Que Serve? - por Fatinha

Querido Brógui:
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Para que serve uma porta se ninguém bate antes de entrar? Essa é uma dúvida vivenciada por um monte de gente que conheço e que compartilha o mesmo teto com outras pessoas (por opção ou falta dela). Essa gente tolinha tenta, no mais das vezes sem sucesso, garantir um pouquinho de privacidade utilizando-se do singelo expediente de fechar a porta do cômodo no qual se encontra. Gente tolinha, sedenta por um minuto pra chamar de seu, que após a décima segunda invasão, começa a pensar seriamente que melhor seria retirar todas as portas da casa. Melhor ainda seria morar num loft, já que o espaço seria comum a todo mundo mesmo, evitando a ilusão de que a privacidade e a intimidade existem quando se trata de “família-a família-ê”. Eu sou mais heavy metal. Meto logo a chave na porta, mesmo correndo o risco de o invasor se sentir ofendido porque eu deixo claro que sua presença não é bem-vinda. Essa é a máxima expressão da máxima: “se tiver que haver opressor e oprimido em uma relação, eu serei a opressora.”
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Visitem Fatinha
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Liça - por Leo Santos

Retido o clamor do instinto animal,
o fado inda tem seus feitores;
vencido o embuste do vil metal,
priva, então, da ternura das flores.

O tempo garboso, em suas alfaias,
sisudo passa, e nunca envelhece;
trombetas naturais, tocam os atalaias
a alma ouve, mas logo esquece.

Às vezes o ciclo da liça,
renova a surrada lição;
o ventre desafia a preguiça,
e as pedras se partem em pão.

A tinta verde breve se esvai,
a cinza inda enche a pena;
sonho fecha a porta e sai,
enquanto realismo, encena.

Flocos de neve já cobrem o pêlo,
efeito estufa? Desconhece o tal.
Hibernam quimeras, utopias, apelos,
e o ser volta à era glacial…

Resignado lamento, menos que isto,
por apurar a vista, quando tarde é;
masmorra fez o Conde de Monte Cristo,
e a liberdade faz a nobreza da ralé.
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Convite - por Dan

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Oi, Amigos!
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Estou mandando endereço de meu novo blog, jazz, podem abaixar.
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Abraços,
Danilo.
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O Bolinho de Batatas que me Deixou Embatatada! - por Adir Vieira



Ontem me aventurei a fazer frituras. Confesso que não é hábito meu. Não sei porque acordei sonhando com um bolinho de batatas recheado com salsicha. Talvez se eu não tivesse em casa os ingredientes, até mudasse de ideia, mas a vontade era tanta que, logo após o café da manhã, coloquei mãos à obra nessa atividade.
Como de praxe, descasquei as batatas e as cozinhei até o ponto de purê. Fiz como sempre faço. Esperei a massa esfriar, para a ela juntar os ovos e a farinha de trigo. A qualidade da batata talvez não fosse propícia para aquela preparação, coisa que notei ao moldar os bolinhos, mas acreditei que envolvendo-os numa fina película de farinha de trigo, o óleo quente segurasse a massa, não causando o desastre não esperado.
Um minuto na frigideira e os bolinhos derretiam-se dentro do óleo, desagregando as salsichas que boiavam isoladas, para o meu desespero. Já tinha preparado uns seis bolinhos, junto aos quatro da frigideira, quando decidi desligar o fogo e jogá-los fora, literalmente.
Tencionei, com a massa restante, experimentar o forno. Novo trabalho. Untar tabuleiro, moldar novos bolinhos e besuntá-los com ovo no azeite. Programei o forno para vinte minutos e, ao soar do timer, minha surpresa foi ainda maior. Como na frigideira, se formou no tabuleiro uma massa única, tal qual uma torta malfeita, com a sombra das salsichas por baixo.
Enfim, lá se foram umas duas horas da minha manhã e não consegui saciar meu desejo, tendo ainda perdido dois quilos de batata, dois ovos, farinha de trigo, gás, meio quilo de salsichas, meia lata de óleo etc. etc. etc.
À noite, vendo o jornal da TV, tomei conhecimento de que, devido às chuvas, a qualidade das batatas estava inapropriada para consumo.
Antes tarde do que nunca!
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Visitem Adir Vieira
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Convite para o Sarau da Mentira e Lançamento do Fanzine da Gaveta - por Poty

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Visitem Poty
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Play Guitar - por Yuri

E eu quero que a arte toque meu corpo como se eu fosse uma guitarra, agora!
eu quero ser uma inspiração, quero tê-la!
quero que passe por todas minhas veias, assim me tornando algo exótico
eu preciso sair
ver o mundo
ver coisas
ver pessoas
me divertir
fazer algo louco
algo mais educado que o normal
preciso olhar nos olhos de alguém que eu não conheça
eu quero explodir na cidade! remexer os prédios!
quero fazer parte das cores quentes que o Rio tem
as cores de todas essas pichações que existem por aí
e, depois disso, talvez eu possa voltar pro meu mundo normal
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Visitem Yuri
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Selo “Lemonade” - Recebido de Gio

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O Duelos Literários recebeu mais um selo.
Desta vez, foi o selo Lemonade, das mãos de nosso amigo Gio.
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O Selo Lemonade é o “prêmio dado aos blogs que demonstram grande atitude ou
pelos quais você tem gratidão”.

Hoje o selo é publicado aqui, com um enorme agradecimento a nosso autor que, efetivamente,
fez por merecê-lo, pois possui um blog em que demonstra, através de suas palavras, ser uma pessoa de atitudes admiráveis.
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Regras:
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1. Colocar o logo em seu blog ou post.
2. Escolher no mínimo dez blogs que demonstram grande atitude ou pelos quais você tem gratidão.
3. Certificar-se de que publicou os links de seus nomeados em seu post.
4. Informá-los de que receberam este prêmio, comentando em seus blogs.
5. Partilhar o carinho, publicando os links deste post e da pessoa de quem você recebeu o prêmio.

Este selo é dedicado a todos os nossos autores.
Estejam à vontade para colá-lo em seus blogs, com os cumprimentos de shintoni.
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Mirna Grzich e a Bendita Crise - Citada por Alba Vieira

Bendita crise que sacudiu o mundo e a minha vida
Bendita a crise que está reciclando tudo
Bendita a crise que veio tirar a minha ilusão de permanência
Bendita crise que vai trazer evolução
Bendita crise que vai fazer o mundo se reestruturar
Bendita a crise que traz a transformação
Bendita crise que vai me ensinar o que é verdadeiramente importante
Bendita crise que é um desafio
Bendita crise que vai me revelar a minha própria sabedoria Bendita crise que dissolve meus apegos
Bendita crise que vai ampliar minha visão
Bendita crise que me faz humilde
Bendita crise que vai abrir meu coração
Bendita crise que me traz de volta a confiança
Bendita crise que me traz de volta outras oportunidades
Bendita crise que me faz dar mais importância à vida
Bendita que me tirou do marasmo
Bendita crise que leva a um novo paradigma
Bendita crise que está me mostrando a Luz
Bendita crise que me fez voltar a ter fé
Bendita crise que me traz de volta a aventura de viver
Bendita a crise que é ponto de mutação.
De volta o amor pela humanidade.
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Visitem Alba Vieira
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Brigit - A Bruxa da Noite - por Vera Celms

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Nasceu, afinal,
BRIGIT - A BRUXA DA NOITE,
livro erótico sensual de Vera Celms.
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(Clique na imagem)

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Beijos a todos,
VERA CELMS
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quarta-feira, 16 de março de 2011

As Nossas Palavras II - por Ana

SEMPRE HAVERÁ UM CHINELO DOIDO PARA UM PÉ ALUCINADO


Jacinto:
Escrevo esta carta para lhe dizer que há muito tempo amo você. Quando você passa, meu olhar te segue buscando a explicação pra você não ter me percebido até hoje.
Por que você não me olha? Por que não retribui os olhares carinhosos que mando a você como promessas de afagos e momentos quentes de paixão?
Por que não se aproxima quando acompanho com os olhos, de longe, seus passos, desde que surge no início da rua até dobrar lá na pracinha?
Por que não dá pelo menos um bom dia quando sorrio para você com estes lábios que te desejam, que sonham te cobrir de beijos, te pintar com o carmim da minha paixão, roçar os seus devagar, sentindo a textura, o sabor e o calor?
Por que sempre segue pela outra calçada, passando longe de mim? Não quer sentir meu perfume, aquele que uso todos os dias de manhã depois do banho, antes de ir trabalhar, pensando que vai te agradar e seduzir?
Por que finge que não me vê todos os dias, ali, de pé, na porta da Farmácia Diamante, no meu uniforme limpíssimo e impecavelmente passado, do qual eu cuido tão bem só para você ver o quanto sou higiênica e arrumada?
Por quê? Por quê? Eu vivo me perguntando tudo isto...
Mas quero deixar uma coisa bem clara aqui: com esta carta eu não quero seu amor, tampouco sua paixão, só quero saber se você compreende, agora, porque fiquei trêmula e sem voz na festa da minha avó, no ano passado, lá na Anunciação. Se ainda não entendeu, eu te digo, pois não paro de pensar que você deve estar me achando uma idiota: eu não aguentei! De repente lá estava você, diante de mim, tão perto, me sendo apresentado pelo Homero. Foi ali que soube seu nome: Jacinto... Mas não consegui ter reação nenhuma, fiquei em choque! Há anos eu te via passar, com este amor todo explodindo dentro de mim e acho que foi a surpresa de te encontrar em lugar tão inesperado que me deixou muda...
Agora, depois de mais de um ano, tomei coragem e escrevo para lhe dizer tudo que sinto.
Gostaria que você me respondesse e, se quiser conversar depois, você compreenderá ainda muitas outras coisas que tenho para lhe explicar, como o dia em que você tropeçou naquela pedra enorme que estava no meio da calçada, bem no seu caminho (não era para você tropeçar, e sim me olhar quando desviasse); aquela vez em que você ouviu um berro horrível vindo de dentro da farmácia (nem foi ver o que era...); ou aquele Dia dos Namorados em que estava tocando aquela música lindíssima do Kenny G., altíssima, capaz de deixar todo mundo da rua apaixonado.
Será que você está achando esta carta longa?... Por via das dúvidas, vou parar por aqui. Só quero esclarecer, antes de me despedir, que seu endereço eu consegui com o Homero e enviei a carta pelo correio, ao invés de entregar pessoalmente, porque fiquei com vergonha. O envelope florido e perfumado simboliza uma pequena parte do imenso amor que sinto por você, meu querido Jacinto. Pode mandar sua resposta para o meu endereço, que está no envelope ou, se preferir, pode falar comigo, pessoalmente, na farmácia; não precisa se preocupar porque agora estou preparada, não vou dar vexame de novo, pode deixar.
Um beijo úmido nos seus lábios que são, ainda, um sonho, mas sei que, em breve, podem trazer, para mim, beijos reais.
Da sua, sempre sua,
Maria da Paixão.
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.Algum tempo depois, ao abrir da farmácia, um bilhete foi encontrado pelo funcionário Serafim:.
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Paixão:
Não sei quem é você, tampouco lembro da festa ou dos outros fatos. Nunca reparei em ninguém a olhar para mim e esta é a explicação para não ter te percebido. Não sei se você compreende ou compreenderá. E sua carta foi longa, sim.
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sábado, 12 de março de 2011

Renascimento - por Alba Vieira

Renascer pressupõe morte prévia. E morte é experiência transformadora. Morte parece o fim, é aniquilação, é tormento. Mas algo sempre resta, que é semente do novo. Depois do fim há sempre o recomeço, quando se compreende aquilo que já passou. Tudo passa e para que brote a semente, deve-se conhecer o propósito do criador. É tudo um ciclo, não há como escapar: tudo que morre um dia há de renascer. A roda gira e, antes embaixo, agora sobe. E tudo que se eleva, um dia vai descer.
Não há equilíbrio, a vida é eterno giro. Só na morte existe estagnação. E até isso é algo relativo, pois o que parece parado não é inerte. Depende muito de como se observa, já que energia não se visualiza, a não ser com os olhos supra-físicos. Assim só parece e na verdade não está parado.Tudo é um eterno vai e vem, um ciclo.
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Visitem Alba Vieira
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Ceifa Global - por Leo Santos

E daí, se eu pintar o desespero de verde,
somar os verbos,
conjugar a matemática?
Se tiver uma dúvida enfática,
bailar uma dança extática,
ou surfar numa raia hípica?

Afinal, vejo violentos, da paz,
defensores ladrões,
governos que são ONGs,
burocratas,em seu ping-pong,
my God! The lie is very strong!!
A razão, só conveniência política…

As alimárias não falam,
mas, mantêm coerentes grunhidos,
do outro lado do “elo perdido”,
nada, nada se perdeu!
Mas, abaixo do Equador,
bem como acima, onde ele for,
Homo Sapiens, sapiência matou
e, na implosão, morreu,

Em palavras anêmicas claudica,
sob um peso, que não é cruz;
feiticeiros coroados canonizam,
a fumaça, que oculta a luz,
Gaia e o libelo ao malfeitor,
ainda gira, mas não igual;
do affair de lucidez e loucura, nasce,
o gelo do amor, e aquecimento global…
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Visitem Leo Santos
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Amo o Duelos!!! - por Davi Rodrigues

Duelos do bem!
Todos vencem!
Não há mais falta, só encontros
Liberdade de expressão
Sopro do conhecer e do aprender
Paciência de quem administra
Proteção dos que participam
Intercâmbio e aprimoramentos
Todos os gêneros
Todas as formas
Sem plágio e sem ‘jabá’
Não temo em dizer que é
Amor aos pedaços
‘Conserva’ em mentes
Sendo deliciosamente degustada
Já não me pergunto mais onde ir
Nem onde estou
Adivinhem?
Olha eu aqui!!!
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João Cabral de Melo Neto e “Os Três Mal-amados” - por Citado por Penélope Charmosa

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
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Sabedoria - por Marília Abduani

Não fale mais que o necessário.
Guarde as palavras doces
para as crianças, para os amargurados,
as palavras serenas,
entregue aos amargurados e infelizes.
As sábias, entregue aos tolos, aos ignorantes.
As francas, use somente em casos especiais.
Elas não são tão essenciais assim.
As palavras mágicas, confortantes,
entregue aos que sofrem
dores da alma e do corpo.
Aos descrentes do amor, entregue palavras
de esperança.
Não fale tudo.
Guarde o teu mar de palavras,
renasça delas,
reescreva a tua história,
quantas vezes preciso for.
Esta ficará.
Palavras passarão
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Ainda Sorumbática! - por Adir Vieira


Creio que essa virose é sinal dos tempos.
Tempos de desarranjos, de desencontros, de muitos “des” que andam por aí.
A gripe parece ter passado, embora com a voz ainda um pouco “fanha”. No entanto, minha boca apresenta sinais de vermelhidão e muitos cortes invisíveis me fazem quase chorar ao tentar comer algum alimento.
O corpo parece, ao acordar, ter sido pisoteado a noite toda. A aparência desmente qualquer desses sintomas e por mais que a gente explique os males, não acreditam de fato.
O pior é que as pessoas todas reclamam de já ter sentido essa “virose”, um único nome para tantas formas diversas de uma doença.
Sinto-me como uma cobaia dos tempos, sem saber até quanto ela vai caminhar dia e noite comigo, me deixando assim tão desanimada e sem vontade de levantar da cama...
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Visitem Adir Vieira
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(Sem Título) - por Raquel Aiuendi

caminhos iluminados
são mais, muito mais
que passos contados
mais que a etérea
sombra que faz e desfaz
o caminho...
a luz...
se façam e sempre
sempre à frente
não importa o atrás.
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Inspirado em Juízo, de Leila Dohoczki.
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Breakfast and Lunch - por Yuri

esperava você chegar mais perto, te ver mais de perto
ter você ao meu redor e te saborear como um chá
na lista dos sem rumo eu fui parar
eu ainda espero seu sinal de fogo, ser jogado por um beijo
se você chegar mais de perto, você vai poder ver e me dizer
se é para baixo ou para cima, se é mentira ou verdade
se é perigoso ou apenas escuro
você vai me dizer?
o que vai acontecer eu não sei
só sei que ainda ouço aquela música
e quando chego perto de você as palavras se escondem de mim
as simples palavras que eu tinha em mente, sim eu tinha, elas simplesmente explodiram
pare de chegar perto de mim de mãos dadas com aquele cara
você me faz querer voar, querer ficar longe
essa mentira toda me diz que é escuridão
e essa escuridão me pergunta; porque eu não posso me salvar agora?
e sair daqui? e eu digo que dói tanto
mesmo eu sabendo que não sou um perdedor
e nem um sozinho no mundo
as feridas gritam, brilham sobre o sol
elas têm vida
mas a minha é mais importante.
e você me dá forças para voar com toda essa mentira
mesmo que minhas asas cheguem a desvanecer
eu posso correr!
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Visitem Yuri
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quarta-feira, 9 de março de 2011

As Nossas Palavras II - por Ana

Você não é burro, tampouco idiota,
Não adianta me olhar pedindo explicação.
Desta vida longa (você não compreende?),
Nenhum homem vivo compreenderá a razão.
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tema do Mês de Fevereiro: Amor Virtual

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram postados os textos referentes ao tema do mês de fevereiro: “Amor Virtual”,
sugerido por ZzipperR e vencedor da enquete de janeiro.
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Participantes:
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Aaron Caronte Badiz
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Dália Negra
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Lélia
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Penélope Charmosa
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Soraya Rocha
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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Amor Virtual - por Artemisia

Pensando bem, não é difícil viver um amor virtual. As coisas acontecem bem na nossa cara e não nos damos conta.
Levei dias achando que não conseguiria escrever sobre tal assunto. Quando de repente, bem ao alcance da mão, um mini Aurélio, século XXI!
A ideia não poderia ser melhor. Abro. Olho. Leio. E a definição salta em 3D na minha frente.
Vir.tu.al adj2gn. 1. Que existe como faculdade, porém sem efeito atual. 2. Suscetível de realizar-se; potencial. 3. Inform. Que é efeito de emulsão ou simulação...
Escolho a opção dois. Amor virtual e virtuoso!
Viver um amor virtual há mais de trinta anos. Simples assim...
Adolescentes. Moravam na mesma cidade. Estudavam na mesma única escola. Os amigos eram comuns aos dois. A vida era sem grandes realizações. Mas o amor era virtual.
Ela no interior. Ele na capital. Sempre quis dar umas voltas pelo mundo à procura de melhores dias. Mudou-se de uma capital para outra. E o amor virtual foi acontecendo dentro das possibilidades.
Não havia outra forma de comunicação além de cartas através dos Correios. Década de setenta. Intelsat? Somente conheciam na música de Paulo Diniz. Mas o amor era virtual. Tão virtual se fez que são casados há mais de trinta anos e têm três filhos maravilhosos...
Quer amor mais virtual que esse? Faça a experiência sem medo de ser feliz.
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Visitem Artemisia
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Amor Virtual - por Alba Vieira

Cada um ama, no contexto pessoal, como sente, quer e pode.
Considerando cada elemento: terra, água, fogo e ar, o amor pode ter várias manifestações. Assim, de acordo com o elemento que predomina em cada ser e pode ser analisado do ponto de vista astrológico, o amor se expressará de forma particular.
O amor virtual tem a ver mais com o elemento ar, diriam alguns. Claro, é a mente que comanda. Cada um se coloca na rede como bem quer, se traveste daquela imagem que deseja mostrar, às vezes para atrair, outras para afastar (ou seja, atrair exatamente o que mais abomina e garante que a relação não poderá ir além do mundo virtual).
Mas será mesmo que os outros elementos também não têm vez no mundo virtual?
Será que os românticos do fogo não tremem, aceleram o coração e suam frio quando, em sua página do orkut ou facebook recebem mensagens daquela figura que cabe exatamente na idealização de seus sonhos?
E os nativos de água, também não se derretem e passam horas dos seus dias fantasiando com os elementos daquelas histórias construídas pelos seus novos amigos virtuais?
E o que dizer dos que são filhos da terra, que a cada dia, depois dos lances inesperados do cotidiano, sentem-se seguros quando podem vivenciar, a seu modo, o amor virtual, do jeito que lhes agrada e não oferece qualquer perigo (ou será que não se deram conta ainda dos perigos do transitar num mundo que exatamente por não ter como base o concreto é tão estranho para eles, apesar de serem tão desconfiados)?
O fato é que todos nós temos em nossa constituição psíquica todos os elementos e o mundo virtual é vivido por cada um de acordo com o que predomina no seu ser e, em última instância, tudo se mistura nesta rede que é a vida.
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Visitem Alba Vieira
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Virtuosidade - por Dália Negra


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Minha vingança é ser outra na rede
Te rastrear até te trazer pra mim
E rastejar até te matar de sede
Me fingir tua do início ao fim.
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Após te prender em laços primorosos
Ver-te buscar-me por todo lado em vão.
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Se regozijam, meus olhos criminosos,
Sabendo-te triste, com o coração na mão.

Amores Moribundos - por Runa

Ouço ainda o rumor dos teus lábios de cinza
a espernear de encontro às tábuas gastas do meu peito,
e dou por mim, num delírio febril,
a murmurar as sílabas nostálgicas do teu nome,
que dançam, numa vertigem de fumo,
ensombrando os versos obscuros do poema.
Um pássaro de cera derretida,
pousado no luar arruinado dos meus ombros,
digere a ressaca de um eco distante,
no vazio destroçado do papel
onde tento fixar as últimas sombras
do teu sorriso desfeito.

Vozes escondidas murmuram nos recantos da memória
a litania decadente dos ventos,
invocando, num ranger de ossadas,
a réstia contaminada de remotos sonhos
enterrados dentro de mim.
Sacudindo o feitiço,
acendo as palavras efervescentes do teu nome
e deixo-as, a queimar, no rebordo encardido do cinzeiro,
entre duas baforadas de fumo baço
e a insónia lenta da tua ausência,
renegando para os confins do poente
aquilo que já não me serve.

Esta noite, num derradeiro gemido,
entrego o teu rosto calcinado
às chamas fugazes do esquecimento
e, definitivamente, te fecho a porta.
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Visitem Runa
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Diluído - por Davi Rodrigues

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O torpor, contínuo
Frágil habilidade
Continuamente se fornece
Mas não se pode possuir
Aflora a mente
Desfalca seu pensar
Atravessa a cortina reluzente
A visão distorcida
O ar falta
Falta a presença
Não há ninguém lá fora
Só quem eu queira
O querer agora é meu
Único!
Quem pode me impedir
Desejo e não possuo
Só a lembrança
Essa não me abandona
Agora é cristalinidade
A pura transparência do pré-suicida
Falta algo?
Que não seja o que desejo!
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Virtual - por Soraya Rocha


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Minha cama sem teu corpo,
Minha mão sem tua mão,
Minha mente, teus carinhos,
Mato a fome sem ter pão.
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Minha casa em silêncio,
A luz fria na solidão,
Tuas palavras, carícias,
Em meus sonhos, tua afeição.
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És meu amor virtual,
Linda bolha de sabão.

Mário Quintana e o “Poeminha Sentimental” - Citado por Penélope Charmosa

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O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
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Verdades, Previsões, Lamúrias e Outros Bichos - por Ana

Queridos Bródi:

Pois é... ano novo, vida nova... Eu que o diga!... Mais responsabilidades, mais trabalho, ligação intensa com a família... Eu GOSTO MUITO de todas estas coisas, mas... diz o horóscopo chinês que as pessoas de galo, tigre e sei-lá-o-quê vão ter um 2010 de muita sorte. Até agora, eu, que sou tigre de acordo com o povo de lá, não vi isso não. Tô vendo é muita coisa pra fazer, demandas que não acabam mais... De tigre refestelado em galho de árvore depois de um ótimo almoço sem muito esforço, tenho é nada. Não existe o cão labrador? Pois é, sou o tigre laborador. E tô mais pra outros bichos... Pareço um castor consertando desesperadamente seu dique antes de uma baita tempestade, formiga reparando formigueiro recém-pisado ou um polvo trabalhando numa linha de montagem em alta velocidade. Daqui a pouco meus tentáculos vão dar nó.
Não pensem que tô reclamando do trabalho, porque, como não sou normal, eu ADORO trabalhar. Mas é que então acontece uma coisa que tem tudo a ver com o Duelos: nesse ritmo frenético eu não consigo me inspirar... Quando termina a cota de tarefas do dia, sobra um tantinho de tempo pra ler o livro emprestado (o mais rápido possível, que eu não gosto de ficar com nada de ninguém) até não aguentar ficar mais de olho aberto.
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Eu visito o Duelos logo cedo, antes de ser atingida pela avalanche de tarefas esperadas e inesperadas (entendeu, Escrevinha, por que apareci no chat de “madrugada”?). Como sempre, passeio pelas mentes alheias com curiosidade e satisfação, pensando em interagir com elas e dizer estive aqui e gostei ou deixar comentários mais longos ou até sentar nas cadeirinhas do Duelos Café, calmamente, e fazer um lanchinho ouvindo boa música. Mas... qual o quê! O pc já está aberto em outras janelas, o telefone começa a tocar, outras palavras estão povoando minha mente de tal forma que não vem nem aquela maravilhosa centelhazinha de inspiração que sempre surgia quando eu lia vocês. Então lá vou eu arrancada, definitivamente, para outros mundos.
Ando me sentindo deserta, árida, pior que os coitadinhos de “Vidas Secas”: nem um cadáver de árvore ou caveira de jegue no meu horizonte pra contar história...
E assim começou meu auspicioso 2010: uma odisseia de concretude e a inspiração indo pro espaço...
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Referências: “2001: uma odisseia no espaço” e sua sequência “2010”; Ao Querido Brógui, de Fatinha.
Imagem: Dedo de Gente
Graciliano Ramos, Stanley Kubrick
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