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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Atitude - por Kbçapoeta

Somos normalmente passivos diante da mídia, as pessoas preferem um reality show ao invés de um livro.
DEVEMOS NOS LIVRAR DA IGNORÂNCIA QUE VIGIA A MENTE COMO UM LIVRO; FOLHA A FOLHA.
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Legítima Defesa - por Raquel Aiuendi

No inglês não há problema
Senão pelo seu emblema
De representante dominador
Que invade culturas
Dos quintais alheios invasor.

O inglês é uma língua
Como outras tantas
De nações diferentes
Espanhola, portuguesa,
Alemã, nativa, banta.

A crítica é somente de ação
Não da língua sua utilização
Quem entender, parabéns
Pelo contrário, não sei não:
Ana é uma contra cem.

Repito que não sou Fidel
E Ana não é Che, não
Essa história é passado
De tapetes puxados
E minha palavra é mel.

Pensei que no Duelos
Não tivessem marechal
Comandante, coronel
Em geral, nem general
Nem soldado de papel.

Esse papo hierárquico
Me rouba a inspiração
Sai tudo tão erráquico
O sim pode virar não
Censura x Anárquico.

Parece esse papo, ditadura
Parece lance de censura
Borracha pros literários,
Delete para os libertários
Verdadeira linha dura.

Ana, vou te falar a verdade
Te falar bem de frente
Olho no olho que não mente
Respeita a nossa liberdade
Não faz isso novamente.


Resposta a “E Caim Matou Abel...”, de Ana.
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Haikai - por Ana

Estou com fome
Não tenho o que comer
Dá grana, tia…



Variação do “Haikai” de Alba Vieira.
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O Ensaio - por Léo...

Salto de mim sorrateiro
Rijo, Raio, Rajo
Rato fora do bueiro

Aflito fito o asfalto
De pavor torno parvo
Ao negro nicho a salvo

Tardo tocar, esgueiro
O Tenro anseio aguçado
Pelo Ensaio Jaz resignado

Calo imune, abafado
Inane suspiro exausto
Recorre a angústia perene:
O Rabo preso no ralo

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A Vida Virtual - por Jorge Queiroz da Silva

Acho que a vida virtual começa a alterar os nossos comportamentos. Temos vários e-mails, temos vários orkuts e não podemos jamais esquecer que a nossa mentira é, de fato, uma verdade recibada eletronicamente.
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Fronteiras - por Rosa Cancian

Estabelecer limites no planeta
dividindo-o em território,
continente, hemisfério ou
sei lá o que…
nos faz estrangeiros
entre povos que se classificam
unicamente em seres humanos.

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O Que Disse o Velho Cabide - por Jorge Queiroz da Silva

Triste sina a minha vida…
de viver pendurado
aqui e ali, e sufocado
pelos guarda-roupas do mundo!

Estou perplexo ora…
diante de pintar
uma roupa nova!
que estou prestes
a vestir agora…

Já fui um assíduo hóspede
de diferentes tipos de armários
e desde o início da minha vida
suportei sempre,
otimista e esperançoso,
e também muito orgulhoso,
a minha forma de ser!

Com os enormes sobretudos
e os cintos com fivelas pesadas
e o charme das gravatas
de todas as grifes famosas…
guarda-chuvas, capas, calcinhas
e roupas de lantejoulas enfeitadas.

Até morei em guarda-roupas
de uma a seis portas
e onde sempre estive
só, isolado e abandonado,
mas nunca mal humorado…
mesmo que, às vezes, cercado,
de muitas traças, baratas e cupins…

Mas hoje, por força do destino,
eu me alojo num canto,
de um maravilhoso modulado
bem projetado,
espaçoso, inteligente,
brilhantemente construído,
num projeto bem bolado…
onde eu me sinto feliz.

E que, talvez, por obra
da minha simples história,
que me obrigou a levar sempre
uma vida tão inglória…

Me fazia viver, como sempre vivi,
esmagado contra uma parede
interna e fria,
e também muito isolado,
e na espera ansiosa
de que alguém um dia pudesse
olhar pra mim…

E viesse a me avaliar
por toda a minha trajetória
de um trabalho penoso
e que pudesse, ainda,
vir a modificar
a minha longa vida
de um esperançoso cabide
que já não tinha onde morar…

E mudando assim,
com certeza,
o seu sentido,
apoiado na minha experiente
e persistente vontade,
a minha clareza
de mudar todas as histórias
e colocar nos meus ombros
toda a leveza das roupas
macias, suaves, cheirosas…

Mas hoje, felizmente,
eu já sou propriedade
de alguém muito bondoso
e inteligente…
que me ama de verdade!

Que, com certeza,
me fará viajar
por um mundo diferente,
para viver, certamente,
um outro tipo de vida
que me tornará
um cabide de um suporte
de vidas experientes…

E pelas mãos
desta minha nova proprietária,
vou, com certeza,
conhecer lugares de elite
e enfartando, assim,
toda a minha velha experiência
de uma vida de ausências.

E eu sempre lembrarei
que entrei e morei
em armários de colégios,
passei por quartéis,
e me hospedei em hotéis
de uma a cinco estrelas,
e até dormi
em hospitais,
em vestiários de clubes
e também pernoitei,
algumas vezes,
em pensões vagabundas,
e em algumas malas de viagens
fiquei às vezes esquecido,
junto de um terno velho
e já puído pelo tempo…

Completando, assim,
meu curso perene
da vida de um cabide
muito experiente e sofrido,
do pendura aqui e pendura ali,
sem nenhum luxo
e sem nenhuma vaidade.

E, por todos estes motivos,
eu me considero, hoje,
um velho cabide
ciente e muito trabalhador…
conhecedor, sem dúvida,
das principais facetas
da vida, da dureza e do amor…

Mas nunca me achei
ser um cabide vaidoso
que já abrigou em seus ombros
fraques, cartolas,
vestidos longos,
e fardões importantes,
tudo lindo e maravilhoso,
que só fornecem à vida
um mundo de elite,
um mundo de ilusões
e um mundo enganoso…

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A Quinze Contos - por Jorge Queiroz da Silva

Era uma senhora oriunda do interior de Minas Gerais, dona de uma prole respeitável e que morava na mesma rua em que eu morava.
Ninguém se interessava em saber seu nome. O povo da localidade, no início, só a identificava como sendo uma lavadeira que lutava pela vida.
Souberam que, num determinado dia, a sorte havia lhe sorrido, pois o seu marido, que era um ajudante de pedreiro, por ter adquirido um bilhete da loteria federal, foi contemplado com a chamada “sorte grande”.
Desse dia em diante, essa senhora, que era bem pobre, cheia de filhos, que lavava muitas roupas para fora e sempre descia a rua com enormes trouxas de roupas na cabeça, sumiu do cenário, por um determinado tempo, chegando a fazer as pessoas pensarem que ela havia morrido.
Qual o quê! Quando ela voltou… desfilava imponente pelas ruas, exibindo elegantes trajes acompanhados de desafiadores saltos altos que ela mal sabia conduzir.
Em companhia do marido, o ex-ajudante de pedreiro que também passou a trajar belos ternos, de alta costura com lindas gravatas e chapéu panamá importados, ia ela se fazendo notar.
Passaram, por isso, a despertar uma grande curiosidade das fofoqueiras vizinhas, que ficavam tentando descobrir, a qualquer preço, o motivo da grande mudança.
Elas, que antes nunca se preocuparam em saber o seu nome, foram se chegando devagar para perguntar porque ela havia mudado da “água para o vinho”.
Com surpresa, receberam daquela que era uma humilde lavadeira, a seguinte resposta:
- Vocês, de agora em diante, podem me chamar de “quinze contos”, pois o meu marido ganhou, no mês passado, o primeiro prêmio da Loteria Federal. Tirou a sorte grande.
Depois desse dia, só se ouvia falar, naquela região, “lá vem quinze contos”, “quinze contos, para cá”, “quinze contos, para lá” e a antiga lavadeira passou a tirar onda com todas as maiores curiosas do bairro!
Eu, menino ainda, ficava sem entender nada, pois para mim “quinze contos” era nome de dinheiro e não de uma pessoa!

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Flor da Alegria - por Alba Vieira

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Hino Nacional - por Rosa Cancian

O lábaro que ostentas
não precisa ser estrelado,
nem exposto com tantas cores:
verde, vermelho, azul ou preto.

Que ele seja interno e límpido,
que transpareça em suas atitudes,
que seja puro e valente
afetivo e companheiro.

Não adianta elevar um estandarte
vestindo o corpo
com a alma despida.

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I Don't Want This Moments - por Passa-Tempo

Cada momento que eu passo com você é o momento; cada instante que passamos juntos eu guardo na memória para poder lembrar de você quando estivermos longe um do outro. Quero poder a cada dia mais estar olhando para o seu lindo rosto e contemplando o seu brilhante sorriso, acariciar sua pele macia e cochichar ao teu ouvido um: “Eu te amo” em longas palavras doces, que te façam quebrantada em alegria, e que você se reconstrua através de um calafrio prazeroso, que sobe bem lentamente, começando pelos pés e percorrendo milímetro por milímetro de todo o seu corpo, até chegar a ponta de cada fio de cabelo presente em sua cabeça. Gostaria de ter o poder de controlar o tempo, poder parar o tempo a cada sorriso que salte de seu lindo rosto, a cada brilho dos seus olhos, a cada beijo (seja ele longo ou curto, mas que seja um beijo) vindo dos seus lábios diretamente para os meus, sem interrupções, parar tudo a nossa volta quando estivermos juntos, para que você saiba que esse momento é só nosso e tenha certeza de que eu sou só seu.
Quem me dera poder te levar à praia nos dias quentes e te aquecer nas noites mais frias! Quem me dera te ter de corpo e alma, possuir seu coração, agora que roubaste o meu! Quem me dera a oportunidade de recomeçar com você, voltar à estaca zero, mostrar que eu posso não ser quem você sempre quis, mas posso te dar o que você sempre sonhou!
Preciso que você me ajude, que você me livre dessa vida barata que venho levando; preciso que você retire minha face desse outdoor infame e promíscuo que vem denegrindo a minha imagem. Preciso escutar, da sua boca, palavras de amor referidas a mim, mesmo que para isso eu tenha que conquistar tal amor... eu preciso ter uma chance ou mais para fazer tal conquista!
São 2:30 da manhã, fico na esperança do telefone tocar, eu atender só pra ouvir você dizer: “Oi, meu amor... sou eu!”; fico lendo e relendo as mensagens que enviastes para mim, só pra imaginar cada palavra escrita saindo em um tom suave de suas cordas vocais.
Agora não tenho muita coisa mais a falar além do que você já ouviu; mas saiba que nesse momento... I miss you!!!

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Lacunas no Currículo - por Rosa Cancian

Se a inteligência for instrumento da força bélica e
a sapiência fizer veicular idéias egocêntricas,
se a cultura não ecoar nos parágrafos constitucionais e
o amor não for norma da ABNT,
se a solidariedade não for matéria obrigatória e
a poesia não estiver nas academias,
não me envergonharei dos espaços não preenchidos
que meu currículo apresentar.

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Paz - por Adir Vieira

Paz é o que eu sinto ao olhar teus olhos,
paz me dá seu sorriso maroto,
paz...
é nas pequeninas coisas ter o sentimento de tudo ter,
por não querer mais que a paz.
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Haikai - por Alba Vieira

Desejo louco,
Castiga minha carne:
Sonhos de prazer.


Inspirado em “Hate There I Love You”, de Passa-Tempo.
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Reforma Ortográfica - por Jorge Queiroz da Silva

Meus pensamentos me dizem que estou diante de um extenso acordo ortográfico.
Ele me alerta para uma nova grafia: sou sábio, eu sabia ou sou um sabiá?

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Silenciosa - por Rosa Cancian

Muitos versos declamei
músicas cantei
ritmos dancei
garrafas esvaziei
cigarros embalei
amores ousei
demônios expulsei
regras quebrei
verdades rasguei,
silenciosa,
em meu mundo de
timidez e insensatez.

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Sol: Brilha e Aquece - por Alba Vieira

Cresci ouvindo falar dela. Era o bebê mais gracioso. Minha mãe não cansava de discorrer sobre a mesma história: tinha nascido grandona, de perninhas roliças. E assim foi ficando gordinha já nos primeiros meses. E sempre sorridente. Também contava que era muito dada, gostava de todo mundo. Quase não chorava e apreciava um colinho. Os irmãos mais velhos saíam a exibi-la para os vizinhos. As roupinhas feitas para ela eram um sucesso!: as outras mães pediam os modelos para tentarem também fazê-las para suas filhas e minha mãe me falava sobre isso cheia de orgulho (pela filha e por seu talento de costureira).
Os bebês já mostram o que serão pela vida afora.
Assim é essa minha irmã: linda.
Seu rosto é gracioso, sempre estampando um sorriso que cativa. E todos a querem por perto, já que é ótima companhia, divertida, muito leve e, claro, gordinha. Tem ares de criança ainda, que não se permitiu perder o que de melhor havia nela. Criança porque inocente, receptiva e generosa.
E a energia que tem? Imbatível, até para as crianças quando brinca com elas. E sempre brinca. Mas, acima de tudo, as protege. Não somente dos perigos reais do mundo (posto que é muito cuidadosa); é, principalmente, protetora incansável da magia da infância para os pequenos. É ela a tia que se recusa a presentear crianças com roupinhas ou artigos escolares, mesmo que sejam necessidades para os pais; sempre defendeu os brinquedos, que lhes ofertava em embrulhos multicoloridos, ornados com fitas e, de preferência, bem grandes, para encher seus olhinhos maravilhados.
Para as crianças ela é inesquecível. Os sobrinhos que hoje já são pais e até avós, relembram, entre sorrisos, como fugiam dos seus beijos babados e agarrões. E é assim até hoje: uma festa para as crianças.
Na cozinha ela se espalha, reina absoluta e tem, no marido, seu fiel escudeiro e gourmet apaixonado. É abundante, generosa no que faz (abusa dos cremes, recheios, coberturas) e, principalmente, naquilo que oferece. Ninguém deixa a sua casa sem levar um farnel completo. Sua cozinha é o laboratório onde exercita a alquimia de juntar ingredientes e transmutar em amor.
Como irmã é a mais ponderada. Ela tem nome igual ao da mãe e mesmo que às vezes seja tachada de infantil ou meio doida, é a ela que todos recorrem quando precisam de uma opinião segura e equilibrada ou aconselhamento nas situações mais difíceis, em que sua avaliação é a mais precisa e responsável. Caminham em sua direção porque, como a mãe, é a que tem o amor incondicional para dedicar em qualquer circunstância. É aquela que sempre perdoa opiniões preconceituosas, palavras descabidas e atitudes insensatas nos momentos de ventos transformadores em nossas vidas, representando, portanto, nosso porto seguro. E o seu perdão ela oferece voluntariamente, procurando quem a ofendeu, doando carinho e amor.
E pensam que falo de uma dona de casa, tia, esposa apaixonada, irmã dedicada? Falo de tudo isso e muito mais, pois que esta estrutura sólida, fundada no amor e generosidade, ela levou onde atuou por toda a vida: na família e no trabalho. Nas empresas foi a executiva brilhante, a gerente, é claro, mas de “recursos humanos”, trazendo seus funcionários ligados a ela, sob seu comando, dedicados aos trabalhos, mas como numa brincadeira de roda. Gerenciou, protegeu, amparou, estimulou, corrigiu quando necessário e cumpriu suas metas com nobreza, segurança e, acima de tudo, leveza. Responsabilidade amorosa é a sua cara. Então se aposentou, deixando saudade e inspiração para os que a sucederam. E prossegue, ainda, fazendo deliciosas limonadas com os limões que a vida, às vezes, lhe oferece.
E charme, ela tem de sobra, porque nasce da auto-estima elevada. Ela se adora e o amor que tem por si reflete para o mundo. Por isto, onde ela está, só existe alegria. E se acaso está triste, o que é raro - só quando desliza e, boba, se preocupa e faz drama -, tudo parece ficar cinza. Porque ela é, desde bebê, um sol vibrante para nossas vidas, que sempre aquece e ilumina.
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