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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (IV) - por Vera Celms

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VAMOS PARAR O ESTUPRO CORRETIVO DE LÉSBICAS NA ÁFRICA DO SUL - URGENTE

Caros amigos:

“O estupro corretivo”, a prática cruel de estuprar lésbicas para “curar” sua homossexualidade, está se tornando uma crise na África do Sul. Porém, ativistas corajosas estão apelando ao mundo para por fim a estes crimes monstruosos. O governo sul-africano finalmente está respondendo - vamos apoiá-las.
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Millicent Gaika foi atada, estrangulada, torturada e estuprada durante 5 horas por um homem que dizia estar “curando-a” do lesbianismo. Por pouco não sobrevive.
Infelizmente, Millicent não é a única, este crime horrendo é recorrente na África do Sul, onde lésbicas vivem aterrorizadas com ameaças de ataques. O mais triste é que jamais alguém foi condenado por “estupro corretivo”.

De forma surpreendente, desde um abrigo secreto na Cidade do Cabo, algumas ativistas corajosas estão arriscando as suas vidas para garantir que o caso da Millicent sirva para suscitar mudanças. O apelo lançado ao Ministério da Justiça teve forte repercussão, ultrapassando 140.000 assinaturas e forçando-o a responder ao caso em televisão nacional. Porém, o Ministro ainda não respondeu às demandas por ações concretas.

Vamos expor este horror em todos os cantos do mundo - se um grande número de pessoas aderir, conseguiremos amplificar e escalar esta campanha, levando-a diretamente ao Presidente Zuma, autoridade máxima na garantia dos direitos constitucionais. Vamos exigir de Zuma e do Ministro da Justiça que condenem publicamente o “estupro corretivo”, criminalizando crimes de homofobia e garantindo a implementação imediata de educação pública e proteção para os sobreviventes.
Assine a petição agora e compartilhe - nós a entregaremos ao governo da África do Sul com os nossos parceiros na Cidade do Cabo.

A África do Sul, chamada de Nação Arco-íris, é reverenciada globalmente pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação. Ela foi o primeiro país a proteger constitucionalmente cidadãos da discriminação baseada na sexualidade. Porém, a Cidade do Cabo não é a única, a ONG local Luleki Sizwe registrou mais de um “estupro corretivo” por dia e o predomínio da impunidade.

O “estupro corretivo” é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas podem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato horrendo não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais negras, pobres e profundamente marginalizadas. Até mesmo o estupro grupal e o assassinato da Eudy Simelane, heroína nacional e estrela da seleção feminina de futebol da África do Sul em 2008, não mudou a situação. Na semana passada, o Ministro Radebe insistiu que o motivo de crime é irrelevante em casos de “estupro corretivo”.

A África do Sul é a capital do estupro do mundo. Uma menina nascida na África do Sul tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler. Surpreendentemente, um quarto das meninas sul-africanas são estupradas antes de completarem 16 anos. Este problema tem muitas raízes: machismo (62% dos meninos com mais de 11 anos acreditam que forçar alguém a fazer sexo não é um ato de violência), pobreza, ocupações massificadas, desemprego, homens marginalizados, indiferença da comunidade e - mais do que tudo - os poucos casos que são corajosamente denunciados às autoridades, acabam no descaso da polícia e a impunidade.

Isto é uma catástrofe humana. Mas a Luleki Sizwe e parceiros do Change.org abriram uma fresta na janela da esperança para reagir. Se o mundo todo aderir agora, nós conseguiremos justiça para a Millicent e um compromisso nacional para combater o “estupro corretivo”.

Acabar com a cultura do estupro requer uma liderança ousada e ações direcionadas, para assim trazer mudanças para a África do Sul e todo o continente. O Presidente Zuma é um Zulu tradicional, ele mesmo foi ao tribunal acusado de estupro. Porém, ele também criticou a prisão de um casal gay no Malawi no ano passado, e após forte pressão nacional e internacional, a África do Sul finalmente aprovou uma resolução da ONU que se opõe a assassinatos extrajudiciais relacionados à orientação sexual.

Se um grande número de nós participarmos neste chamado por justiça, nós poderemos convencer Zuma a se engajar, levando adiante ações governamentais cruciais e iniciando um debate nacional que poderá influenciar a atitude pública em relação ao estupro e homofobia na África do Sul.
Assine agora e depois divulgue.

Em casos como o da Millicent, é fácil perder a esperança. Mas quando cidadãos se unem em uma única voz, nós podemos ter sucesso em mudar práticas e normas injustas, porém aceitas pela sociedade. No ano passado, em Uganda, nós tivemos sucesso em conseguir uma onda massiva de pressão popular sobre o governo, obrigando-o a engavetar uma proposta de lei que iria condenar à morte gays da Uganda. Foi a pressão global em solidariedade a ativistas nacionais corajosos que pressionaram os líderes da África do Sul a lidarem com a crise da AIDS que estava tomando o país. Vamos nos unir agora e defender um mundo onde cada ser humano poderá viver livre do medo do abuso e violência.
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Com esperança e determinação,

Alice, Ricken, Maria Paz, David e toda a equipe da Avaaz.
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Visitem Vera Celms
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domingo, 30 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Vera Celms

S.Ribeiro,
O Dr. DRAUZIO VARELLA é, por si, polêmico em suas opiniões, das quais, a maioria conhecida por mim até agora, partilho.
Quero parabenizar a TODOS, por participarem desse DUELO... Acho que assim o objetivo do BLOG se justifica.
Aliás, o que seria do amarelo se todos gostassem do vermelho, não é mesmo? Mas claro que não temos de bater no amarelo até que ele fique vermelho para que todos possam apreciar... rs...
Desculpe a brincadeira... o assunto é serio... mas o foco aqui é a homofobia, é a onda de violência (assim como o racismo) aos índios, aos incapazes, às crianças, aos idosos, às mulheres, enfim, a todos aqueles que têm CARACTERÍSTICAS DIFERENTES de nós ou da grande maioria.
NÃO À VIOLÊNCIA DE QUALQUER ESPÉCIE, BEM COMO AOS EXCESSOS E FANATISMOS...
Viver normalmente é muito melhor...
Beijos a todos...
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Resposta a Duelando Manchetes XI: Homossexualidade, de S. Ribeiro.
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Ivi Medau

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Não faz muito tempo, minha mãe e meu irmão me perguntaram porque eu tenho tantos amigos gays. Eu ri porque achei a pergunta sem pé nem cabeça. Como se fosse critério de escolha, detalhe a observar, modinha, esses barulhos.
Me diverti com o tom de “hum... tem coisa aí”, implícito na pergunta.
Respondi: “São amigos, meus amores!”
Tenho certeza que não ficaram satisfeitos com uma resposta tão simples.... hehehe.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Alba Vieira

Ana:Depois de ler o seu post, pensei se escolheria Minerva, Ariel ou Omo para manter a LIMPEZA do Duelos.
Que dúvida atroz!
Minerva, a deusa virgem, é ligada à justiça, às artes, à sabedoria e à estratégia de guerra, e isso me leva a pensar em abstinência, julgamento e violência. Claro que não a escolho.
Ariel é um anjo relacionado à plenitude, à verdade, à coragem e à paz universal. Então é uma ótima pedida.
Entretanto, Omo aconselha: SE SUJAR FAZ BEM!
Portanto, é a minha escolha pra continuar nossa brincadeira que, na verdade, é muito séria.
Parabéns a você pelo post e a todos pela participação.
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Visitem Alba Vieira
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (IV) - por Escrevinhadora

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Você como sempre, imbatível, absoluta, jogou a pá de cal na discussão. É por essas e outras que sou tua fã.
E parafraseando a Alba vou ficar com Omo, não só porque lava mais branco, mas também porque quero exercitar o direito de me sujar, de terra, de chocolate, de amor (e ser plenamente feliz).
Abração.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (II) - por Vera Celms

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Caro Leo,
Peço que me desculpe, mas achei que respondia ao texto do Varella e não diretamente a você. Não se julgue, neste caso, o umbigo do mundo.
Coloquei minhas ideias e opiniões. Tenho amigos que já foram vítimas das atrocidades da violência dessa onda homofóbica e não suporto essa distinção tomada por PECADO (que pra mim, não existe, sou contrária ao formato).
Nada contra você... exclua-se por favor do centro das discussões. Você, por acaso, foi o primeiro a comentar e por isso deve ter tomado pra si.
Desculpe mais uma vez...
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Visitem Vera Celms
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por S. Ribeiro

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Shintoni e a todos:
Não cria que aquele texto suscitasse tanto debate... Talvez tenha sido ingênuo eu acreditar que era somente um argumento contra a violência que não se justifica a muitos homossexuais mundo afora... Todos têm o direito, senão dever de se manifestar, e é ótima de certo modo esta discussão, pois põe à tona a verdadeira posição das pessoas, e só desejo boa sorte no caminho de todos para que não haja intolerância nem tristeza, ah, e creio que isso não agrada nem os olhos do cristão nem os do ateu.
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Visitem S. Ribeiro
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Ana

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Querido Leo, por favor, não se chateie comigo... Não se esqueça que sou sua fã de carteirinha...
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A ROUPA SE TIRA EM CASA

Inter, trans, pan,
Hetero, bi, homo,
Supra, hiper, a,
Poli, metro, pomo...

O que me importa saber
Com quem se deita cada sujeito?
O que pra mim vai mudar,
Se faz deste ou daquele jeito?

Não durmo na sua cama,
Não divido as fantasias,
Minha boca não beija a sua,
Minha mão não o acaricia.

O que está entre quatro paredes,
Entre elas deve estar;
E se há vestígio no ser,
Não me afronta o olhar.

Não me interessa pecado
(Dogmas, coisas assim)...
Penso da seguinte forma:
É bom p’ra ti? Tá bom pra mim!

Que todos sejam felizes
E livres no que desejarem,
Sem palavras julgadoras,
Agressões, risos mordazes.

E o maior ensinamento
Que se lê nas Escrituras
É o amor em todos os termos.
O resto é conjectura.

Tá certo que se lê lá
Que não isso e não aquilo,
Mas se há Deus em todos nós,
Amar a todos = pré-requisito.

Achar que a natureza
Deva viver em abstinência,
Pense comigo, Leo, amigo,
Não deixa de ser violência...


E a respeito do tema,
Sem responder a ninguém,
Quero colocar aqui
Umas coisas que me vêm.

Gente é troço complexo,
Não cabe em definição...
Nem de classe, raça, credo,
Sexo, opção, opinião.

Há tendência a rotular,
A partir disto, definir,
Depois, se posicionar,
Aceitar ou restringir.

O ser humano devia
Olhar mais o próprio rabo,
Ver se a cada atitude
Serve a Deus ou ao Diabo.

Há coisas mais importantes
Nesta vida a avaliar,
Como, a seguir, exponho,
Sem nenhum medo de errar:

Eu não ligo p’ra Minerva,
Com Ariel não me abanco...
Conforme minha experiência,
Omo é o que lava mais branco.
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*Minerva - Deusa virgem, da estratégia da guerra (inclusive).
*Ariel - Espírito servil, no romance “A Tempestade”, de Shakespeare, que tinha o dom da imitação e confundia as outras personagens com suas canções.
.William Shakespeare

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Leila Dohoczki

Discutir homossexualidade, em uma sociedade cuja maioria é heterossexual e onde predominam o machismo e o falso moralismo, me parece um tanto quanto desleal. Talvez fosse melhor discutir-se sobre relacionamentos humanos, de uma forma mais generalizada.

Os seres humanos são compostos de elementos químicos, que determinam tudo, desde sua aparência, até sua preferência sexual, não sem passar pelas habilidades para artes, Ciências, raciocínio lógico e personalidade. Não confundir personalidade com caráter.

Todos reagem a estímulos olfativos, visuais, do paladar, ao toque, a palavras, a ambientes, a gestos etc. O que mostra que nada mais somos, fisicamente falando, do que intermitentes, incessantes e intensas reações químicas interpretadas pelo cérebro. Partindo deste princípio e considerando que a progesterona e a testosterona reagem melhor entre si, no sentido de gerar novos indivíduos, não significa que reações químicas que não geram outros indivíduos não sejam normais. São tão normais que acontece entre outras espécies também.

É isso que acontece? Por que isso acontece? Não sei. Talvez isso deva ser uma preocupação da ciência e não uma preocupação da sociedade.

A nós cabe a preocupação em sermos produtivos, éticos e a manutenção da união pacífica entre as pessoas. Opções sexuais não incapacitam nenhum indivíduo para o trabalho, nem ao desenvolvimento intelectual e, como qualquer outra pessoa, os homossexuais dispõem de habilidades intelectuais e artísticas, estando sujeitos às mesmas leis que qualquer cidadão. Qualquer relação humana, baseada no respeito, tem valor.

A imoralidade está presente entre heterossexuais, bissexuais, homossexuais e não está, ou pelo menos não deveria estar, associada à opção sexual de ninguém. Duas pessoas do mesmo sexo que se entregam a carícias íntimas sem nenhum pudor em local público são tão imorais quanto um casal hetero fazendo o mesmo. A imoralidade não está na escolha, está no comportamento, na promiscuidade, na associação do sexo mais com o prazer do ato, do que com o prazer do encontro de duas almas.
É preciso considerar que em quatro milhões de anos, não nos cabe mais agir como animais, pelo instinto de perpetuação da espécie, nos entregando à diversificação de parceiros sexuais, nem aos prazeres físicos que duram alguns instantes. Podemos e queremos nos entregar a relações duradouras e prazeres maiores que os identificados pelo córtex cerebral...

Creio em Deus e em sua infinita sabedoria. Tudo criado por Ele é perfeito. A imperfeição está na forma como vemos, utilizamos e interagimos com a criação.
Qual de nós seria nomeado juiz da humanidade, se não somos capazes de julgar nem nossos próprios atos? Lembremo-nos que nem tudo que é ético é moral e nem tudo que é moral é ético; precisamos nos valer do bom senso, do respeito à individualidade. Isso é ser fraterno, é reconhecer que somos todos irmãos em Cristo e que só o Pai julga, absolve ou condena cada um de nós por nossos próprios atos. Não enxergar no semelhante um irmão contraria o segundo mandamento (Marcos 12,28-34) e nos faz desobedientes aos olhos de Deus.

Não defendo a imoralidade, nem a banalização do sexo, nem a promiscuidade, mas sim o direito de “ser” de cada um, com o livre-arbítrio que nos foi dado por Deus, com a consciência do que somos e com a “razão” que nos faz percorrer os caminhos, porque isso nos faz humanos.

Defendo o cumprimento da legislação do meu país por todos os cidadãos, a igualdade de direitos e deveres, mas não a desmoralização da família e a disseminação de conceitos errôneos sobre liberdade e direito, que se dá por estereótipos femininos ou masculinos vulgares que incentivam a promiscuidade e a banalização das relações humanas. Entenda-se por família a entidade responsável pela transmissão de valores, pelos cuidados, pelo amor e pela educação, lembrando-se que a palavra família é muito mais ligada à espiritualidade do que à herança genética - já que muitas crianças vivem em laços familiares distantes dos ventres que as geraram -, portanto, à convivência com pessoas que lhes deem amor e cuidados, em ambientes em que se sintam protegidas e que podem despertar-lhes o sentimento de família.

O “ser” é simplesmente, naturalmente. Não precisa de razões, nem de explicações, nem de estereótipos, porque o “ser” é íntimo, é na alma, independente de aprovação ou reprovação de quem quer que seja, portanto o melhor caminho não é excluir ninguém, mas viabilizar a convivência pacífica e justa de todos com base no respeito e na igualdade.

Independente do que diz a ciência, nem eu, nem você que está lendo este texto agora, nem a sociedade como um todo, nem mesmo as religiões mudam o fato de que todo ser humano busca a felicidade no prazer em realizar, em construir seus sonhos e se imortalizar no amor. Se existem diferenças, é no âmago da essência humana que estão as similaridades. Tudo depende dessa percepção, que uns têm e outros não.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (II) - por Alba Vieira

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Muito interessante e utilíssimo para todos nós, debatedores e leitores, este tópico do Duelos. Falo isso porque quando nós temos a oportunidade de ler pontos-de-vista tão diversos e bem delineados de pessoas que, por escreverem mais assiduamente, nós aprendemos a conhecer sua alma e respeitar as manifestações, temos a chance de refletir sobre nossas opiniões e vivências e estarmos abertos à transformação, o que possibilita que possamos ser pessoas cada vez melhores.
Parabéns a todos, os que podem e devem continuar expressando livremente suas ideias. E sejam bem-vindos novos temas!
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Visitem Alba Vieira
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - por Anônimo

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Muito legal o seu texto. Demonstra uma lucidez enorme, deixando claro a simplicidade do Ser homossexual. Obrigado!
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Escrevinhadora

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Objetiva, lúcida, clara você colocou a questão nos exatos termos aos quais ela deve se restringir, sem as paixões equivocadas que muitas vezes prejudicam o debate. Sinto-me honrada por ter sido mencionada por você. Obrigada.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (III) - por Leo Santos

Desculpe-me, mas dizer que não aceito o debate é um argumento desonesto, uma vez que tenho participado abertamente dizendo o que penso. Entretanto, fui aconselhado a guardar minha opinião para o âmbito das igrejas, logo, evitar o debate. O que não fiz.
Quanto ao “não brinco mais”, trata-se de uma ironia que não precisa ser genial pra entender, e não uma ameaça.
Umas coisas mais: primeiro, nunca defendi nem defendo qualquer sorte de violência contra ninguém, seja homo ou hetero, portanto tais refutações também são vazias no que me diz respeito. Segundo, é fácil chamar alguém de preconceituoso e adjetivos afins, mas, antes, carecemos ver o que é preconceito. Se minha ignorância não me trai, trata-se de um conceito precipitado, um juízo “a priori”, como julgar rejeitando alguém antes de conhecer suas atitudes, seu caráter. Daí, o preconceito contra negros, judeus, muçulmanos etc. Acontece que homossexualismo não é um tipo de pessoa, mas de comportamento, e como tal passível de apreciação.
Mais uma coisa: alguns me mandaram cuidar de minha vida, cada qual da sua. Ao fazerem isso não estão querendo gerir a minha? Porque não vivem como aconselham?
Quanto aos erros do Papa, os católicos que o defendam se quiserem.
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Resposta a:
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Visitem Leo Santos
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sábado, 15 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (I) - por Leo Santos

Não se trata simplesmente de ser algo natural ou não. Tampouco se os animais o praticam, afinal, a mensagem de Deus não visa a salvação de animais, mas de humanos. O fato de ser algo “natural” não o legitima perante o Eterno. Todavia, se a Sua Vontade expressa pode ser lida como “um princípio tão frágil” então, como diria Raul Seixas, “faça o que tu queres pois é tudo da lei”. Claro que se deve respeitar os direitos dos homossexuais de serem como quiserem, mas, igualmente, se deve respeitar o direito dos que creem na Palavra de Deus, de a terem por verdadeira. Afinal, sentir desejo por uma pessoa comprometida é natural a todo ser humano, o que não legitima o adultério, ou a poligamia. Afinal, a mensagem do Salvador em momento algum estimula a dar livre curso à natureza, antes adverte: “negue-se, tome sua cruz e siga-me.” Luc 9; 23. Ademais, ensina: ”o homem natural não entende as coisas do Espírito de Deus, pois elas se discernem espiritualmente.” Então, pode ser até inteligente o texto supra, mas em momento algum merece o adjetivo de sábio, ao menos aos olhos dos que creem em Deus, pois “Não há sabedoria nem ciência nem mesmo conselho contra o Senhor.” Pv 10; 22. Abraço!
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Resposta a Duelando Manchetes XI: Homossexualidade, de S. Ribeiro.
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Visitem Leo Santos
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (I) - por Vera Celms

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O MEU DIREITO VAI ATÉ ONDE COMEÇA O DO MEU PRÓXIMO
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Verdadeiramente, não consigo acreditar, muito menos aceitar, que as pessoas, em pleno século XXI, preservem a visão estereotipada criada pela Igreja, em prol de sua visão de “pecado”. Essa FOBIA que habita entre nós, cidadãos de todas as classes, nada mais é do que a NÃO ACEITAÇÃO do PECADO, criado, moldado e lustrado pela Igreja. Sou tão contra esta visão quanto a do celibato imposto àqueles que escolheram o caminho da religião como forma de vida, profissão ou filosofia. O que se faz com o próprio corpo é da conta de cada um. Sou contra, sim, os abusos morais demonstrados em público, mesmo por heterossexuais, que provocam e escandalizam até os menos pudicos. Homossexualidade não é opção, não é escolha, não é afronta, não é sem-vergonhice... enfim, é característica, assim como gostar de determinados sabores que outros não gostam. Eu, por exemplo, odeio GIM TÔNICA, mas não é por isso que vou sair batendo em todo mundo que gosta. Gostar, apreciar, atrair-se, repudiar, detestar, inclusive, faz parte das características de cada um, assim como a cor dos olhos, dos cabelos, a calvície, a cor da pele, enfim... são sinais que nascem conosco e nem mesmo nós sabemos explicar porque gostamos. Simplesmente gostamos. Pecado é agredir os outros por qualquer motivo, é o maltratar de crianças, de idosos, de mulheres, de pessoas com deficiência mental, o bullying de todas as formas, o assédio moral, sexual...
O conceito de errado vem da Igreja, assim como de alguns pais que jamais contariam aos filhos que se masturbavam na idade deles, quando os flagram no ato da masturbação, só para não incentivá-los a novas práticas, ou os maltratam por isso. O que é do meu corpo, é meu e de mais ninguém e se desejo reparti-lo com alguém de outro ou do mesmo sexo, é assunto meu.
Ninguém tem o direito de impor essas características ofensivamente a ninguém - como disse anteriormente -, em demonstrações escandalosas, publicamente. Assim como ninguém tem o direito de ir a um baile funk sem roupas íntimas, mostrando o sexo, e depois reclamar da violência de um estupro.
Ninguém devia se meter com a vida de ninguém... Afinal, esse Deus a quem atribuem tantos julgamentos, além de ter muito mais o que fazer do que julgar seu rebanho, deu uma vida pra cada um, para que cada um cuide da sua. Viva e deixe viver... A igreja deveria se preocupar em evoluir moralmente, já que só agora o Papa se manifestou positivamente pelo uso de preservativos, e somente em casos de doenças e para as pessoas que vivem do sexo. A Igreja devia se preocupar com a fé, com os bons caminhos em geral e não em rotular as atitudes das pessoas. Hora de crescer, já estamos em 2011.
Quando eu era criança/adolescente (hoje tenho 51 anos), ouvia falar que no ano de 2000 o homem viveria na Lua... ou que o mundo ia acabar... e hoje, em 2011, as pessoas ainda se sentem no direito de BATER, veja bem, bater, causar dor, matar, tudo em nome de uma medíocre visão puritanista. Nunca bati nos meus filhos, ensinei-lhes princípios e lhes impus limites. São homens de bem, honestos, dignos, esforçados, trabalhadores, pessoas sensíveis e de respeito. Há pais que quando repreendidos por espancar seus filhos ainda respondem: “os filhos são meus e bato o quanto quiser, faço o que quiser”... Não aceito que nenhum ser humano tenha de se submeter à dor ou à morte por entendimento desse ou daquele que se julga mais ou maior, ou superior. Todos são iguais perante esse Pai que leva a culpa por tanta barbárie. Existe tanta coisa errada que deveria ser corrigida e as pessoas não estão nem aí. Pra mim, uma boa parcela desses “trogloditas abusados”, homofóbicos, racistas, machistas, feministas, fanáticos religiosos, lunáticos e afins, enfim todos os EXCESSIVOS de qualquer espécie, deveriam se tratar, cuidar de suas fobias, de seus problemas, de seus medos em assumir desejos de qualquer espécie, reprimidos ou assumidos, antes de sair por aí se “manifestando violentamente” contra seres humanos. Cumpramos a máxima... DEUS DEU UMA VIDA PRA CADA UM, CUIDE DA SUA, JÁ ESTARÁ FAZENDO MUITO...
Quanto à defesa dos escritos da Bíblia, quantas não foram as versões feitas e refeitas e revistas desde as originais? Não CREIO mais na Bíblia de hoje, com critérios e entendimentos da Igreja e seus determinismos. CREIO NUM DEUS ANTIGO... Desculpem-me os contrários.
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Resposta a Duelando Manchetes XI: Homossexualidade, de S. Ribeiro.
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Visitem Vera Celms
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (I) - por Escrevinhadora

O discurso a respeito da salvação da alma, por seu cunho religioso deve restringir-se ao âmbito das igrejas, que é local apropriado para esse debate. Para a sociedade civil, interessa que todos são iguais perante a lei, por preceito constitucional. E pelo cumprimento da lei devem zelar os que fazem a lei, o que a aplicam e os que a ela ficam sujeitos, ou seja, todos nós.
Por outro lado, a ideia de que a heterossexualidade por si só é santificada, não passa de um engodo. Primeiro porque em lugar algum está escrito que a danação advém exclusivamente do campo sexual. Na verdade, a danação está muito mais ligada ao desamor, a avareza, à falta de caridade e de respeito ao próximo.
Heterossexuais existem aos milhares que pecam diariamente, por desrespeito a seus parceiros, por promiscuidade, infidelidade, abuso de incapazes ou por irresponsabilidade em suas relações. Homens e mulheres que praticam sexo sem fazer uso de contraceptivos; que geram filhos e não os reconhecem; que criam filhos mas não os educam nem os preparam para a vida.
Do mesmo modo, a homossexualidade não é obrigatoriamente vício, dissolução, pecado. Centenas, talvez milhares de homossexuais vivem sua sexualidade com respeito a si mesmo e ao próximo, com dignidade, que é o atributo mais importante da pessoa humana. E de quebra, não geram filhos para relegar ao abandono.
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Resposta a:
Duelando Manchetes XI: Homossexualidade, de S. Ribeiro
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (II) - por Leo Santos

Ninguém advogou que a heterossexualidade por si é santificada, portanto, a refutação labora no vazio. Quanto à mensagem de salvação restringir-se às igrejas, seria como dizer que o homossexualismo se mantivesse entre quatro paredes que é seu lugar; contudo, sai às ruas em passeatas, tentando se impor às consciências que o rejeitam. No âmbito filosófico, há distinções claras entre o particular e o universal; quanto ao primeiro, desnecessário explicar o que é, já o conceito de valor universal é aquele que pode ser praticado indistintamente por todos, sem efeito deletério algum. Vamos ver, então, o homossexualismo à luz da filosofia, para fugirmos da bitola fanática e religiosa da Bíblia. Se é um comportamento normal, pode ser adotado por todos os seres humanos. O que aconteceria se, num passe de mágica, o mundo todo se tornasse homossexual? Dentro de cem anos a humanidade acabaria por não gerar mais filhos. Eis o imenso potencial do homossexualismo! Agora, se não é um valor universal, antes, mera propensão particular de alguns, como se pode impor à sociedade que, via de regra, é heterossexual? Há muito, o que se pleiteia não é o direito à prática, mas sua imposição aos demais, inclusive silenciando pregadores para que não denunciem como errado diante de Deus. Ninguém defende, como acusa o sr. Varella, que o sexo seja apenas para a procriação, tampouco, que não possa ser praticado dessa ou daquela forma entre cônjuges, apenas cremos que Deus existe, de fato, e que revelou Sua vontade ao ser humano, a qual veta tal prática.
Penso ser esse um espaço aberto a toda sorte de opinião, contudo, se não é assim, devemos rever muitas publicações, inclusive minhas, eivadas de minha crença em Deus e sua palavra.
A propósito de dignidade, quem define o que é digno? A Bíblia define homossexualismo como abominação, contudo, alguém que nasceu ontem, vocifera: Tal é homossexual, mas é digno... a partir de que parâmetro? Sua opinião? Quanto a sua vale mais que a minha? Quer dizer que a apologia do homossexualismo pode ser feita com argumentos pobres que qualquer um refuta, e deve passar injulgada, sendo vetadas opiniões contrárias? Desculpem, mas, se é assim, não brinco mais...
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Resposta a Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (I), de Escrevinhadora.
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Visitem Leo Santos
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (II) - por Escrevinhadora

Em momento algum também se pretendeu impor a homossexualidade a quem quer que seja. Se você é heterossexual, convicto e bem resolvido pode e deve viver livremente tua sexualidade. O que se postula é a igualdade de direitos, ou seja, que aos homossexuais seja permitido viver livremente sem que os dogmas de ordem religiosa se imponham sobre as regras jurídicas que garantem os direitos de todos. A Bíblia não é nem deve ser o único parâmetro para estabelecer critérios de definição da dignidade humana. E se a controvérsia te causa tanta repulsa, talvez o Duelos não seja mesmo um espaço adequado à sua argumentação, posto que você chama o debate de “brincadeira” e ameaça retirar-se. Ao que me parece, o Duelos é um espaço democrático onde todos podem manifestar-se. Quem não aceita argumentação contrária é você.
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Duelando Manchetes XI: Homossexualidade (I) - por Alba Vieira

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VIVENDO A DIFERENÇA
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Feliz escolha deste texto do Dr. Dráuzio para discussão.
Ele coloca muito bem a questão da homossexualidade como um dos aspectos naturais da sexualidade, presente em variadas espécies além dos humanos. Mostra como é ridículo o preconceito e o questionamento sobre a sexualidade alheia.
Perfeito o comentário de Escrevinhadora sobre o tema, abrangente e lúcido, mostrando, entre outros aspectos relevantes, a experiência de quem lida com a questão jurídica, onde os direitos dos homossexuais se ampliam a passos muito lentos, apesar das últimas conquistas.
A exposição que os homossexuais tiveram a partir do aparecimento da AIDS acelerou este processo de reflexão da sociedade. Mas, trouxe com ele, relacionado ao medo, um incremento da homofobia.

Ora, se Deus é amor, não vejo como o encontro de dois seres que se amam, ainda que o objetivo não seja a procriação, possa estar em desacordo com os princípios da lei de Deus. Contudo, a hipocrisia sempre acompanhou a homossexualidade. Os homossexuais têm o direito de expressar a sua natureza, desde que não venham a constranger os outros (de acordo com os padrões de cada sociedade) com atitudes jocosas que denunciam fraqueza e tentativa de impor a sua diferença, ao invés de naturalmente se colocarem na sociedade, contribuindo para que, progressivamente, sejam vistos como pessoas normais e sujeitas, a princípio, às mesmas dificuldades de adaptação ao mundo que os heterossexuais. Cada um de nós tem o direito à livre escolha de, no seu íntimo, aceitar ou não a homossexualidade no outro (colocando seu ponto de vista claramente ou fazendo vista grossa) e em si mesmo, se for o caso (manifestando sua verdade, reprimindo a sua expressão ou ainda reagindo à sexualidade alheia). Entretanto, ninguém tem o direito de desrespeitar, hostilizar ou agredir o homossexual.
No mundo da expressão material, é difícil para cada ser viver de acordo com a verdade que vem do seu espírito, qualquer que seja seu aspecto, inclusive com relação à sexualidade. É preciso individualizar sempre e perceber que homossexualidade não implica, necessariamente, em perversão. E que os estereótipos aparecem como uma forma de se fortalecer para lutar contra a exclusão advinda do preconceito. Entretanto, indivíduos homossexuais nem sempre se desestruturam na afirmação de sua sexualidade numa sociedade que tenta reprimir o que parece diferente. Há, a cada dia, homossexuais mais harmonizados com a sua natureza, que se colocam na sociedade sem medo do desrespeito e vivem relações estáveis, equilibradas, sujeitas aos mesmos altos e baixos dos relacionamentos heterossexuais e baseadas em laços de amor onde os parceiros mostram um bom autoconhecimento, podendo prescindir de ligações juridicamente respaldadas. Mas é claro que há os homossexuais que se desestabilizam, que sofrem com o preconceito e vivem relações superficiais, o sexo pelo sexo, estando mais sujeitos a doenças sexualmente transmissíveis, incluindo a AIDS (assim como ocorre com os heterossexuais), onde só a proteção no nível material (preservativos) muitas vezes é ineficiente, quando existe o desequilíbrio energético pelas experiências vividas por um espírito conturbado.

A sexualidade é assunto de grande complexidade, quando deveria ser vivenciada com simplicidade. O homossexual é um ser diferente e a aceitação da diferença, com toda a dificuldade que ela traz, começa com a autoaceitação e o respeito por si mesmo. E é pena que a noção de pecado sustentada por algumas religiões ainda consiga enfraquecer aqueles que tanto necessitam compreender a sua natureza que é inquestionável e se manifesta desde tenra idade, gerando tanta repressão e consequente frustração ainda nos dias de hoje, o que inevitavelmente leva a projeções, camuflagens e violência auto e heterodirigida.

Cada pessoa tem seu caminho de desenvolvimento espiritual, cada qual com a sua natureza. Ser homossexual não é necessariamente bom ou ruim. Apenas é. E o importante é como cada homossexual vive a sua sexualidade em todos os âmbitos de sua vida e nas relações consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com a espiritualidade.
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domingo, 9 de janeiro de 2011

Duelando Manchetes XI: Homossexualidade - Artigo Enviado por S. Ribeiro

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O seguinte artigo de Drauzio Varella foi publicado na sua coluna da “Ilustrada”, da Folha de São Paulo, no sábado, 4 de dezembro. Republico-o por considerá-lo um dos textos mais lúcidos e inteligentes que já li sobre o assunto.
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VIOLÊNCIA CONTRA HOMOSSEXUAIS
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A HOMOSSEXUALIDADE é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência a mulheres e a homens homossexuais. Apesar de tal constatação, esse comportamento ainda é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (leia-se Deus) criou os órgãos sexuais para a procriação; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?

Se a homossexualidade fosse apenas uma perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em alguma fase da vida de virtualmente todas as espécies de pássaros, ocorrem interações homossexuais que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual foi documentado em fêmeas e machos de ao menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

A homossexualidade entre primatas não humanos está fartamente documentada na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no “Journal of Animal Behaviour” um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre os machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal estão no repertório sexual de todos os primatas já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por mero capricho. Quer dizer, num belo dia, pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas, como sou sem-vergonha, prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente se impõe. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países o fazem com o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais que procurem no âmago das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal aceitam a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser nazistas a ponto de pretender impor sua vontade aos mais esclarecidos.

Afinal, caro leitor, a menos que suas noites sejam atormentadas por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu por 30 anos?
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