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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 28 de dezembro de 2008

Mãe - por Virgínia

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Ser mãe é pra descer do paraíso... direto pro inferno.
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De 2008 para 2009 - por Poty

Brindemos à ida de 2008, mas ceifamos a vinda de 2009;
Plantamos em 2008 e colheremos o fruto em 2009;
Guardaremos o que foi feito de bom e queimaremos todo mal realizado em 2008 para começarmos mais uma vez em 2009;
Choramos em 2008 e curtiremos em 2009;
Sofremos em 2008 e regozijaremos em 2009;
Lutamos em 2008 e continuaremos em 2009;
Amamos em 2008 e amaremos mais em 2009;
Felicitamos em 2008 e o faremos em 2009;
Não aconteceu em 2008, mas acontecerá em 2009…
Seguiremos a eterna e incessante busca da felicidade, da liberdade, da solidariedade, a irmandade, a amizade, o amor livre e derrubaremos a impunidade, a banalidade, a indiferença, a falta de coerência, a hipocrisia… Porque corrói a mente, o corpo, a energia (a alma) da humanidade.

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Livre para Amar - por Poty

Não te quero submissa, te quero livre em meus anseios, vou a teus seios!
Será minha anfitriã, Deusa do amor.
A tua submissão é a tua negação, vem livre e bela!
Fará de mim a tua inovação, evoca o teu poder, a tua força para em teus pés ter a minha exaltação!
Vai Dama da noite, mulher do dia, rege a tua sensibilidade para ocupar meu coração.
És a própria leveza do meu ser!
Voaremos em excitação!
Seremos uno em nossa paixão!

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Constelação - por Poty

Estrelas no céu…
Estrelas no corpo,
Estrelas no peito,
Estrelas na mente,
Estrelas que brilham,
Estrelas que guiam,
Estrelas que alumiam um bem,
Estrelas que fazem bem!
Estrelas, estrelas, estrelas…
Juntas são uma constelação que ao anoitecer faz iluminar o caminho e guia onde queremos ir.

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Proteja-me do Amor - por Ana

Proteja-me do amor!
Socorro! Me salva agora!
Meu coração idiota
vai sucumbir! Não demora!

O amor causa aflição,
muita dor, ressentimento,
frustrações e piripaques,
e muito arrependimento.

O amor prende na teia,
deixa com fome, sedento,
acorrenta na masmorra
de eterno sofrimento.

O amor pega os incautos
ou os bobos de plantão,
leva pra torre, castiga,
tranca todos no porão.

O amor tortura os fracos,
os fortes e heróis também,
é tirano democrático:
não alivia ninguém.

Por favor, tô implorando,
com todo fervor e pavor,
se me ama, mesmo um pouco,
proteja-me do amor!

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Caixinha de Costura - por Alba Vieira

Rolinho de linha barbante
agulha curva também
costura couro de velho
e até barriga de neném.

A poesia está em tudo,
fique atento, seu doutor,
são os olhos que nos dizem
onde se vê o horror.

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Corpo-Mar - por Alba Vieira

Do alto olho a espuma branca que chega à praia. Percebo como é linda ao configurar desenhos, formas diversas na areia branca.
Veio de tão longe, resultante do ímpeto de um mar bravio, esta água rica de movimento.
No sobe e desce insano do oceano explode nos rochedos, brindando a nova vida, capaz de florescer na terra agora úmida.
Em minha mente um torvelinho de pensamentos desfila, tentando individualizar-se. Chocam-se uns com os outros ou encaixam-se perfeitamente, gerando, de súbito, novas idéias que, luminosas, transfiguram meu rosto num sorriso de expressar a criação, o inesperado.
Mas é no amor que o mar em mim se manifesta, quando carícias seqüenciadas evoluem na dança celestial do desejo, fazendo o sangue pulsar nas veias, aquecendo e intumescendo, criando o ambiente perfeito, assim como a flor que se abre inteira pela manhã depois de receber o orvalho da madrugada. E, vermelho rutilante, percorre caminhos nos movimentos convulsos da paixão e explode, deixando, enfim, jorrar a água límpida, quente e nutridora do corpo-mar então todo-poderoso.
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Controle - por Alba Vieira

O controle é a armadilha de teia invisível e intrincada, onde aquele que tenta exercê-lo será inadvertidamente apanhado, até que possa entender que o verdadeiro poder reside na permissão da liberdade de ser, tanto para si quanto para os outros.
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Conceitos - por Raquel Aiuendi

A vida não passa
De mera matemática
Cujos dias somados
Diminuem o período
De existência
Absolutamente física
E em relação
Inversamente proporcional
Multiplica a existência
Ultradimensional
Que, diante
dos macro universos
não passam
de hipossignificâncias.

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Oportunismo Lúgubre - por Alba Vieira

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As desgraças são os fios que os vocacionados para vítima utilizam para tecer, cuidadosa e prazerosamente, sua mortalha.
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Velhice - por Alba Vieira

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A velhice é o viés de uma vida produtiva quando o nada fazer pode ser mais produtivo.
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Máscaras - por Luara Lua

Não quero máscaras
pros falsos eu quero vendas
pros cegos eu quero olhos
pros olhos eu quero lentes de vidro fumê
para um amor eu quero outro
para ilusão: os falsos vendados
para a paixão eu quero olhos
e de você eu quero
o outro lado deste poema.

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Tempo - por Alba Vieira

O tempo que marca as horas
Corre de medo de mim
Quando tento atrasar as horas
Nesta existência sem fim.
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Cara de Brasileiro - por Poty

É a nossa cara, é a nossa marca, é a nossa miscigenação… Mistura que nos faz um povo lindo, povo ousado, povo destemido, povo batalhador, povo sofredor, povo que não se entrega… Povo que não se abala, mas atrás da bala vai a luta para dela tirar proveito e mudar o que vem. Povo que trabalha de sol a sol. Povo que busca sua resignação.
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Aquele Banho - por Poty

Rito sagrado,
Que tem sua profana realização…
Água batendo no seu corpo nu,
Eletriza,
Magnetiza,
Aromatiza,
E relaxa…
… Banho de florais
Banhos naturais
Banho de sais…
… Banho de chuva
Banho de chuveiro
Banho de torneira…
… Banho cachoeira
Banho na banheira…
… Banho no hotel
Banho no motel…
Banho nas catedrais!
Alivia dor.
Massageia e lava o corpo e a alma.
Banho que é só meu
Também com meu amor!
Creme no cabelo
Sabonete no corpo,
Um tocar sem fim!
… Sensação de liberdade…
É inigualável!
Chega-se até mixar!
Viaja-se!
Fantasia-se!
Deseja-se!
Imagina-se coisa!
É uma sessão inabalável.

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Eu Sou Aquele - por Poty

Eu sou aquele que rouba teu coração,
Aquele que rouba tua mente,
Aquele que te ama!
Eu sou aquele que te faz emergir
Do meu naufrágio,
Aquele que te afoga,
Mas revoga na imensidão!
Eu sou aquele teu anônimo
Que anima,
Que mima,
Que atina,
Aquele que afasta o teu desânimo!
Eu sou aquele ladrão
Que levou teu coração,
Mas deixa pegada no chão!
Eu sou a tua paixão
Que aquece
E vai à contramão.
Eu sou aquele que tu resistes,
Mas não tem mais jeito
Já estou entre os teus peitos!
Eu sou aquele que afaga
No teu afã,
Como sendo o teu maior fã!

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Tua Pele - por Poty

Tua pele meiga,
Teu corpo nu…
Faz desejar qualquer um!
Tua pele macia,
Teu sorriso incandescente…
Faz cativar!
Tua pele sensual,
Tua vontade carnal…
Deixa transparecer sem ser igual!
Tua pele transpira,
Sua e dá arrepios!
Tua pele brilha,
Vem ao encontro
Do desencontro da minha!
Tua pele é desejo,
É ensejo que almejo!
Tua pele é fato,
É real,
É cabal,
Mas não a toquei.
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Seduza-me - por Poty

Nesta sedução serei a escravidão…
O próprio escravo a ser seduzido…
Não roubarei o teu desejo…
Serei a tua própria fantasia que me expropria…
Seduza-me sem ser a proprietária de meus sentimentos, mas o arauto de quem confia.

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A Seriedade e o Sorriso - por Poty

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A seriedade leva à morte, o sorriso à vida;
O carrancudo envelhece, o sorridente anima o ambiente!
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Natureza - por Poty

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A natureza não suporta o luxo e o desperdício e nem o aniquilamento da sua exuberância!
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Querer ou Ter - por Poty

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Querer não faz mal,
Ter é outro detalhe!
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Mundo Pequeno - por Poty

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Talvez eu não caiba no teu mundo,
Mas você caiba no meu porque sou desprendido das coisas mundanas.
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A Beleza - por Poty

A beleza é visível onde todos a vêem,
É invisível onde não a encontram…
Mas a mente a guarda para sempre…

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Rosa e Vermelho - por Poty

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Entre a rosa e o vermelho há muitas tentações…
Aí vem o Arco-íris para amenizar a angústia da escuridão.
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Fé e Política - por Poty

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Eu sou a política,
A fé é a minha convicção.
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Dualidade - por Thiago de Sá

Se existem fases que não me preocupam,
São aquelas que eu não conheço.
Pois, os paradigmas em seus paradoxos,
São peremptoriamente confusos e complexos
Para que nossa débil mente compreenda.
A vida não se resume apenas em palavras,
Pois, por muitas vezes palavras são apenas palavras.
Não sei se é uma infeliz coincidência,
Ou a triste realidade!
Realidade que é ilusória.
Ilusão que é real.
Sonhos que são cruéis!
A história nos remete a uma fraca aliança
Entre controle e descontrolado.
Pobreza; Riqueza.
Guerra; Paz.
Dor; Alivio.
Morte e Vida.
Tudo em um misto chamado de Humanidade.
Onde o oposto não passa de aposto.
Tudo sobreposto na grandiosa e ínfima,
Humildade de um divino Deus.
Que se encontra reunido com seus filhos e irmãos
Em um grande ágape de emoção.
Diária ou cotidianamente,
O ser humano se leva a um ápice de loucura.
Loucura controlada pelo brilho que reluz a sua frente.
No pão se transforma a carne!
No vinho o sangue!
Na alma se transfigura a santidade!
Assim somos nós… Perdidos em nossa loucura.
Que escolhida foi para confundir os sábios.
Do sim hoje e do não daqui a um pouco!
Na multiplicidade dos arquétipos,
Na dualidade do bem e do mal
Vivemos na insanidade de vivermos.

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