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quinta-feira, 5 de março de 2009

Intrínseco - por Geise Meireles

Silêncio... a meia noite acalma a madrugada,
O pensamento estaciona em inúmeros problemas, desejos e angústias.
Pra quê pensar demais, por que deixar de fazê-lo?
Vontades imperfeitas que tendem a intrigar as atitudes,
Convertem a um inevitável medo, insegurança e incerteza...
São muitas as suposições inconcretas.

A vontade é apenas um traço não planejado
Que foge aos desejos de querer controlar tudo.
Impulso... pudor
Veleidade... dúvida
A celeuma da mente mediante o profundo silêncio
Me intriga.

Vontade de correr, parar, gritar, beijar, abraçar, exprimir palavras...
Vontade de não viver de paradoxos
De querer emanar o meu interior
De não viver das conseqüências
E não apenas fazer o que penso, mas ter noção de como fazê-lo.
Não ter medo.
Estagnar suposições pessimistas que sempre me fizeram desistir.

Nada acontece como se planeja,
A planta que se desenvolve não inclui as surpresas.
O futuro planejado é um Déjà Vu contínuo.
“Não existe amor perfeito, mas sim, amantes acomodados”, disse um poeta.

E assim, sons dos minutos em um relógio antigo
Mostram a minha constante fuga de não sei o quê.
Opaca me torno.
Às vezes, as tentativas de expressar algo retraído são incessantes
Mas, o inexorável medo de se sentir frágil apavora.
Minto para mim mesma.
Confusas palavras, confusa me torno.
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segunda-feira, 2 de março de 2009

Geise Meireles

Cidade Goiânia
Estado Goiás
Idade 20 anos
Profissão Estudante
Influências Noah Gordon, Machado de Assis, Stephenie Meyer, Flávio Carneiro, Marina Colasanti, Jane Austen...
Hobbies Estou em profunda sede por conhecimentos, nesse momento estou deslumbrada por línguas. Encontrei um site muito interessante de se aprender línguas novas (livemocha.com) e a cada dia me impressiono com a diversidade que o ser humano impôs ao seu mundo! É impressionante, não é mesmo? Fora isso, posso resumir que os meus interesses para ocupar o pouco tempo livre são bem diversificados. Amo colecionar arte, seja ela a arte de escrever, de falar, de pintar, de desenhar, de cantar, tocar, esportizar (neologismo meu), enfim, tudo o que nos faz sorrir sem ter motivo para tal ato.
Trabalhos Primeiro trabalho como escritora Alana, seis composições (voz e violão), quadros com pinturas acrílicas e a óleo e campeã de handball (Copa do banco BEG de Goiás - 2003).
Blog Convulsões de ideias - “Alana”
Descrição Eu vicio em muitas coisas boas e trabalho intensamente para que os sonhos/metas/objetivos sejam alcançados. Vivo colada com o desafio, por opção, penso que ele nos faz provar muito mais dos próprios limites. Corrijo, ninguém tem limites! Isso seria definir algo que não se define, por exemplo, em cada competição de natação, vôlei ou handball eu tive um limite diferente. Creio que podemos suportar mais do que imaginamos e acreditando nisso não imponho a palavra desistência no meu dicionário, eu apenas “mudo de opinião”. Alguns acham isso uma qualidade, outros já condenam, esperneiam e sempre dizem “cabeça dura é assim”, realmente sou, mas sem tons pejorativos para a expressão, por favor! Tenho sangue quente que vem de gerações italianas, não omito um sorriso quando estou eufórica e muito menos me importo com etiquetas na hora de abraçar e demonstrar carinho, embora tenha em mim muitas recalcadas expressões. Enfim, adoro ser, todos os dias, várias variações de mim!
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domingo, 25 de janeiro de 2009

O Falecimento da Morte - por Geise Meireles

Não sou Augusto dos Anjos, por isso não serei pessimista. Porque falar de morte se, na realidade, ela não existe? Na ciência estou cansada de ouvir que nada se cria, apenas se transforma, por isso pra quê se martirizar em uma pergunta sem resposta?
Sábios são os poetas que escreveram CARPE DIEM, afinal só temos uma vida, uma chance de aproveitar o mundo, as pessoas, a rotina que acidentalmente seguimos, aqueles erros responsáveis pela euforia do acerto, aquela “balada” que já foi, mas que permanece nas fotos. Sei que é o clichê do século XXI, mas se você reparar não parece tão utópico assim. A intenção não é adquirir uma doença maligna para perceber que a vida tem sentido, isso é muito dramático e triste. A intenção é fazer as pessoas observarem o que acontece ao seu redor, a expressão das pessoas nas ruas, o movimento da onda, o ar leve que bagunça os cabelos, o jardim que você nunca observou indo ao trabalho. A intenção é essa! O CARPE DIEM não é só fazer o que nunca fez, é também aproveitar o que sempre faz. Uma atriz que infelizmente não me lembro o nome agora, disse que aqueles que lutam tanto para sair da monotonia querendo mudar e mudar, acabam entrando em outra rotina, talvez a pior de todas, a rotina de mudar, mudar e mudar.
Faço minhas as palavras dela!


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Engano dos Sentidos - por Geise Meireles

Sou Alana, literariamente uma personagem. Não me julgue pelas facilidades que encontrei, sou apenas a filha de um médico muito famoso e de uma jornalista respeitada, isso explica o meu burguesamento.
Tenho mania de sonhar, não aqueles sonhos normais que todo mundo sonha. Rotularam ao “sonho” o fato de dormir e a “objetivos” o que se quer da vida. Ouso fundir esses dois conceitos, porque não sou feita da massa da maioria e muito menos sigo uma linha de pensamento. A propósito qual o seu sonho?
Às vezes, perco a noção do que é falso e do que é verdadeiro e quando percebo que me inundei em algo desconhecido tento me convencer que o “script” do meu cérebro é só uma ilusão otimista, mas não adianta. Me orgulho de ser utópico, disse o meu cérebro, não vou discutir até porque utopia pode não ser ilusão.
Tenho a impressão de que nada é verdadeiro ou exato, tudo é relativo, Einstein que o diga. As ilusões de ótica estão aí para defender a minha teoria. Ah! Como é bom desafiar os sentidos! Como é bom ser ímpar, incomum! Não invejo aqueles que apodrecem no sofá assistindo programas inúteis, também não invejo aqueles que estudam dia e madrugada, sem contar o dia e noite. Porque? Não sei te dizer, apenas não invejo, creio que cada um busca um meio de fugir dos seus pensamentos, ocupando-os com imagens ou letras.
No entanto, confesso que sonho demais, mas isso não é quesito para me julgar otimista, tenho sonhos realistas também, ora! Apenas me conformo que eu engano os sentidos. E se você me perguntar o que é ilusão eu diria que ela anda colada com o sonho a fim de não ser mais envolvida pela sua insignificância.




Olá a todos!
Eu sou a Geise e essa é uma personagem do livro
que aventureiramente estou escrevendo.
Se quiserem saber mais da história de Alana é só acessar o meu blog
Obrigada!
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