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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Hoje é o Amanhã do Ano que Vem - por Kbçapoeta

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O Ano que vem começa agora,
Presente justo guardou para ti,
Passado, flor que agora aflora
Essência, mil pedaços para ti.

Bela amanhã onde vive hoje,
Dia de ontem que recordarei.
Para amar-te, se preciso fosse,
Faria o inferno virar lei.

Nossa fotografia desbotou.
O tempo que faz o belo penar.
Chorando o amor se acabou.

Clichê agora é recomeçar.
A roda do tempo nunca parou.
Para dois mil e dez continuar.
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Visitem Kbçapoeta
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Bom Ano - por Dan

Encontre o equilíbrio da vida
Traga solidariedade e carinho
Voe para o lugar mais alto
Tenha paz no seu coração
Crie objetivos e tente alcançá-los
Acredite
Tenha fé nas coisas
Jogue para fora os maus da vida
Tente alcançar as estrelas
Ame intensamente
Almeje sonhos e alegrias
Ilumine

UM BOM ANO A TODOS
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.Visitem Dan
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Kbçapoeta

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Desejo toda a inspiração cósmica, terrestre, marinha e todas imagináveis para os companheiros do “Duelos”.
Beijão para todos e um inspirado 2010.
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Visitem Kbçapoeta
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S. Ribeiro

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Um final de ano auspicioso pra todos nós!
Abraços galera do Duelos!
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........Visitem S. Ribeiro
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Escutar ou Não Escutar? - por Daisy

Minha avó paterna era tão vaidosa que nunca deixou nenhum neto chamá-la de vó; era a Dinda.

Dinda ficou viúva muito cedo, aí pelos seus 30 e poucos anos, com 3 filhos e já grávida novamente.

Meu avô, um oficial de marinha, havia já morado na Inglaterra com a família, por uns anos, acompanhando a construção de um navio. Estava trabalhando na base naval do Ladario quando faleceu. Seu melhor amigo, num acesso de loucura - coisa, que só foi esclarecida mais tarde - deu um tiro no meu avô. Saiu do navio correndo. Foi para sua casa. Suicidou-se, incendiando a casa.
No meu imaginário de menina, essa história ganhava matizes de romance, de filme. O orgulho que meu avô despertou em mim, orgulho de herói, sempre me acompanhou.

Meus avós viveram uma curta, mas muito intensa, história de amor. Ele viajava sempre e, naquela época, o único meio de comunicação era a carta. Essa ia e vinha, quase que diariamente, onde quer que ele estivesse. Quando minha avó morreu, já havia pedido para minha prima que a enterrassem com as 2000 cartas que guardava em uma caixa linda que a gente não podia tocar; só olhar!

A caçula, que nasceu alguns meses depois da morte do meu avô, tinha o meu nome. Dizem que era muito inteligente, à frente de seu tempo. Estudava odontologia. E, destino cruel, se apaixonou por um homem casado. Não se concebia isso, então. Sem nenhuma alternativa honrosa, sem conseguirem romper o relacionamento e sem que ninguém soubesse, decidiram fazer o que para eles era a única saída. No dia de sua formatura, após a festa, engoliu um comprimido de cianureto, enquanto ele fazia o mesmo em sua casa. A Dinda nunca soube disso e, muito menos, da carta de despedida pedindo desculpas que a filha havia deixado para a mãe.
Como gostaria de ter conhecido minha tia e xará!!! Durante muitos anos de minha adolescência, cheguei a ter raiva dela ter se matado, sem ter me dado a chance de conhecê-la. Já mulher, consegui entender e até mesmo partilhar seu drama.

Muitos anos depois, meu pai trouxe a Dinda para ficar uns tempos com a gente no Rio. Dinda tinha todo um ritual para se arrumar. Ela mesma fazia um creme, talvez o que se pudesse chamar de base. Era uma receita toda misteriosa que ela só dividiu com a minha mãe. Elas iam para o fogão e ficavam horas mexendo um panelão, onde se via um líquido grosso bem branco. Depois de frio, era hora de encher os vidrinhos. Curiosa, como sempre fui, fiquei sabendo que não podiam ser vidros grandes, pois o creme precisava ser logo usado para não se solidificar rapidamente. Então, antes de usar, tinham que chacoalhar bem o vidro para que o creme branco depositado no fundo se misturasse àquela água turva acima dele.

Dinda ficava um tempão em frente ao espelho da pia do banheiro. De um lado, sua caixa mágica de papelão, onde eu encontrava milhares de novidades. Do outro lado, um cinzeiro com seu inseparável cigarro. Para meu pai parar de aborrecê-la com o cigarro, e as manchas amarelas nos dedos, ela desenvolveu um truque: segurava o cigarro com um grampo de cabelo e assim não manchava mais os dedos. Fumou até morrer sem qualquer problema.

Mas, voltemos ao espelho da pia. Chacoalhava o vidrinho do creme branco e pegava um chumaço de algodão, que embebia no creme. Ia espalhando sobre o rosto enrugado com uma precisão matemática. A pele ficava bem clarinha, toda por igual!
Aí, passava para os cabelos, que eram finos, já escassos e totalmente brancos. Desbastava-os, para dar mais volume, e ia ajeitando e prendendo com uns pentinhos pequenos e curvos também brancos – para não aparecer, é claro! Um baton bem claro finalizava a sessão.

Que saudade de tudo isso! Como era bom ficar lá admirando aquela pessoinha – ela era tipo mignon – tão sofrida e tão meiga ao mesmo tempo. Ela tivera uma vida bem dura depois que meu avô morreu. Criara os quatro filhos comandando uma pensão, por onde passaram ilustres figuras do cenário político do país.

Dinda era surda e usava um aparelho complicado. Não havia esses pequeninos que quase nem se vê. O dela tomava conta da orelha, e dele descia um fio que se ligava a um estojo – parecendo um celular grosso – que ela prendia na frente do vestido.
Era muito engraçado vê-la ao telefone. A parte que ficaria no ouvido, ficava em frente ao estojo, e o bocal ficava para cima, onde ela falava!!
Às vezes não respondia, quando a chamávamos. Consegui descobrir que fazia isso de propósito. Quando estava cansada do barulho - havia muita estática - simplesmente desligava o aparelho, e ficava em paz. Já no fim da vida, motivada por meu pai, tentou uma operação que lhe devolveu a audição. Glória!! Morreu escutando!
Fico a pensar se não teria preferido continuar com o aparelho, para poder desligá-lo de vez em quando...
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Visitem Daisy
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Edith Lovejoy Pierce e o Ano Novo - Citada por Penélope Charmosa

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Nós abriremos o livro. Suas páginas estão em branco. Nós vamos pôr palavras nele. O livro chama-se Oportunidade e seu primeiro capítulo é o Dia de Ano Novo.
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Mi Amor - por Yuri

meu amor

eu estou ficando perdido, quando nada mais faz sentido
quando não tenho seus abraços, seus beijos... quando não tenho você!
nada mais esta fazendo sentido, é! esse circo todo só porque você não está aqui,
onde deveria estar o tempo todo.
eu sei que você está longe agora, mas eu sei que você pode me ouvir muito bem
quando mais ninguém estende as mãos, você me puxa do poço
quando mais ninguém me aguenta e é capaz de me entender, você me entende, e sempre fala as palavras certas
quando ninguém mais é capaz de buscar meu amor, você chega e faz carícias em meu coração
quando você não está aqui, eu desarmo ouvindo nossa canção
quando ouço sua voz de novo, o que quer você tenha feito de errado, já está certo o perdão
quando meu coração esta enterrado de agulhas... eu não sei pra onde correr, só até você
mas você está tão tão tão longe, eu sonho em te encontrar
esteja onde você estiver, desejaria ser a chuva para poder cobrir sua pele
mas seria inútil quando seu amor já cobre meu coração intensamente
mesmo longe eu posso te sentir aqui dentro, muito aqui dentro
mas sei que isso não basta, eu sei que pode parecer meio impossível tudo isso, mas não é!
se fosse escolher entre o que é melhor pra mim eu não escolheria estar aqui, assim!
mas já é tarde demais, talvez eu esteja mesmo doente de amor, obcecado por você
ou, talvez, te seguindo com meu coração e minhas intuições
sei que te esperarei aonde você for
eu estarei aqui no mesmo lugar! sei que trará a mais bonita flor, que simboliza só o nosso amor
nossos nomes escritos na árvore de uma ilha distante, já planejo minha morte ao seu lado
mas da vida não temos garantia de nada, nem nos mais poderosos jogos de magia podemos ver como será
o amor vivido, então aguarde, viva intensamente, e espere a vida te surpreender
porque o que é verdadeiro não é jogado ao vento tão fácil, o que sinto por você.
seu príncipe ainda te espera naquele antigo éden...
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Visitem Yuri
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Aquele Vestido Vermelho - por ZzipperR

Eu estava caminhando na vida, cansado de ver pessoas passarem apressadas, todos correndo atrás do tempo, tentando modificá-lo, mas não tem jeito, ele é dominador e cruel, vai passando e passando e leva você junto.

Eu pensei que conseguia dominar o tempo, mas não consegui, ele está me levando também. Eu cansei! Vou parar, vou sentar na calçada e olhar as pessoas passarem. Eu vejo crianças passando, vejo velhos caminhando lentamente e também vejo jovens alucinados em seus sonhos, correndo e passando sem realizá-los. Eu continuo aqui sentado e olhando.

O que será que eu estou fazendo aqui sentado? Enquanto eles caminham, correm, sonham e vivem. Eu também quero viver, mas continuo aqui sentado.

Passam tantas pessoas na nossa vida, que um dia cruzaram o nosso caminho e hoje não sabemos onde elas estão. O que será que aconteceu com elas? Eu vou continuar aqui sentado olhando as pessoas passarem.

Senti um choque quando a vi, entre tantas pessoas caminhando leve, seu vestido vermelho voava com o vento, seus longos cabelos negros me encantaram e senti prazer em vê-la passar. Todos passavam sem dar atenção, mas ela não, Ela olhou para mim, deu um sorriso e continuou andando sem parar. Olhei para ela e resolvi segui-la. Ela tinha um caminhar elegante, solto, despreocupado e dominador.

Meus olhos brilhavam e eu não conseguia mais dominar o meu coração, Não sabia o que fazer, mas tinha que chamar a atenção dela. Naquele momento de desespero, peguei uma rosa e corri até ela, olhei nos seus olhos, que eram vermelhos de paixão e tremi de medo, não conseguia falar, mas entreguei a rosa em sua mão. Ela olhou para mim e sorriu, fiquei arrepiado e com medo. Fiquei com medo dela.

Ela continuou andando, com seus passos lindos e a minha rosa na mão, ela é linda, seu sorriso é lindo, seu olhar é lindo. Eu fiquei parado, em transe, sem ação. Quando ela estava quase sumindo, resolvi correr atrás dela e dar a ela um presente. Corri e peguei em seu braço. Naquele momento, ela parou e me olhou novamente, seus olhos eram vermelhos, os meus também estavam vermelhos e ela falou:
- Quem é você?
- Eu sou o amor e quero levar você comigo.
- Para onde?
- Para a felicidade. Vamos?
Ela olhou para mim, sorriu e quis continuar a caminhar, mas eu segurei a sua mão e falei:
- Eu não vou deixar você seguir sozinha! Vou segui-la. Posso?
Ela sorriu, olhou para mim com carinho e falou:
- Vamos!

Ela vai na frente e eu vou atrás, seguindo-a, por todo lugar que ela passar sigo com carinho e com amor, ela caminhando com seus passos mágicos e com aquele lindo vestido vermelho solto voando com o vento.
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ZzzzzzzzzzzzzzzzzzipperRRRRR.......
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Resposta a Meu Casaco Vermelho, de vestivermelho.
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Visitem ZzipperR
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