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Eróticos.)




terça-feira, 19 de maio de 2009

As Nossas Palavras XI

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Wordle: As Nossas Palavras XI
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Imagem: Wordle
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Provérbio em As Nossas Palavras X - Enviado por Adhemar

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Se fores paciente em um momento de raiva, escaparás de cem dias de tristeza.


Visitem Adhemar
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As Nossas Palavras X - por Alba Vieira

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Escaparás de cem dias de raiva ou um momento de tristeza se fores paciente nessa vida.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras IX - por Ana

Atrás de ti há uma sombra rala
A lamentar o que foi ofuscado,
A correr daquilo que não se cala,
A fugir da mais leve menção do passado.
Sombra que, ao mínimo vento, estala.

Atrás de ti há uma sombra difícil
De compreender em seu estar soturno.
Ela é irmã da culpa que carregas
E te tortura em terror diuturno.

Ficas a lamentar o que teria sido,
Pois tuas atitudes hoje te envergonham;
Mas perdoar também serve a nós próprios,
Mesmo que tantos outros se oponham.

Tentas correr do que te apunhala
O orgulho, a soberba e a altivez,
Mas os cortes profundos que te ferem a alma
Têm, por agente, tua insensatez.

Tentas correr do passado, louca,
Ao invés de vê-lo com olhos de bondade,
De entender que antes era outra
Imersa em total ingenuidade.

Esta sombra, ao mínimo vento, some,
Assume outros contornos, vê...
Basta que te vires com coragem
E a olhes fixamente porque:

Atrás de ti há uma sombra escura
A lamentar aquilo que morreu,
A correr do que te traz feiúra,
A fugir do passado que te escureceu.
Mas é sombra que, ao mínimo vento, te faz pura.



Inspiração e 1ª e 7ª estrofes: As Nossas Palavras IX, de Aaron Caronte Badiz.
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A Viagem de Trem para a Terra de Ninguém - por Adir Vieira

Já na terceira idade, por um desses imprevistos negativos da vida, fui obrigada a tomar um trem para o outro lado da cidade. Um local pobre e sem lei.
É comum nos imaginarmos em situações de prestígio, em situações de conquista e elevação, mas dói por demais nos imaginarmos em situações perigosas e desagradáveis.
Por dois dias antes de tomar esse transporte, poluí minha mente com historinhas de terror, vivi mesmo um faroeste. Não podia nem de longe me conceber voltando de lá sem adquirir sequelas.
Abominei minha vida e os fatos que me levaram até lá.
Ignorei que inúmeras pessoas, talvez grande parte educada como eu fui, não iam para lá resolver uma questão, mas, sim, viviam lá, compartilhavam de tudo aquilo que me desagradou.
Será que mereciam?
Ao invés de agradecer aos Céus a grande ventura de viver a vida quase toda sem a necessidade deste contato com a miséria e a privação, indignei-me.
Esqueci-me da humildade, esqueci-me da solidariedade, esqueci da minha falta de dificuldade, esqueci-me, enfim, de me mostrar humana.
Ciente e apavorada com minha forma de ser, em todo o tempo que transcorreu o trajeto, mais ou menos hora e meia, procurei ser justa com a situação, procurei observar as pessoas, colocá-las no meu lugar e, ato contínuo, me colocar no lugar delas.
Espantei-me ainda mais quando não consegui.
Parecia haver um mundo entre nós.
Difícil, mais que a viagem de trem, foi perceber esta distância, perceber minha resistência e visualizar frente a frente minha petulância em me sentir maior e melhor do que qualquer um.
Mas é verdade!



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Consciência - por Alba Vieira

Saber decodificar o exato instante, que mensagem ele nos apresenta. O que cabe a nós aquiescer? Estamos aqui, quem sabe para consentir apenas, para aceitar os acontecimentos e tirar de cada vivência o melhor que ela puder nos dar (vide “Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu.”).
Mas somos seres teimosos por natureza. Achamos que podemos ter o controle, que sabemos o que sempre devemos fazer ou viver.
Vã inocência! Que idiotas somos nós.
É preciso entender que devemos simplesmente confiar, pois só à Vida tudo devemos e só ela sabe do plano maior reservado para nós.



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Maluca, pero no mucho - por Fatinha

Querido Brógui:

Domingão, dia de acordar um pouquinho mais tarde, exceto quando se tem uma vizinha que resolve surtar antes do dia amanhecer.
Não sei a que horas deu a louca na louca – não consigo enxergar o relógio que fica em cima de escrivaninha – mas ainda estava escuro. Ouvi o primeiro urro: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Abri os olhos, meio ainda sem saber se o grito era do meu sonho ou era real. Veio o segundo: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Era real. Levantei, olhei pela janela pra ver quem era. Não vi. Terceiro grito: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Fui lá na cozinha, abri a porta e finalmente vi quem era a dona da voz: uma senhora do prédio ao lado. Aparentemente a dona teve uma crise matinal e foi pra varanda soltar os bichos, mais precisamente, soltar a vaca. Rapidamente saí do campo de visão dela. Vai que ela fica com mais raiva ainda? Voltei pra cama na esperança de que sua fúria passasse e pudesse eu voltar aos braços de Morfeu. Quando estava quase dormindo, outro grito e mais outro e mais outro. Os gritos eram dados no exato intervalo que eu levava pra engatar o sono. Como dizem nos filmes americanos: perfect timing.
Uma moça disse: “Minha senhora, por favor, pare de gritar!”. A senhora gritou mais alto, agora tendo um alvo visível: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!” A moça se calou.
Depois de algum tempo outra vizinha resolveu se manifestar: “Minha senhora, meu bebê está assustado!” A senhora, impiedosa, berrou: “VAAAAAAAAAAACA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”
Alguns minutos depois, ouço uma voz masculina, possante, grave, estrondosa, determinada, que ecoou por toda Vila Isabel: “Cala a boca, porra!!!!”
Instantaneamente a maluca parou de gritar. Maluca, pero no mucho, ainda não perdeu a noção do perigo.

Moral da história: Deus existe, gosta de dormir até mais tarde no domingo e fala palavrão.



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Ospre, Sem Delongas - por Maelo

Vou de água de coco e cenoura com dendê.
Vou guiando a vida ou ela vai me guiando.

Vou em direção ao seu mundo.
Vou encontrando a loucura.
Fazendo amigos.

Vou, sei que vou, mas sem delongas:
Da paixão ao amor,
Do medo ao drama,
Da vaidade ao pecado.
Da loucura à esperança.
Da misericórdia ao perdão.
Só Jesus é a salvação.
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Albert Einstein e Deus - Citado por Penélope Charmosa

Não sou ateísta e não acho que posso ser chamado de panteísta. Estamos na situação de uma criança que entra em uma enorme biblioteca cheia de livros escritos em muitas línguas. A criança sabe que alguém escreveu aqueles livros, mas não sabe como. Não entende os idiomas nos quais eles foram escritos. Suspeita vagamente que os livros estão arranjados em uma ordem misteriosa, que ela não compreende. Isso, me parece, é a atitude dos seres humanos, até dos mais inteligentes, em relação a Deus. Vemos o universo maravilhosamente arranjado e obedecendo a certas leis, mas compreendemos essas leis apenas vagamente.
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