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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pollyanna, de Eleanor H. Porter - por Ana

  
Li “Pollyanna” quando era criança (uma criança bem a la Mafalda, por sinal).  Ela me ensinou o jogo do contente e eu tentei, verdadeiramente, agir como ela, vendo o lado bom de todas as coisas, por mais horrorosas que fossem.  Fiz isso porque soube, de imediato, que era uma boa forma de viver, melhor do que a postura crítica que me era tão peculiar.  Porém, minha tentativa não durou o tempo de acabar de ler o livro: em alguns pouquíssimos dias voltei ao normal.  Mas ficou na lembrança aquela menina que teimava em ser irritantemente positiva.
Hoje, lembrando do livro, parei e pensei sobre sua mensagem.  Minha tentativa infantil não deu certo porque o que fiz foi mudar meu comportamento superficialmente, não o adotei como filosofia de vida, como fez Pollyanna.  Ela, que tantos revezes sofreu, decidiu não se deixar envolver por eles, e sim olhar através das tristezas e fixar os possíveis pontos de luz existentes em meio às trevas de sua vida.  Mas, além disso, ela própria brilhava interiormente e transbordava este brilho para o mundo.  Seu otimismo era infinito, uma questão bioquímica mesmo: ela não nasceu para a depressão, para o aprofundamento abissal, para a taciturnidade.  Ela nasceu para viver bem, para sorrir, para ser alegre a despeito de quaisquer situações exteriores.  Nasceu para ser feliz e fazer feliz a partir de sua transbordante positividade.  Mais que uma decisão, havia uma capacidade inerente a ela.
Portanto, ser Pollyanna não é para qualquer um, só para aqueles que já nascem Pollyannas.  Mas ela e as Pollyannas do mundo deixam sua marca, iluminam nossos dias com seus sorrisos inesquecíveis e nos lembram que o brilho é infinitamente melhor do que o marasmo, o pessimismo e a cinzenta seriedade que, por vezes, domina completamente nossas vidas.
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