Samuel Marinho sobre LIMBO + poema
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Este novo livro de Sebastião Ribeiro nasce num território de suspensão.
Não se trata apenas de um estado emocional, mas de uma experiência de
desloc...
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terça-feira, 30 de outubro de 2012
domingo, 30 de janeiro de 2011
Uma Bela Vista - por Luiz de Almeida Neto
Quando a tarde já ia embora, quase na esquina da noite, aquele tom que colore o céu fica mais lindo, o mundo inteiro fica mais pacífico e parece que tudo deu certo. Eu me sento de frente para a vista linda que contemplo, sem me perguntar nada, em um raro e inesquecível momento de contemplação.
E me lembro dos dias que já vivi, e dos dias que ainda virão, e me pego com minhas lembranças, minhas lindas e marcantes lembranças. Do pôr do Sol, da companhia, da amizade, do respeito.
Depois, contudo, sem querer, o futuro vem e bate à porta como que cobrando, querendo, adivinhando, suspeitando. E parece então que tudo se estragou.
Sorte minha o céu estar pintado em cores lindas para me animar neste momento, e eu penso, quase sem pensar, que o rosa e amarelo sutis deste momento devem valer uma vida inteira. Nada é tão bom quanto viver este momento entre o passado e o futuro, que contemplamos enquanto lembramos e adivinhamos, e que, por tantas vezes, desperdiçamos.
E me lembro dos dias que já vivi, e dos dias que ainda virão, e me pego com minhas lembranças, minhas lindas e marcantes lembranças. Do pôr do Sol, da companhia, da amizade, do respeito.
Depois, contudo, sem querer, o futuro vem e bate à porta como que cobrando, querendo, adivinhando, suspeitando. E parece então que tudo se estragou.
Sorte minha o céu estar pintado em cores lindas para me animar neste momento, e eu penso, quase sem pensar, que o rosa e amarelo sutis deste momento devem valer uma vida inteira. Nada é tão bom quanto viver este momento entre o passado e o futuro, que contemplamos enquanto lembramos e adivinhamos, e que, por tantas vezes, desperdiçamos.
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Visitem Luiz de Almeida Neto
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domingo, 19 de setembro de 2010
Ínfimo - por Ana
Como formiga entre o povo
Vivo no banco da praça
Vendo coisas no sinal
Apenas a fome me abraça
Como formiga entre o povo
Choro minha solidão
Mato infinitos piolhos
As necessidades no chão
Como formiga entre o povo
Recolho migalhas das gentes
Assisto a pés apressados
Solto meus gritos dementes
Como formiga entre o povo
Tomo banhos de mentira
Converso com minha sombra
Durmo com minha ira
Com nada eu me comovo
Não vejo nada de novo
Sonho com pão e ovo
Como formiga entre o povo
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Vivo no banco da praça
Vendo coisas no sinal
Apenas a fome me abraça
Como formiga entre o povo
Choro minha solidão
Mato infinitos piolhos
As necessidades no chão
Como formiga entre o povo
Recolho migalhas das gentes
Assisto a pés apressados
Solto meus gritos dementes
Como formiga entre o povo
Tomo banhos de mentira
Converso com minha sombra
Durmo com minha ira
Com nada eu me comovo
Não vejo nada de novo
Sonho com pão e ovo
Como formiga entre o povo
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Inspirado no último verso de Razão, de Marília Abduani.
Inspirado no último verso de Razão, de Marília Abduani.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Vias - por Leo Santos
Alma enferma na retina,
tração animal, ciclos da desesperança;
Anotações vitais em parco papel,
num bilhete lotérico, sonhos de vingança.
Aprisiona afetos malogrados tristes,
em grilhões de mórbidas cores;
Enquanto a hipocrisia discursando insiste,
em apresentar pedras de parcos valores.
Acerca-se, mesas fartas, migalhas,
nas quais jaz a porção do dia;
Enquanto o que tece loas à caridade,
vislumbra a carência, e dela desvia.
É pois parte sempre à parte, omissa,
mas atuante nos desvarios da boca;
Tentando edificar uma torre maciça,
sobre o fundamento de palavras ocas.
Enquanto a virtude silente se toca,
e dizima a própria colheita;
Sem alarde, sem nada em troca
ameniza o ultraje a desfeita.
Eis a cidade onde a dor viceja!
Injustiças várias fomentam a desdita;
Na via das benesses o tédio boceja,
na senda do rigor, a carência grita.
tração animal, ciclos da desesperança;
Anotações vitais em parco papel,
num bilhete lotérico, sonhos de vingança.
Aprisiona afetos malogrados tristes,
em grilhões de mórbidas cores;
Enquanto a hipocrisia discursando insiste,
em apresentar pedras de parcos valores.
Acerca-se, mesas fartas, migalhas,
nas quais jaz a porção do dia;
Enquanto o que tece loas à caridade,
vislumbra a carência, e dela desvia.
É pois parte sempre à parte, omissa,
mas atuante nos desvarios da boca;
Tentando edificar uma torre maciça,
sobre o fundamento de palavras ocas.
Enquanto a virtude silente se toca,
e dizima a própria colheita;
Sem alarde, sem nada em troca
ameniza o ultraje a desfeita.
Eis a cidade onde a dor viceja!
Injustiças várias fomentam a desdita;
Na via das benesses o tédio boceja,
na senda do rigor, a carência grita.
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Carências e Solidão (Divagações Sentimentais) - por José Ivo
Qualquer que seja a situação que temos, casado, separado, viuvo ou solteiro, muita gente sofre de solidão, sózinho ou acompanhado. A solidão acompanhada até é mais dolorosa e dificil de suportar que a isolada.
Alem da solidão, o problema da carência de carinho, ternura e amor, é outra situação muito grave que afecta descontroladamente o funcionamento normal de uma pessoa.
Mesmo que a solidão não exista essa carência muitas vezes está presente, continuando a haver problemas.
Como podemos defender-nos destas lacunas na vida???
Não elimina totalmente o problema, mas consegue-se estabilizar e até minimizar o sofrimento, através de se tomar uma atitude de SONHADOR ACORDADO COM AFECTIVO ROMANTISMO, exteriorizando sentimentos de sonhos, desejos e fantasias, para ilusoriamente alcançar o que se não tem e que se queria ter.
Como o pensamento não tem limites na distancia, percorre qualquer ponto do universo, e alcança quem quer que seja o receptador desses nossos sentimentos românticos e sentimentais que nos faltam.
Presentemente, comunicação virtual na Net, é o veículo mais eficiente para usar dessa estratégia.
PERGUNTA - Haverá sinceridade, honestidade, possivel realidade, na transmissão de sentimentos entre dois seres vivos, virtualmente na Net???
RESPOSTA - SIM!!!
Nos momentos que há comunicação verbal à distancia, mesmo sem contacto pessoal, a escrita, o som e a imagem conseguem transmitir o pensamento desses sentimentos romanticos de um sonhador acordado.
Esses momentos mesmo que sejam breves e limitados, conseguem alimentar a chama da paixão de um amor idealizado e irreal, e fortalecer a esperança que um dia esse sonho seja realizável.
Há sonhos que se materializam, mas só há uma maneira de o sabermos. É TER SONHOS!!!
Mesmo que alguns sonhos não se realizem, só o prazer e o estímulo de sentir bem-estar espiritual mesmo temporáriamente, esses momentos são insubstituíveis e sem outras alternativas.
VAMOS SONHAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Alem da solidão, o problema da carência de carinho, ternura e amor, é outra situação muito grave que afecta descontroladamente o funcionamento normal de uma pessoa.
Mesmo que a solidão não exista essa carência muitas vezes está presente, continuando a haver problemas.
Como podemos defender-nos destas lacunas na vida???
Não elimina totalmente o problema, mas consegue-se estabilizar e até minimizar o sofrimento, através de se tomar uma atitude de SONHADOR ACORDADO COM AFECTIVO ROMANTISMO, exteriorizando sentimentos de sonhos, desejos e fantasias, para ilusoriamente alcançar o que se não tem e que se queria ter.
Como o pensamento não tem limites na distancia, percorre qualquer ponto do universo, e alcança quem quer que seja o receptador desses nossos sentimentos românticos e sentimentais que nos faltam.
Presentemente, comunicação virtual na Net, é o veículo mais eficiente para usar dessa estratégia.
PERGUNTA - Haverá sinceridade, honestidade, possivel realidade, na transmissão de sentimentos entre dois seres vivos, virtualmente na Net???
RESPOSTA - SIM!!!
Nos momentos que há comunicação verbal à distancia, mesmo sem contacto pessoal, a escrita, o som e a imagem conseguem transmitir o pensamento desses sentimentos romanticos de um sonhador acordado.
Esses momentos mesmo que sejam breves e limitados, conseguem alimentar a chama da paixão de um amor idealizado e irreal, e fortalecer a esperança que um dia esse sonho seja realizável.
Há sonhos que se materializam, mas só há uma maneira de o sabermos. É TER SONHOS!!!
Mesmo que alguns sonhos não se realizem, só o prazer e o estímulo de sentir bem-estar espiritual mesmo temporáriamente, esses momentos são insubstituíveis e sem outras alternativas.
VAMOS SONHAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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domingo, 8 de março de 2009
Distorção - por Alba Vieira
No campo da emoção,
O confuso sentimento é pura traição.
É tanto sofrimento nublando a razão,
Vai cedendo aos apelos...
A moda é imposição.
E assim conflitos com a mãe,
Tão frequentes hoje em dia
Podem acabar em anorexia e bulimia,
Pervertendo o simples pão de cada dia
Na amarga e cruel agonia da guria.
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O confuso sentimento é pura traição.
É tanto sofrimento nublando a razão,
Vai cedendo aos apelos...
A moda é imposição.
E assim conflitos com a mãe,
Tão frequentes hoje em dia
Podem acabar em anorexia e bulimia,
Pervertendo o simples pão de cada dia
Na amarga e cruel agonia da guria.
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Onde? - por Vicenzo Raphaello
Onde está você?
Só encontro tuas lembranças
no vazio que me envolve
Onde está você?
Doe
a ausência
do teu calor
das tuas mãos
do teu cheiro
Quanto tempo mais neste vazio?
Onde está você?
.
Só encontro tuas lembranças
no vazio que me envolve
Onde está você?
Doe
a ausência
do teu calor
das tuas mãos
do teu cheiro
Quanto tempo mais neste vazio?
Onde está você?
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Carência - por Ana
Os dias se sobrepõem enquanto te espero.
Qualquer sinal teu seria um alento.
Imóvel permaneço nesta espera infrutífera.
Por longos dias e infinitas noites de saudade de ti.
Sei que sofres porque te sinto.
Sei o quanto também queres a mim de volta.
Sei o que lamentas, a rigidez de tua mente tão inescrupulosa, que tanto castiga um coração frágil e coerente.
Mas há que ser assim ainda.
Passaremos pela vida numa ligação invisível fortalecida pela ausência.
Estaremos a cada dia mais perto pela impossibilidade de abandonar um destino de união.
Em lembranças, anseios e carinhos nos guardaremos.
Até que finalmente nos encontraremos em plenitude e em paz.
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Qualquer sinal teu seria um alento.
Imóvel permaneço nesta espera infrutífera.
Por longos dias e infinitas noites de saudade de ti.
Sei que sofres porque te sinto.
Sei o quanto também queres a mim de volta.
Sei o que lamentas, a rigidez de tua mente tão inescrupulosa, que tanto castiga um coração frágil e coerente.
Mas há que ser assim ainda.
Passaremos pela vida numa ligação invisível fortalecida pela ausência.
Estaremos a cada dia mais perto pela impossibilidade de abandonar um destino de união.
Em lembranças, anseios e carinhos nos guardaremos.
Até que finalmente nos encontraremos em plenitude e em paz.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Carência - por Alba Vieira
Vida insana:
algoz de si mesma,
busca desesperada por punição.
Vida confusa:
embaraçada em teia invisível,
tentando escapar do enredo absurdo que se propôs.
Vida penosa:
imersa em sofrimentos autoinflingidos,
bandeira permanente de sua vitimização.
Vida sem nexo:
vazia de objetivos e prazer,
simplesmente cumprindo as horas.
Vida revoltada:
estéril, invejosa e carente,
impondo a todos sua ira e penas.
Vida dolorosa:
estampada no rosto perplexo
diante da possibilidade...
de que a vida seja sentida,
tenha sentido no amor pela vida
que é vivida só com amor e por amor.
Vida sofrida,
apenas cumprida,
exaurida,
carcomida,
suicida,
ou pior:
homicida.
algoz de si mesma,
busca desesperada por punição.
Vida confusa:
embaraçada em teia invisível,
tentando escapar do enredo absurdo que se propôs.
Vida penosa:
imersa em sofrimentos autoinflingidos,
bandeira permanente de sua vitimização.
Vida sem nexo:
vazia de objetivos e prazer,
simplesmente cumprindo as horas.
Vida revoltada:
estéril, invejosa e carente,
impondo a todos sua ira e penas.
Vida dolorosa:
estampada no rosto perplexo
diante da possibilidade...
de que a vida seja sentida,
tenha sentido no amor pela vida
que é vivida só com amor e por amor.
Vida sofrida,
apenas cumprida,
exaurida,
carcomida,
suicida,
ou pior:
homicida.
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