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sábado, 11 de abril de 2009

Duelando Manchetes II: Eutanásia

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CASAL COM CÂNCER MORRE EM CLÍNICA SUÍÇA PARA SUICÍDIO ASSISTIDO


Um casal britânico em estágio terminal de câncer morreu em uma clínica de eutanásia na Suíça. Peter Duff, de 80 anos, e Penelope, de 70, morreram na clínica Dignitas, em Zurique, na sexta-feira passada (27), de acordo com a filha deles, Helena Conibear.
Não foi divulgado de que forma eles morreram.
Peter, um respeitado perito em vinhos, tinha câncer de cólon e fígado. Sua mulher tinha um tumor estromal gastrintestinal (GIST, em inglês), que é uma forma rara de câncer.
Em nota, a família disse que “Peter e Penny Duff faleceram juntos e serenamente”, e elogiou os cuidados que ambos receberam de médicos e enfermeiras na clínica suíça.
Um porta-voz do grupo britânico contra a eutanásia Care Not Killing disse: “Este é um caso muito triste e incomum de um casal desesperado.”
“Mas casos difíceis criam leis ruins e o fato é que, se a eutanásia for legalizada algum dia no Reino Unido, pessoas vulneráveis e gravemente doentes vão se sentir pressionadas a por fim à vida prematuramente.”
A clínica foi criada pelo advogado Ludwig Minelli há dez anos como uma organização sem fins lucrativos. O suicídio assistido é permitido pelas leis suíças desde que quem contribui para que ele aconteça não ganhe com isso.
A prática é proibida em vários países e quase mil pessoas já viajaram para a Suíça para morrer com a ajuda da clínica.




Fonte: Folha Online, 06/03/09
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Duelando Manchetes I: Aborto - por Alba Vieira

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MAIS POLÊMICA


A questão do aborto, é preciso que fique bem claro, não envolve a decisão da mulher apenas, embora seja ela que se responsabilize por efetuar a escolha e efetivar a decisão tomada. O pai está diretamente envolvido, apesar de muitas vezes nem tomar conhecimento da gravidez e outras vezes se omitir da definição do destino da criança. Outras pessoas da família, amigos, pessoas que atuam em unidades de saúde ou ligadas à Justiça e mesmo pessoas anônimas cuja voz se faça ouvir pelos diretamente envolvidos neste momento, podem ter atuação decisiva na escolha que é feita. E todos representam, no fundo, a vontade de Deus. Este Deus, que faz parte de nós, não precisa ser convocado para a misericórdia da mulher quando ela está numa situação-limite, em que é difícil escolher. Só é necessário que possa ter um pouco de sossego para se conectar com o seu interior e captar, através do sentimento, ouvindo a voz da intuição, a resposta com a melhor decisão para ela, naquele justo momento de sua evolução. E como, se acreditamos que há um Deus, Ele é perfeição e tudo ocorre da melhor forma, se a pessoa escolhe fazer o aborto e isso se manifesta na vida dela, por exemplo, conseguindo dinheiro emprestado com alguma amiga, arranjando um lugar onde possa realizar o procedimento e, depois se recuperando fisicamente ou não e registrando a paulada no emocional, seguindo o seu processo evolutivo, isto ocorre porque na perfeição do plano divino, este evento fazia parte do seu aprendizado e ela e todos os envolvidos serão responsáveis pela escolha que fizeram. E não cabe a nenhum de nós julgar a quem quer que seja, nem a nós mesmos. Tudo é aprendizado, desde que se aproveite bem a experiência. E, para que possamos refletir profundamente sobre estas questões, é preciso já ter passado por elas ou colocar-se no lugar de quem passa, como semelhante, possibilitando a total compreensão e não apenas usando dogmas como escudo, numa demonstração de rigidez e embotamento.
Além do mais, quando alguém perde um filho na gravidez ou no pós-parto, por não estar em condições de mantê-lo naquele ponto de sua vida, isto pode vir manifestado como um aborto (seja por dificuldade financeira, preconceito, produto de estupro, gravidez de alto risco tipo cardiopatias graves ou lupus eritematoso ativo) ou como um tombo, um problema orgânico agudo, uma doença crônica durante a gravidez como hipertensão e diabetes ou mesmo como uma malformação, que poderão culminar com a morte do concepto. Tudo isso estará refletindo também o plano divino.
Outro ponto importante a destacar é que não só a mãe que aborta sofre as consequências da sua escolha e deve ser tratada no sentido de limpar os estragos da culpa, mas também o pai que participa na escolha e mesmo as pessoas da família que estão mais próximas.
Ninguém faz uma escolha dessas sem sofrer e os que estão em volta devem sim ajudar a diminuir os efeitos deletérios e proporcionar todas as opções de segurança, cuidado e expressões de amor quando, infelizmente, é preciso optar e se escolhe o aborto, enfim legalizar e dignificar algo que afinal, paradoxalmente, faz parte da vida.




Comentário a “Duelando Manchetes I: Aborto”.
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Duelandos Manchetes I: Aborto - por Clarice A.

Lembrei-me de outro ponto interessante nesta discussão. Quando o homem acha que a decisão é única e exclusiva da mulher, ele se isenta da sua parte. Esclarecimento para os dois é necessário. Hoje em dia o que tenho visto são os homens defendendo seus direitos em relação à criação de filhos.
O filho não é propriedade da mulher, casais homo adotam crianças, coisa impensável há alguns anos atrás. Então, o homem não tem nenhum direito sobre o filho que gerou?
Desculpem-me a insistência, mas este tema é importante demais, e uma sociedade evoluída deverá sempre proteger a vida de todos os seres que convivem neste mundinho (é o que somos no Cosmos), que é nossa morada atual e se chama Terra.



Comentário referente a Duelando Manchetes I: Aborto.
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Cartola diz que “O Mundo é um Moinho” - por Rita

Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção querida
Embora saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés
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Passagem - por Luiz de Almeida Neto

Todos os trens passam,
e pouco se importam comigo
como sempre deve ser.
A relação entre mim e eles
reside unicamente
na minha observação
e no retorno que meus escritos
talvez um dia construam.
Aprender a lidar
com o aluguel, a água e a luz
foi mais fácil
que conviver com as derrotas
do Vasco da Gama,
muito pior foi descobrir
que pouco se importam
com a dor de cada um
com as que eu constato
com as que eu não trato.

Sem pretensão filosófica alguma
eu aprendo a conviver
com este mundo louco
que tanto me impressiona
e que eu não consigo impressionar.
Talvez um dia eu me acostume
com as variações do destino
que podem nascer,
do abre-e-fecha de um sinal de trânsito,
ou de uma falta na bica da área.

Não consigo de jeito nenhum
deixar de amar
e olha que eu nem era “essas coisas toda”,
foi devagarzinho,
bem diferente do jeito brusco
que os trens passam,
que os sinais fecham,
que meu povo vai trabalhar.

Quem sabe eu não aprenda o ritmo,
descubra a rima,
acerte na Sena,
e faça de conta que me dei bem.
A verdade é que sempre pensarei
em todos vocês, que neste momento
estão a ler estas coisas.
E isso nem é uma mensagem de amor,
porque o amor não comporta mensagens,
porque eu não comporto mensagens,
é mais uma constatação,
como sempre é,
sem graça,
sem ritmo,
sem rima,
que é o que eu consigo produzir.

Ainda pode ser que alguém,
movido por curiosidade,
se decida a dedicar alguns segundos
à leitura dos sinais que determinam
o nosso destino
e que um dia convencionamos.
Afinal, quem é que protesta
quando vê uma colisão de automóvel,
com o sinal de trânsito?
Quem é que culpa
a velocidade deste trem
quando passa da estação do trem
que deveria ter descido?
A vida é louca,
e mais louco ainda é quem tenta compreendê-la.

Assim venho até aqui,
enterro meus pensamentos
e me entrego de corpo e alma
à mediocridade daqueles que não tem esperança
e me destino a viver
uma vida de sanduíche.
Única capacidade que se pode atribuir
à minha qualidade de ser humano,
portadora inerente de continue’s e game over’s
sabedora de misérias e de dinheiros.
Nova vida
“Pra rimar com tudo!!! Pra rimar com tudo”



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House - por Alba Vieira

Vou ver o House
Adoro seu cinismo
Inteligente



Visitem Alba Vieira.

René Descartes - por Ana

Discurso sobre o Método - René Descartes



“De René Descartes, li uma grande parte de Discurso sobre o Método. Li com os olhos voltados para a importância histórica, para o divisor de águas, me imaginei naquela época, entrando em contato pela primeira vez com aquelas ideias. Foi muito legal.”
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Resposta a “Obras”, de Leo Santos.
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E você? Que leitura você considerou muito legal?
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Carta de uma Mulher Madura Apaixonada - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Meu querido,

Quero que saibas mais sobre mim, por isso te conto um pouco mais da minha história.
De repente você deixa de ser aquela pessoa que teve uma vida como todos: amor, casamento, família, filhos e, repentinamente, você está sozinha.
Casamento que se desfez, família que está cada um num lugar do mundo, filhos que se casaram e você sozinha, pensando em como era bom quando você tinha alguém para dividir os sonhos, filhos pequenos que faziam você sonhar em como seria o futuro deles...
Vem a tristeza, um sentimento de vazio preenchido com os amigos que ligam e convidam para sair, viajar. Mas falta algo, falta o amor profundo, o amor maduro e ao mesmo tempo irresponsável, aquele que dá sem cobrar, aquele que preenche sem faltar.
De repente, você recebe a notícia que há muito esperava - a chegada de um novo amor. Alguém que vai mexer com o seu coração, com seus sentimentos. Alguém que você vai amar sem limites. Um amor que não corrige erros como o amor dos pais. Um amor sem cobranças que não é como o dos amantes - um amor que não sufoca, um amor que alivia, um amor que é ternura pura.
A expectativa de conhecê-lo é grande demais. As esperanças são enormes. O desejo quase explode dentro do peito.
Antes mesmo de conhecê-lo você se preocupa com ele. Vê fotos não tão nítidas e se percebe amando-o mesmo sem conseguir vê-lo ainda, sem saber como ele é.
Mas não é um amor cego - é um amor incondicional.
Quer comprar para ele o mundo. Quer comprar para ele as roupas mais lindas que existirem, os presentes mais caros. Quer cobri-lo de beijos, de abraços, de ternura, mas teme sufocá-lo.
Tem medo de perdê-lo para as outras, antes mesmo de tê-lo.
Teme que ele não te ame tanto, que se esqueça de ti, que não te queira tanto quando você a ele. Que ele não queira te ver com a frequência que você quer vê-lo.
Sabe que ele tem outra, mas não desiste. Sua rival apenas vai dividir esse amor infinito. Aliás, você descobre que ele tem outras mulheres em sua vida, outros amores, mas você nem liga, você não desiste.
Desta vez você não se preocupa em dividir. Você o quer de qualquer jeito, mesmo que ele só possa te dar um pouco desse imenso amor que ele tem. Que ele só possa passar contigo alguns dias, que só possa te ver uma ou duas vezes ao ano. Que importa?
Terão telefonemas, terão e-mails, terão fotos trocadas, terá o skype para ouvir sua voz e imaginar como ele está.
Os sorrisos, os risos ouvidos guardados.
Terá a cumplicidade do aceite das coisas que ele fizer ou disser mesmo que erradas.
Ele saberá que é amado pelo simples olhar da cumplicidade. E terá a compreensão do mundo pelas faltas que cometer.
Terão muitas boas noites ditas com um sussurro apaixonado.
Terá uma pessoa apaixonada que o cobrirá de beijos de abraços apertados e de muito, muito amor.
Quero que saibas que te espero assim. Transparente ou como na música de alma transparente, de coração aberto.
Para finalizar apenas uma coisa: Te amo!

Assinado:
Sua avó Ana.



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A Honra do Poderoso Prizzi - por Ana

A dupla com Kathleen Turner foi demais! Há coisas muito engraçadas!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube
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Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
John Huston

Como Será? - por Vicenzo Raphaello

Será que o último desejo
Virá de mansinho
assustado com tal atrevimento?
Como será?
Os corpos flácidos
reagirão em lentos movimentos?
Desajeitados?
Envergonhados?
Como será?
Não importará muito
Pois
Se naquele momento ainda juntos estamos
Restará a compensação
Do amor pleno
Sem libido e estrepolias
Carinhoso
Protetor
Amigo
Herança de uma vida a dois
bem vivida.
Mas que vai ser uma grande sacanagem
Isso vai ser!

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