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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Bagulhinho Feliz - por Fatinha

Querido Brógui:

Vida de concursando não é mole não. Hoje, conversando com minha Tequinha pelo telefone (num raro momento de recreio), chegamos à conclusão que estudar é um processo de embagulhamento inevitável. Não dá pra querer abraçar o mundo com as pernas, querer passar no concurso e ainda ficar bonitinha.
Tequinha sentenciou: “Candidata com as unhas feitas, roupinha da moda, sarada e sem precisar de retoque na raiz do cabelo, não tá estudando.”
É isso mesmo, respondi olhando para minhas unhas, cada uma de um tamanho, as cutículas devorando-as sem piedade. Depilação, só nas áreas abertas à visitação pública. Limpeza de pele? Sorte a minha de não ter problemas de acne. Ginástica? Meus músculos hipertrofiados já se despediram de mim há séculos. Barriga de tanquinho? Já tive um dia. Minhas olheiras estão indo no pé e minha bunda está no mesmo caminho. Estou três quilos acima do meu peso e precisando cortar o cabelo. Fazer o quê?
Mas não estou me queixando não. Estou feliz. Um bagulhinho feliz, vencendo a mim mesma. Reforçando minha obstinação e confiando na realização de meu objetivo. Oscilando, é verdade, entre a sensação de não saber nada e a sensação de estar preparada para a prova.
E os amigos? São tudo pra mim. A torcida, o empurrar pra frente, o dar esporro quando eu quero bater no tatame, o puxar o lencinho pra eu enxugar as lágrimas. Todos estão bravamente aguentando essa fase chatona da minha vida, com minhas conversas girando sempre em torno do mesmo assunto. Pareço um radinho de pilha enguiçado na mesma estação. Mas escutam a lenga-lenga com toda a paciência do mundo. Um amigo já me disse que está doido pra eu passar de uma vez pra ter mais tempo pra ele. Outra disse que já está planejando a viagem à Paris que faremos juntas. Outro disse que o embagulhamento tem solução. Outra já pensa nas comprinhas no shopping. Todo mundo vivendo comigo esse momento.
Então? Posso reclamar? Sou um bagulhinho feliz.



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Feliz Aniversário, Antônio Carlos - por Alba Vieira

Quando você nasceu, já mostrou como seria. Quase não deu tempo para sua mãe chegar à maternidade. Você tinha pressa e não esperou, foi nascendo sem dar muito trabalho e logo mostrou seu rostinho bem talhado e rosadinho para nós. Era uma criança linda, com os traços da sua mãe e o jeito do seu pai. Levado demais, fazia a festa para os seus tios e tias que adoravam você. E era o queridinho da vovó que tinha o mesmo signo natal. Seu avô gostava de pegar você no colo, sempre apaixonado por crianças.
Adolesceu e ficou mais quieto. Logo sua personalidade se manifestou, mistura da mãe e do pai com pitadas de avós e tios. E, perto deles que tanto ama, passou a observar, calar e refletir sobre si mesmo e a vida.
Aprendeu com a vida, refinou seu olhar. As experiências lhe ensinaram e permitiram que mostrasse características marcantes de sua personalidade, bem cedo.
Independência, autodomínio, retidão de caráter, responsabilidade, intuição forte, teimosia, decisão, perseverança se misturaram a um espírito sensível, protetor, amoroso, dócil e inteligente. Experiência e trabalho são fundamentais para você.
E assim segue pela vida, guiado somente pelo que dita sua consciência, a força de sua mente, parecendo não aceitar as opiniões alheias. Mas, no fundo, você reflete, filtra, intui e segue fazendo seu próprio caminho.
Que sua estrada seja segura, florida, rica de experiências e o conduza para o que desejar e for melhor para você, sempre.
Parabéns de sua madrinha que o admira, ama e muito se orgulha de você. Beijos.



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Da Vez em que Encontrei Jesus - por Flavio Braga

- Jesus?
- Sim, sou eu.
- Oi, meu nome é Flavio e vim do futuro.
- Como assim?
- Sei lá. Só sei que eu ia visitar o Papai Noel. Saí de casa, fui para um ponto de ônibus, então parei o primeiro ônibus que passou. Perguntei “Pólo Norte?” e o motorista respondeu “Méier”. Então pensei: “Zona Norte, Pólo Norte, tudo fica para os mesmos lados da rosa-dos-ventos”, e entrei no ônibus. Só que acabei pegando no sono, e quando acordei estava aqui.
- Então você tem uma missão, meu filho. É coisa divina.
- Tenho não.
- Claro que tem! Você é um enviado dos Céus.
- Penso o contrário, mas tudo bem. Vou te avisar uma parada. Você fica fazendo milagre por aí, como andar na água, fazer cego enxergar, essas coisas?
- Sim, por quê?
- Cabeludo, para com isso!
- Por quê?
- Os romanos já estão de olho em você... tem gente do seu povo que tem uma inveja danada de você, abre o olho, rapaz. Conselho de amigo.
- Mas eles não podem me crucificar por eu ser um iluminado, digo, “O” Iluminado.
- Podem, e vão. Vai rolar sangue. Seu Sangue.
- Como assim?
- Já te disseram que você faz muitas perguntas?
- Como assim?
- Você transformou água em vinho ontem e bebeu um bocado ou você é assim mesmo?
- Desculpa, é que estou meio confuso. Peraê, eu realmente transformei água em vinho ontem, como você sabe disso?
- É que já escutei umas histórias sobre você.
- Hum?
- Longa história. Daria um livro. Uma Bíblia, de tão longa que é essa história.
- Mas você vem de quando no futuro?
- Pouca coisa, dois ônibus, 20 quilômetros e 2000 anos.
- Tudo isso?
- É. Mas faz esse favor para mim, fica fazendo esses milagres na moita, escondido, porque isso vai dar problema para você.
- Mas caí nas graças do povo! É todo mundo é gente fina. Eles gritam meu nome.
- Gente fina que vai preferir um ladrão a você quando você for julgado. Guarde bem esse nome: Barrabás.
- Como assim?
- Jesus, é meio complicado eu explicar essas coisas todas agora... mas segue meus conselhos, para evitar problemas futuros, para mim e para você.
- Por que problemas? Como assim?
- De onde venho, tem uma época do ano que comemoramos seu aniversário.
- Que bom! Mas qual o problema disso?
- É que uma data que teoricamente seria de reflexão virou um inferno! É computador vendido em 482x com uns juros exorbitantes, é Papai Noel descendo de helicóptero no Maracanã, é briga no supermercado por castanha, é aquela música insuportável da Simone... é complicado, Jesus, muito complicado...
- Vou ver o que posso fazer, mesmo sem saber o que é supermercado, helicóptero ou Simone.
- Tudo bem. Nem eu sei te dizer o que é a Simone. Posso te fazer uma pergunta?
- Claro!
- O 680 passa aqui?



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Estou Lendo... Ten Little Niggers, de Agatha Christie- por Luiz de Almeida Neto


“A personagem que mais me fascina em todo o mundo é, sem dúvida nenhuma, Hercule Poirot. Adoro, e já li muitas estórias com ele. Quando comecei a ler este último livro, fiquei extremamente chateado quando percebi sua ausência. Contrariado, na verdade. Pensei em parar de ler.
Mas devo admitir que é, sem dúvida, um dos melhores romances da dama do crime. Fiquei fascinado por este romance também. Ela é ótima, e indiscutível, mas eu continuo não gostando de Miss Marple.
O livro é ‘O Caso dos Dez Negrinhos’, atualmente relançado sob a alcunha de ‘E Não Sobrou Nenhum’, que era, por sinal, o título, em inglês, do filme, lançado em 1945 e adaptado desta obra. Em português o nome deste filme é ‘O Vingador Invisível’.
Recomendo tudo, livro, filme... tem também uma outra adaptação de 1989, enfim, tudo. Sabe por quê? Porque o enredo é simplesmente impecável. De matar de inveja escritores medíocres como eu. Abraços.
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P.S.: Só não vão viajar muito na do assassino... ele é completamente surtado, não importa que pareça plausível o que ele diz. hehehehehehe.”



George Pollock, René Clair

Um Alguém - por Passa-Tempo

É, amor... Preciso lhe contar,
Estou com um outro alguém,
Alguém que não me deixa,
Que está sempre comigo,
Mesmo que eu não queira.

É um alguém sempre presente,
Que, vira e mexe, quase sempre,
Constantemente me faz chorar;
Chorar de amor.

E nas horas mais difíceis está ali comigo,
E quando lembro de você, é quando não me larga.
Vai comigo aonde eu for,
Sei que hoje sou novo, e pouco importa a idade,
Enquanto esse alguém se chamar saudade.
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Florbela Espanca: “Amar!” - Citada por Penélope Charmosa

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui ... além ...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia eu hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
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