Creative Commons License


Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




Mostrando postagens com marcador .Léo.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador .Léo.... Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de março de 2009

Catre - por Léo...

Anseio deflorar todo o substrato úmido a minha volta
Anseio delir cada construção edificada
Anseio entregar-me ao nada
Correr todas as faces do corpo no solo virgem
Até que a areia branca sane a cobiça dos meus dedos
Me queime
Se arranje nos vãos das minhas unhas
E que seus flocos de tão pressionados contra minhas carnes, quando longe, me deixem a impressão granulada de que em mim permanecem impregnados, pois em mim permanecerão genuínos de espírito
Anseio tocar as texturas dos porosos favos
Destacá-los
Untá-los na lama nectária
Lambê-los e enterrá-los na mesma areia estéril
Para que germinem minha inquietude
Minha falta de sono
Minha falta de solo
.

sábado, 21 de março de 2009

Não Se Tocam - por Léo...

Desfolhas:
Difusa - Crua
Movediça
As lanugens fulvas
Dos braços
Amplos pastos
Que oblatam abertos
Pousados no espaço
Braços estes
Quais imagens
Circulando acesas no interior
Das roxeadas nervuras
Tingem negras
Não se tocam
Tesas transparências
Retalham duras
Não transparências das películas oculares
Mas arraigadas
Nas células burras
Sedosas fibroses
Insípidas - gélidas
Que de veneta
Ofertam-me nuas
O pontilhismo morto
Dos gomos - pixels da cútis
Que holografam o nó
Nostalgia - Ferrugem
Desenganadas nebulosas
Suprimem lembranças
Ardo
Na neblina láctea do presente
E desemboco
Entre paralelepípedos ocos
Sedimentos consistentes
De um passado - óbito
Obsoleto
.

terça-feira, 17 de março de 2009

Chocam-se - por Léo...

Arquejo seco
Tragado à queima-roupa
Choca quente - orvalho o poro
Do rubro anel convulso
Intumescido escarro
O bizarro distúrbio
Treva
Delírio torso
A culpa pulsa
.

domingo, 8 de março de 2009

Abismos - por Léo...

imemorável móbile
de moscas mortas
ariscas
que acariciam-me dispostas
sobre as carnes vivas
dos meus calcanhares cerzidos
entre - triscam suas faces
oferecem-se murchas
esfumaçam silêncio
através de zunidos
inexistentes
ruminam feito vacas - moscas
mortas
até que as feridas fechem ocas
até que os abismos se apaguem
se apeguem secretos
escondam
mal em mel
quietos
fixos
no pensamento - pau ereto
.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Fáceis - por Léo...

Fáceis - confluências - abstratas
Fluem finas
E vertem bastardas
Em factuais abortos:
Escorregam-me fetos mortos pelas falas
Novas im-mir-agens
Entrecortadas
Prontas a expandir-se
Na fusão inesperada
Pontas em dégradé discreto
Sem fins
Anti-fatos
De diversos tipos
Dispersos
Umbigos unidos
Volteados
Por límpidos líquidos
Pisam no mundo
Esfarelam em muros rijos
Do cimento que apalpo
E os circunscritos sobrepostos
De outros
Antes de serem ditos
Cedem espaço aos certos
Suspiros frustrados
Piso-os
.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Léo...

.
Cidade SP
Idade 21
Profissão Designer
Signo Gêmeos
Influências Chet Baker, Miles Daves, Dizzy Gillespie, Wynton Marsalis, Art Blakey, Augusto e Haroldo de Campos, Ferreira Gullar, Sartre, Wally Salomão, e. e. cummings, Bukowski, Malevich, Millet, Lygia Clark, David Lynch, Bergman, Kieslowski, Johnny Walker...
Blog Palavra Indeterminada Pelo Tema
. Jean-Paul Sartre, Augusto de Campos, Charles Bukowski, Krzysztof Kieslowski, Ingmar Bergman
.
.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Autossabotagem - por Léo...

Agulha: o palato ponteia
A palavra passa submersa
Condensa estorvo em verso
Condena o dreno terno

Presença: o olho desaponta
Desabrocha um chão sobre o soalho
A palavra enterrada seca, engrossa a saliva
Quase salta - hesita, volta
Sen sa(l)to saboto-me

A chuva – chove mais forte
Preenche o espaço pesado
talha o nada – lâmina ágil
Inventa valor pro tempo fendido - findado

A manhã nasce, nubla
Enegrece o todo
Seu entorno turva
Olhar embotado:
Língua de amido
Algodão molhado
.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sick - por Léo...

Escoa.
Denigre meus sujos olhos vermelhos
Roubados das vistas dos outros;
Inteiros

(Das minhas páginas riscadas
Vejo que hoje é passado mal malhado
Embrólho-os em mim com cuidado
Re-ssinto - nem tão estúpido - os fatos
De mente calada)

Na superfície esticada
Do li(so) rio negro; qual observo - Aéreo -
O que enxergo
São apenas clarões instantâneos
- E segundos -
Os fogos desfeitos
Fugazes relampejos disformes
Que pairam no ar que tento, cheiro
Intrépidos espíritos aptos (ventos)

A mágoa Pensa -
Logo inexiste
Fecha a caixa do sonho
É Ru in-triste
Não há quem -
Oriente -
contraponto
abre espaço
No truculento ambiente
Que lavo
Incontinente (ultra) som
Da queda d’água
Na poça
Que faço

.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Contacto - por Léo...

Esplêndido estado falso
Afago meigo:
Macio, leve, suave - Estouvado senso
Deslizando a extensão das costas (a espinha esfria, vomita)
Os dedos embotados, Tesos
Buscam tanger o inabordável tempo
Pérfido elo
Engana que liga-me a Adágios paralelos
Enquanto esparsa verdades gastas
Inúteis, Saudosas
Percebo

.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

O Ensaio - por Léo...

Salto de mim sorrateiro
Rijo, Raio, Rajo
Rato fora do bueiro

Aflito fito o asfalto
De pavor torno parvo
Ao negro nicho a salvo

Tardo tocar, esgueiro
O Tenro anseio aguçado
Pelo Ensaio Jaz resignado

Calo imune, abafado
Inane suspiro exausto
Recorre a angústia perene:
O Rabo preso no ralo

.

sábado, 17 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Voa Saia - por Léo...

Complexas tessituras
Fluem puras
Simples no ver
Cotas castas esvoaçam
Vassouras vastas
Intrincadas
Em arredias redes
De meu rude querenço
Padeço
Penso que avanço
O solavanco acusa o caso
Acompanho o passo
Sem me mover de fato
Dissonantes entrelaços
Me invadem esparsos
Reflexos fixos
Luzem diáfanos
Contra a derme Contrastante
Intra-volumosas teias
Das quais teces a medida
Que as superfícies estendidas
Das faces das coxas
Negras
Grossas
Revelam-se sem querer

.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Haikai - por Léo...

A sombra sob o Sol ascende
Quase seca a gota sobre a pedra
Que arrasta a sobrevida e molha quente

.