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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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quinta-feira, 13 de março de 2014

O Dia do Chacal, de Frederick Forsyth - por Ana




Li “O Dia do Chacal” na adolescência.  Não conhecia ainda Frederick Forsyth. Iniciei a leitura com o mesmo amor de sempre por todos os livros, mas logo percebi que aquela não era uma narrativa comum. 
Inicialmente não concordei muito com a ideia de um complô para matar Charles de Gaulle e queria que o assassino contratado para tal fosse impedido de concluir sua tarefa.  Mas Chacal, o mercenário, era tão engenhosamente inteligente, tão admiravelmente detalhista, tão dedicado às suas tarefas, que roubou (temporariamente) meus valores morais e passei a ter por ele uma simpatia nascida do reconhecimento de sua extrema competência profissional.
Então o complô foi descoberto e entrou em cena o detetive Claude Lebel, que teria que encontrar Chacal antes do atentado ao presidente.  Como adversário à altura, ele conseguiu também minha torcida.  Daí em diante, segui os passos dos dois, irremediavelmente fascinada com os planejamentos de Chacal e as deduções de Claude Lebel.
Assim varei a noite, totalmente impedida de largar o livro, não só curiosíssima em relação ao desfecho, como apaixonada pela escrita de Forsyth.  Que escrita!  Que desfecho!
Fechei o livro já no meio da manhã, triste por ter chegado ao final e com vontade de começar a ler tudo novamente.  Anos mais tarde soube que para escrever este livro, Frederick Forsyth fez, pessoalmente, todo o longo trajeto do Chacal para chegar à França, estudando cada local como se fosse o próprio assassino e colocou em suas páginas uma viagem real.  Então confirmei o que já reverberava em minha mente enquanto lia o livro: para criar personagens tão fortes e capazes, só mesmo um escritor com iguais inteligência, dedicação e competência.
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