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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 31 de outubro de 2009

Tema do Mês de Outubro: Sorte

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Caríssimos amigos:
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Hoje foram publicados apenas os textos referentes ao Tema do Mês: “Sorte”.
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Participantes
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Aaron Caronte Badiz
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Ana (2)
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Anita Bastos (2)
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Clarice A.
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Dália Negra
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Lélia
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Passa-Tempo
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Penélope Charmosa
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Soraya Rocha
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Vicenzo Raphaello
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ZzipperR
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Muito obrigado a todos que colaboraram com esta “blogagem coletiva”!
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Um grande abraço!
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Com Sorte - por Aaron Caronte Badiz

Poderia dizer que foi sorte ter-te encontrado
Nesta vida de duras penas da gente.
Poderia dizer que foi sorte ter esbarrado
Com você neste meu caminhar tão descontente.
Poderia dizer que foi sorte, mas estaria errado:
Porque, na realidade, foi dádiva infinita, milagroso presente.
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Maya - por Alba Vieira

Sorriso gratuito de todos
Olhares voltados em sua direção
Reino encantado, paraíso. Será logro?
Tudo acontece com perfeição...
Engana-se o bobo. Não vê que tudo é pura ilusão.



Visitem Alba Vieira
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Agonia e Insight - por Ana

Entre os cínicos impropérios do destino
Sigo buscando, agoniada, meu norte.
É difícil, com a bússola viciada
Que me deu de presente a vida, sua consorte.

Tramo formas de encontrar meu rumo...
Desbravo matas densas, escalo infindáveis sendas,
Rogo aos deuses, em choro, aos brados,
Faço promessas, deito oferendas.

Qual o sentido d’eu estar aqui?
Eu pergunto, inquieta, a toda hora,
Estudo estrelas, aprendo as ciências,
Mas é ela, a dúvida, minha eterna senhora.

Então desisto, não hei-de compreender:
Este véu espesso não há pensar que corte.
E assim, quieta, eis que me ocorre:
Caberá a mim definir a minha sorte.
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Sorte - por Ana Maria Guimarães Ferreira

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Ao falar da sorte, vem-me a mente todas as vezes que tive a sorte batendo a minha porta.
Assim quando meus filhos nasceram: sadios, lindos e amigos.
Depois quando o tempo foi passando em alguns momentos achei que ela me abandonara. Meu casamento se desfez, não ganhei na loteria...
Refletindo sobre isso vi que mais uma vez eu tive sorte. Se não tivesse me separado teria me mantido num casamento onde as ondas já tinham alcançado o tamanho de um tsunami e só eu não via... não queria acreditar e ao sair dele sai também do tsunami que eu ia entrar e com certeza a estas horas nem aqui estaria escrevendo sobre isso. Foi uma sorte eu ter avistado a onda e acreditado que ela ia crescer e que eu tinha que me afastar dela.
Se eu tivesse ganhado na loteria talvez não tivesse os amigos que tenho hoje: desinteressados, leais e sempre prontos a fornecer o ombro, a mão e o lenço...
Depois, mas depois mesmo, quando meus filhos casaram, eu queria tanto um neto para dar todo o amor que estava dentro do meu peito me sufocando e nada. Ninguém me dava um neto.
Meu filho estava casado há 7 anos e nada... Se tivesse tido um neto hoje ele teria pais separados e eu teria um neto longe e com certeza a nora nem ia deixar ele me visitar com tanta frequência...
Minha sorte veio depois: os dois filhos quase que ao mesmo tempo estavam esperando seus filhos... e um deles nasceu prematuro... Sorte? Sim, porque se ele nascesse no tempo certo eu teria que me desdobrar em duas: uma em Brasília e outra em Porto Alegre.
Assim tive Pedro, o afobadinho, que não quis esperar o tempo e terei Vinicius que esperará Pedro sair da UTI, esperará a avó ir lá e voltar para vê-lo nascer.
Quanta sorte eu tenho dois filhos maravilhosos, dois netos que certamente me darão muita alegria, uma mãe com 88 anos lúcida, amorosa e ativa, irmãos e irmãs que dão apoio e amigos que sempre têm braços me esperando quando preciso.
Realmente isso é ter sorte! Isso é ganhar na loteria...

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Sorte e Morte - por Anita Bastos

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Sempre almejada, ao contrário de sua amiga preterida.

Com todos os olhos voltados para si, não deixa que a outra seja percebida.

Apesar disso, ambas caminham de mãos dadas
e pela sorte ou pela morte todo mundo passará um dia.
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Sorte - por Cacá

Se me perguntarem como tudo começou eu não saberia explicar. Mas a gente costuma associar esse negócio de sorte, num primeiro estalo a dinheiro. Pode ser por causa da etimologia que a explica como sinônimo de fortuna; a associação ficou sendo direta. Mas a fortuna que é aquela contrária do infortúnio, que seria o azar. Se fico afirmando isso é porque não sei e desconfio de muita coisa tentando aprender. Vou questionando para ver se tenho a sorte de descobrir as coisas. Na ciência não é um pouco assim. De tanto a curiosidade ser posta à prova, o cara acaba encontrando algo. Pode ser até mesmo algo que ele não procurava. Mas se a coisa se transforma num achado, olha ele ficando famoso e ganhando um prêmio. E isso é sorte premiando pesquisa e determinação. O que eu não acredito é naquela história do cavalo arreado passar na porta da gente. Não para quem está lá dentro sentado. Aí, o cara nem vê e perde a garupa.

Quer ver? Eu conheci o Jean, ele tinha pouco mais de vinte e dois anos. Já tinha vivido, segundo ele mesmo, o equivalente a uns quarenta. Coisas que só muito dinheiro consegue fazer: multiplicar o tempo. Acelerar e desacelerar de acordo com a vontade do possuidor. Ir até onde quiser; voltar, parar, fazer andar novamente e nisso tudo não se passarem sequer dois anos de uma existência. Jean era garimpeiro lá pelas bandas do Norte de Minas, onde se bamburra* ou se vive da sieba**. O meio-termo é ir tentar outra sina em São Paulo. Umas minas pequenas, que mais parecem tocas de refúgio animal. Ele detonou uns quilos de explosivos e descobriu um veio de turmalinas azuis. Das que vi nas fotografias, tinha uma do tamanho de um gato grande e gordo. Da noite para o dia, virou uma espécie de imperador da região, reverenciado com uma veneração quase sagrada. Transformou-se num mito vivo, numa lenda materializada em riqueza de pedra. Se tivesse mais juízo financeiro teria construído um império particular. Súditos já tinha aos montes. Um séquito também. O poder que o dinheiro traz é o seu exercício, não o seu estado permanente. Eu quero dizer que quem o possui em muita quantidade o exerce automaticamente se quiser, mas não o detém eternamente. Vale enquanto durar. Portanto isso pode ser considerado como sorte. Já o saber proporciona um poder mais duradouro, pois só onde não há saberes, é que o saber é uma forma de poder. A tal da capilaridade social, política e cultural. Jean comprou carros, viajou pelo Brasil afora e foi até na Europa, fazendo-se senhor do tempo provisoriamente. Só não ouvi contar que conseguisse fazer chover no norte, sendo que o que mais quis, fez. E como em muitas histórias de garimpeiros, ele terminou com uma lojinha de pequenas jóias (o pouquinho que guardou) e andando de carona levando gente que precisava fazer trabalhos acadêmicos com garimpeiros. Para quem não sabe, não se entra em garimpos clandestinos impunemente, nem desacompanhado. E contando histórias num saudosismo que servia de ânimo aos que lá tentavam alguma sorte e aos siebanos lá de fora da mina.
Ele que buscou a glória eterna esquecendo a efemeridade que a acompanha na falta de juízo e saber, pode se dar por sortudo se essa crônica ficar muito conhecida. Estará eternizado.


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*Bamburrar: encontrar enorme quantidade de pedras preciosas numa garimpada.
**Sieba: restos de terra e minérios que são retirados e colocados de fora de uma mina (rejeito). Normalmente possuem pequenas quantidades de pedras preciosas desprezadas pelos garimpeiros que buscam a sorte grande.



Visitem Cacá
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O Sobrevivente - por Clarice A.

Ano de 1945. O nazismo derrotado pelos aliados. Milhões de mortos. Cidades destruídas, fome, dor, a insanidade da guerra. Impossível descrever com palavras todo sofrimento, horror e crueldade que o homem impôs ao seu semelhante.
O Presidente dos Estados Unidos ordenou que o Japão fosse bombardeado com uma bomba que até então não havia sido utilizada em alvos civis ou militares, apenas em testes. Era a bomba atômica.
Dia 6 de agosto de 1945, Tsutomo Yamaguchi, um engenheiro de 29 anos, estava em Hiroshima numa viagem de negócios.
De uma base no Pacífico decolou em missão, um bombardeiro B-29 pilotado pelo coronel Paul Tibbets.
O coronel batizou o B-29 com o nome de Enola Gay em homenagem à sua mãe. Dois aviões o acompanhavam: The Great Artist e Necessary Evil como foram batizados por seus tripulantes. O primeiro transportava a bomba atômica, o segundo foi para gravar e vigiar a missão e o terceiro para fotografar e filmar a explosão. Às 8:45, Enola Gay abriu seu sinistro ventre metálico e deixou cair sobre Hiroshima Little Boy (apelido dado à bomba). Em segundos, milhares de pessoas morreram calcinadas, a área atingida pela bomba reduzida a pó. Destruição total num raio de 2,5km, construções, vegetação, tudo. O inferno na Terra. O calor da explosão com alcance bem maior, um calor intenso, provocou queimaduras horríveis nos que sobreviveram à explosão. Chuvas ácidas provocadas pela radioatividade, contaminação do solo e das águas, mulheres férteis gerando filhos afetados pela radiação por muitos anos. Efeito devastador, destruidor por muitos anos.
Tsutomo Yamaguchi contou que viu um brilho muito forte e a explosão subindo pelos ares, ficou cego por instantes e surdo de um dos ouvidos. Ferido e com queimaduras na parte superior do corpo medicou-se em Hiroshima, no que restou da cidade, e voltou para Nagasaki onde ouviam incrédulos os seus relatos.
Mas o horror ainda não havia acabado.
No dia 9 de agosto de 1945,o B-29 , batizado de Bockscar e pilotado pelo major Charles Sweeny, acompanhado por Great Artist dirige-se a outra cidade japonesa com a missão de levar mais morte e destruição, carrega a segunda bomba, mais potente. O alvo inicial era Kokura que estava coberta por nuvens. O major a sobrevoou algumas vezes mas como não melhoraram as condições de visibilidade rumou para o alvo secundário: Nagasaki. A cidade para onde retornara Yamaguchi. Às 11:02 o artilheiro do Bockstar fez contato visual com o alvo e Fat Man (apelido da segunda bomba) caiu sobre Nagasaki.
O holocausto japonês. Centenas de milhares de mortos, imolados nas duas explosões atômicas.
E Tsutomo Yamaguchi? Ele curou-se dos ferimentos, é um “hibakusha”, como são chamados os que sobrevivem à radiação. Foi reconhecido pelo governo de seu país como sobrevivente das duas bombas, estava dentro de um raio de 3 km dos locais onde elas caíram.
Tsutomo Yamaguchi, 93 anos em 2009. Sorte inacreditável? Foi uma obra de Deus, nas palavras do Sr. Yamaguchi. Para ele a causa de continuar vivo é para transmitir uma mensagem de paz. Bomba atômica nunca mais.
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Tsutomo Yamaguchi, o homem que sobreviveu a duas explosões atômicas.
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Reverso - por Dália Negra

Retiro do meu flanco pedaços
Para alimentar a flor da morte.
Postas vivas de uma agonia infinda
Porque, em meu cais, não há ilusão que aporte.
Dispo-me da vida, pouco a pouco,
Como um chamado desesperado à sorte.
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Crianças Infelizes/Felizes - por Dan

“A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.”
(Oscar Wilde)

“As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais.”
(Honoré de Balzac)
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Caminhando pelas ruas da cidade de São Paulo, Pedro observa os grandes prédios, os monumentos, os cartazes, as propagandas nas lojas e sozinho sente a falta de amor. Carrega nas costas o peso do abandono. Sempre esteve sozinho e continua sozinho. Esmola, rouba, vê nas vitrines o doce que nunca comeu...
- Papai, me dá um nó na garganta ver essas crianças pedindo esmolas e fazendo malabarismo nos faróis.
- Ah, Dudu, não liga! Nós estamos bem e temos uma família.
- Para Matheus! Até pouco tempo eu estava que nem eles; sem ninguém, sem família.
- Matheus, quem é o seu melhor amigo?
- O Dudu, tia Selma.
- Você já imaginou que o Dudu podia estar neste farol, pedindo esmola?
- O quê?
- É, Matheus, você se esqueceu que eu sou adotado? Tive sorte de ir para o abrigo. Lá é um lugar triste, mas cuidaram de mim. Depois tive mais sorte de ser adotado pelos meus pais. E se não tivesse acontecido nada disso eu estaria na rua e, pior ainda, apanhando do homem enrugado.
- Dudu, nunca pensei nisso! Às vezes esqueço que você é adotado!
- Sabe, Matheus, o Pato, meu amigo, foi menino de rua. Ele ficava mendigando nos faróis e até roubou. No abrigo era o protetor das crianças menores. É uma alma boa, que não teve a mesma sorte que você.
- Puxa! Desculpe mesmo, Dudu! Sou um estabanado. Falo as coisas sem pensar!
- Está bom, Matheus, também não precisa se matar por causa disso. Só pense melhor nas coisas antes de dizê-las. Combinado?
- Combinado, tio Pedro. Posso ajudar essas crianças em alguma coisa?
- É, papai, como um ex-menor abandonado, também gostaria! Será que podíamos ajudá-los, mendigando junto com eles?
- Mendigar, Dudu, isso não é ajudar! É necessário estudar e achar alguma coisa para fazer.
- Ih, pai, é tão difícil!!!!!
- Nada na vida é fácil, meu filho.
- Dudu, vamos formar um esquadrão “Antimenor Abandonado”.
- Boa, Matheus, grande idéia!!!
- Calma lá, vocês dois. Primeiro estudem o problema e vejam como podem ajudar. Não façam nada sem pensar bem e sem falar comigo com a mamãe e com os pais do Matheus.
- Tá bom, papai!
(...)
- E seu irmão diz que você precisa estudar mais!
- Não é estudo, papai! Estou pesquisando sobre os menores de rua.
- Ora filho, não deixa de ser um estudo! Você ficou muito interessado.
- É, pai, aprendi muitas coisas. Só não achei uma forma de ajudar.
- Dudu, é assim mesmo! Primeiro a gente aprende. Depois descobre formas de ajudar.
- Mas me diga, o que você aprendeu?
- Pai, você não ia ver o jogo?
- O filho da gente é mais importante que o jogo! Vim te buscar para você assistir comigo. Mas já que está tão compenetrado no seu trabalho, vamos conversar sobre ele.
- Você é meu papai do coração. Nunca me deixa só!
- Me diz o que você aprendeu?
- Bom, primeiro as crianças de rua estão em situação de risco social e psicológico, quase todos foram vítimas de maus tratos ou de abandono. Por trás de um menor de rua sempre tem um adulto. Li sobre alguns casos de crianças que foram encontradas em companhias de homens ou mulheres que estavam bêbedos, diziam serem seus pais e os espancavam. Pensei no homem enrugado. Li também que em épocas de festas, como no Natal, as crianças que pedem em farol, apanham mais, pois seus pais ou responsáveis acham que devem ganhar mais dinheiro.
- É um absurdo, não?
- Todas as crianças querem a mesma coisa, uma família. Assim como eu queria.
- Essas coisas são muito tristes!
- Li também sobre a Chacina da Candelária, eu e o Matheus não acreditamos, achamos um falta de amor às crianças.
- É, Dudu, essas injustiças acontecem no mundo todo, mas existem pessoas que se propõe a ajudar, no Rio de Janeiro mesmo foi formado o Projeto URUÊ e existem outros projetos nas favelas, em São Paulo também e nós vamos achar uma forma de você e o Matheus ajudarem.
- Legal, pai, liguei para a Celinha e para a Elisa e elas também vão ajudar...
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(Extraído do novo livro do DUDU, ainda inacabado e sem nome... eu vou com calma.)
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“As crianças têm mais necessidade de modelos do que de críticas.”
(Joseph Joubert)

“Nenhum livro para crianças deve ser escrito para crianças.”
(Fernando Pessoa)
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Visitem Dan
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O Que é Sorte? - por Ignoto Jardim

Muitos dizem que sorte é destino. Outros dizem que sorte é estar no lugar certo, no momento certo, com a pessoa certa. Outros ainda afirmam que sorte é um conjunto de coincidências felizes.
Eu fico com a primeira hipótese: sorte é destino.
Sorte não é para quem quer, mas para quem tem. Não adianta espernear. Uns têm, outros não.
Às vezes, muda tudo, e o que parecia ser a maior sorte do mundo acaba se mostrando uma grande fatalidade. Mas isso faz parte desse mundo cheio de mistérios insondáveis que habitamos.
Posso dar alguns exemplos que me vêm à lembrança. Mas vou citar apenas um caso.

Existia um homem chamado Sena. Não era apelido, era sobrenome de família. Esse homem ganhava a vida vendendo frutas, em saquinhos plásticos, na beira da estrada.
Devido a um diabete mal cuidado, ele acabou tendo as duas pernas amputadas... Ficava ali, na beira da estrada, vendendo suas frutinhas. Talvez por piedade, as pessoas compravam. Paravam seus automóveis e pagavam por algumas laranjas, algumas mangas... E ele ia vivendo.
Esse homem amava uma morena de belo corpo. Todo mundo sabia daquela paixão. Mas ela não lhe dava bola, pois quem ia olhar para um pobretão feio, sem as duas pernas, vendedor de limões à beira da estrada?
Então esse homem chamado Sena, fez um joguinho na Mega Sena e aquele era seu dia de “sorte”. Ele ganha tudo, sozinho, algo em torno de cinquenta e tantos milhões de reais. Ou seja, vinte e cinco milhões de dólares.
Ele se declara para a bela morena, casa-se com ela e muda-se para um prédio luxuoso. É maltratado pelos vizinhos milionários, então ele volta a morar na sua cidadezinha de origem. Lá, ele passa a residir em uma grande casa, que fica na fazenda que comprou. Mas também não é feliz preso na grande casa da fazenda. Volta a frequentar o barzinho de sempre, junto aos seus amigos do passado. E foi assim, em frente ao barzinho de um amigo dos velhos tempos, que ele foi assassinado: morreu cravejado de balas, e a polícia, mais tarde, descobriu que o senhor Sena havia sido morto pelos próprios seguranças que ele pagava, e que a morte havia sido encomendada pela esposa.
Neste triste caso, a sorte virou fatalidade. Pior do que ser pobre é ser traído, enganado, atraiçoado e morto pela pessoa que você mais amou na vida. Teria sido melhor para o “seu” Sena ele ter continuado pobre, vendendo limão na beira da estrada.

Eu não me acho sortuda. Jamais ganhei um concurso literário, e olha que eu participei de todos eles. Nunca cruzei na internet com um editor de livros, ninguém jamais gostou dos meus blogs, e o último concurso que prestei, eu estudei durante oito meses, todos os dias. Li uma média de quinze livros técnicos, e tirei uma nota bem alta na prova de múltipla escolha, justamente onde a maioria foi mal. No entanto, na hora da correção da prova dissertativa, eu tirei uma nota baixa. Tive a pouca sorte de cair nas mãos de alguém que provavelmente não estava preparada para corrigir uma prova dissertativa daquela envergadura.
No entanto, apesar de não ter sorte, eu sou muito abençoada. A minha vida é pautada por inúmeras bênçãos. São bênçãos que têm vindo ao encontro de minhas necessidades.
Entre a sorte e a bênção, fico com a bênção.
Uma coisa eu aprendi na vida: a sorte é puro destino, que às vezes, torna-se fatalidade. A sorte é algo que não se busca, ela vem até a pessoa. Quem tem sorte tem, quem não tem, não tem. Mas a bênção, essa sim, pode ser buscada, suplicada, pedida. Eu peço a Deus todos os dias que me cubra de bênçãos. E Ele sempre me ouve!


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Há Caso - por Kamala Aymara

Fruto da sorte ou cria do acaso…
Jogo de amor?
............Tesão!

Aposta todas as fichas?
Eu não!
Quem dá as cartas agora?

Há hora?

Brinca com a sorte,
roleta russa de probabilidades,
viciada!

Sinuca de bico,
tacada de mestre,
sai pela culatra.

Xeque-mate!

Uma mão boa e o jogo tá ganho.
Uma mão boba.
Sorte?

Quando os dois chegam juntos.


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Palavra da Sorte - por Kbçapoeta

Na porta do labirinto da sorte
Um pescador sem mar
Conheceu os magos do Universo
Que mostraram-lhe
A ânfora da vida.
Era uma linda harmonia
De escola de samba.
Perfeito equilíbrio
Como representado pelo signo da balança,
Refletia de seu líquido.
Um frisson cósmico corria
Artérias, tecidos, células e aura.
Ao adentrar o labirinto.
Um cifrão lhe pergunta:
Qual o seu caminho, pescador?
O labirinto.
Responde o pescador.
Depois de dar sete passos,
Ouve-se a voz do amor ao longe:
Aonde o labirinto vai levar-te?
Ao caminho dos poetas!
Errando por filosofias, filologias,
Antropofagias e vidas vazias.
À procura de meu mar ainda não navegado,
Muitos sacrifícios para justificar o prazer,
Muitas palavras e pouco saber.
Isso é o caminho dos poetas.
Sorte da arte.
Sorte da vida.
Palavra dada pela sorte no fio do bigode.



Visitem Kbçapoeta
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Sorte? - por Lélia

A minha sorte na vida foi não ter tido sorte. Não ser linda, não ser rica, não ter príncipe encantado, não ganhar na loteria, não ser escandalosamente feliz.
O porquê?
Porque prefiro viver medianamente a ter que ficar driblando olho gordo.
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Sorte - por madruga

quando penso na vida
agarrada está a morte
muitas vezes é sofrida
outras cheias de sorte

sorte que por vezes agrada
nos momentos de aventura
ver-te assim apaixonada
meu amor assim perdura

mas nem tudo é frescura
pois tambem sinto dores
mas em ti procuro a cura
nos momentos sofredores

de sofrer quero deixar
e alegrias quero eu ter
prefiro mil vezes amar
e ter a sorte de te ver



Visitem madruga
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Sorte - por Mellon

Não existe sorte. A vida é um lugar cheio de frustrações, erros e desencontros. E você não pode se livrar disso, assim como eu também não. Pessoas quebradas acreditam na sorte, pessoas que no fundo sabem que o destino não está nas nossas mãos e chamam isso de “sorte”. Eu costumava sugerir a essas pessoas que tentassem fazer as coisas certas, para que as coisas certas dessem certo para elas, até eu descobrir que isso não dá certo, não está nas nossas mãos. O errado da vida é que a sua vida depende de outra pessoa, independente do motivo e vai ser sempre assim e você não pode destruir o que você sente. E você não pode se livrar de si mesmo, você não pode ser quem alguém quer que você seja, e isso não depende de sorte, depende do que é real.



Visitem Mellon
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Francis Bacon e a Boa Sorte - Citado por Penélope Charmosa

Os homens sábios, para declinarem a inveja que possa incidir sobre os seus méritos, usam atribuí-los à providência e à fortuna (sorte); porque assim podem falar deles, e, além disso, é honroso para o homem ser benquisto dos poderes superiores. Foi por isso que na tempestade César disse ao piloto: Caesarem portas et fortunam ejus (Transportas César e a sua fortuna). Assim Sylla escolheu o cognome de Feliz e não o de Magno. E tem sido notado, que aqueles que demasiadamente atribuem a sua felicidade à ciência e habilidade acabam infortunadamente.
Está escrito que Timóteo, o ateniense, quando apresentara à assembleia o relatório da sua ação como governante, frequentemente intercalou a seguinte frase “e nisto não teve parte a fortuna”; nunca mais prosperou em coisa que empreendesse.



In “Da Fortuna”.
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Sorte - por Poty

Fico a me perguntar,
Precisamos de sorte ou de oportunidade?
Será que sorte é ter direito de viver?!
Onde se ganha sorte?!
Nasce com ela
Ou ela vem?!
Será que é para todos
Ou para alguns?!
Onde se materializa,
No caça-níqueis,
No carteado,
Na noitada...
Em Deus,
Para alguns há sorte,
E para outros azar.
Como se materializa?
Se não vem para todos...
Então há os fortes
E fracos.
Deixemos a sorte de lado
E faremos acontecer
Oportunidades para todos.



Visitem Poty
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Sorte - por S. Ribeiro

sorte só existe do outro lado da má sorte
e da má sorte queremos tudo menos que tenha sorte
prefiro bênção
destinada solta morna
a sorte
incontrolável sorte somente pelo acaso inexplicável
bênção é conforto silencioso
que a alegria exagera
sorte longe da morte
não é como bênção no leito da sorte



Visitem S. Ribeiro
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Dualidade - por Soraya Rocha

Sorte, seu moço, é coisa dúbia, um vintém...
Traz coisas boas e surpresas más também.
Pode esconder o mal, embora a imaginemos sempre de mãos dadas com o bem.
Mostra seus dois lados a qualquer pessoa, é igualitária, não livra ninguém:
O milionário, o classe média e o Zé-Ninguém.
Por isto devemos estar bem atentos quando a sorte vem:
Cabeça fria, olhos abertos... Sorte de quem assim os mantém!
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Acaso (Sorte) - por Vicenzo Raphaello

Estamos aqui pelo acaso
Do acaso cósmico
Ao acaso do espermatozóide mais competente

Pertencemos sem opção
A um lugar na vida que não escolhemos
Criamos teias afetivas neste acaso
Criamos sentimentos
Amamos

Nossos caminhos em acasos caminham
Em acaso de encontros, seres fazemos
Que por acaso de outros
Vão encontrar

Como ocorrem?
Simplesmente ocorrem

Nossa existência se determina
Pelo acaso de outras existências

Não existe lógica para ordenamento deste caos
Simplesmente nos deixamos levar.
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Caminho Encravado! - por Yuri

Talvez a página do livro a que você se apegue mais...
Ou talvez aquelas que você vai menos com a cara...
Antes de tudo memorize que nem todas as páginas são perfeitas...
Mas pelo menos de algumas delas você vai gostar e se apegar mais...
Mesmo que não a entenda por completo, sempre haverá um conflito.
Espero que você saiba como lidar com ele, ou ajuda psicoterapêutica é sempre bem-vinda!
Não atire em você mesmo, espere a vida fazer isso por você!
Talvez ela saiba em que cena entrar :X
Ou sempre pensamos que não... mas os atores reais somos nós e ela é o roteiro inteiro.

Único som que cheguei a ouvir pelas noites de novembro foi o som de minhas lágrimas caindo e se queixando sobre o chão frio.
Sua sorte talvez meu pesadelo presente.
Suas críticas não passam de desculpas pra não se sentir por baixo!
Assuma que não tem justificativas(?)!
Abaixe a cabeça enquanto ouve... Levante-a e me diga que irá melhorar de verdade(?)! Mas de coração. Promete?
Seu coração na maioria das vezes é algo que vai sem freio nenhum.. .
Tenho medo de um dia ele me atropelar, assassinando-me a única flor de esperança entre nós dois.
Pensei por um tempo estar bastante frio, com tudo. E aí está a questão confusa!
Passei tanto tempo em sessões psicoterapêuticas... É... ajuda é sempre bem-vinda!
Você pensa que irá se ver livre daquilo numa hora, e noutra pensa que é normal. Pensa que é seu crescimento.
Mas logo percebe que não há ninguém assim ao seu redor da mesma faixa etária.
Logo você se transforma em um louco! Rs
Por que sou tão diferente? Pergunto-me!
Vejo uma imagem tão oculta e obscura, algo tão objetivo a seus únicos sonhos e grandes objetivos a cumprir, imagina-se como os tais e já se acha nojento por estar igual, talvez...
Às vezes acha que viaja tanto em sua mente e seu mundinho, que às vezes pensa que não sairá dele. Será mais um deles, com sonhos encravados.
Mas você tem metas, sonhos e objetivos diretos a cumprir e sente que não morrerá se eles não forem cumpridos...
Como cada ser humano vem com seu objetivo, mas às vezes abaixamos nossas cabecinhas e falamos: AFF! Quem pensamos que somos? não iremos sair de nossas casas!
Mas é aí que nos enganamos... Pois se acreditarmos e lutarmos tudo é possível.
Nesta merda maravilhosa de mundo iremos nós mais um passo pra frente...
E se nos tirarem o céu? Pra onde olharemos e lembraremos de nossos amores encravados ou amores realistas e cultivantes?
Para o chão? Aprendam a cuidar mais de onde pisamos... pois daqui a pouco pisaremos em nossas próprias faces.



Visitem Yuri
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Um Jogo de Amor Entre a Sorte e o Azar - por ZzipperR e vestivermelho

Um dia me apaixonei pelo amor que, com desprezo, me deixou a saudade, numa contradição entre o bem amar e o mal amar na esperança de ser amado.
Num momento de sorte, ela surgiu na minha vida com seus olhos castanhos, me encurralando num romance entre a sorte e o azar. Foi aí que propus a ela um duelo no amor.
Peguei uma moeda e falei:
- Cara é sorte e coroa é azar. Vamos ver o que você pega?
Joguei a moeda para o alto rodando, rodando, rodando e quando caiu ela a pegou no alto. Conferiu o resultado na palma da sua mão e não me mostrou falando:
- Vamos jogar! Você quer cara ou coroa?
- Cara.
Ela jogou a moeda para o alto e a moeda girou, girou, girou caindo em sua mão. Ela conferiu o resultado e falou:
- Você perdeu.
- Me dê essa moeda. Eu vou jogar para o alto e pegar.
Joguei a moeda para o alto, a moeda virou, virou, virou e quando caiu na minha mão, conferi o resultado. Perdi! Deu coroa.
- Vamos fazer um jogo de amor entre a sorte e o azar?
- Vamos.
- Se você acertar ganha um beijo.
- Cara.
Ela jogou a moeda para o alto girando e quando caiu em sua mão, ela falou:
- Você perdeu! Vamos jogar outra vez, se você acertar ganha um abraço gostoso.
Ela jogou a moeda girando para o alto novamente, quando caiu pegou-a no ar.
- Deu coroa! Você perdeu de novo.
- Então quero jogar tudo, se eu perder, perco você para sempre.
- Você tem certeza desse duelo? Pois pode perder...
- Nesse namoro entre a sorte e o azar, eu tenho certeza que a sorte está do meu lado.
- Mas se perder não terá outra chance!
- Então faremos o seguinte: vamos mudar as regras do jogo. Se eu acertar perco e se eu errar ganho.
- Então vamos jogar.
- Eu quero cara.
Ela jogou a moeda para o alto e quando pegou falou:
- Deu cara! Você ganhou e me perdeu.
O jogo acabou. A sorte foi embora deixando o azar sozinho e abandonado, pois ninguém queria ficar com ele.

Zip...Zip...Zip...ZzipperR e vestivermelho

VruummmmmmmmmZummmmmmmmm


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Falência - por Alba Vieira

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Quem espera só
Pela sorte na vida
Fica falido.


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Sorte Sua... - por Ana

Sorte minha ter nascido.
Sorte sua ter-me encontrado.
Sorte minha arranjar marido.
Sorte sua eu não ter namorado.
Sorte minha ganhar o vestido.
Sorte sua eu ter casado.
Sorte minha te dar ouvido?
Sorte sua eu ter concordado.
Sorte minha, seguros assinados?
Sorte sua eu ter morrido.
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Sorte e Morte - por Anita Bastos

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Que sorte nos leva à morte?

Que morte nos tira a sorte?

A sorte diz a hora da morte,
e a morte de quem tira a sorte.
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Sorte - por Kbçapoeta

Joguei no baralho
Minha fama,
Minha escama,
Minha vida de poliana,
Achando que nunca iria perder.
Ela me desejou.
Queria-me inteiro em sua cama,
Por um fim de semana.
Na segunda a ressaca
De um amor que se perdeu.



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Sorte - por Alba Vieira

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Sorte é corte
Um pinote se contar
Só com a sorte


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O Que é Sorte - por Alba Vieira

A maioria de nós entende a sorte como facilidade. É quando parece que as portas se abrem imediatamente e ainda estendem um tapete vermelho à nossa passagem. É quando tudo flui sem contratempos e recebemos algo que vai bem além das nossas expectativas. Sorte é ser agraciado com berço de ouro, é ganhar um prêmio polpudo na loteria, é encontrar um grande amor e permanecer com ele pelo resto da vida sendo feliz. Ser sortudo é sempre encontrar uma vaga quando quer estacionar; ver a fila no banco, de repente, correr rápido só porque você chegou; trocar de fila no supermercado e não acontecer nenhum problema na caixa e, ainda por cima, algumas pessoas desistirem de esperar e você se adiantar. Ter sorte é arriscar nos negócios e sempre lucrar; é ter palpites certeiros para os jogos de azar; é caminhar pela rua e, ocasionalmente, encontrar uma nota graúda. É comprar uma rifa já sabendo que irá buscar o prêmio. É só receber cheques que têm fundo e encontrar pela frente pessoas honestas que trabalhem muito bem pra você e ainda entreguem os trabalhos antes do prazo previsto. E eu poderia ficar descrevendo o que é ter sorte de uma maneira superficial o dia inteiro. Mas, será que isto existe mesmo? Já que tudo é relativo, o que pode ser considerado benesse para alguns, é desprezado por outros. E acredito que haja um equilíbrio inerente aos fatos que se desenrolam em nossa vida, desde que tenhamos a visão do todo e acesso às ocorrências de vidas passadas. Além disso, não podemos ficar presos a um só ponto de vista. Assim vejamos que se facilidade fosse sorte realmente, o que dizer daqueles que fazem das dificuldades o estímulo para crescerem e se aperfeiçoarem na vida? Se a vida é experiência, aprendizado, a evolução será mais encontrada naqueles que ganham da vida questões para serem trabalhadas e ultrapassadas.
Acho que na verdade, sorte é ter consciência plena de si e dos outros para aproveitar bem as oportunidades de desenvolvimento que receber ao longo da vida.



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Não Mais Sob os Auspícios de Saturno - por Alba Vieira

Cresci ouvindo minha mãe dizer ao meu pai que não deveria fazer apostas em jogos nunca, já que ele já havia ganho na loteria no dia em que a conheceu.
Ele era mineiro e sonhava com um grande prêmio para poder dar à família de oito filhos, melhores condições de vida, com o conforto que minha mãe, uma pessoa ambiciosa, almejava.
E entre essas duas polaridades, o sonhador romântico e a empreendedora ambiciosa, eu formei a minha personalidade que congrega esses dois aspectos.
Nunca esperei pela sorte, por facilidades, tinha por certo que era preciso lutar muito para conseguir o que queria, que nada viria de mão beijada. E achava mesmo que tudo que era conquistado com esforço tinha mais valor. O sacrifício então, era o ápice e eu me dilacerava pela vida buscando desafios, aceitando pesos que não eram meus, incapaz de dizer não.
Com o tempo, aprendi a exercitar a outra polaridade. Hoje, a vida tornou-se mais leve porque passei a esperar dela mais facilidade. Eu creio firmemente no poder do pensamento, no desejo, na lei da atração, em que a vida que levamos é plasmada pelos pensamentos bem direcionados.
Ainda me empenho, mas sem sofreguidão. Ainda aceito demandas que não são minhas pela compaixão, mas aprendi a dizer não e nos tempos atuais, esse aprendizado é elementar.
Cresci e já não me defendo tanto. Aspiro à inocência da infância para me largar na vida amparada pela lucidez e pela fé.



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Duelo: Quem com Quem? - por Passa-Tempo e Anônimo (Erótico)

Sorte...
Sorte é ter a família junta,
aquele fuzuê,
a gritaria rolando solta,
doideira? talvez.
mas a sorte de ter todo mundo junto,
zoando da cara um do outro,
é a felicidade.

E quando a caçula arruma um namorado nerd,
encarnação é total,
e se estiver grávida a porrada é geral.
êita sorte danada,
e eu no meio dessa loucura,
assistindo de camarote, essa doida tortura.

E nada condiz com o que falo,
quando a família está junta,
todos falam ao mesmo tempo,
todos ganham a mesma luta.

Pra cumprir o tema sorte
Vou prestar muita atenção,
No duelo que é de morte,
Pra pirar o cabeção.

Com dor e intensa tristeza
É que explico a verdade,
Viver só na leveza
É se entregar à vaidade

Vaidade de quem não sabe
Com a vida se estragar
comer aquela fruta bem madura quase podre,
e no final, aquela vontade de cagar.
Sentir o vento do litoral bater no peito,
e aquele arrepio, que vem da nuca e vai descendo até chegar no... pé?
essa vida é que nos abre os olhos para o que devemos seguir,
as vontades fisiológicas, aquela coisa que te prende,
às vezes é como a prisão de ventre,
você não vê, mas você sente.

E a vida é bela, o romantismo em questão,
formam o casal perfeito:
O nerd e a masturbação!
São coisas da sorte humana,
como a mulher estudiosa e sua face profana
a vida leva consigo enquanto seu calor ela abana.

Voltando para aquela sorte...
Em meio a tudo reflito
O revés que isso pode
Causar a alguém aflito

Acreditando que não se tem
Se leva os dias querendo mais
De insatisfação fica também
Repleto o vazio que isso faz.

Percurso tonto eu faço
com meu cavalo e o cabaço, do cavalo.
Aquela linda união, o cabaço na boca do cavalo,
e o cabaço do cavalo na minha mão,
é um longo percurso, como a vida cotidiana do dia a dia,
como em cada bordel todas as noites,
os espermatozóides perseguindo o óvulo,
e o óvulo espera o zóide.

A vida dos pequenos é difícil como a nossa,
difícil a cada dia como a visão do cego perneta,
que consegue andar sem muleta,
nas ruas de Minas sentado numa trombeta.

E se não mais nem menos me recordo,
“na minha terra tem palmeiras como canta o sabiá”.
Isso tudo é muito louco,
não se altere, eu explico.
Duas pessoas com pouco
Tempo juntas vivido...

Se unem assim em um duelo
Covarde pra que quer entender
Mas vai tentando, eu espero
Que faça sentido pra você.

Por aqui termino tudo
O minuto tá passando
O tempo corre num pulo
Estamos só começando.

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