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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Cecília Meireles nos deu “Motivo” - Citada por Passa-Tempo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou se desfaço,
- Não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.
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Terapia do Riso - por Alba Vieira

Risada mostra
Alma liberta, feliz.
Rir pode curar.
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Caixinha de Costura - por Raquel Aiuendi

Caixinha de costura
sempre me lembra, só
a infância segura
bem perto da vovó.

Ela tinha uma linda
de palha trançada
dentro acolchoada
cheia de agulha, linha…

Um dia ela me deu
de presente a caixinha
o tempo a perdeu
ficou uma lembrancinha

que é toda revelação
do que a vida costura
ponto-a-ponto no coração
uma profunda candura.
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O Cortiço - por Alba Vieira

O Cortiço - Aluísio Azevedo


“Um livro enriquecedor. O Cortiço me mostrou, pela primeira vez, o que era menstruação antes que acontecesse comigo. Muito legal! Este livro é fantástico! À vera!”
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E você? Que livro você considera enriquecedor?
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Augusto dos Anjos e seus “Versos Íntimos” - Citado por Alba Vieira

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
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Por Amor Vale… - por Passa-Tempo

Por amor vale...
Gritar como louco, perder a cabeça;
Por amor vale...
Chorar de saudade até que adormeça;

Por amor vale...
Nadar contra a corrente, vencer barreiras;
Por amor vale...
Plantar bananeira, perder estribeiras;

Por amor vale...
Ser do jeito que você sempre quis;
Por amor vale...
Viver sem a vergonha de ser verdadeiramente feliz;

Por amor vale...
Subir o mais alto para todo mundo me ver;
Por amor vale...
Chegar lá em cima e dizer que te amo pra quem quiser saber;

Por amor vale...
Esquecer o passado presente em mente;
Por amor vale...
Fazer valer a pena no futuro o que a gente sente no presente;

Por amor vale...
Esquecer do mundo e viver pra você;
Por amor vale...
Nunca e jamais querer te esquecer;

Por amor vale...
Te agradar no mínimo detalhe;
Por amor vale...
Achar engraçado mesmo que você falhe;

Por amor vale...
Querer estar ao seu lado até envelhecer;
Por amor vale...
Te acarinhar à noite até adormecer;

Por amor vale...
Se preocupar ao máximo com o que é mínimo;
Por amor vale...
Sentir constante falta de seu mimo;

Por amor vale...
Passar por cima de tudo pra te ver sorrir;
Por amor vale...
Ficar feliz à noite ao te ver domir;

Por amor vale...
Saber o que você quer antes mesmo que fale;
Por amor vale...
Te beijar apenas para que se cale;

Por amor vale...
Fazer isso tudo para que seu amor seja meu;
Por amor vale...
Chegar ao final e perguntar: Pelo seu amor, isso tudo valeu?
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Horrores - por Raquel Aiuendi

Sobre quantos cadáveres, vítimas de horrores, a humanidade vai continuar a erguer-destruir-erguer nações? Vítimas, populações infinitas de vidas, que em nada contribuíram para a barbaridade contra elas… esse cemitério há de ser, um dia, se já não está acontecendo, a ‘areia movediça’ que irá engolir a podridão.
A dor dos horrores há sempre de ser o empecilho da evolução humana? Avançar em sustentabilidade através da inteligência-amor é mais difícil que a promoção em moto-contínuo de dor e consciência-dor?
Horrores são horrores. Para as vítimas, como todos o sabemos; e, também, para seus patrocinadores e agentes diretos (todos não dormem e, se dormem, têm pesadelos – o peso deles).


Resposta a “O Homem no Lixo”, de Ana.
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Minha Alma - por Ana

Minha alma… Era clara, feliz, saltitante, sorridente. Curiosa, muito curiosa e tagarela. De tão leve, quase saía de mim e me deixava só. De tão leve, invejava os vapores da chaleira todas as vezes. A primeira vez que experimentei a nostalgia foi por causa dela. Fomos - minha alma e eu - à praia; lá, eu me afoguei e ela voou por sobre o mar e os morros e a areia; para sua infelicidade, fui salva e eu e todos ouvimos sua voz: “Por que me fizeram voltar?”. Ela trouxe para mim então sentimentos desconhecidos: saudade, frustração e a consciência de um corpo habitado.
Assim era minha alma, ela que é alguém dentro de mim, diferente do que sou, diferente do que sinto. Minha alma é grandiosa, benevolente, compreensiva, flexível, se move como um fantasma de desenho animado e fala com a certeza dos presidentes. Minha alma é uma aranha sobre as águas do mundo: não molha os pés nem se afoga. Minha alma e eu não somos um ser único porque ninguém é um com sua alma.
Ninguém ama sua alma: quem a vislumbra, se apaixona, morre por ela. Vive mil anos e não a conhece, enquanto ela o escolhe antes de nascer e rola de rir de seus passinhos indecisos, de seu dedo na tomada, admira suas coragens de infância, protege dos perigos mais sérios e, um belo dia, se apresenta a você de alguma forma. Felizes são os que a reconhecem, pois saberão para sempre que têm dentro de si um universo indestrutível, infalível, eterno de possibilidades, com a sabedoria das leis da natureza e a liberdade que ninguém jamais experimentou.
A alma é sonho vivo, é outra dimensão, é tranqüilidade em movimento, é força sem tensão. A alma é a vida que não possuímos em nossas mãos, é o princípio… e fim.
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Aconteceu no Ônibus - por Alba Vieira

Conclamo os leitores do Duelos que residem no Rio de Janeiro e utilizam transportes coletivos a contarem suas experiências catastróficas e juntarem-se a nós para não apenas reclamarmos das indignidades ocorridas diariamente nesta cidade envolvendo os transportes coletivos, com o intuito de desabafarmos, mas também com a intenção de levarmos nossas reivindicações às autoridades competentes.
Hoje dois ônibus chocaram-se de frente, em Benfica, com mais de 20 feridos e um nó no trânsito logo cedo que persistiu por horas, causando prejuízos para inúmeras pessoas. Por que ocorrem estes acidentes? O que determina que um ônibus lotado trafegue na contramão numa via de grande fluxo? Com certeza, a certeza da impunidade. Mas a causa primordial é a ganância por parte das empresas e a corrupção que permite que a fiscalização não ocorra e os passageiros não tenham qualquer direito, exceto o de pagarem as passagens.
Todos os dias aqueles que andam de ônibus são desrespeitados e colocados em situações de risco de vida, e freqüentemente são lesados com doenças em seus corpos quando motoristas que são pressionados pelas empresas para cumprirem horários absurdos ainda submetem os passageiros à sua direção perigosa, ignorando que no seu carro estão idosos, grávidas, doentes, crianças e mesmo bebês. A isto se soma a irresponsabilidade das empresas em colocar na rua carros em péssimo estado de conservação, com problemas nos freios, amortecedores, eixos de roda etc. E, diga-se de passagem, estes mesmos ônibus que só trafegam por milagre, andam quase sempre lotados.
Os microônibus aumentaram os problemas com o desconforto provocado pela superlotação e pelo risco decorrente do absurdo do motorista acumular a função de cobrador enquanto dirige no trânsito caótico.
E o que dizer sobre a prática freqüentíssima do motorista arrancar e fechar a porta quando o passageiro ainda está descendo, machucando o mesmo com o choque da porta ou causando queda na rua, muitas vezes fatal por traumatismo cranioencefálico? A porta de saída na parte de trás do coletivo que favorece apenas as empresas, na tentativa de coibir as caronas, só serviu para aumentar os riscos para os passageiros, pois andar no fluxo contrário de pessoas causa maior esforço e danos musculoarticulares; além disso há falta de visibilidade, pelo motorista, quando o passageiro desce; sem contar que agora as caronas são de moradores de rua doentes, drogados, alcoolizados e sujos, colocando em risco os usuários do transporte.
Recomeçaram as aulas na cidade e aqueles que já trafegavam em ônibus cheios, de pé nos horários de maior fluxo, agora são obrigados a entrar em coletivos sempre lotados, já que as empresas fingem ignorar que há estudantes voltando às aulas. Ignoram porque isto aumenta seus lucros, já que a gratuidade para os estudantes é paga às empresas que, nem por isso, aumentam o número de veículos na rua. E o que resta aos passageiros senão tentarem romper as barreiras intransponíveis representadas pelas mochilas dos estudantes nos corredores dos ônibus? Azar o nosso que precisamos dos transportes coletivos? Então por que estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa para melhorar o trânsito? Isto é piada.
E o que argumentar quando os passageiros com horário para trabalho ou escola são ignorados por motoristas que não param os ônibus para eles, mesmo que estejam vazios, já que estão apostando corrida com os colegas? Por vezes perdem-se três ou quatro ônibus que passam pelo ponto sem parar mesmo que seja para mais de três passageiros (diga-se, de passagem, não estão pedindo carona). E se trata-se de idoso ou de estudante, aí é que vai mofar mesmo! Quando trafegam próximos à APAE, então, aí mesmo é que não param no ponto. O que é isto? Direitos humanos? Respeito à diferença? Só se for na novela das oito.
E aí? Quer contar suas histórias e unir-se a nós?
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Clarice Lispector - por Ana

A Bela e a Fera - Clarice Lispector
A Hora da Estrela - Clarice Lispector
A Maçã no Escuro - Clarice Lispector
A Paixão Segundo GH - Clarice Lispector
Felicidade Clandestina - Clarice Lispector
Laços de Família - Clarice Lispector
Onde Estiveste de Noite - Clarice Lispector
Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector
Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres - Clarice Lispector


“Amo Uma Aprendizagem! E amo Clarice!
Também adorei ‘A Paixão Segundo GH’, ‘A Bela e a Fera’, ‘Onde Estiveste de Noite’, ‘Felicidade Clandestina’, ‘Laços de Família’ e ‘Perto do Coração Selvagem’.
Não gostei muito de ‘A Maçã no Escuro’.
O melhor, para mim, é ‘A Hora da Estrela’, perfeitamente transposto para as telas. Quem quiser conferir o filme de Suzana Amaral, vale a pena! É absolutamente fiel ao livro!”
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Resposta a “Meu Livro Inesquecível…”, de Alba Vieira.
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E você? Que livro e/ou autor você ama?
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Cada Qual com Seu Cada Qual - por Raquel Aiuendi

Cada qual com seu cada qual
Lembra-me gueto e coisa e tal
Coisa que não é muito natural
Coisas que me fazem até mal.

Cada qual com seu cada qual
Também lembra outras rimas
Um bolo: você mandou o Lima
Tratou-me como fulana de tal.

Cada qual com seu cada qual
Lembra churrasco e quintal
Famílias que não quebram pau
Toda semana se reúnem no final.

Cada qual com seu cada qual
É uma fala batida, um clichê
Denota preconceito, pode ser
Isso numa fala bem informal.

Cada qual com seu cada qual
Pode ser mudado por hora
Qual nada, com seu cada qual
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Cama e Colchão - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Ah! Se eu pudesse ser uma cama
Você se deitaria sobre mim
E eu aqueceria suas noites
E seria macio e doce
o gosto do nosso amor

Quando você deitasse a cabeça
No travesseiro eu sentiria seu perfume
Seus cabelos, o suor do seu rosto, a brisa
Do seu corpo e me enrolaria como cobertor
Por sobre você

Se eu fosse a cama macia que te aquece,
Ou o cobertor que tira seu frio,
Ou o travesseiro de penas que tanto gostas,
Ou o lençol de linho que amassas
Eu seria feliz em ter-te à noite
Quando o sono te chama e vens a mim
De ter-te de dia quando, cansado,
Procurasses o descanso sobre mim.

E quando o dia amanhecesse eu seria
Feliz em ter o lençol enrolado e amarrotado
Ou os travesseiros caídos no colchão,
Ou mesmo o cobertor jogado pelos cantos,
Ou o pijama que jaz morto no chão
Ao lado de uma camisola suada e tão amada.

Se eu pudesse ser a cama quando te fosses
Encontrarias em mim a última morada
E eu teria a lembrança do teu corpo ainda quente
A se despir para a última caminhada
E enrolada em ti como a coberta eu seria o lençol
Da tua jornada
E juntos entraríamos no paraíso
Como cama e colchão
Fronha e lençol
Assim nós entraríamos no céu
Cobertos apenas pelo calor do sol.
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Livros que Publiquei… - por Bruno D'Almeida

Coletâneas das Letras (Volumes de 1 a 3) - Bruno D’Almeida
Pórtico Poético - Bruno D’Almeida



“Tenho textos, entre crônicas e poemas, publicados em coletâneas literárias:
Coletâneas das Letras - Volumes de 01 a 03 (2006 a 2008) - UFBA - Salvador/BA.
Pórtico Poético - Coletânea de escritores do Cecreman - Feira de Santana/BA
Tenho no prelo um livro de contos e outro de poesias.”
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E você? Tem algum livro publicado?
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Caixinha de Costura - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Fiquei pensando no que teria dentro de minha caixa de costura...

Sempre imaginei a vida como uma colcha de retalhos. Pedaços da vida sendo costurados, ligados e interligados, alguns bastante coloridos e alguns cinzentos.
Na minha caixa de costura, teria uma tesoura que serviria para os cortes que são necessários e que a vida nos faz, as lembranças que ela deixa cortadas, rasgadas e desfiadas.
A agulha serviria para remendar paixões, amores, saudades, corações partidos...
O dedal seria o ombro amigo que nos protege dos furos nos dedos da alma.
A fita métrica serviria para medir o tanto que caminhamos para frente, avaliarmos como crescemos, como amadurecemos, o tanto que já vivemos e amamos e fomos amados.
Os alfinetes seriam as pessoas que entram na nossa vida e ficam conosco para sempre, são feitas de metal resistente, com cabeças frias e coloridas que não esquentam e, muito pelo contrário, preparam o terreno para a agulha caminhar…
Ah! e os botões?... Nunca faltam seriam as boas lembranças que servem para colorir o nosso dia, a nossa vida, e tapar os buracos do coração.
Teriam também, na minha caixa de costura, fitinhas coloridas que são os amores infantis, filhos, netos, sobrinhos, as crianças que crescem pertinho de nós.
Ah! e as linhas seriam tantas, de todas as cores! Pretas, brancas, azuis, amarelas, laranjas e de cores variadas e que, de acordo com o que ela vai costurar, transforma a vida num arco-íris… Ela seguiria a agulha silenciosamente pelos caminhos do coração.
Para terminar, pedaços de pano que seriam as fases da minha vida. Com esses eu faria a minha colcha de retalhos e cobriria de carinho todos os que amo...
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Zibia Gasparetto - por Adir Vieira

O Matuto - Zibia Gasparetto


“Sou fã de Zibia Gasparetto.
Tenho toda a coleção e espero a cada final de ano o novo volume.
Não sou espírita, mas sua forma de explicar as diferenças sempre me fez pensar que a reencarnação existe.
Recomendo a leitura para aqueles que não a conhecem e sugiro que não deixem de ler O MATUTO.”
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E você? De que autor você é fã?
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