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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Confabulando - por Leo Santos

A bruxa malvada da aventura te enfeitiçou,
e “dormistes” à espera de um beijo;

Já que príncipe aos teus olhos não sou,
às voltas com meus “sete anões” me vejo…

Atchim, resfriado crônico, acompanha-me por onde for,
consequência inevitável da privação do teu calor.

Soneca é uma ironia, qualquer adejar me põe alerta,
aumentando a agonia, já que você “Branca” nunca desperta.

Dunga, o menor dos minutos, tem seu aparte, sua deixa,
privado do som abdica da mímica; seu mutismo, sua queixa.

Dengoso, o depressivo, manipula por sua carência;
Recusa alternativa e cultiva seu vício, a dependência.

Zangado chuta o balde, alheio ao que derrama;
Qualquer seixo gera faísca, qualquer cisco e ele inflama.

Feliz, uma utopia, o anuro sonhando virar nobre;
O espelho quebra a magia e o pranto a face lhe cobre.

Mestre empresta, do tempo, a experiência inexorável;
e ensina, com o exemplo, a aceitar o inevitável.

Fabulosa sina ingrata, sombria perspectiva;
Sete mineiros cavando prata,
uma mina de ouro inativa…



Visitem Leo Santos
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À Segunda Vista - por Gio

(Paródia de “À Primeira Vista”, de Chico César)


Quando não tinha nada, mentiu
Quando temeu a ausência, tremeu
Quando teve crise, eu ri
Quando faltou coragem, gemeu
(E lá se vem a Escrevinha...)

Quando levou surra, encobriu
Quando faltou postura, esperei
Quando não retomou, entendi
Quando criou asas? Nem sei...
(Só sei que galinha não voa...)

Quando provocou, eu vim
Quando deu por si, já bati
Quando lhe achei, ‘cê perdeu -
Quando é que você vai entender?

“Ô, ela reage” - sonhei
Que falha, que falha...
A Ana não sai do chão

Quando tinha apanhado, caiu
Quando viu decadência, cedeu
Quando teve calafrio, eu vi
Quando teve coragem? (Ninguém?)
(E lá se vai o “eleitorado”...)

Quando ficou farta, latiu
Quando não foi aceito o que sei
Quando desconversou, entendi
Quando fez descaso, pensei
(Só sei que ela precisa de aulas de interpretação...)

Quando me chamou, enfim
Quando dei por mim, eu sorri
Quando te espanquei, medi
Quando vi você, eu me toquei

Do chão não sai, meu rei
Que palha, que palha...
E aí? A reação?
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Resposta a Há Coleira À Vista, de Ana.
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Visitem Gio
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Chega Desse Angu de Caroço... - por Ana

Gio, o que tá acontecendo?
Que bicho que te mordeu?
Eu não tô entendendo nada!
(Que aula que tu perdeu?)

Me xinga o tempo todo!
Haja nome de animal!
Depois vem, na caradura,
Me dizer: “Não foi por mal...”

Só diz que invento coisa,
Que não lido com a verdade.
Nesta história, meu querido,
Falta a você honestidade.

Já me chamou de naja,
De LADRA e de GALINHA!!!!!
De ET e predadora!
Quem foi que saiu da linha?

Eu te refresco a memória,
Já que a coisa aí tá feia
(prefiro apostar na amnésia,
porque calúnia, meu caro, é cadeia!).

Me ofendeu diversas vezes
E aqui eu vou mostrar,
Vou dar só pequena prova
Do que eu tenho que aturar:

Já me chamou de louca,
Ardilosa, cega, abatida,
Cachorra, cascavel, covarde,
Decrépita, convencida,

Já disse que eu cacarejo,
Que eu tava com a boca inchada,
Que tenho cérebro pifado,
Sou cegueta, desatinada,

Virei comida de passarinho,
Decadente, debochada,
Delirante, desonesta,
Égua, hesitante, condenada,

Hipócrita, incapaz,
Incoerente, infernal,
Maligna, marciana,
Me acusou de “glicose anal”,

Escabronha (Que raio é isso?
Por acaso é palavrão?),
Insolente, irriquieta,
Maritaca (Né mole, não!),

Bebum em delirium tremens,
Leprosa, debilitada,
Exibicionista, isolada,
Fora da real, derrotada,

Disse que não me enxergo,
Sou medrosa, desaforada,
Eriçada, desrespeitosa,
Ogra, mentalmente afetada,

Palhaça, pária, ofídia,
Perversa, descerebrada,
Podre, rato, psicótica,
Mequetrefe, desesperada,

Fui rimeira maltrapilha,
Prepotente, despeitada,
Torresmo, vaidosa, sem fibra,
Vigarista, soterrada,

Disse “vai virar chouriço”,
Me chamou de mentirosa,
Esclerosada, metida,
Desmoronada, venenosa,

Desfiada, embriagada,
Desmemoriada, velha,
Pirracenta, apelativa,
Estoporada, escaravelha,

Me acusou de “prosa flácida”,
Virei proteína, pustulenta,
Sucuri com escoburto,
Tortuosa, peçonhenta...


Depois disso tudo, ô, garoto!
Tu toma vergonha na cara!
Para de choramingar,
Veste a saia de monge e... rala!

Ao invés de me acusar
De atos que não cometi,
Assume logo a derrota.
Enquanto pode, diz: “Perdi...”

Porque a cada agressão
Eu respondi. Triunfal!
Até com som ambiente
E vídeo da vida animal!

Portanto, invejoso vencido,
Não inventa mais história!
Assume logo de uma vez:
Tá se roendo com a minha glória!

Fica se vitimizando...
Chama a isso duelar?
Corre pro colo da mãe,
Só ela pra te aturar...

Mas por enquanto, fradinho,
Por tanta reclamação
(Sem chamar a Escrevinha,
O juiz ou o escrivão),

Eu te exilo nas masmorras
Pra acabar com este alvoroço.
Já cansei das tuas queixas!
Se esgoela aí no calabouço!
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Resposta a todas as infindáveis lamúrias de Gio em A Samurai x O Monge.
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Carta de Eliane Sinhasique para Renato Aragão, o Didi - Enviada por Alba Vieira

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Quinta, 23 de julho de 2008.
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Querido Didi:

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências)... Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim.

Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma resposta.

Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos).

Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas, mas comigo não. Eu não sou Ministra da Educação, não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a frequentar as salas de aula.

A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz supletivo, estudei a distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma microempresária.

Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família. Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos merecem.

Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais. O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores dessa dinheirama toda não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a subserviência e esse fato, por si só, não interessa aos políticos no poder. Por isso o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora ou aplicando muito mal.

Para você ter uma ideia, na minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha? Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta matemática. Concordo com você. É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele é “o cara”. Ele tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que acontece...

No último parágrafo da sua carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da “minha” doação, que a “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você, Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias. Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

Outra coisa, Didi, mande uma carta para o Presidente pedindo para ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários desses profissionais também funciona para que eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele também fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças, além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a educação e utilizar melhor os recursos.

Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando...
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Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari
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P.S. - Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.

P.S.2 - Aos otários que doaram para o Criança Esperança. Fiquem sabendo que as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda, porque é ela quem o faz.

P.S.3 - E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?
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BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas), DIVULGUEM ESSA REVOLTA...
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Visitem Alba Vieira
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Distância Incompreendida - por Lu Aline

Não sei a que distância estou
do eu que me desespera.
Não sei, quando ando,
se me aproximo
ou me afasto.

Me preocupo em saber
se são teus olhos
que me sugam e repelem pra onde querem
ou se me prendo a eles, tragando a ti.

Mas sei que me despedaço
em quartos, terços e avos
tentando ser a metade
que possa lhe completar

Me desespero com a hora,
o carro, o vento, o passo, a chuva
e o que quer que me carregue
pra perto de tua distância.



Visitem Lu Aline
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Bruna Lombardi “Parodiando” - Citada por Penélope Charmosa

O que eu amo em ti
não é esse jeito de cereja
e esse olhar de seis da tarde
não é essa mania de andar bolerodiando
nem mesmo a tua educadez.
O que eu amo em ti
não é essa tua boca de vinho
nem o teu piano. Tocas. E nem é isso.
Os livros que leste, nem mesmo
o que sabes ou não sabes.
Não é tampouco o teu ambiciosismo
ou teu traço de desenho ou o compasso.
Nem teu andando em lenta marcha vagarosa
nem a doçura, a pura frescura tua de alface...
nem mesmo teu cheiro de alface
teu cheiro de ar com um resto de perfume
nem teu carro (com ar condicionado)
nem teu cachorro
não, não é nem isso que eu amo em ti.

O que eu amo em ti
não é a tua preguiça esticada ao sol
emsombreada de impressionismo
não são os silêncios de que és feito
nem o instante que povoas
ou o mistério que às vezes te povoa.
Não é esse ar letárgico, trágico, trístico,
tanguístico, místico com que te sentas na cadeira
ou acendes um cigarro
somente para pôr um pouco de fumaça
entre ti mesmo e o mundo.

Não é tua voz irônica e sábia
que me preenche os brancos da cabeça
nem mesmo tua cabeça ou tua espiritualidade
ou tua força, tua certeza ou tua fragilidade.
Acaso tua beleza? Não, nem é isso.

Nem mesmo o que eu amo em ti
é a tua gargalhada
que transpassa meu ouvido
cheia de espuma e sol de agosto
com gosto de aventura
ou o teu beijo
que cada vez sabe a uma coisa
mas é sempre tão beijável.

Não é teu jogo de tênis (tão branco de propaganda)
recortado no horizonte,
nem teu corpo plástico, elástico, cheio de fluxos
e de percursos de vibração.
Não é bem isso.

Nessa sucessão constante de agoras
o que eu amo em ti
não é o que refletes de improviso
nem é o inesperável
nem o superalgo

O que eu amo em ti
...são as rugas, meu amor, as rugas...



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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