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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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terça-feira, 14 de julho de 2009

As Nossas Palavras XVIII

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Wordle: As Nossas Palavras XVIII
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Imagem: Wordle
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Harold MacMillan em As Nossas Palavras XVII - Enviado por Adhemar

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Deveríamos usar o passado como trampolim e não como sofá.


Visitem Adhemar.
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Mãe Será Sempre Mãe - por Adir Vieira

Hoje parei para pensar na importância eterna que uma mulher que tem filhos tem para o marido, o amante ou mesmo o namorado (como é tão comum nos dias de hoje), longe ou perto deles.
Observo pais de primeira viagem emocionados com a primeira experiência de ver aquele pequenino ser diante de si e parte deles mesmos.
Observo pais velhos que viveram repetidas experiências nesse sentido, orgulhosos das suas crias.
Percebo também que os homens que não têm filhos acham-se, nas atitudes, meio incompletos.
Vejo uma raiva incontida naqueles que não conseguem tentar outras experiências, porque amarrados que estão na mulher que não consegue fazer realizar o seu desejo, não podem ir em busca de ver uma parte de si nesse mundo.
Uma das coisas que mais me chama a atenção nesses homens que, favorecidos por alguma mulher (seja ou não ela o seu amor) colocam no mundo um outro indivíduo, é o respeito eterno que têm por elas.
Sentem-se magnificamente beneficiados por aquelas que emprestaram seu útero para a colheita do seu sêmen e transformação num novo ser.
Já que eles não podem parir, que pelo menos seja assim...
Pobres daquelas que, nessa encarnação, não se tornaram mães, fisicamente, porque nunca sentirão por parte do homem amado essa reverência...



Visitem Adir Vieira
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Pipas - por Alba Vieira

Sonhos de papel erguem-se...
Coloridos, esvoaçam a esmo,
Buscam o alto
Atados pelas linhas imaginárias
Do desejo dos meninos

Tremulam, bailam, voam...
Desenham formas audaciosas;
Mergulham na profundeza dos ares,
Misturam-se a outros no céu,
Competem pelo espaço livre

Pintam de cores vivas as tardes,
Motivam a algazarra dos moleques,
Permitem o exercício da liberdade,
Incitam às exibidas disputas
E, por fim, testemunham de cima avoadas frustrações.



Visitem Alba Vieira

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Tropa de Elite - por Ana

Bruno:

Vamos sentar nas mesinhas e tomar um chá quente com torta de avelã?

Acho que as críticas ao Capitão Nascimento se inserem numa polêmica importante sobre como abordar a violência (suas causas e consequências). Claro que ninguém chegou ainda a lugar nenhum em termos de solução efetiva, mas pensar sobre o assunto pode, pelo menos, fazer ver que a situação não é simples.
Mas acho que uma das principais questões colocadas pelo filme diz respeito à incoerência da classe média: as mesmas pessoas que reclamam da violência são as que a alimentam com seus hábitos ilegais. Para mim, este foi o ponto alto das denúncias embutidas no roteiro.

Mais teria a dizer, mas tenho que conversar com os outros também, neste domingo carioca frio e chuvoso.
Eu pago a conta... Afinal, o convite foi meu.
Um abraço.



Resposta a Tropa de Elite, de Bruno D’Almeida.
José Padilha

O Último Adeus - por Fatinha

Querido Brógui:

Nada como voltar à vida para eu recomeçar a falar besteira.
Vou começar pela mais recente, que é a morte da minha caixinha de som. Tô arrasada! Minha caixinha, contando apenas sete anos de uso, foi ao chão. Não, não foi de propósito não. Foi um acidente. Não costumo dirigir minha ira a coisas, prefiro fazê-lo contra os seres humanos, pelo menos eles podem se defender. Ela escorregou de seu pedestal quando eu tentava alcançar o telefone, que também foi ao chão. Esse último sobreviveu. Mais jovem, mais resistente…
Foi praga daquele Um, que cismou que eu tenho que comprar uma mais moderna, mais potente, mais isso e mais aquilo, inclusive mais cara. O cara adora gastar o meu dinheiro, ainda bem que não pede pra comprar nada pra ele, senão eu estava lascada.
Com muita dor no coração e no abdômen, me espremi entre a escrivaninha e a parede para pegar a pobre da caixinha, que jazia morta, de bandinha, fazendo um ruído esquisito (acho que caixas de som têm um jeito todo especial de dar o último suspiro). Fiz o resgate, mas ela não sobreviveu à queda. Seu botãozinho de liga e desliga ficou torto, qual um olho saltando da órbita e quando dei uma sacudida nela, percebi que algo havia quebrado. Danos internos, disse-me Bão.
Fui chorar no ombro do Carlo, que disse, todo sensível: “Joga essa merda fora!”, engrossando o coro do rogador de praga.
Ainda não comprei outra, vou ficar um tempo em silêncio, prestando minha última homenagem à minha companheira de tantos anos, a única parte do meu computador ainda não trocada por uma mais moderna.
É. A vida é assim mesmo: cheia de despedidas, cheia de saudades, cheia de sentimentos tolos por objetos inanimados.




Visitem Fatinha
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Fernando Pessoa e a Inação - Citado por Penélope Charmosa

A inação consola de tudo. Não agir dá-nos tudo. Imaginar é tudo, desde que não tenda para agir. Ninguém pode ser rei do mundo senão em sonho. E cada um de nós, se deveras se conhece, quer ser rei do mundo.
Não ser, pensando, é o trono. Não querer, desejando, é a coroa. Temos o que abdicamos, porque o conservamos sonhado, intacto, eternamente à luz do sol que não há, ou da lua que não pode haver.



In “O Livro do Desassossego”.
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