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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




domingo, 22 de novembro de 2009

Consciência - por Alba Vieira

Estou só nesta masmorra.
Tudo é cinza, frio e sem vida.
Não encontro nada que me toque.
Minha emoção está congelada.
Espero o fluir das horas até a libertação.
Meu corpo cheio de vida reage e sofre.
Impossível negar a vida, unicamente porque assim deve ser.
Tento, desesperadamente, escapar dessa opressão.
Meus ouvidos tapam e zunem para não ouvir.
Meu corpo se arma e não permite a circulação de energia.
Preciso me proteger de mim mesma.
É necessário paralisar as reações.
Nesse momento, elas me são prejudiciais.
Devo boiar no lago como folha seca caída.
Levada pela brisa, eu vou certamente para um lugar melhor.
Prevejo as mudanças.
Nessa manhã, enquanto vinha para a prisão,
Soprava um vento de transformação.
Estou amparada pelos seres de luz.

Não posso me identificar com a escória.
Macieiras só podem oferecer maçãs...



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Amor Tímido - por Flavio Braga

Eu te amo baixinho como um sussurro
Mas um tanto assim que o mundo
Não seria suficiente para abrigar tanto amor.

Eu te amo guardado a chaves e cadeados
Quebrados; todos sabem que ando mais desligado
E distraído como de costume.

De cabeça baixa e pensativo te escrevo um poema
Imaginando um amor digno de cinema
Mas preso à triste realidade
- cinema americano faz mal à saúde!
(mas a vida é um azedume)

Quando procuro sua mão é uma batalha vencida
contra a timidez, maldita proteção que me fez
não fazer tanta coisa que devia
e fazer outras tantas que não podia

Eu te amo humilde e ruborizado
Mas nada que um coração tímido e apaixonado
Possa aguentar, e até esperar
Pelas reviravoltas nas voltas que o amor nos dá

Mas tudo bem na minha, sem confusão.



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