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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

É Natal! - por Ana

É Natal! Felicidade!
Ouça os alegres sininhos!
Espere o trenó, as renas,
Papai Noel, presentinhos.

Aproveite esta data
para sonhar, festejar,
encontrar com as pessoas
para confraternizar…

Se está triste de saudade,
tão sozinho, sem ninguém,
outros também sentem assim,
precisando de um bem.

O que fazer nesta hora
de tamanho sofrimento?
Ir pra baixo das cobertas
remoendo seu tormento?

Acho que não é boa idéia
cear só desilusão,
ter de presente o vazio,
e brindar com a solidão.

Se seu mal é de saudade,
se há uma pessoa ausente,
tente fazer o seguinte:
pense que ela está presente.

Diga coisas amorosas,
reviva os bons momentos,
deseje Feliz Natal,
abrace-a em seu pensamento.

Passe a noite com ela,
ligue a quem de direito,
depois vá dormir tranqüilo,
sonhando o amor perfeito.

Neste sonho, sem lamentos,
ela lhe aparecerá,
dizendo que ainda vive
e que sempre está a te olhar.

Sentindo-se renovado,
ao acordar no outro dia,
verá que o Natal foi bom
e a casa não está vazia,

porque você permitiu
saber que em sua alma habita
a certeza de outra alma
que, em sonhos, te visita.

E que embora não palpável,
é capaz de ainda ter
sentimento tão profundo
que fez você perceber

que a falta nós criamos
por sermos cegos demais,
já que amor não morre nunca
e não abandona jamais.

.

Desdobramento - por Alba Vieira

Não estou em mim, viajo por terras distantes, terras onde já vivi, onde deixei marcas profundas que ainda hoje se expressam em sentimentos de seres que habitam por lá. Passeio por estes lugares que me são familiares, refresco a alma em ares ali presentes, vibro numa dimensão estranha. Sonho. Talvez seja sonho, talvez desdobramento. O fato é que não estou aqui. Hoje sou pela metade e isso não me causa incômodo porque, afinal, qual de nós vive em plenitude?
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Caminho - por Alba Vieira

Procuro dar sentido à minha vida. Passo pelos dias buscando o que realmente sou. Sei bem o que não sou. Não sou esta corrida desesperada, a cabeça tonta, os olhos vermelhos de se arregalarem o dia todo. Não sou esta máquina de fazer que repete, repete, repete. Não sou alguém alienado que passa pelos momentos sem ter a plena consciência deles. Sou algo além de tudo isso. Eu sou a delicadeza de movimentos. Sou o pensamento coerente. Sou o coração aquecido pela convivência com os semelhantes, próxima e harmoniosa.
Tento me expressar de alguma forma e quase não consigo. Na corrida desesperada, na gincana que se transformou meu cotidiano não encontro qualquer compensação. É tudo muito vazio de sentido. Procuro a arte como forma de expressão. É a alma querendo esvoaçar sem conseguir. Pinto e na mistura das tintas me liberto e encontro sentido. É muita coisa querendo explodir em mim. Mas o cansaço me acorrenta. O cansaço me impede de conseguir fazer alguma coisa realmente criativa. Se tento escrever, as palavras não seguem o fluxo das idéias. Fico titubeante, oscilando entre uma palavra e outra, sem terminar a frase. É um tormento!
Sou um barco à deriva depois de ter em vão me debatido contra os rochedos sem conseguir ultrapassá-los.
E navegar é preciso.
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Expressão - por Alba Vieira

Pinto buscando saber quem sou.
Recolhendo os cacos de mim mesma,
refaço o quebra-cabeça
e ouso vislumbrar o todo…
Quem sabe, um dia?

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Colcha de Retalhos - por Raquel Aiuendi

É colcha de retalhos que vou criando diariamente. Retalhos que me são doados altruistamente: seleciono, organizo, acondiciono ou descondiciono de seus amarrotados modos. Nunca os jogo fora, os guardo e reciclo, recondiciono… retalhos que garantem meu crescimento, retalhos que me possibilitam unir o que separado esteve, retalhos que consertam o irreparável, que dá vida ao estático… retalhos são pensamentos, retalhos são momentos, retalhos, retalhos, retalhos… são principalmente você, eu e todos a construir uma colcha de retalhos de AMOR.

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