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terça-feira, 31 de março de 2009

As Nossas Palavras IV

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Wordle: As Nossas Palavras IV
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Clique na imagem para ampliar.
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Imagem: Wordle
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Luiz de Almeida Neto em As Nossas Palavras III

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A vida sempre faz o seu trabalho, nós é que a preferimos obsoleta.



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Não Peço Arrego, Mas Imploro Descarrego! - por Ana

Deusa das sombras, uma ova!
Deusa Inanna é a senhora!
Posso até ser butterfly,
Mas tô nem aí pra lady Di.

Lady Di é simbolismo
Das mocréias de plantão
Com complexo de Cinderela,
O que não é meu caso, não.

Que ardilosa, que nada!
Eu só não quis ofender.
Eu falei foi com jeitinho
Pra Escrevinha não perceber.

Cê vê lá se eu sou aranha
Pra ficar montando teia!
E se chamar “à toa” de novo
Eu te boto na cadeia!

Já vi que fel tu tem mesmo!
Veneno, então, nem se fala!
É amarga e peçonhenta,
Não adianta Chopra ou Cabala.

Não tô ferindo ninguém
Que não tenha atacado primeiro.
Na lista só tu e indinha,
Que invadem meu terreiro.

Megera eu não sou mesmo,
E não vivo de pecado.
Larga de sermão, piolha!
O Ishar tá no passado!

Que mané dissimulação!
Dissimulada é você!
Não aguenta briga na mão,
Manda o povo resolver!

Que mané escuridão!
Escura é tua alma vil!
Covarde e atiçadora,
Vê se volta pro covil!

E tu quer ver linchamento?
Assiste a Brasil Urgente!
Vai ler o jornal Povão
Sentadinha no batente!



Gente, a mulher tá doida!
O que foi que aconteceu?
De repente se rebela!
Escreve como nunca escreveu!

Ih... Tô pensando uma coisa...
Me ocorreu tão de repente!
Este Duelos tá sinistro!
Acaba com a alma da gente!

Acompanhem o raciocínio
Com muito cuidado e atenção:
A Raquel não aparece
Por aqui faz um tempão!

Agora vem tal de Alba
Pra me atentar com seus versos.
Isso tá cheirando mal...
É coisa de outro universo...

Acho que a tal da Raquel
Deve ter batido as botas.
Inconformada, do outro lado,
Ficou procurando uma porta

Que permitisse a passagem
Da sua alma de lá pra cá.
Pois não é que encontrou?
Na Alba veio atracar.

Então minha tese é esta:
A Alba tá possuída,
Totalmente dominada
Pela alma da ninjíndia.

Raquel, vê se larga dela
(Que troço bizarro, gente!),
Deixa a pobre Alba em paz:
Este corpo não te pertence!

Devemos tomar providência!
Algum babalaô por aqui?
Mães-de-santo, por Zumbi!
Vamos cantar pra subir!



Resposta a “Decepcionada”, de Alba Vieira.
Referências: “Livre, Intrigada e Vingada”, de Ana;
*A Ninja x A Samurai” (saga);
“Estou Lendo...”, de Alba Vieira (16/03/09, 25/03/09 e 30/03/09);
Ishar, Revolucionário de uma Vida Passada”, de Alba Vieira.
Deepak Chopra.

Aldir Blanc e Cristóvão Bastos dão sua “Resposta ao Tempo” - por Ana

Batidas na porta da frente: é o tempo.
Eu bebo um pouquinho prá ter argumento,
Mas fico sem jeito, calado, ele ri,
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar e eu não sei.

Num dia azul de verão sinto o vento,
Há folhas no meu coração, é o tempo.
Recordo um amor que perdi, ele ri,
Diz que somos iguais, se eu notei,
Pois não sabe ficar e eu também não sei.

E gira em volta de mim,
Sussurra que apaga os caminhos,
Que amores terminam no escuro sozinhos.
Respondo que ele aprisiona, eu liberto,
Que ele adormece as paixões, eu desperto.

E o tempo se rói com inveja de mim,
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor prá tentar reviver.
No fundo é uma eterna criança que não soube amadurecer.
Eu posso, ele não vai poder me esquecer.
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Parabéns, Aline! - por Alba Vieira

Há 27 anos você chegava a este mundo, sendo festejada por seus pais e por toda a família que já a esperava cheia de alegria e com certa ansiedade. Seu nascimento foi anunciado por mim a todos os meus amigos e você permaneceu perto de nós, na casa dos avós, cercada pela numerosa família. Desta forma, foi influenciada por muitas pessoas, incorporando aspectos diversos ao seu ser que já nasceu neste contexto exatamente por estar sintonizada com ele, era o seu destino a expansão em todo os níveis.
Mostrou desde cedo sua singularidade, com temperamento forte e delicadeza natural expressa na carinha de boneca. Extremamente observadora, era ainda pré-adolescente quando escreveu sobre diferentes membros da família e me surpreendeu com sua perspicácia e sensibilidade na avaliação.
Ávida por conhecimento, lia tudo que passava por você e mostrou logo a facilidade para escrever. Suas composições eram sempre destacadas e colocadas nos murais da escola. Seus textos mostravam um amadurecimento tal, que ou eram aceitos, valorizados e premiados ou causavam um certo temor aos professores menos acostumados com pessoas originais, inteligentes e audaciosas.
Sempre teve facilidade nos relacionamentos interpessoais e seus amigos apreciavam sua maturidade precoce, não raras vezes buscando seu aconselhamento.
No colégio, expressar-se em público mostrou ser outra habilidade e como o interesse pelas pessoas e a compaixão existiam como fortes características, daí a optar por Psicologia como carreira foi um pulo.
Sempre boa aluna, não teve dificuldade para entrar para a Universidade e a vontade de conhecer e aprender sobre tudo, em especial, o que se relacionasse a outras culturas, facilitou sua vida curricular, principalmente o estudo de idiomas, sendo francês a sua paixão.
Este ano você concluiu seu Mestrado em Psicologia com destaque no seu trabalho que continuará desenvolvendo no Doutorado, tal o interesse e a abrangência do tema.
Mas sua maturidade tão realçada durante sua defesa de Mestrado vai além e se pauta, sobretudo, no aprendizado através das experiências de sua vida. Seu primeiro filho está quase nascendo e trará com ele a promessa de dias felizes que você bem merece. A família que você constituiu é harmoniosa e será um lar feliz, tranquilo, seguro e berço de conhecimentos para o Kurt.
Por tudo que você é, pelo caminho que tem trilhado, por sua força e coragem, dinamismo, inteligência e, principalmente, pelo amor que traz dentro de você e que naturalmente distribui, parabéns. Felicidades, paz, saúde, alegrias, muito amor, um abraço apertado e beijos.
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Mestre Tze Tze em um Momento de Raríssima Iluminação - por Ana

Alba Vieira citou o Mestre Lao Tzu:
“O ser integral conhece sem ir, vê sem olhar e realiza sem fazer.”


Eu cito o Mestre Tze Tze, em homenagem à desnaturada Raquel que, por estar sumida, deve ter sido picada por uma tsé-tsé:
.....Quem vai sem conhecer, olha sem ver e faz sem realizar é o ser desnatado.


Inspirado em “Lao Tzu e o Ser Integral”, de Alba Vieira.
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Eu - por Thiago Benício

Eu sou, fui...
Quem sempre soube que serei
Aquele que nem sente o que vê
Mas sabe que vê, lá na frente, o que sente.
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Refletindo... - por Passa-Tempo

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Na vida todos caminham para uma só direção, mas se eu vou pro outro lado, é por pura opção.
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Melhor é Impossível - por Ana

MUITO BOM!!!!! Já vi mais de dez vezes! Rolo de rir cada vez que vejo! Ele [Jack Nicholson] está demais! E Helen Hunt, Greg Kinnear e Cuba Gooding Jr. estão ótimos também! O que faz este filme ser tão bom é a performance dos atores, com certeza!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube
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Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
James L. Brooks

Melhor é Impossível - por Luiz de Almeida Neto

“Melhor é Impossível” ele [Jack Nicholson] tá o máximo!!!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube
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Resposta a comentário de Ana em Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
James L. Brooks

Acróstico - por Rita

Faz parte da vida
Amar
Multiplicar
Iluminar
Lamentar
Idealizar
Até cansar
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Hoje Acordei Assim - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Hoje acordei menina
nem adulta
nem velha
só criança
só menina

Desejos infantis
ideias mirabolantes
vontades impressionantes
jeito de criança

Hoje acordei assim
criança
impetuosa
inconstante

Nem menina
nem mulher
nem adulta
somente criança



Admirável Mundo Novo - por Ana

Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley


“Também gostei. Por sinal, este livro está na minha lista de releituras.”
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Resposta a “Me Apaixonei...”, de Escrevinhadora.
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E você? De qual livro você gostou?
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Desafio às Leis Universais - por José Ivo

Navegando na Internet, que me mantem actualizado globalmente na maneira de pensar e comparar com o comportamento de qualquer humano, me induziu a escrever estes comentários sobre “DESAFIO ÀS LEIS UNIVERSAIS”.
*DE QUE LEIS UNIVERSAIS ESTAMOS FALANDO???
Em emails diários que recebo, TEORICAMENTE, recebo verdadeiras obras de arte de pensamentos, filosóficos, pregações Evangélicas e de outras igrejas Cristãs, de conselhos geniais de quem tem o dom da palavra, tendo a preocupação de ajudar a humanidade.
O SEGREDO COMPLETO - FÉ E ESPERANÇA - AMIZADE E AMOR - PERSEVERANÇA E OBJECTIVIDADE - ENSINAMENTOS DE DEUS - O QUE SE DEVE E NÃO DEVE FAZER - FELICIDADE - COMO RESOLVER TODOS OS PROBLEMAS DA VIDA, ETC.
*SÃO ESTAS LEIS UNIVERSAIS VÁLIDAS???
Sem hesitar afirmo que sim!!! São verdadeiras técnicas e estratégias para positividade na vida, para conseguirmos a nossa felicidade e melhor qualidade de vida.
MAS, QUANTO MAIS ABSORVO E APRENDO TODAS ESTAS ESTRATÉGIAS, MAIS INFELIZ ME TORNEI, CHEGANDO A REVOLTAR-ME CONTRA A INJUSTIÇA HUMANA
*PORQUÊ???
Pela simples razão que a TEORIA não é posta em PRÁTICA!!!
A maioria das pessoas, salvo raras excepções incluindo eu,
Lêem, Acreditam, Repetem, Divulgam, Ensinam.
ENTRA A 100 E SAI A 200, E CONTINUA TUDO NA MESMA
Antes de acompanharmos a evolução das novas TEORIAS, era muito mais feliz do que agora, porque a PRÁTICA é inexistente na maioria dos casos.
*QUAL O FUTURO DAS LEIS UNIVERSAIS???
Elas foram baseadas e transmitidas por especialistas prudentes, sensatos, filósofos, clérigos, pensadores, teólogos e professores, além de pessoas com muita experiência da vida, que tentam compartilhar com o próximo tudo o que é bom nesta vida.
Estas leis são e serão válidas até a eternidade, pouco faltando para inventar, e não são mais do que outras explicações, outras palavras, outras apresentações de tudo o que se encontra na BÍBLIA, que é a palavra de DEUS.
A desobediência e desafio a estas leis universais, não é mais do que desobediência e desafio a DEUS, como o fizeram os nossos primeiros pais - ADÃO E EVA. E continuamos a fazer o mesmo erro.
Nada mais há a fazer, do que continuar a massacrar as mentes para absorverem e cansarem-se da TEORIA, para se automatizarem na PRÁTICA das mesmas, tornando-se um hábito saudável e responsável.
ÁGUA FRIA EM PEDRA DURA, TANTO DÁ ATÉ QUE FURA
Todos nós podemos e devemos dar a nossa contribuição para uma óptima herança para os nossos descendentes.
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Ocorreu - por Poty

Diante do fato
Não negarei o ato,
Talvez dependa da versão...
Desfaço!
Não engulo o sapo.
Deixarei pela metade,
Se engolir não tem como voltar mais!

Para que remediar
Se tem que resolver?
Não adianta escapar,
Quem sabe este dia chegue e será pego...
O melhor a fazer é aguentar as consequências...
É assumir seus atos!
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segunda-feira, 30 de março de 2009

As Nossas Palavras III - por Rita

Obsoleta a vida padrão
Casa, trabalho sempre sem diversão
Faz diferença se preferimos viver sem emoção?
É só uma questão de opinião.
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Pinto e Bordo - por Ana

De Raquel já basta uma...
Cheia de contradições...
De repente lá vem outra
Me irritar com seus sermões...

Mais uma que não entendo...
Diz que não gosta de briga,
Manda verso separando,
Agora inventa essa fita...

Cê veio mexer comigo?
Logo você, dona Alba?
Tô saindo da cadeia,
Não estou lá muito calma!...

E já vou logo avisando
Que tu buliu em vespeiro.
Vai te dar dor de barriga,
É melhor ir pro banheiro,

Pois tô sabendo que tu
Esparrama covardia,
Não encara nem mitinga,
Que dirá minha poesia.

Sei que tu lê nossa saga
Num laptop pequeno,
Encolhida lá num canto,
Bem caladinha e tremendo

De medo que sobre pra tu,
Pois antes já se meteu.
Tu tá pedindo, frouxinha,
E agora recebeu.

Deixa o Bruno de fora,
A Escrevinha também,
Vê se fala só comigo,
Minha torcida é do Bem:

Bruno tava na razão,
A Escrevinha é uma anja.
O teu negócio é comigo
E contigo eu faço canja.

Pra começar, esta história
Não é pré-delimitada.
Acaso tu é geógrafa
Pra ficar fincando estaca?

Para você que não sabe,
Agora vou explicar:
Estacas estancam a rima,
Meus motes podem provar.

Eu não leio nada triste,
Tristeza deve ter tu...
Para de agourar a gente,
Ladino e albino urubu.

GGGRRRR!!!!! E ainda me xinga
De naja ou de jibóia!
Agora parto pra briga!
Vou acabar com essa pinóia!

O astral tá é bem alto,
Não sei onde viu baixo astral,
A gente só se diverte!
Olha! Tu tá mal legal!

Vê tristeza onde não existe,
Baixo astral na diversão,
Diz que jogou confetes,
Mas nunca vi isso não.

Tu tá na alucinação,
É totalmente hebefrênica!
Tava certa a tua avó:
“A menina é esquizofrênica!”

E bofetes, não! Dobra a língua!
Isso aqui não é maternal!
É Samurai contra Ninja!
Luta certeira e mortal!

Tu ainda tá nas fraldas,
Por isso se expressa assim...
Tu só luta em pesadelo
E é esmagada que nem cupim.

Vampira é a vovozinha
(se me permite o leitor),
Eu tiro sangue, isto é certo,
Mas chupa-cabra é seu avô.

Sagaz eu sou de montão!
No bom sentido, minha nega!
Veja bem se eu sou barata!
Morde e assopra é tu, morcega!

Não ponho paninhos quentes,
Que não sou mulher de paninho:
Eu desfraldo minha bandeira
Da verdade, que é meu caminho.

Eu não sou dissimulada,
Muito menos sem-vergonha,
Não intrigo, fico intrigada,
Em meio a tanta peçonha.

E xingar, eu xingo mesmo
Aquela safada Raquel.
Que sumiu... É outra medrosa
Que mandei pro beleléu.

Elogio os meus fãs,
Que merecem a toda hora.
Não peço bênção a ninguém,
Pois sou a minha senhora.

Sou esperta e uma fera,
Nas letras dou banho mesmo,
Mas quem degenera no caráter
É tu, migalha de torresmo!

Já sobrou pra tu foi tudo,
Sua Alba covardona!
Desdisse o que disse, ameba?!!!
Olhem como é durona!

Volta lá pro teu cantinho,
Acocorada em covardia,
Vai apimentar tua vida
Que anda sem-graça e vazia.

Aproveita meu conselho,
Também toma um lítio básico,
Pra dar fim aos devaneios,
Aqui não é lugar de lunático!

Fique na contemplação,
Contemplando teu umbigo,
E se aprendeu a lição
Não vai mais mexer comigo.

E se insistir, vai ter!
Te entrego pras entidades!
Vai direto pra luz branca,
Se encontrar com mais covardes.

E inspirada no fato
De te mandar pra eternidade,
Escreverei um poema:
Mulher Olhando a Claridade!



Resposta a “Apimentando”, de Alba Vieira.
Referências: “Coquinho no Matagal”, de Bruno D’Almeida;
Resposta”, de Escrevinhadora;
A Indiazinha Feliz Contra o Baixo Astral”, de Ana;
A Ninja Morreu”, de Ana;
Há Outras em Mim”, de Alba Vieira;
*A Ninja x A Samurai” (saga);
pintura “Homem Olhando a Claridade”, de Alba Vieira.
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Decepcionada - por Alba Vieira

Ana rima com bacana,
Samurai com butterfly,
Ela tá mais pra deusa Inanna,
Mas se faz de lady Di.

Olhem só que ardilosa,
Corre a escrever num cantinho,
Vejam que coisa maldosa,
Depois volta na boa, de fininho.

Ana, sua embromadora,
Isso é coisa muito feia!
Coitada da Escrevinhadora...
Quase cai na sua teia.

Li tudo que você escreveu
E achava que era alma boa,
Agora, pensando bem,
Vejo que é uma à toa.

Deixo escorrer tanto fel
Nestas mal traçadas linhas,
Pois detesto que joguem ao léu
Tantas palavras daninhas.

Logo você, tão talentosa,
Que ia no caminho do bem,
Agora só vem com esta prosa
De estar sempre ferindo alguém.

Veja, Ana, se ainda se recupera,
Larga este corpo, que tu não é megera!
Volte a trilhar o caminho iluminado,
Antes ser zen que viver só de pecado.

Já chega de tanta dissimulação!
O que te fez partir pra esta escuridão?
A galera acaba apedrejando ocê!
Gente, não tô dando ideia, tô pagando pra ver!


Resposta a “Livre, Intrigada e Vingada”, de Ana.
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Últimos Meses - por S. Ribeiro

Escritório, Centro, ônibus amarelos, verdes, vermelhos, azuis. Cadeiras azuis, paredes brancas. Professores que falam, alunos que saem, chefe que berra. O computador em espera.
Às vezes, alguns senhores em alta definição, nus para mim, servidos para mim. Tempo passa. O estômago vazio. O espelho nem em mim está mais. Uma vez um assalto, uma vez noite, uma vez, temporal! Todos esperando, todos em minhas férias.
Tudo que já foi dito, um livro escondido, agora... escrito! Um blog construído, admiradores desconhecidos. Brigas fraternais, uma paixão caída, um namoro cinza. O ritmo adere ao concreto, toma a forma da curva, a vida vira pó de cimento, a vida não quer nada, a vida só está aqui.


Retirado de S. Ribeiro_Poesia
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Os Infiltrados - por Ana

Bonzinho... Não gostei da direção: Scorsese tentou inovar em certas tomadas, mas não deu certo mesmo!
Minha sinopse: Infiltrado na polícia e infiltrado no tráfico competem para ver quem morre primeiro.



Sinopse e trailer: Cineclick
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de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Martin Scorsese

Os Infiltrados - por Luiz de Almeida Neto

(...) Os Infiltrados não é inovador, mas quando Scorsese era inovador não ganhava Oscars, e só veio a ganhar quando perdeu a mão (E eu concordo de verdade que ele exagerou nesse filme).



Sinopse e trailer: Cineclick
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Resposta a comentário de Ana em Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? Que filme gostaria de comentar aqui?
Martin Scorsese

Milton Nascimento, Ronaldo Bastos e o “Cais” - por Alba Vieira

Para quem quer se soltar,
Invento o cais
Invento mais que a solidão me dá
Invento lua nova a clarear
Invento o amor
E sei a dor de me lançar

Eu queria ser feliz
Invento o mar
Invento em mim o sonhador

Para quem quer me seguir
Eu quero mais
Tenho o caminho do que sempre quis
E um saveiro pronto pra partir
Invento o cais
E sei a vez de me lançar
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Catre - por Léo...

Anseio deflorar todo o substrato úmido a minha volta
Anseio delir cada construção edificada
Anseio entregar-me ao nada
Correr todas as faces do corpo no solo virgem
Até que a areia branca sane a cobiça dos meus dedos
Me queime
Se arranje nos vãos das minhas unhas
E que seus flocos de tão pressionados contra minhas carnes, quando longe, me deixem a impressão granulada de que em mim permanecem impregnados, pois em mim permanecerão genuínos de espírito
Anseio tocar as texturas dos porosos favos
Destacá-los
Untá-los na lama nectária
Lambê-los e enterrá-los na mesma areia estéril
Para que germinem minha inquietude
Minha falta de sono
Minha falta de solo
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Cinema Paradiso - por Clarice A.

Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore.
Lindo e terno, um filme comovente.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube
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E você? Que filme considera lindo?
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Companheiro - por Rita

Agora tenho um caderninho companheiro
Quando me vêm as palavras
Escrevo rápido procurando ordenar
Às vezes as frases já vêm prontas
É só correr para o caderninho
E lá registrar
Quando for viajar pode ter certeza
Que meu companheiro
Vai estar lá.
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Reivindicando Minha Parte Nesse Bolão - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Vendo a decisão do STF sobre as terras indígenas da Raposa do Sol, lembrei que em meu sangue corre, como em todos os brasileiros, uma parte índia, uma parte negra e uma parte portuguesa.
Pensei que estou perdendo tempo de reivindicar minha parte nas terras indígenas pela quota de sangue indígena que corre em minhas veias, meu passaporte europeu pela parte portuguesa e minha quota na Universidade pela minha parte negra.
Ora pois... Também tenho uma parte pobre, pois minha aposentadoria me coloca nesse enquadramento e assim teria direito a bolsa escola, bolsa família, auxílio aluguel e tudo o mais a que tenho direito e que, até hoje, nada reclamei.
E pensei que se eu ficar matutando, posso chegar à conclusão que o correto seria eu pensar que estar preso nesse País pode me dar casa, comida, roupa lavada, reclamar da comida que me é dada, queimar colchões quando quero reclamar de algo e ainda ter o apoio dos Direitos Humanos, pois o marginal que mata tem “direitos humanos”, pois é réu primário e o que morre, coitado, esse não tem, apesar de também ser morto primário - afinal era a primeira vez que ele morria... Mas esse não é visto pelos Direitos Humanos.

Fico pensando... Como devo reclamar os meus direitos? Pra quem?
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Estou Lendo... - por Alba Vieira

As Sete Leis Espirituais do Sucesso: um guia prático para a realização dos seus sonhos - Deepak Chopra


E você? Que livro está lendo?
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Qualidade de Vida em Portugal - por José Ivo

Para melhor compreendermos objectivamente a meta a alcançar para termos QUALIDADE DE VIDA, vamos identificar quais os factores da equação que possam contribuir para atingirmos resultados positivos.

1) FINANÇAS - Prioritariamente, sem dinheiro não se sobrevive.
Salário do emprego, prestação de serviços permanentes ou temporários, comissões ou lucros auferidos por compra e venda de artigos, etc, são a origem para a criação de fundos para sobrevivência.
A receita mensal adquirida, vai limitar o género de QUALIDADE DE VIDA que pode ter, pois os gastos não podem exceder os ganhos.
Se quiser melhorar a QUALIDADE DE VIDA, terá que originar mais receita para fazer face aos gastos adicionais que pretende.
2) EDUCAÇÃO - Conhecimento e especialização administrativa ou técnica é a única maneira de se conseguir avanço profissional melhor remunerado.
3) DIVERSOS - SAUDE, SEGURANÇA, HABITAÇÃO, VESTUÁRIO, ALIMENTAÇÃO, TRANSPORTE, etc, são outros factores completamente dependentes das FINANÇAS disponíveis.
Uma vez identificados os factores de sobrevivência para uma QUALIDADE DE VIDA que é uma realidade presente, o que se pode fazer para a melhorar???
PLANEAR... DECIDIR... ACÇÃO... CONTROLAR... DISCIPLINA
IGUAL A RESULTADOS
Esta sequência de acções, só pode ser alcançada com uma persistente ATITUDE POSITIVA.

Porque muitos e maioria das pessoas em Portugal, sabendo ou não esta teoria, RECLAMAM, GRITAM, PROTESTAM, CRITICAM, JULGAM, REVOLTAM-SE, e nada fazem para melhorar a QUALIDADE DE VIDA???
- ATITUDE NEGATIVA - FALTA DE AUTO-CONFIANÇA - DESACREDITAR HONESTIDADE - MALDIZENCIA - MEDO DE TOMAR RISCOS CALCULADOS - ACEITAÇÃO DO PROBLEMA EXISTENTE - VITIMIZAÇÃO - RENDIÇÃO À LUTA.
Toda esta negatividade só caracteriza OS VENCIDOS!!!
A opção é de cada um - ou faz ou não faz!!!
Se faz, com atitude positiva, melhora a QUALIDADE DE VIDA, se não faz, fica onde está até ao fim da vida, não acompanhando a evolução.
A imaginação dos profissionais com atitudes positivas, está constantemente a criar sistemas, facilidades, programas, conceptos, fundos de investimento, planos adicionais, que estão a ser completamente ignorados pela apatia dos vencidos, que não consideram prioridade absoluta, a melhoria da sua QUALIDADE DE VIDA!!!
Os vencidos, pagam prestações de muitas compras a crédito, e não pagam uma prestação para terem melhor QUALIDADE DE VIDA, não só agora no presente, mas quando atingirem a terceira idade.
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A Barata Voadora - por Adir Vieira

O grupo de quatro mulheres e dois rapazes estava ali reunido para uma dinâmica que selecionaria duas pessoas para as vagas na área de vendas.
Duas das mulheres deviam ser da mesma idade, ter por volta de cinquenta anos e, aparentemente, mostravam-se dispostas e atuantes pela maneira de vestir e de falar. As outras duas divergiam no trajar e na postura, uma calada e sisuda e a outra apática ao ambiente.
Os rapazes deviam ter cerca de trinta anos e um deles, magro, alto, de barba bem feita, andava de um lado para o outro do salão, sob o olhar inquiridor do colega.
Todos aguardavam a chegada do orientador.
O local, claro e amplo, tinha uma grande mesa central, propositadamente ali colocada para a sessão e várias cadeiras de braços e assentos estofados, na cor amarelo ouro, a circundavam numa relativa distância.
Dois janelões totalmente abertos possibilitavam uma temperatura agradável, apesar do clima quente. Por várias vezes a porta de entrada da sala foi aberta pela mesma auxiliar de recursos humanos que, com o intuito de observar os candidatos às vagas, entrava, cumprimentava mecanicamente com a cabeça e dispunha, na mesa de canto, jarras de água e copos descartáveis e lápis, papéis e borrachas.
Passaram-se longos vinte minutos e já ia quase anoitecendo quando o orientador adentrou a sala e após as instruções de praxe, iniciou os trabalhos.
Em meio às colocações da segunda candidata à questão apresentada, foi que ela, a barata voadora, surgiu. Veio voando, tímida, como a pedir licença e fez seu pouso ali, junto à moça mais nova que, a princípio, foi a única a percebê-la. Mexeu-se na cadeira, fazendo menção de mostrá-la ao rapaz ao lado, próximo que dela estava, mas ele não entendeu sua expressão nem se preocupou em traduzi-la, posto que estava ocupado demais em ouvir a explanação da candidata que se apresentava.
A barata, grande que era, cascuda e com asas bordadas de cinza, rastejava de um lado ao outro da sala e a moça mais jovem a acompanhava com os olhos, sem pestanejar, sem se dar conta de que seria a próxima candidata a se apresentar.
Nisso, o outro rapaz, o magrinho, a viu, e avesso que era a maus tratos com animais, pediu socorro à senhora mais velha que dava sinais de enjôo ao simples mover da bicha.
Até então, os três do grupo que a viram mostraram repulsa, nojo e medo. Era um mover de músculos faciais dos três, num mutismo total para não desviar a atenção das apresentações. Eis que, de repente, a danada colocou-se estrategicamente embaixo da mesa do orientador, vez por outra ensaiando vôos rasos, e ele nem sequer a notou.
Nessa altura, enquanto o rapaz magrinho fazia suas explanações, de olho nela, a outra senhora a percebeu. Ato contínuo, começou a despejar suores e palidez exacerbada, chamando a atenção do orientador que atribuiu o fato a um nervosismo natural das pessoas quando em situação de testes. As pernas da senhora batiam-se num compasso nervoso, fazendo com que o tecido de sua saia farfalhasse a cada movimento.
Já agora, quatro já a tinham visto e a bicha, altaneira, parecia gozar da importância de ter tantos olhares sob sua mira.
O orientador, ocupado nas anotações que fazia sobre os candidatos, subitamente girou a cadeira, pressionando a barata voadora sob seus pés, enquanto os expectadores, em uníssono, lançaram no ar um grito que se espalhou por todo o pátio, lá fora.

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Cavaleiro Sem Destino - por Clarice A.

Cavaleiro sem destino
Em busca de um sentido
Pra vida que se vive aqui
A maioria é boiada
Sem saber pra onde ir.

Cavaleiro andante
Em sua busca incessante
Por que quer descobrir
O que liga pessoas
Espaço, tempo, porvir?

Cavaleiro errante
Seguindo sempre adiante
Não pretende desistir
Mas quem sabe?
O que procura, o sentido desta vida
Talvez nem esteja aqui.


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Maurice Merleau-Ponty - por Ana

Adoro Merleau-Ponty. Ele tem coisas ótimas! Valeu ter me lembrado!



Resposta a “Maurice Merleau-Ponty e a Palavra”, de Penélope Charmosa.
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E você? Que autor você adora?
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Um Só Caminho - por Passa-Tempo

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A vida segue apenas um caminho: o da morte!
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Guardados - por Adhemar

A verdade, depois de um tempo, aparece. Se revela. Às vezes fica esquecida num canto, num fundo qualquer de baú, debaixo de muita poeira. E alguém sempre assopra.

A verdade é uma amiga perversa. Está sempre certa. Às vezes se disfarça e espreita. Nem sempre é o atalho mas, ao contrário do crime, compensa.

A verdade é uma atleta, forte e vencedora. Mesmo quando perde permanece soberana e... Soberba. Aliás, é irmã da honra, do fio de bigode, do caráter e da vergonha na cara. É irmã da coragem...

A verdade é sempre completa, mesmo desconhecida ou apócrifa; às vezes está exilada, mas volta por cima, altiva. De quando em quando a verdade é herdeira da mentira.

A verdade é exata, matemática. Regida pelos astros, regular como as marés. A verdade está nas estrelas, no dia claro, nos temporais e na floresta.

Mas a verdade também é urbana, é filosófica e profunda. Nada mais humano do que uma boa verdade.
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Visitem Adhemar
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Nossos Filmes

Se você viu um filme e gostou, deixe aqui o título e o diretor, em “comentários”, com a sua apreciação, que nós postaremos.


Sugestão enviada por Clarice A.
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Sonho Bom - por Poty

Nestes tempos nublados, tempos irritados, tempos nebulosos, tempos da indiferença, da ausência, tempos impunes, tempo de avareza com certeza, tempos da incerteza, tempo de animosidade, tempo rudes, tempos de intolerância, tempos da ganância, tempos do só meu!... Nada melhor que um sonho bom!... Não só meu, mas meu e seu! Sonhemos porque não perdemos a guerra... A batalha pode ser, mas a guerra não! Sonhemos, que faz bem! Destes tempos há de vir um novo amanhecer, um novo tempo, uma nova aurora, está chegando a hora! Depende de nós, sonhadores, lunáticos amantes da vida! Sejamos este sonho bom!
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domingo, 29 de março de 2009

Gosto de Cajá com Gotinhas de Limão - por Bruno D’Almeida

Nada é capaz de acabar com a poesia que há no coração do poeta. A poesia flui como o cheiro de perfume depois do banho, ela faz parte do ser como a água faz parte do rio, assim como a goiabada nasceu para o queijo, e as traquinagens fazem parte de qualquer criança que não se importa de um corte na pele em nome de uma brincadeira bem feita.

Ninguém escreve, ou melhor, os escritores da alma não escrevem por vaidade ou posição social. A literatura é maneira de expressar os anseios do homem, a sua própria descoberta da roda, do mundo, do amor, da vida. E por mais que a humanidade fale das mesmas coisas, haverá sempre um artista da palavra que faça nova a mais velha das histórias, uma diferente forma para ver aquilo que gerações já viram. Plantaremos sementes que nos brotarão novamente.

Eu vi a poesia sair do sorriso de quem eu amo, da pele macia de pêssego, dos cabelos de fios de caramelo, da boca com gosto de cajá com gotinhas de limão. Eu via a poesia chorando lágrimas do céu, a noite gritando trovejadas, o sol espargindo espectros de ouro. Eu vi poesia até mesmo nos pés sujos deslizando na lama da feira. Uma criança sorvendo uma fruta que caiu da banca, as lágrimas mimetizando o néctar que escorria pelo rosto. Sim, aquilo era licor de poesia, desde a contemplação pura e sublime a aspirações de classe e desigualdades sociais.

A poesia jamais deixará de existir enquanto houver o homem. Mesmo que a pessoa amada não ouça, mesmo que a declaração de amor fique guardada na gaveta ou vire carbono queimado no vento, ela existirá no espaço, no tempo e na matéria, basta alguém pescar com o sentimento e lutar com a intraduzível semântica das palavras. Ainda bem que nada pode ser transformado exatamente em palavras. Por isso todos podem expressar ao modo de sua aldeia, de sua tribo, de sua ideia fresca ou passada.

Se um dia um poeta parar na sua frente e disser um verso, certamente você pensará muitas coisas, como a pressa dos ponteiros do relógio, os textos longos e chatos decorados para passar de ano na escola e no vestibular, a timidez de ouvir, de não poder retribuir, ou a pura incapacidade de sentir, do coração endurecido das pedras carregadas na estrada.

Os homens e as mulheres não são deuses, e a contemplação da beleza e das coisas reforça a humanidade, o ego, e não a divindade. O poeta não eleva a pessoa amada ao inatingível, ele expressa justamente o que pode tocar com suas mãos, reais ou imaginárias. Por isso, deixe a poesia fluir. Melhor a palavra do poeta do que o obscuro vazio da mesmice. Todo tempero deixa a comida mais gostosa, assim como a poesia é capaz de dar vida à própria vida. Quando ouvir o poeta lhe dizer o néctar do viver, deixe, não dói, faz até bem. Principalmente se você for a poesia que o alimenta.



Errata - por Ana

Desde terça tô pensando:
A amizade ou a briga?
Então eu decidi, Bruno,
Que prefiro só amiga

E continuar comentando
Os seus posts numa boa,
Sem pender pra nenhum lado,
Pois prezo a sua pessoa.

Prezo ainda, muito mais,
A amizade, coisa rara,
E é bom não poluí-la,
Deixá-la sempre bem clara.

Gosto de nossas conversas
Sobre os diversos assuntos,
É só o que importa pra mim
E não penso noutro rumo.

Sobre a questão do mote,
Vi que entendi errado,
Porém vamos combinar:
Até que ficou engraçado!

Desculpo-me pelo engano,
Assumo: foi falha minha.
Vexada e feliz, em público,
Devolvo a corneta e a bandeirinha!




Resposta a “Coquinho no Matagal”, de Bruno D’Almeida.
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Apimentando - por Alba Vieira

Veja, gente, eu não sou disso,
Não gosto de me meter,
Se presencio uma briga,
Corro pra me esconder.
Violência não é meu forte,
Nem gosto de falação,
Deixo os outros em suas contendas,
Fico aqui só em contemplação.

Mas creio que esta história
Tá passando dos limites,
Tem mais gente se metendo...
Onde vai parar, se já está triste?
Agora o Bruno e a Escrevinha
Resolveram também se envolver
No litígio da Ana e Raquel,
Aí então não pude mais me conter.

Antes, eu queria aplacar a discórdia,
Promover a paz entre naja e jibóia,
Suavizar os ânimos e jogar confetes,
Levantar o astral evitando os bofetes.
Mas neste momento é demais!
A Ana passou dos limites, minha gente!
Que vampira esta mulher sagaz!
Morde e assopra, botando paninho quente.

Vocês não enxergam, galera?
Tanta dissimulação? Êta guria sem-vergonha!
Faz intriga, xinga, elogia e depois pede benção.
É esperta demais, digamos que é uma fera.
Nas letras ela só dá banho
Mas no caráter, quase degenera,
Xi! Acho que vou calar a boca, senão vai sobrar pra mim!
Desdigo tudo que disse. Pronto! Chega! Fim!
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Referência à saga “*A Ninja x A Samurai”.
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Rwanda Hotel - por Fatinha

Querido Brógui:

Ultimamente tem ocorrido comigo uma coisa enervante: se vejo um filme antes de dormir, sonho com ele a noite toda.
Quando é um filme tranquilo, daqueles bem amarradinhos, água com açúcar, ainda vai. Triste é quando eu cismo de ver um daqueles sinistros, como o de ontem, o tal do “Rwanda Hotel”. Putz! É um filmaço, mas muito pesado. Quando ele acabou, fiquei tão triste, tão triste! Passei a noite entre facões, corpos espalhados pelo chão e crianças chorando.
Apesar de o filme ter um final que ressalta a luta e a solidariedade que salva milhares de pessoas do genocídio, essa não é a imagem que fica na minha mente. O que fica mesmo é a triste certeza de que a nossa espécie é a única capaz de cometer assassinatos. E isso me faz sofrer. Como diz o Dalai Lama, é impossível não sofrer sabendo que há um semelhante vivendo em sofrimento.
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Visitem Fatinha
Terry George

Lao Tzu e o Ser Integral - por Alba Vieira

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O ser integral conhece sem ir, vê sem olhar e realiza sem fazer.
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Beto Guedes, Ronaldo Bastos e “O Sal da Terra” - por Rita

Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da Terra

És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois

Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da terra)
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Em 1981, surgiu o álbum “Contos da Lua Vaga”,
com a música “Sal da Terra”, cantada por Beto Guedes.
Linda! Um apelo solitário que hoje é seguido por milhões de pessoas.
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Jean-Paul Sartre - por Ana

A Imaginação - Jean-Paul Sartre
Sursis - Jean-Paul Sartre


“Penélope, você me lembrou de Sartre! Adorei esta citação e adorei o livro Sursis. Já “A Imaginação” é um saco! Detestei!”
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Resposta a “Jean-Paul Sartre e o Homem”, de Penélope Charmosa.
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E você? Que autor você deseja comentar?
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Simples Assim - por Rita

Meus versos são simples
E não venho lamentar
Estou aqui para somar
Não há pretensão literária
Só compartilhar
Escrever é terapêutico
É muito bom criar
Se conhecer melhor e ninguém atropelar.
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A Folha - por Nina

Numa tarde de outono
Um chá quente com gelo
Conforta e aquece
A suave brisa da indecisão

Vislumbrar, sentir...
Sentir o quê?
Os erros e defeitos?
A ponta de um iceberg,
seriam eles?

Vislumbrar, sentir, escrever!
Na velocidade da luz
Cada letra diz “adeus”
Da sofrida folha nunca escrita
Para uma terra sem críticas

Escrever ou não?
Fogo ou gelo?
Abrir as portas para críticas e receios...
Ou fechá-las?

É chegada a hora
De um chá quente com gelo
Conforta e aquece
A suave brisa da indecisão.
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Lembrando de Você - por Alba Vieira

Café com leite
Combinação perfeita
Lembra bom dia

Simplicidade
Um jeito original
Dentro do igual
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Alberto Caeiro e os Deuses - Citado por Penélope Charmosa

Por isso os deuses não têm corpo e alma.
Mas só corpo e são perfeitos.
O corpo é que lhes é alma
E têm a consciência na própria carne divina.
.Fernando Pessoa

Gandhi e a História - Citado por Therezinha

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Se queremos progredir, não devemos repetir a História, mas sim fazermos uma História nova.
. Mahatma Gandhi
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sábado, 28 de março de 2009

PARTICIPE TAMBÉM!

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Junte-se a este movimento de alerta contra o aquecimento global.
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A Hora do Planeta 2009 espera alcançar
mais de um bilhão de pessoas em mil cidades ao redor do mundo,
convidando comunidades, empresas, organizações e governos
a participarem deste ato simbólico histórico pelo futuro da Terra.
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O gesto simples de apagar as luzes por 60 minutos,
possível em todos os lugares do planeta,
tem como objetivo chamar para uma reflexão
sobre a ameaça das mudanças climáticas.
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Hoje, de 20:30 às 21:30h, apague as luzes de sua sala.
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Fonte: wwf
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Labirinto - As Nossas Histórias V

Era o que esperavam os aflitos para saírem daquele marasmo... Do marasmo vem o conflito. E assim fica ainda maior a aflição. Aflição que não cessa por nada, suga a energia da gente.
O que fazer para vencer a inércia, mudar o rumo das coisas? Era tudo o que queriam saber.
Dentro daquele labirinto se olhavam, quando em vez, tentando, cada um, encontrar no outro a solução, a saída... mas nada faziam de concreto para, efetivamente, chegarem à liberdade. O medo do erro e da crítica impede o primeiro passo... Ideias definhando dentro de si mesmos.
Viviam enredados na armadilha da objeto-referência (quando buscamos aprovação dos outros, não tendo a consciência do valor próprio).
Até que de repente, não mais que de repente...
Alguém olha para os outros com olhos esbugalhados como se procurasse, entre eles, o que havia lhe dirigido palavras ofensivas. E como ninguém parecesse entendê-lo, saiu correndo daquele lugar sufocante.
Por incrível que pareça, bastou esse gesto tresloucado para mudar completamente o clima reinante no local. Afinal de contas, o cara tinha pirado!
Mas apesar de pirado, não é que achou a saída e escafedeu-se dali?
Então, todos os outros, que o estavam seguindo para ver do que se tratava, conseguiram encontrar a saída daquele labirinto, guiados pela loucura.



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Roubada - As Nossas Poesias IX

Me meto em roubada,
Vivo entrando pelo cano,
Acabo só dando furo
E quase sempre me ferrando.
Fazer o quê para mudar?
Se com as melhores intenções,
Só faço me encalacrar...

Sou mesmo uma besta quadrada,
Preciso achar a razão
De estar sempre enrolada,
Só criando confusão.
Acho que sou desligada...
Será que pertenço a este mundo
Ou nasci com esta missão?

Será que é porque falo na hora de calar?
Saio na hora de entrar?
Bato na hora de apanhar?
E tudo vice-versa?
Socorro! Alguém pode ajudar?
Ou ao menos me explicar?
Eu tô aberta a conversa...

Assim é que não posso ficar!
Outro dia o padre me disse:
“Só Deus para te ajudar...”
E me veio a intuição:
As respostas que tanto busco
Está nas perguntas que fiz
Do fundo do coração.

Falar na hora de falar,
Calar na hora de calar,
Sair na hora de sair,
Entrar na hora de entrar,
Bater na hora de bater,
Apanhar na hora de apanhar,
Pensar na hora de pensar.

Se faço tudo ao contrário,
Como é que vou acertar?
É só acertar esta ordem
que não há como errar.
Então começo agora.
O importante é tentar
E na vida me aprumar.

Vou partir para a ação.
Sei que ninguém é perfeito,
Mas seguirei com dedicação.
E se nem assim der certo,
Só na próxima encarnação.
Porque se nem Deus deu jeito,
É porque não tem jeito, não.


Poesia criada por Ana, Clarice A., Alba Vieira e Rita.
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Um Sonho Bom - por Alba Vieira

Caía a noite apagando aos poucos toda a luminosidade natural daquele lugar já tão populoso, cheio de prédios e construções mais baixas. E aquele dia a luz elétrica não acendia, não se sabia porquê. Tudo foi, devagar, virando breu e as pessoas já começavam a se inquietar. Mas tudo foi deixando de funcionar aos poucos e assim não havia ninguém preso nos elevadores ou em outros lugares. Os sistemas foram inativados progressivamente, dando tempo às pessoas de perceberem sua incapacidade de funcionarem. E não era mais possível acender qualquer luz artificial: elétrica, de geradores, baterias, pilhas. Nada funcionava. Também era impossível obter luz de vela, ninguém conseguia riscar fósforos ou acender isqueiros ou fazer fogo por qualquer meio. Era estranho demais! Entretanto, no resto, tudo estava como sempre esteve. Exceto pelas trevas que se impuseram sobre aquela cidade. Não houve tumulto. As pessoas estavam calmas. Estavam anestesiadas pelas impossibilidades e hipnotizadas pela estranheza dos fatos. Aos poucos foram se acostumando à escuridão e foram agrupando-se nos espaços abertos. Desceram dos prédios, saíram de suas casas, locais de trabalho e lazer e, em silêncio, começaram a andar pela cidade toda apagada e sem se esbarrarem. Caminharam muitos quilômetros em silêncio e aos poucos o ar ficou mais leve, respiravam melhor, aprofundaram a respiração. Andavam com mais facilidade agora e se dirigiram, juntos, depois de horas, para um lugar mais claro onde puderam enxergar a primeira estrela. Foi um êxtase, a salvação.
Finalmente haviam descoberto a luz da intuição que os fez se reunirem e caminharem juntos para um lugar melhor.



Texto cujos título e início foram utilizados para Um Sonho Bom - As Nossas Histórias IV.
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Em Busca de Si - por Alba Vieira

Cavaleiro sem destino,
Perseguindo o nada.
Segue a linha do horizonte,
Atinge uma outra estrada

Que o leva inda mais longe,
Onde ninguém sonhou,
Pois nem em sonho se alcança
O que a mente não projetou.

Mas ele parte sem medo,
Buscando, talvez, uma trilha
Que o conduza seguro
Rumo ao céu, onde o sol brilha.

Montando um cavalo alado,
De faiscante e dourada crina,
Segue a intuição, pois sabe
Que todo homem é uma ilha.



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Em Busca de Si - As Nossas Poesias VIII.
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Hora do Planeta - por Alba Vieira

Apaguem a luz
Acendam as idéias
Salvem a Terra

Todos unidos
Pelo bem do planeta
Na escuridão

Os cariocas
Contra aquecimento
Apagam Cristo

Desliguem tudo
São sessenta minutos
Pra iluminar

Uma hora só
Multiplica a ação
Colaboremos

Em todo mundo
Só deixem as estrelas
E esperança

Mentes acesas
Preservam natureza
Guardam recursos

Zelam Mãe Terra
Respeitam semelhantes
Unem-se na luz
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Livre, Intrigada e Vingada - por Ana

Oba! Ganhei habeas corpus!
Quem me prendeu me soltou!
Já estou livre, galera!
A Escrevinha decretou!

(Vamos aqui pro cantinho,
Pra conversar em surdina...
Estou meio preocupada
Com a condição desta menina...

Primeiro vou pontuar:
O pai também é sagrado
E ela não se pronunciou
Quando, num verso irado,

Eu também soltei o verbo...
Não ouvi nenhum lamento
Por responder à ninjíndia
Xingando-lhe o pai de jumento.

Então vou falar uma coisa
Que é bastante delicada,
Não deixem Escrevinha saber,
Ela pode ficar magoada...

Não é algo muito esquisito?
Singular esta pessoa...
Numa hora me encarcera,
Na outra me solta na boa...
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Não me impingiu um contrato!...
Não me cobrou honorários!...
Por favor, não contem a ela,
Este troço é temerário!
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Tenho dois fortes palpites,
Com vocês serei sincera:
Pode ser que ela seja
Uma alma de outra esfera!

Será que esbarrei com um anjo
Que é tão bom que nem sei?...
Ou será verdadeira outra hipótese
Que agora aqui exporei?

Por acaso vocês viram
“Como Se Fosse a Primeira Vez”
Ou então “Procurando Nemo”?
São exemplos que deixo a vocês...

É que está meio confuso,
Coisa trágica e hilária...
Acho que esta moça sofre
De amnésia temporária...

Acho que esquece das coisas,
Perdeu a memória recente.
É melhor não mexer nisso...
Vou continuar normalmente.)
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Valeu, minha grande amiga!
Agora tu foi legal!
Nada como conhecer
Uma baita profissional!

Quando viu minha desdita,
Veio logo socorrer!
Na cadeia eu morreria,
Se não fosse por você!

Já estava até rotulada
De presidiária por aqui.
Passei vexame de novo!
Vermelha como um caqui.

Eu já tinha até começado
Versinhos lá na prisão,
Pra enviar a vocês.
Aqui vão, em primeira mão:

“Quem quiser me visitar,
Eu recebo com prazer...
Detenta resignada,
Tenho nada pra fazer...

Vou aproveitar e escrever
Mais quadrinhas no exílio,
Pro tempo passar depressa
Nas masmorras do castigo.

Ao longo dos dias terei
Pra contar, muitas histórias,
Do cárcere mando a vocês
Um pouco das minhas memórias.”

Estava toda animada,
Ia escrever bem bacana,
Já estava até pensando
Em assinar GraciliAna...

Quando estava assim sonhando,
O carcereiro veio à cela,
Fez um suspense danado
Antes de abrir a tramela:

Olhou para nós lá dentro,
Com aquele olhar de vampiro,
Fingi que nem tava vendo,
Fiz que não era comigo.

De repente, com voz firme,
Chamou: “Ana Samurai!”
Todo mundo então me olhou.
“Vocês ficam, ela sai.”

Saí sem saber porquê,
Torci pra ser coisa boa,
Fui bem quietinha atrás dele,
Que temporal não é garoa.

Diante do delegado,
Tremia que nem vara verde,
Pensei: “Mais uma denúncia!
Tô embolada nessa rede!”

Lembrei que há um tempo atrás
Xinguei a avó da xavante.
“Mãe da mãe! Eu tô ferrada!
Não há monge que me levante!

Se xingar mãe dá cadeia,
Xingar avó dá o quê?!!!
Avó é mãe ao quadrado!...
Vou ver assim o sol nascer!

Acabou-se a minha vida,
Dou adeus ao laptop...
Se eu jogo restos na pia,
Com certeza ela entope...”

Como consertar o feito?
Pra isso não há ciência...
Só me restava uma coisa:
Arcar com a consequência...

No meio dos pensamentos
Ouvi a voz redentora,
O delegado me disse:
“Te soltou a Escrevinhadora.”

Respirei aliviada,
Agradeci ao delega,
Sorri para o carcereiro
E falei: “Adeus, colega!”

O pessoal lá de dentro
Estava ouvindo a conversa,
Todos autores malditos
Que fizeram a maior festa

Comemorando a soltura
De mais uma injustiçada
Que se arriscou, sem saber,
Por causa da língua afiada.

Eu gritei: “Valeu, povão!”
E fui saindo ligeiro.
O delega perguntou:
“Não quer passar no banheiro?

Pra dar uma arrumadinha...
Depois desse tempo de cela
Tu tá no maior bagaço,
Parece coruja velha.”

Eu parei, estupefata!
Dá para acreditar?!!!
Mas não me alterei com ele.
Disse: “Não... pode deixar...”

Mantive a língua travada,
Pois as faculdades estão sãs,
Mas lá do cárcere veio o coro:
“CORUJA VELHA É A MÃE!”
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Resposta a “Resposta”, de Escrevinhadora.
Referências: “Indiazinha Sem Torcida”, de Ana;
comentário de Bruno D’Almeida em “Das Flores às Pedradas...”, de Ana;
A Samurai Contra-ataca!”, de Ana.
Referências indiretas: “Coruja Velha é a Mãe”, de Ana;
Vaia para Ana”, de Escrevinhadora.
Citação de dois filmes que utilizam, em seus enredos, de forma cômica, o tema amnésia temporária.
Peter Segal, Andrew Stanton.

Um Estranho no Ninho - por Luiz de Almeida Neto

Nessa esteira de relembrar “Um estranho no ninho”, tem o filme que é marcante também. Indo mais além um pouco, aproveito pra recomendar tudo que tiver o nome “Jack Nicholson” na capa. Independente de seus talentos, que às vezes são discutidos, enquanto ator, os projetos que ele desenvolve e que ele escolhe para empreender são sempre de muito bom gosto. Taí a dica. Vlw.



Sinopse: Cineclick
Trailer: Youtube

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E você? Que filme achou marcante?
Milos Forman

Um Estranho no Ninho - por Luiz de Almeida Neto

Um Estranho no Ninho - Ken Kesey


“Reforço a recomendação de ‘Um estranho no ninho’, pois é uma obra de observação muito perspicaz, de aspectos da vida que muitas vezes são negligenciadas por outros autores. Mt bom mesmo.”
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Resposta a “Um Estranho no Ninho”, de Ana.
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E você? Que livro considera muito bom?
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Maurice Merleau-Ponty e a Palavra - Citado por Penélope Charmosa

A palavra, longe de ser um simples signo dos objetos e das significações, habita as coisas e veicula significações. Naquele que fala, a palavra não traduz um pensamento já feito, mas o realiza. E aquele que escuta recebe, pela palavra, o próprio pensamento.
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O Pequeno Príncipe - por Alba Vieira

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry


“Uma linda metáfora a propósito da delicadeza da vida, quando olhamos cada coisa com profundidade. Amei o baobá. E as ilustrações são muito lindas. Um livro inesquecível.”
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Resposta a “O Pequeno Príncipe”, de Escrevinhadora.
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E você? Que livro considera inesquecível?
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Reflexão - por Passa-Tempo

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A influência da sociedade machista é que denigre a imagem do homem por ele mesmo.
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John Donne - por Ana

O cara é demais mesmo!
Dele, acho que só conheço “A Pulga”, que é especial!


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E você? De que autor você gosta?
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Confúcio e o Homem - Citado por Therezinha

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Para conhecer um homem, veja como ele age, descubra o que ele busca, examine o que lhe faz feliz.
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sexta-feira, 27 de março de 2009

As Nossas Palavras III - por Alba Vieira

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Vida só de trabalho é vida obsoleta. Nós, conscientes, preferimos o não fazer, que faz a maior diferença, permitindo sair desta ilusão em que vivemos e acessar outras realidades.



Visitem Alba Vieira
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As Nossas Palavras III - por S. Ribeiro

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PONTO

Preferimos sempre a vida obsoleta, este trabalho branco e rasteiro, que faz surgir em frente a nós mesmos a constância: e agora?
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Visitem S. Ribeiro
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As Nossas Palavras III - por Alba Vieira

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Nós, virginianos, preferimos sempre o trabalho. É nossa resposta em qualquer circunstância, o que faz a nossa vida não ser obsoleta.



Visitem Alba Vieira
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Parabéns, Minha Irmã! - por Ana

Hoje faz aniversário
Minha irmã arretadinha.
Nasceu positiva, a bichinha,
Com ela ninguém tira farinha.

Tem um coração de ouro,
Cabelos de ouro também tinha,
Parecia um anjo doce
Quando era pequenininha.

Hoje tem duas princesas,
Ou três, se conto com a neta,
E também uma cachorra
Que é poodle e não para quieta.

Ana Carolina, Juliana,
Ana Beatriz, pequenina,
E Biba, linda e branquinha...
Minha irmã e suas meninas...

Seu marido é muito calmo,
Calado... não emite um som...
E parece, por demais,
Com o Homer, dos Simpsons.

Esta família, pra ela,
É o cerne de sua vida,
Dedicada e incansável,
Luta sem ter guarida.

Ela tem olhar direto,
Vive afiado seu gume,
É magrinha e bem baixinha,
Um dos melhores perfumes.

Tem intolerância à mentira,
À injustiça e à covardia,
Sempre a querer tudo certo,
Briga onde ninguém brigaria.

É defensora ardorosa
Dos direitos humanos e animais,
Não quis se formar em Direito
Pois veria absurdos demais.

Mas tem alma de advogada,
Fala e eloquência também,
Quando discute um assunto,
Só dá ela, mais ninguém.

Ela me deixa orgulhosa
Por ser sua irmã nesta vida:
Desde que lhe trocava as fraldas
Sabia que era alma escolhida

Para abrandar as tristezas,
Para ajudar a quem precisa,
Para apoiar nas desgraças,
Sempre pronta a ser amiga.

Ainda tem senso de humor
Na família, quase imbatível,
Quando conta os nossos causos
É hilariante e incrível.

Ela é muito sensível,
Qualquer coisa, se magoa,
Isso, em geral, acontece,
Com quem tem a alma boa.

Anda bem desiludida
Com a natureza humana;
Já sofreu muito na vida,
Apesar de tão bacana.

Tem vontade de sumir,
De voltar pro paraíso,
Mas sempre digo que ela
Aqui tem um compromisso

Importante pra caramba,
Fundamental pra dedéu:
Ajudar as outras almas
A se aproximarem do céu.

E também de orientar
A quem se acha perdido
Nos labirintos que existem
Em nosso mundo fedido.

Neste dia especial
Eu lhe coloco uma insígnia:
De Bússola-Guardiã,
Minha amada Virgínia!
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Resposta - por Escrevinhadora

Grande Ana,
nas letras e no coração,
me faz rir, me faz vibrar
com tanta inspiração.
Pra mostrar minha lisura
na torcida por essa briga
vou impetrar “habeas corpus”
e conseguir tua soltura.


Resposta a “Das Flores às Pedradas...”, de Ana.
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Ciência Exata - por Kbçapoeta

Se existe destino,
Meus passos estão marcados.
Meu coração tem um número a bater,
Nem mais nem menos.
Vago na probabilidade de 6,5 milhões
Menos um,
Para encontrar minha alma gêmea.
Como disse anteriormente,
Tudo é quantificado,
Até as vezes que vou procurar
Minha alma gêmea,
Como quem procura agulha de ouro no palheiro.
Encontrarei muitas agulhas enferrujadas
Que irão machucar minhas mãos.
Mas tudo bem.
Pois se encontrar minha alma gêmea,
Encontrarei o amor
Que tudo cura.
Será?
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Um Estranho no Ninho - por Ana

Um Estranho no Ninho - Ken Kesey


“MUITO BOM!”
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Resposta a “Nem Todos Estão Aqui...”, de Raquel Aiuendi.
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E você? De que livro você gostou?
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Chico Buarque, Edu Lobo e “Beatriz” - por Alba Vieira

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura o rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário a casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina a vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida
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A Feira de Domingo - por Adir Vieira

Estou a pé, a caminho da casa de uma amiga. Não costumo vir por essas bandas e começo a ouvir, cada vez mais perto, um burburinho de vozes gritando, ao mesmo tempo, coisas diversas. “Olha o tomate, vermelho como boca de moça bonita!” “Senhorita, a maçã está quase de graça...”
Conforme me aproximo, vou identificando a feira livre. Sorrio mentalmente enquanto me dou ao luxo de seguir os outros visitantes. Já na entrada identifico as barracas milimetricamente enfileiradas, dando um visual especial com suas lonas multicoloridas. Todos ali clamam à vida. Os que vendem, buscando recuperar, com lucros, o dinheiro empregado na madrugada, na Central de Abastecimentos; e os que compram, adquirir os produtos realmente cuidados e selecionados, concorrentes que são, nas várias barracas que os exibem.
Todos ali parecem ter uma alegria evidente e natural quando anunciam seus produtos, angariando a simpatia e a fidelidade de seus clientes habituais. Percebo que as pessoas, de um modo geral, são moradoras do local e já se tornaram quase amigas dos vendedores, tamanha a fluência do discurso entre eles.
Estrategicamente dispostas de forma a obterem altos índices de venda, as barracas se agrupam por tipo de produto, dando vez, logo na entrada, às frutas e legumes. Em seguida, as barracas de verduras, várias, até aquelas menos comuns, são organizadas nas bancadas de forma a atrair a atenção dos clientes e dão um ar forte de natureza naquele local de tanto tumulto. Entre carrinhos pequenos de transporte, bolsas de lona grossa colorida, gritinhos de crianças puxadas pela mão por mães e babás vou seguindo, observando tudo.
No meio da feira dispõem-se as barracas de roupas leves e artesanatos; mais adiante, para fazer parar toda a gente, uma barraca, com bancos e mesinhas em toda a volta, vende pastéis e salgados com caldo de cana. Penso em experimentar, mas confesso que os cuidados com a higiene não fortificam minha vontade.
Vou seguindo e já lá no fundo da feira, duas barracas me chamam a atenção. A de aves é um carrinho com balcão frigorífico e lona em cima e a de peixes tem um enorme latão ao lado com água que serve para lavar os peixes escolhidos, antes do preparo de tirar a cabeça e cortar em postas. Confesso que o odor que vem dali não se coaduna com o início da feira, tão limpo e colorido. Retorno ao início com o intuito de seguir meu destino, quando estaco diante da barraca de abóboras. Estranho não tê-la notado quando por ali passei e percebo que a aglomeração que se forma na frente não deixa mesmo o cliente que nunca ali foi, sequer ter acesso à barraca.
São muitas e muitas abóboras gigantes, cuidadosamente arrumadas, dando um visual artístico à barraca.
Tomo conhecimento de que o vendedor está no local há décadas, seu produto é confiável e a própria arrumação clama, aos que ali passam, pela compra do produto. São abóboras de todos os tipos, dispostas algumas ainda inteiras e, quando abertas, exibindo a polpa absurdamente vermelha como a lona da barraca. Como anuncia o vendedor sem cessar, servem para doces, sopas ou ensopados, enquanto suas mãos ágeis e espertas manuseiam o facão afiado, descascando e cortando o produto escolhido. Paro e observo que, pela aglomeração que ali se forma, não é necessário técnicas ou estudos para se fazer dinheiro. Como os demais, aguardo minha vez, escolho dois quilos de abóbora baiana de polpa úmida e tomo o meu caminho original, já tendo em mente o doce que vou preparar quando retornar a casa.
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Alegria de Criança II - por Rita

Não atirei o pau no gato
Nem o boi veio me assustar
Dormia ao som de um calango
Não sabe o que é?
Vou te contar
“Calango tango
No calango da lacraia
Meu cabrito tá na corda
Teu cavalo tá na baia”
Minha música de ninar
Cantada por um pai mineiro
Cheio de amor para dar
Lembranças de uma criança feliz.
.Luiz Gonzaga, J. Portella

Súplica - por Clarice A.

A chuva cai silenciosa. Anoiteceu e com a chegada do outono já começa a esfriar. As pessoas em seus lugares sob a marquise, em que passam todas as noites. Sempre o primeiro a chegar é um rapaz com seu cão, um vira-lata chamado Pretinho. São doze no grupo e Vó e a neta foram as últimas a se juntar a eles, há três semanas atrás.
Para elas tudo começou quando os pais da menina (ele, filho de Vó) foram julgados e condenados à morte pelos traficantes da favela sob a acusação de serem X9, ou seja, informantes da polícia. Eram viciados em drogas, não puderam provar inocência e, sendo assim, corta-se o mal pela raiz. Decisão do dono do local. A ordem era passar o rodo em quem estivesse no barraco, largar o aço em todos para dar o exemplo do que acontece com quem os desafia. Vó e a menina foram salvas pelo encarregado de cumprir a sentença, braço direito do chefão, que interferiu por elas e pediu que fossem poupadas. Ele ainda guarda na memória as vezes que ela lhe deu um prato de comida ou tratou de seus machucados de criança, tão pequenino e já entregue à própria sorte. Conhecido pela sua crueldade, ainda há nele um resquício de ternura, sente gratidão e admira o amor e o cuidado que ela dedica à menina. Não havia o que temer da parte delas e, por ser de confiança, a quem o chefe confia a própria vida, teve o pedido atendido, mas com a condição de que as duas deixassem imediatamente a favela, não pedissem ajuda a ninguém e nunca mais voltassem.
Sem saber o que fazer, sem poder pedir ajuda aos vizinhos ou conhecidos por carregar com elas uma sentença de morte para quem ousasse fazê-lo, perambularam sem rumo até quase a exaustão e quando, vencidas pelo cansaço, viram aquelas pessoas sob a marquise, aproximaram-se, e Vó perguntou ao dono do Pretinho se poderiam ficar ali, tendo o rapaz respondido que sim. Elas precisavam descansar e depois Vó pensaria o que fazer de suas vidas, vidas que ganhara como um prêmio pelas suas boas ações, embora nunca as praticasse com o intuito de ganhar alguma coisa por elas.
Esta noite o desânimo começara a tomar conta dela. Está ali há mais tempo do que esperava. Não conseguiu um lugar para ficarem, não consegue emprego, não pode procurar a família que mora na favela, as pessoas mal olham para elas, mesmo quando as ajudam. É como se não fossem gente. Já constatou com tristeza que tratam melhor o Pretinho do que a elas. Não é que ela não goste dele, gosta muito, é bom vigia e dá sinal quando desconhecidos se aproximam, é esperto e dá a patinha quando a menina pede, a criança o adora e é com ele que ainda brinca. Mas tratarem o cão melhor do que a neta está além de sua compreensão.
Hoje o peso de viver na rua se fez presente. Era pobre mas não era pedinte, tinha o seu canto para morar. Também a comida faz falta. Como preparar uma refeição naquelas condições? O dia foi difícil, quase não comeram e a menina sentia fome. Ali todos estavam na mesma situação. Às vezes até dividem algo, mas hoje não houve o que dividir. Vó teme o desespero, sabe que a menina só tem a ela, não pode desistir. A menina chorava baixinho e, sem ter a quem recorrer, Vó pediu aos céus. Reuniu suas forças e suplicou à Virgem Maria que olhasse por elas, que ajudasse aquela criança inocente que só faz sofrer.
Passaram-se alguns minutos e um carro parou em frente à marquise. Pretinho não latiu, o que significava que conhecia o carro. Desceram dois casais e duas jovens, certamente filhas do casal mais velho. Os homens abriram o porta-malas e entregaram às moças uma garrafa térmica bojuda e copos descartáveis e às suas mulheres, as quentinhas. As senhoras, uma ainda jovem, movimentaram-se entre eles com passos calmos e com vozes suaves ofereceram a comida olhando-os de um modo fraterno, que Vó não via há tempos. As jovens serviram a bebida e quando abriram a garrafa, o cheiro do café coado há pouco entrou pelas narinas de Vó trazendo à tona lembranças de uma vida que ficou para trás e que ela desejava ter de volta. Por uns instantes, o cheiro da comida fresca, macarrão com salsichas e do café transformaram o lugar num refeitório onde todos comeram num respeitoso silêncio.
Ao se retirarem, o homem mais velho perguntou à mulher se todos foram servidos. Ele a chamou pelo nome e Vó ouviu. Maria é o nome dela. Uma grande emoção tomou conta de Vó. O rapaz ao lado comentou que eles estavam sumidos, mas que costumavam vir pelo menos uma vez por semana. Vó não tomou conhecimento. Para ela, não foi coincidência, e sim sua súplica, que fora atendida. Precisava acreditar nisso para seguir em frente. Nesta noite, apesar do mau tempo, aquelas famílias que poderiam estar no aconchego de seus lares, vendo tevê ou simplesmente descansando, foram para a cozinha preparar aquela comida fresquinha, gostosa, feita no capricho. Vó sabia disso muito bem, entende do riscado, pois é daquelas pessoas que fazem de um feijão com arroz e ensopadinho, uma iguaria.
A menina, saciada, adormeceu com a cabeça no seu colo.
Vó está entregue aos seus pensamentos e conclui que se foi atendida hoje, quem sabe não será novamente? Enche-se de esperança, quer suas vidas de volta. Pedirá uma casinha que pode ser bem pequena: telhado, quatro paredes, uma porta e uma janela, um banheirinho onde possam fazer a higiene e as necessidades. Um lar para as duas. E ela manterá a casa bem limpa e arrumada, pedirá retalhos e fará uma colcha bem colorida e alegre. A menina irá para a escola e brincará com as crianças de sua idade enquanto ela as observará sentada na soleira da porta. E quando entrarem para dormir, a menina tomará banho e vestirá roupa fresca no calor e roupa quente no frio. Ela servirá um copo de leite e cantará ou contará histórias até que a menina adormeça.
Vó sabe que está pedindo uma graça muito grande, mas está decidida. Suplicará, suplicará e suplicará, todos os dias, com todas as suas forças, o quanto for necessário. Como o pedido é de monta, ela o fará para todos os que lembrar, e um dia a ouvirão, e um destes há de chegar: José, Pedro, Aparecida, Antônio, Francisco, Expedito, Bárbara, Conceição, Sebastião, Jorge, Benedito, Geraldo, Luzia, João, Cosme, Damião...
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O Pequeno Príncipe - por Escrevinhadora

O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéry


“(...) li na adolescência e depois reli umas duas vezes. É bom mesmo.”
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Resposta a “O Pequeno Príncipe”, de Ana.
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E você? Que livro considera bom mesmo?
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Onde Está a Felicidade - por Jair Antônio Pauletto

Na televisão, um comercial, insistentemente tentando promover um filme, diz que a “felicidade está sob sol da Toscana”. Além de chato, isto me lembrou o tempo em que eu vivia me queixando que não era feliz, que a felicidade era algo impossível.
Quando era criança a felicidade vinha embrulhada em um papel colorido, mas pouco tempo depois os brinquedos deixaram de fazer efeito, pois comecei a desejar embrulhos que meus pais não podiam comprar. Apesar disso, a vida era boa, obviamente que concluí isso somente quando os brinquedos já não me despertaram mais interesse algum. No início da adolescência, tudo que precisava para ser feliz podia ser encontrado na pequena loja ao lado da praça. Nossa! Aquela loja tinha tudo para fazer alguém feliz: vendia tênis, revistas, relógios, eletrônicos, camisetas e qualquer outra coisa que estivesse na moda.
Mais tarde, a danada da felicidade mudou-se para as festas, baladas, namorada, conclusão dos estudos, independência financeira, enfim, estava sempre um passo à frente. Também passou pela ilusão de ganhar na loteria, de comprar um carro novo, de ficar famoso por um talento qualquer. No entanto, sempre que a felicidade parecia estar ao meu alcance, ela dava um jeito de mudar-se para alguma outra coisa que eu precisava alcançar. Assim, passei a acreditar que “só seria feliz no dia em que...”.
Felizmente, após muito tempo e muita pancada na cabeça, descobri que estava me impondo condições para ser feliz, e que cada uma dessas condições se tornava uma promessa para mim mesmo ou desculpas para a insatisfação. Aliás, promessas e desculpas são armadilhas perfeitas para adiarmos a ação, para jogar tudo para o futuro e continuar na ilusão de encontrar a felicidade lá adiante. Isto me fez perceber que estamos aqui para aprender com a vida sobre nós e não para ensinar à vida o que queremos. Então, compreendi que a felicidade se conquista através do desenvolvimento da consciência e que, após alcançarmos determinado patamar, ela nos introduz ao fluido amoroso da vida. Essas leis da vida são fundamentais para nos conectarmos com a sintonia da felicidade.
Mas, afinal, o que é essa felicidade que tantos almejamos? Será que todos podem alcançá-la? Se não soubermos o que ela é, dificilmente saberemos o que fazer, até mesmo, porque, ser bem-sucedido parece não dar garantia alguma, pois a maioria das pessoas consideradas pela sociedade como bem-sucedidas admitem não serem felizes.
A felicidade não pode ser adquirida, perdida ou dada, uma vez que não se pode tê-la, apenas senti-la. Todos nós possuímos uma seta interna que nos indica o verdadeiro caminho para alcançá-la, mas para isso precisamos ter a sensibilidade de sentir e compreender a linguagem da vida. Encontraremos a resposta para todos os questionamentos se tivermos coragem de seguir as sinalizações interiores e melhorarmos a percepção sobre o sentir.
O filósofo Epicuro pregava que a felicidade advém das coisas simples; Confúcio disse que “A melhor maneira de ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros”. Para Nietzsche: “Não é a força, mas a constância dos bons sentimentos que conduz os homens à felicidade”. E, por sua vez, Thomas Hardy nos diz que: “A felicidade não depende do que nos falta, mas do bom uso que fazemos do que temos”. No entanto, individualmente compreendemos a felicidade conforme o grau de desenvolvimento, o entendimento que temos das leis da vida e a maneira de senti-la.
Portanto, a felicidade não pode ser encontrada no shopping, naquela loja ao lado da praça, como eu pensava, ou na ilusão do “se...”. É preciso entrar na vibração amorosa para que esta atraia o que for melhor para nossas vidas, que isso nos levará à felicidade. Ser feliz é perceber o que é a vida, reconhecer as maravilhas que a natureza nos disponibiliza e enxergar a grandeza de ser humano. Porém, assim mesmo os problemas, a tristeza e a raiva não deixarão de existir, mas quando alcançarmos esse estágio de consciência, esses momentos serão acolhidos com serenidade; o que nos ajudará a perceber as lições preciosas que esses “aborrecimentos da vida” contêm.
Na minha longa jornada, essas foram algumas premissas que me ajudaram a superar bloqueios e falsas percepções, que me impediam de entrar em contato com o meu íntimo e seguir as setas indicativas para a felicidade. O grande segredo foi ter acreditado que todos os recursos e respostas, indispensáveis para alcançar a felicidade, podiam ser encontrados no próprio interior.
É natural resistirmos a tudo com que não estamos familiarizados, mas pelo menos espero que meus erros evitem que caias nas mesmas e infrutíferas ilusões e que consideres a possibilidade de explorar profundamente o imenso e surpreendente território que habita o seu ser; certamente encontrarás o porquê de ser, a felicidade, um bem precioso possível a todos. Nunca fui a Toscana, mas assim mesmo tenho certeza que não é preciso ir até lá para encontrar a felicidade. Boa semana.


Visitem Jair Antônio Pauletto
Friedrich Nietzsche

Eu o Admiro - por Raquel Aiuendi

Eu o admiro, não invejo
Admiro-o em meus versos
E em argumentos eu revejo
Na admiração pontos diversos.

Admiro o que sozinho não se mira
Eloquentemente seu rosto se vira
Para quem agora só o admira e
Lentamente vai, até que se retira.

Admiro-o versos à parte
Bem de longe, que não me veja
Minha admiração lhe farte
Nesta pobre poesia benfazeja.
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