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domingo, 19 de abril de 2009

Argumentação Contra o Chuchu - por Bruno D’Almeida

Eu não quero ser chamado de chuchu. Como posso querer ser relacionado a uma coisa sem sabor, que não tem, por si só, capacidade de ser o prato principal de absolutamente nada de respeito? Veja bem, meu amor, essas coisas de ser especial, de morar no fundo do coração e tudo mais não combinam com uma hortaliça fruto de quinta categoria.

Eu prefiro até apelidos mais idiotas, bem afeitos a quem está apaixonado. Mas não pode ser também inho (odeio diminutivos, essa redução a um nada significante), mozão, neném, nego, branco, amarelo, docinho, bebê, bombom, anjo, ou qualquer coisa que já chamem por aí. Você foi dizer que eu era especial na sua vida, problema seu. Agora quero ser chamado de uma coisa que faça jus a essa singularidade.

Eu quero ser lembrado exatamente pelo que sinto por você. Um nome que remeta ao jeito que fico a seu lado, bobo, admirado, de coração acelerado, feliz até por receber um beijo no meio da rua, andar como dois adolescentes apaixonados, como quem descobriu tudo isso pela primeira vez. Como é o nome que se dá quando a gente acorda e pensa logo naquela pessoa? Do que posso chamar alguém que me fez ver que essa vidinha ordinária ainda pode ter um sentido?

E você ainda tem a coragem de me chamar de chuchu? Diga-me, o que essa cucurbitácea, originária da América Central, representa diante de tudo que falei até agora? Se você quisesse dizer que ela tem sabor suave, é de fácil digestibilidade, rica em fibras, com poucas calorias, abundante em potássio e fonte de vitaminas A e C, eu poderia até me empolgar. Até porque o que sinto por você é leve e sobretudo saudável. Mas tenho certeza de que você não se refere à fonte protéica deste parente do pepino e da melancia. Você está com preguiça de pensar em algo mais singular que traduza o que sentimos um pelo outro.

Eu quero ser chamado de amor. Essa coisa que faz o tempo ser mais do que cronológico, ser espacial, atemporal, que dura para sempre, pois é feito de momentos que jamais esqueceremos. Da próxima vez que você me chamar de chuchu, eu vou te dar vários deles, centenas de chuchus para você beijar, acariciar, ter ao seu lado como companheiros inseparáveis. Mais do que isso, vou fazer você comer chuchu três vezes ao dia, todo dia. Uma vida perfeitamente vegetativa. Parecerão comigo? Duvido que todos eles sejam capazes de sentir o que sinto por você. Por isso eu imploro, suplico, peço-lhe por clemência: que diabo, o meu nome não é chuchu!



Duelando Manchetes III: Preconceito Racial - por Ana

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Das notas, todos os gritos são pardos.
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As Nossas Palavras VI - por Aaron Caronte Badiz

Podem os anjos cânticos entoar
Pedindo uma vida pacífica na Terra,
Mas a teimosia dos homens em continuar
Acumulando as benesses conseguidas com a guerra
(Coisas como dinheiro e poder,
impossíveis de abandonar.)
Faz com que troquem o ser pelo ter.
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Questão de Honra - por Ana

Gostei. Jack Nicholson está demais neste filme!



Sinopse: Cineclick
Trailer: Spout
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Resposta a Um Estranho no Ninho, de Luiz de Almeida Neto.
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E você? De que filme você gostou?
Bob Reiner

Semente de Amor - por Alba Vieira

Criança tão linda
E cheia de vida
Vens a este mundo
Para espalhar amor
És fonte de cura
Para os que te merecem
Promoverás a paz e trarás harmonia.
Serás forte, lúcido e bom
Terás que ser firme
Pois que és o eixo
Mas tu és tão doce
Que a todos encantarás
Semente de bondade,
Iluminarás os caminhos
De teus pais e teus parentes
Serás querido por todos
Meu amado bebê.



Visitem Alba Vieira
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Mineira - por Daisy

Mineira.
Por natureza, desconfiada.
Por tradição, conservadora.
Pelo sangue, política.

Desconfiada
De tudo e de todos,
Sem motivo.

Conservadora,
Mas de uma tradição contemporânea,
Consciente.

Política,
No bom sentido da palavra,
Correndo nas veias.

Mineira.
Orgulhosa de suas raízes,
Praticante de seus lemas,
Fiel aos seus ideais.

Raízes
Obstinadamente plantadas.

Lemas
Incondicionalmente seguidos.

Ideais
Lealmente transmitidos.

Mineira.
Internamente mineira,
Externamente mineira,
Inteiramente mineira.
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Aluísio Azevedo - por Ana

O Cortiço - Aluísio Azevedo



“Aluísio Azevedo li não. Tal de O Cortiço era uma porcariada tão grande que me recusei a ler na escola e não quis saber de nada mais dele.”
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Resposta a “Obras”, de Leo Santos.
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E você? Que autor você se recusou a ler?
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Mais uma Sapatada - por Fatinha

Querido Brógui:

Há alguns dias atrás, mais um jornalista arremessou o sapato em um líder político, mais precisamente no Primeiro Ministro da Índia. Inspirado naquele iraquiano que tentou acertar o Bush, o indiano repetiu o gesto que, a meu ver, é uma legítima e democrática demonstração de indignação contra os que praticam crimes contra a humanidade e não pagam por isso.
Entretanto, dada a má pontaria dos jornalistas, que não conseguiram mandar seus bólidos nem perto de seus alvos, eu sugeriria criar uma cadeira especial nas faculdades de comunicação objetivando sanar essa deficiência. Melhor: penso que todos nós deveríamos sair de casa munidos de um pé de sapato extra pra eventual necessidade de uma manifestação mais contundente do nosso ponto de vista.
Como sou da paz, não arremessaria um boot, talvez um simples tamanquinho de salto agulha. Radical, eu? Fale a verdade, olhando bem no fundo dos meus olhos: não tem neguinho que há muito tá merecendo levar uma sapatada?



Visitem Fatinha
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Oscar Wilde e o Destino - por Penélope Charmosa

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Em tratos com o homem, o destino jamais liquida suas contas.
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2.000 POSTS!

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Queridos amigos:

Chegamos à marca de 2.000 posts!

Quero agradecer a todos vocês
que contribuíram para este sucesso do Duelos!

Foi a partir da colaboração de todos,
participantes e leitores,
que consegui tornar realidade este projeto
que agora é nosso.

Um enorme abraço extremamente agradecido!

E vamos continuar nos divertindo!
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