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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Antes Ela do que Eu... - por Ana

E a tal índia, heim, gente?
Acho que, enfim, desistiu...
Seguiu conselho de Alba,
Pegou o balaio e partiu.

Partiu desta pra melhor
Pela flecha envenenada,
Deu suspiro de dar dó,
Esta semana foi velada

Lá na tribo em que mora,
Com muita lamentação:
Seus pares, tão revoltados,
Cuspiram no seu caixão.

Foi duelar na Internet,
Tentando ficar famosa,
Mas se deu mal legal!
Uma derrota vergonhosa!

Honras fúnebres indígenas?
Não teve nenhuma, não:
Sem tanga, cocar, peninha...
O caixão? De liquidação.

Agora lhes conto um segredo:
A tribo dela é canibal,
Mas declinaram o banquete
Com medo de passar mal.

Porque eles só se alimentam
Daqueles que são valorosos,
Se comerem carne fraca
Terão destinos escabrosos.

Mas a família convidou
Uns ninjas lá seus colegas,
E eles disseram: “Não!
Nós vamos é fazer festa!

Ela, feio, desonrou
Nosso bom nome na praça:
Não merece nem lembrança,
O que merece é desgraça!”

Assim, aqui eu vos peço
Um minuto de silêncio
Pela alma de Aiuendi
Enquanto eu acendo o incenso.

Como parte dos serviços
Eu vos digo que valeu,
Mas devo ser bem sincera:
Antes ela do que eu!

E vou dançar dança da chuva
Como homenagem também,
Pra lembrar lá do início
E de todo o vaivém.

Por aqui eu me despeço,
Outras coisas me entretêm,
Pra você lhe digo, amiga:
Vá em paz! Adeus! Amém!
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Camuflagem - por Alba Vieira

Camaleão é
Quem tanto se mistura…
Nem sabe quem é.
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Sem Direção - por Luiza

Já tinha passado pelo Duelos outras vezes, mas só hoje, depois que li aqui que escrever podia ser terapêutico, resolvi experimentar e vou deixar este texto.
É que preciso de ajuda porque estou num momento de minha vida em que não encontro direção, não sei o que fazer, embora saiba que preciso mudar alguma coisa.
Todos os dias me sinto mal, sem forças, sem energia para tocar meus dias, com duas filhas pequenas para cuidar e um marido que, embora muito me ajude, necessita de um mínimo de cuidados depois de trabalhar pesado, cumprindo suas responsabilidades no casamento, enquanto a esposa continuamente falha em suas obrigações. Sei bem o que deveria fazer, mas não consigo. Venho tentando encontrar as causas. Já procurei vários profissionais de saúde que nada conseguiram diagnosticar no meu corpo e continuo imprestável e sem entender o que se passa comigo. Imagino que meu problema não seja uma doença física. Já fiz tratamento psicológico, mas só melhorei por um tempo. Acho que meu problema está na alma. Se alguém já se sentiu assim e conseguiu ultrapassar, aprender alguma coisa ou descobrir ao menos o motivo, quem sabe possa trocar idéias comigo ou talvez me recomendar algum livro que possa me esclarecer e auxiliar.
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Reflexões de um Picolé para Toda a Família - por Bruno D’Almeida

Todos estavam à espera do picolé. Era um daqueles dias em que a família inteira vai à praia, e digo a família com todas as suas nuances, performances, fuxicos e penduricalhos: pai, mãe, tia, noras, irmãos, agregados, cunhadas e genro de cara feia. E as crianças! Crianças gordinhas peraltas correndo com meleca escorrendo pelo nariz, pequenos torresmos empanados com areia rolando pelo chão, se jogando na água, trocando tapas por causa de um carro amarelo. Naquele sol escaldante fritando o juízo, a areia esquentando os pés, as crianças começavam a fazer seqüestro emocional pedindo lanchinho. Picolé, pensou Horácio, uma boa pedida para refrescar a boca sem esvaziar muito o bolso.

Passa o primeiro vendedor de picolé com caixinha de isopor no ombro, gritando eu tenho amendoins, cajá, coco, acelora, leite condensado, limão, goiaba, chocolate e tapioca, olha o picolé, olha o picolé! Oitenta centavos. Caro. Eis que passa outro com seu carrinho gritando eu tenho Capelinha, picolé Capelinha! As criancinhas mal-educadas gritavam, agarravam o pobre coitado, aquelas que toda família ri amarelo passando a mão pela cabeça dizendo é assim mesmo, é criança. Horácio Osvaldo perguntou ô Picolé, quanto tá o seu picolé? cinquenta centavos? Barato assim deve estar ruim, pensou o patriarca da família-mosaico.

Barato não senhor, respondeu o vendedor. É que eu compro de lote, aí eu vendo mais e ganho mais! Horácio ficou calado ouvindo. Eu compro picolé de fornada, todo dia eu vou na fábrica e dou três viagem, chega antes do Farol da Barra eu vendi uma fornada, no Farol vendo mais uma e outra depois. Tem gente que vende caro, o picolé derrete, fica boiando, eu só compro de amendoins, cajá e coco, porque todo mundo aqui na praia toma mais desse sabor, aí não tem sobra, eu não tomo prejuízo. Quantos vai ser? Dezoito, falou Horácio pensativo e radiante.

Foi aquela festa. Todo mundo chupando picolé, genro pegando dois, as noras adorando o picolé de coco, a tia falando esse de cajá é uma delícia, a filha pensando nas calorias, as criancinhas felizes melando a cara, derretendo picolés de amendoim pelas mãos e limpando na barriga de areia. Horácio via aquele ambulante, que mal sabia falar, dando aulas intuitivas de capital de giro, marketing, logística de distribuição e comportamento do consumidor sem nunca ter feito uma faculdade. Imagine se fizesse, pensava. Quantas pessoas têm potencial e estão aí vendendo picolé na praia, podendo, com estudo, ser donos de redes de sorveteria? Pausa para reflexão praieira.

A diversão da família era para Horácio, naquele momento, uma janela para a esperança, uma reflexão sobre o sentido da vida muito além das músicas de Roberto Carlos. Nosso Brasil precisa de estudo, nosso povo é extraordinário, precisamos de um batalhão de vendedores de picolé como esse cara, divagava Horácio falando pro genro, que balançava a cabeça concordando com o sogro, soltando grunhidos e chupando o picolé da esposa, uma mulher linda e esguia que estava com medo de engordar.

Mas nosso protagonista-mor nem teve tempo para muita reflexão. A netinha xodó da família acabara de deixar seu picolé de amendoim cair no chão e chorava feito uma condenada, a mãe ameaçava dar tapas pra menina calar a boca, a avó condenava e dizia que a netinha precisava de carinho, e o pobre do Horácio saía correndo em vão pela praia atrás do vendedor de picolé Capelinha, aquele mesmo que dava aulas de economia informal e transformava cinqüenta centavos em mágica gelada no palito. Ninguém via o ambulante, devia estar a caminho da maravilhosa fábrica de sorvetes e de oportunidades.


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Felicidade Clandestina - por Alba Vieira

Felicidade Clandestina - Clarice Lispector


“Um livro que li há muitos anos e me fez bastante feliz, foi Felicidade Clandestina, de minha adorada Clarice Lispector. No conto homônimo, a menina encarna a fascinação pela leitura e é mantida refém de outra que se delicia com o poder que consegue ter sobre ela por causa da promessa de emprestar-lhe um livro bem grosso.”
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E você? Que livro te fez feliz?
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Meu Amigo Mamoeiro - por Alba Vieira

Com seu comentário lembrei-me que em minha casa havia a mangueira do texto e um mamoeiro que me pertencia, com quem eu conversava quase diariamente e, anos mais tarde, vi na televisão algo parecido quando transformaram em novela o “Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos. Foi legal relembrar isto agora.


Resposta a “Saudade?”, de Escrevinhadora.
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Eu e os Outros - por Leila

Acho que a estética é mais “valorizada” porque é mais simples lidar com ela. Se tenho o cabelo cacheado e gosto dele, eu gosto; se apenas tenho, mas outros não gostam, eu mudo. Já o interior provoca polêmicas, debates, e assim a pessoa deve se sentir segura além dos borrões de rímel para defender o interior.


Resposta à “Atitude” de Raquel Aiuendi.
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Dilúvio - por Paulo Chinelate

Ufa! Finalmente!
Sim, consegui usar o limpador de parabrisas do meu carro. Comprado em maio de 2008, só hoje, dia 01 de fevereiro de 2009 consegui a proeza. Está claro que não moro em Santa Catarina. Nem que sou munheca de vaca que compro um carro e deixo-o guardado na garagem enrolado em capas. Sou, sim, residente deste nordeste, bem diferente do restante do Brasil. Todos aqui admirados pela precoce chegada do “inverno”, período em que “Padim Ciço”, apiedado dos seus conterrâneos, derrama umas gotas d’água pelo Ceará.
O engraçado é a análise feita por mim, viajado e morado pelo Brasil a fora, do comportamento do nordestino perante o “dilúvio” de uma garoa, chuva fina ou mesmo uma leve pancada de chuva descontínua. O trânsito, que já é vagaroso, quase parando, fica como que em marcha a ré. Falta de prática com água. Vai um cearense para Manaus. Virgem Santa, será o caos. Trovoadas, relâmpagos, toró dos brabos é o que se presencia por aquelas bandas, mais que nas minhas Minas Gerais montanhosas. Cearense, com certeza, abortaria de tanto susto.
Mas, voltando aos respingos atuais: que beleza, dois dias bastam para se ver o resultado da garoa. O visual amarelado da seca que nos cerca muda como num passe de mágica. Tudo verdinho, em breve florido, um verdadeiro milagre da natureza. Como é bom poder conhecer, vivenciar e saborear os matizes diversos deste país continental!



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Verdadeira Paixão… - por Ana

Mar da Fertilidade - Yukio Mishima (Tetralogia)
...Neve de Primavera - Volume 1
...Cavalo Selvagem - Volume 2
...O Templo da Aurora - Volume 3
...A Queda do Anjo - Volume 4


“Minha segunda melhor leitura (a melhor foi ‘Cem Anos de Solidão’). As páginas iniciais do primeiro volume são meio chatinhas para quem não gosta de muita descrição e pouca ação; mas, sendo persistente, há um mundo fascinante e maravilhoso após esta ‘introdução’.
Além disso, o autor possuía uma personalidade cativante e, nos livros, o editor relata que, em 25 de novembro de 1970, Mishima e 4 membros do Tatenokai renderam o comandante do quartel general das Forças de Auto-Defesa japonesas em Tóquio. Ele realizou um discurso patriótico na tentativa de persuadir os soldados do quartel a restituírem ao Imperador os seus poderes. Notando a indiferença dos soldados, Yukio Mishima cometeu seppuku (termo formal para o ritual suicida chamado popularmente de harakiri).”
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E você? Por qual livro se apaixonou verdadeiramente?
Gabriel García Márquez.

Momento Findo - por Raquel Aiuendi

Na noite fria alguém caminha
pensante, roupa negra, numa rua
qualquer
Insignificantemente vai
pensando
Alguém do povo
Alguém que não caiu na rotina
Alguém filósofo, silencioso
Alguém caminha na noite fria:
seus passos cobrem um silêncio sábio,
descobrem o que ninguém conhece
na noite de chuvisco ele apenas anda
e pensa
O que sabe que não sabemos
O que teme que também tememos
Ele é como a noite: roupa escura,
sem barulho, mãos nos bolsos

Eu adormeço sem mais
Nem menos e me esqueço dele.
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Atitude - por Raquel Aiuendi

Minha avó dizia que para ninguém ficar prosa Deus fez um com olhos bonitos, outro com as mãos bonitas, outro com cabelos bonitos…
Antes de sermos matéria, somos espírito… só depois somos revestidos pela matéria, o que acontece para nos dar expressão àquilo que não se visualiza, dar expressão ao que é imater. Por que será que colocamos mais ênfase à aparência e vivemos menos a essência?
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Ernesto Che Guevara e as Injustiças do Mundo - Citado por Rosa Cancian

Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.



Resposta a “O Homem no Lixo”, de Ana.
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Pois é… - por Raquel Aieundi

O mundo tá virado
De cabeça pra baixo
Como se mundo tivesse
De fato em cima
Ou embaixo
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O Tempo Voa… - por Alba Vieira

Se tempo voa,
Imaginação também.
Marque seu tempo.


Inspirado em O Tempo Voa!!!, de Alba Vieira.
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O Tempo Voa!!! - por Alba Vieira

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A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
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Estou Lendo… - por Ana

O Senhor dos Anéis - J. R. R. Tolkien


“Estou lendo ‘O Senhor dos Anéis’. Adorei a trilogia cinematográfica, sou apaixonada por clássicos e por histórias bem longas. Ainda não posso dizer nada sobre ele, pois ainda estou na página 28, mas, quando terminar, deixarei minha impressão.”
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E você? Que livro está lendo?
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Namoro - por Passa-Tempo

Uma palavra forte de significado fraco,
Ou uma palavra fraca de significado forte?

O namoro é o início do fim,
E o fim de algo que nem começou.
Namoro é o prelúdio da separação,
A origem de uma fixação,
E o destino de uma ficção.

Dia 12 de Junho,
Te traria chocolates diversos,
Poemas em versos,
Trocaríamos presentes.
Mas alegremo-nos,
Pois este ano,
Este dia tão maravilhoso,
Comemorarei com meus parentes.
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Pense Antes de Agir - por Alba Vieira

O pensamento
Organiza a ação
Ao agir, pense.
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Cem Anos de Solidão - por Penélope Charmosa

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez


“Meu livro inesquecível? Cem Anos de Solidão, claro! A história é, literalmente, fantástica!”
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E para você? Que livro foi inesquecível?
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Saudade? - por Escrevinhadora

A árvore da minha vida era uma jabuticabeira. Uma não, várias, já que no quintal havia uns 8 ou 9 pés de jabuticaba.
Sinto falta do sabor daquelas frutinhas. Se fecho os olhos e me concentro ainda posso sentir o cheiro acre das frutas que caíam no chão e fermentavam na umidade entre as folhas.
Ouço o zumbido dos marimbondos que vinham furar os frutos antes mesmo que amadurecessem por completo.
Ainda me vejo subindo rápida pelo tronco das árvores pra chegar lá em cima, no galho mais fino, onde as jabuticabas eram mais saborosas.
Quase ouço minha avó me advertindo pra não comer frutas verdes senão iria passar mal.
Será que o nome disso é saudade?


Resposta a “Saudade”, de Alba Vieira,
postado em 31/01/09.
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Manuel Bandeira vê “O Bicho” - Citado por Penélope Charmosa

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando encontrava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.
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De Tudo Um Pouco… - por Escrevinhadora

De Tudo Um Pouco… - Maria de Fatima Rosa Lourenço


“Ler um livro é uma atividade extremamente agradável. Li muitos livros, me apaixonei por alguns deles, alguns transformaram meu modo de ver o mundo.
Porém a emoção sentida numa leitura não chega sequer perto daquela de escrever um livro.
Eu escrevi um livro de poesias ‘De tudo um pouco…’ e tive a felicidade de publicá-lo.
Indescritível o que senti, inesquecível a felicidade.
Estou trabalhando num segundo livro, mas sinto que aquele será um momento único, lembrado para sempre.”
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E você? Que livro te fez feliz?
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A Escolha de Sofia - por Alba Vieira

Liberdade ou
Casar com lua de mel:
Escolha cruel!
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