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domingo, 25 de outubro de 2009

Rio de Janeiro em Guerra! - por Adir Vieira


O Rio de Janeiro está em guerra. Lamentável!
Quando, em minha adolescência (época em que os pais de crianças com dez anos jamais se preocupavam em deixá-las ir sozinhas à padaria), eu imaginaria que hoje, em minha “velhescência”, estaria vivendo esse horror?
Já há alguns meses, creio que a maior parte dos brasileiros, principalmente os cariocas, já sabem, por “a mais b” que não têm ninguém em quem confiar para tirá-los desse pesadelo.
Desde o tempo em que os melhores imóveis da Tijuca tiveram que ser quase vendidos a preço de bananas, o Rio de Janeiro vive esse terror, mas confesso que como ocorreu no sábado, nunca imaginei que pudesse acontecer.
A forma como esse tipo de coisa interfere na nossa saúde é direta, sem condescendência. Mesmo morando distante do local onde o helicóptero foi alvejado, a dor na nuca indicou meu desalento. Sofri com as pessoas correndo por entre carros, fugindo de possíveis balas perdidas, quando os policiais revidaram ao tiroteio.
Imaginei pessoas em casa paralisadas, deitadas no chão, enquanto durava o confronto. Ouvi o choro de crianças que com tanto barulho, não entendiam o que estava acontecendo. Senti o desespero dos idosos e daqueles que já não podem mais correr e se refugiar não se sabe onde para escapar da morte.
Que lamentável está a vida, meu Deus!



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Sobre a Ofensiva da Polícia nas Comunidades do Rio de Janeiro - por Alba Vieira

É insustentável para a população que mora em comunidades do Rio de Janeiro, a situação que agora se apresenta: um clima de terror inviabilizando o cotidiano de quem lá reside, diuturnamente.
É óbvio que nenhuma outra administração enfrentou o problema da criminalidade com tamanha coragem e persistência quase obsessiva.
É evidente que quem mora em comunidades gostaria de se ver livre dos traficantes que lá infernizam as suas vidas.
É notório que não se resolve o problema das drogas e da criminalidade ligada ao tráfico apenas com a repressão e prisão dos bandidos sem as medidas que resolvam os problemas sociais gravíssimos por trás disso.
Ninguém ignora que o trabalho da polícia, deixando-se de lado a corrupção de alguns profissionais, é importantíssimo, desgastante, altamente estressante e exige um desprendimento e vocação enormes.
Claro que os bons profissionais merecem todo o nosso apoio e louvor pela proteção que nos concedem.
Mas o que assistimos na última semana foi um descaso total com a vida, transformando o bairro da Penha numa praça de guerra, com um tiroteio próximo a uma unidade de saúde, ignorando completamente a presença de pessoas comuns nas ruas, incluindo idosos, crianças e doentes.
É triste saber que situação parecida vem afetando tantas outras comunidades desde o ocorrido na invasão do Morro dos Macacos e a derrubada do helicóptero, matando os policiais.
O que é isso? É a banalização completa da morte? É a ode ao ódio?

O corpo da polícia quer encontrar os bandidos audaciosos que mataram seus companheiros.
Policial não é pago pra morrer.
Os bandidos devem ser presos.

Mas isso que vem ocorrendo me parece mais brincadeira de bandido e mocinho das crianças: uma vergonha para o Rio de Janeiro.

Isso tem que parar!!!!!!!!!!!!
O enfrentamento da criminalidade pela polícia, feito desta forma mambembe, só está ceifando vidas inocentes.
Onde estão as entidades que cuidam dos direitos humanos???????????????



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Paixão - por Esther Rogessi

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Frente a frente de ti
Perco do mundo a noção
O meu coração pulsa forte
Ouço o badalar de sinos
Murmúrios e desatinos
Sou vulcão em erupção
Frente a frente de ti
Perco do mundo a noção
Tua boca tal qual ímã
Suga o meu olhar...
Sedento pelos teus lábios...
Que aos meus vem procurar
Minha boca assim, fremente
Colada unida à tua
Dentro delas bailarinas nuas
Contorcem-se, enroscam-se...
Prazer há no paladar
Minha língua toca a tua
Abraçam-se... Tremulo nua.
Bailando tocam o céu
Da minha e da tua boca
– O amor me faz audaz –
De outra... Louca... Rio se faz!



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