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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Show-Mício - por Leo Santos

Os tonéis vazios estavam cheios,
cheios de sons, que o vazio propicia;
E as víboras surdas encantadas,
co’o som d’uma flauta que não se ouvia.

Cumplicidade pública patológica,
edificando um castelo de cartas;
Barcos velozes, sedutoras iscas,
pescadores jubilosos, redes fartas.

Águas tremeluzindo no leito das ruas,
e o domador estalando o relho;
No podium do palanque embriagados,
Narcisos amando o reflexo do espelho;

Insano quebra-cabeças do poder,
montagem lenta, previsível desenlace;
Roleta viciada fingindo escolher,
incautos vibrando co’uma nova face.

Não veem, não cheiram nem há tato,
e a maledicência soa como prece;
Mimetismo perfeito, a cobra e o mato,
e cada parte recebe o que merece…



Visitem Leo Santos
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As Nossas Palavras XX - por Lélia

Andei refletindo sobre o valor do dinheiro, por estes dias... Isso porque eu tinha perdido alguns reais, não sei como, e comecei a pensar se moedas e notas são realmente importantes. Lembrei que, por perda de valor muito menor, já vi gente até perdendo a saúde, ficando deprimida, perdida mesmo, como se não tivesse mais nada na vida. Estranho isso... principalmente porque falo de pessoas que não passam necessidade, têm tudo de que precisam... pessoas de bom caráter, educadas, normalmente tranquilas que, de repente, por causa de uma coisa que eu considero tola, mudaram da água pro vinho (rascante).
Então eu fiquei me perguntando (e me achando uma pessoa muito esquisita): será que o dinheiro vale tudo isso?
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O Vestido de 52 Botõezinhos - por Adir Vieira

Minha mãe sempre foi uma excelente costureira. Gabava-se de ter tido uma professora de corte e costura por demais exigente que a fazia, sem dó e piedade, refazer todo um extenso trabalho de bainha caso um dos minúsculos pontos estivesse fora do padrão.
Era meticulosa em tudo, portanto, não sei se posso atribuir essa característica de personalidade à formação dessa professora.
Tentava, nos seus ensinamentos a nós, suas filhas, repetir esse comportamento, mas nós, vivendo em outra época mais flexível, a driblávamos e íamos dando nosso verdadeiro toque pessoal nas tarefas que empreendíamos.
Mãe de cinco meninas, em tempos de poder escasso, encarregava-se de nos vestir com esmero, com seus dotes profissionais.
Lembro que nunca costurou para estranhos, mas a família de primas e tias usavam e abusavam dos seus serviços de modista, iniciado para compor as despesas da casa, num momento de desemprego do meu pai.
Vejo agora, diante dos meus olhos, pilhas de papel pardo e alfinetes com que cuidadosamente embrulhava as peças encomendadas, depois de passá-las e engomá-las a ferro. Lembro das pessoas batendo à porta para buscar as roupas e até do recebimento do dinheiro tão esperado.
Nossas roupas eram feitas, muitas das vezes, com fronhas coloridas, desmanchadas e transformadas em tecido maravilhoso para ela criar seus modelos. Tinha prazer nisso e vejo hoje que se realizava compondo modelos de revista para as filhas de diferentes idades.
Passeando com minha imaginação, lembro que eu e minha irmã mais nova que eu apenas nove meses, quando começamos a trabalhar fora, tínhamos o frenesi de a cada segunda-feira exibir um traje novo. Nessa época, já comprávamos os tecidos com seu assessoramento e cuidávamos da casa, para que a coitada, todos os finais de semana, preparasse um novo vestido.
Isso era bastante comum e só me dei conta de como éramos “perversas” nesse pedido a ela quando ela mesma inventou, para mim, um vestido de cor verde-alface, estilo reto, sem mangas, com uma golinha “de padre” que, na frente, abaixo do decote, tinha, em par, cinquenta e dois botões miúdos.
Lembro dela arfando às nove horas da noite de domingo, ainda pregando aqueles inúmeros botões, e de mim, passando a ferro a vestimenta para me exibir na segunda-feira.
Era assim minha mãe. Quanta vida, quanta experiência, quanta criatividade e, sobretudo, quanto esmero em tudo o que fazia!
Como já era de se esperar, até na rua, naquele dia, me pararam para apreciar o traje, talvez estranhando aquele arsenal de botões encapados com o próprio tecido do vestido.
Belas e doces lembranças...



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Viver de Luz: a fonte de alimento para o novo milênio, de Jasmuheen - por Alba Vieira


“Na verdade, a base da experiência da autora é a conscientização de que ela é um ser de luz numa vivência material, exatamente como cada um de nós. E, como consequência desse processo, é possível prescindir do alimento material como sustento para a vida.
Então, o livro vai muito além de apresentar e discutir o processo de vinte e um dias para passar a viver de luz. O foco não está em comer ou não comer, nem no que se come e sim trabalhar com o sistema de crenças, realizando um processo de iniciação espiritual, em que se passa a viver em outro nível de vibração energética.
Mostra como integrar os corpos físico, emocional, mental e espiritual para gozar saúde e como a saúde de cada um de nós depende daquilo em que acreditamos, exatamente uma derivação de como a nossa realidade é moldada por nossos pensamentos e nossas crenças.
Fala dos processos de cura, imortalidade, regeneração celular a partir da conexão com nossa divindade interior (o Eu presença) e esclarece que esta realidade de sermos seres ilimitados é a nossa perspectiva para breve. E que há, entre nós, cada vez um maior número de pioneiros que servirão de exemplo, os trabalhadores da luz.
Chama a atenção dos médicos ocidentais para que compreendam que a fonte de energia para o corpo não provém somente do alimento material, mas também da luz solar que alimenta nosso sistema galáctico e do prana que absorvemos na respiração e pela pele. E demonstra que, uma vez que estejamos sintonizados perfeitamente com nossa porção divina, o prana poderá ser nossa única fonte de energia.
Esclarece ainda que é um processo inteiramente pessoal, em que a escolha e a responsabilidade são unicamente daquele que se propõe a fazê-lo e que se sustenta no grau de conexão que estabelece com a sua luz interior, sendo possível, em determinado momento, para uns e não para outros. Também fala que a passagem para viver de luz deve ser progressiva, de acordo com a natureza de cada ser, deixando de comer carne, depois só consumindo alimentos crus, depois só líquidos, até chegar a viver só de prana. E tudo isso interligado com o desenvolvimento espiritual através de meditação e prévio fortalecimento do corpo físico com saúde, condição muscular perfeita e estabilização do peso corporal, além de estabilização emocional e correção de pensamentos (reprogramação mental e reformulação de imagens). Inclusive relata que muitas pessoas que passaram pelo processo dos vinte e um dias com sucesso, experimentando a conscientização de sua natureza espiritual, depois voltaram a ter uma alimentação normal (embora mais cuidadosa), muitas vezes por questões de ordem social.
Enfim, é um excelente livro que nos fala do poder ilimitado da conscientização de nossa natureza espiritual com todos os seus efeitos benéficos, principalmente de aflorar a clarividência, a clariaudiência, trazer leveza para o corpo e a necessidade de menos horas de sono. E sinaliza que, com esse processo, haja a possibilidade de resolver a fome mundial.”
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E você? Que livro gostaria de resenhar aqui?
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Momentos - por Duanny

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Sou uma menina, sim ainda uma menina, movida à base de momentos. Ainda assim sobrevivo dela, sabe porquê? Porque ainda a inocência me toma, a rebeldia me acalma e a irresponsabilidade me alimenta.
Os momentos calmos me entediam, na maioria das vezes eles chegam a ser patéticos, ou mesmo tranquilizantes, é bom um pouco de calma para se atingir os objetivos.
Os momentos felizes me possuem de uma forma contagiante, me fazem falar alto e querer mais e mais.
Os momentos tristes me destroem de forma constrangedora, eles tiram minha máscara e deixam as lágrimas rolarem de forma escancarada. Mas são dos únicos momentos que dou por mim mesma, e posso saber até onde minha mentalidade adolescente vai.
Os momentos intensos não sou eu, me torno meu próprio sonho de consumo, alguém que nunca vou ser.
Nos momentos desesperados sou aquela que grita, que chora, e depois ri, ri da vida, ri de mim mesma.
Nos momentos apaixonantes tiro a minha máscara, mas, sem deixar que lágrimas rolem, sou aquela mesma garota dos momentos calmos, felizes, tristes, intensos, desesperados, incontroláveis, alucinantes e até mesmo cínicos.
Mas, ainda assim, continuo sendo uma menina, uma menina movida a momentos.



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Mário Quintana, “Eu Queria Trazer-te Uns Versos Muito Lindos” - Citado por Penélope Charmosa

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!



In “Quintana de Bolso”.
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