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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Amor - por vestivermelho


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O Amor é gratuito.
Não se compra e nem se troca.
O Amor requer profundidade.
Não sobrevive na superfície.
O Amor
repousa na alma de onde transborda para o corpo e para o universo.
O Amor tece laços com linhas de infinito.
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É Bom Estar de Volta - por Escrevinhadora

Nestes tempos em que o Duelos esteve fora do ar publiquei um novo livro de poesias "Tubarões nunca dormem", escrevi quase que diariamente num blog "Insanosetalentosos" e, admito, senti muita falta do contato com o Duelos, do Gio, da Ana, do Shintoni, da Fatinha, da Alba.
É muito bom saber que estamos de volta. Recuperarei o hábito de visitar o blog todos os dias, de procurar avidamente pelas novidades, de comentar as postagens dos meus colegas virtuais.
E tentarei encontrar inspiração para escrever em dois blogs ao mesmo tempo.
Saudações literárias a todos os frequentadores destas páginas.
Escrevinhadora
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Ano Bissexto - por Cacá


Hoje é um dia de verdade?
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O dia 29 de fevereiro é de verdade ou uma invenção humana? O tal ano bissexto, que deveria se chamar biquarto, dada a sua existência a cada quatro anos, parece ficção, mas está aí. Amanheceu 29, lindo por sinal. Pelo menos aqui no sudeste do Brasil. E vai cumprir sua sina inexoravelmente. Com sol aqui, chuva acolá, frio mais além, como faz a cada quatro anos, desde que o homem, para adaptar o calendário romano aos movimentos da terra perante o majestoso sol, instituiu que fevereiro, a cada quatro anos seria assim. Tenhamos mais ou menos dívidas para pagar. Temos  sete meses com 31 dias e apenas quatro com 30, o que já é uma covardia do tempo com a igualdade dos meses e com os que vivem às custas das vendas de suas horas de trabalho.

Podem consultar nos dicionários e compêndios de ciências as explicações astronômicas porque não vou fazê-las aqui. Apenas direi do incômodo e ao mesmo tempo do encanto de ter convivido  já com muitos anos bissextos. Quando criança, a curiosidade maior era com o Seu Abel, lá de minha Itabira, dono da única venda de jornal e revistas da cidade, que (diziam) fazia aniversário nesse dia. Os poucos cabelos que lhe restavam, eram brancos e, ao mesmo tempo,  tinha a idade de um jovem. Para mim ele só podia contar anos nesse dia, portanto, tinha 4 a menos que os seus  comtemporâneos. Logo, como poderia envelhecer igual aos outros mortais?

Mais adiante nos estudos vinha a tal explicação científica (mal dada),  de como funcionava o encaixe do dia, sem convencer, claro, já que a uma criança e, às vezes até a um  adulto mesmo, se não der para se apalpar a explicação ela cai no descrédito.

Ao assumir certas responsabilidades que a vida impõe, vem a tristeza de um dia a mais nas contas. Água, luz, telefone... E um dia a se esperar a mais para o próximo salário.

Portanto, nenhum ponto a favor até agora para esse intruso. Às vezes as definições que damos para o correr da vida variam de acordo com o lugar de onde olhamos as coisas antes de definí-las. Por exemplo, eu poderia dizer que, pelo menos a cada quatro anos, tenho um dia a mais para envelhecer menos. No olhar de alguém mais jovem, já me disseram aqui, que é um dia a mais que tem de  ser vencido para se chegar “lá” (aonde, não me perguntem). E para terminar, uma definição do dicionário diz que bissexto é para designar aqueles que pouco produzem. No caso dos poetas, tem que se fazer uma coletânea para se chegar a uma obra completa. De quatro em quatro anos.  
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