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terça-feira, 5 de maio de 2009

As Nossas Palavras IX

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Wordle: As Nossas Palavras IX
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Imagem: Wordle
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Yogaswami em As Nossas Palavras VIII - Enviado por Adhemar

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Seja leal para consigo mesmo. Não altere o seu comportamento apenas para contentar os outros.


Visitem Adhemar
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Sou Vice, Sim, com Muita Honra - por Clarice A.

Há muito não acompanho o futebol. Para mim, dia de decisão de campeonato não faz a menor diferença, ainda que um dos times na disputa seja o Botafogo, que escolhi ainda menina para ser o meu time de coração. Pode ser que tenha sido por influência de um tio botafoguense roxo, mas acho que foi principalmente pelo fascínio que despertou em mim aquela estrela solitária na camisa de listras pretas e brancas. O que desperta a paixão, a escolha? Futebol é coração, é ele que bate descompassado quando nosso time entra em campo para uma partida e quando sai vencedor ou perdedor. Alegria incontida na vitória, tristeza na derrota.
Verdadeiros mestres do ofício já vestiram a camisa alvinegra: Nílton Santos, Didi, Jairzinho, Zagalo e tantos outros, mas, para mim, o maior de todos, o encantador de multidões, mestre do futebol alegria, lúdico, da surpresa, do inesperado, que deixou multidões nos estádios boquiabertas, rindo como crianças com seus dribles desconcertantes e sua ginga, que era certamente o pior pesadelo de seus adversários com a missão impossível de marcá-lo: Mané Garrincha. Um gênio de pernas tortas, uma para dentro e outra para fora, habilidade incomum, deixando para trás 1, 2, 3 e quantos tentassem detê-lo, seguindo adiante até estufar a rede do adversário, no momento emocionante do gol.
Hoje, continuava indiferente à decisão e cercada de flamenguistas por todos os lados: marido, filho, genro, cunhado, sobrinhos, amigo do marido, vizinho da frente, vizinhos dos lados, estes com as bandeiras penduradas em suas varandas. Genro e sobrinho foram ao Maracanã, não perderiam por nada o espetáculo. Ô torcida grande e fiel esta do Flamengo!
O jogo começou e quando ouvi os gritos de Meeeeeeengo seguidos do barulho de fogos, senti um desconforto, aquele que, mesmo sem que estivesse torcendo, o meu time estava perdendo. Foi assim até que ouvi poucos gritos e poucos fogos mais ao longe. Só podia ser gol do Botafogo, que empatou o jogo. Meu adormecido coração botafoguense não resistiu ao apelo. Adoro as viradas, a resposta de que há um adversário que não se entrega, com disposição de luta, a reação redentora.
A imagem do jogador comemorando seu gol, a boca escancarada num grito, as mãos crispadas na camisa sacudindo-a vigorosamente, no gesto do guerreiro que não se entrega. Contagiante.
O jogo foi para os pênaltis. Penso que, teoricamente, o pênalti sempre resultaria num gol. Apenas um homem, guardião de uma baliza enorme, o adversário muito perto sem barreiras, nada que o impeça do chute certeiro. Mas, como se diz comumente, a teoria na prática é outra. A decisão por pênaltis tem variáveis que não se pode desprezar: já foram disputados 90 minutos de jogo, há o cansaço físico e, principalmente, o emocional, pois não é isto que o futebol traz à tona, um sem número de emoções? Imaginem a responsabilidade perante 80.000 pessoas, e como pode ser medida a quantidade de energia que circula no Maracanã num jogo destes? Muito peso para tão jovens ombros.
Agora não mais onze contra onze. Apenas um de cada lado. Lembra os duelos travados ao longo da história entre gladiadores, espadachins, cowboys, com seus escudos e lanças, espadas e colts 45. Na nossa arena moderna, a arma é o corpo guiado pelos sentidos e intuição. O batedor, pés e pernas, decisão sobre o chute: potente e certeiro ou matreiro colocado no cantinho? Visão do gol e capacidade de concentração, coisa praticamente impossível num estádio lotado. O goleiro, as mãos, pernas, percepção para, por mínimos detalhes, saber para que lado vai a bola. Visão, pés, mãos e sua capacidade de voar. Um duelo dos bons.
Pênaltis batidos. Flamengo campeão. No caminho do Botafogo havia uma muralha chamada Bruno, vencedor de três duelos numa única partida.
O Maracanã, pintado de vermelho e preto, explode em alegria, aos gritos de É CAM-PE-ÃO, É CAM-PE-ÃO, É CAM-PE-ÃO! Gritos de puro instinto, berrados sem precisar de comando ou autorização para tal.
Parabéns ao time do Flamengo, ao técnico Cuca que calou os que o estigmatizaram como vice, como se isto fosse pouca coisa, como se chegar a decisões de títulos não tivesse merecimento. Em especial parabéns ao Bruno, determinante na vitória.
Parabéns ao técnico Ney Franco, que certamente soube liderar seu time para a virada, parabéns ao time do Botafogo que, apesar se desfalcado de seu craque, mostrou a que veio.
De minha parte digo que o grito preso na garganta espera a oportunidade de sair. ninguém grita: É VI-CE, É VI-CE, É VI-CE, mas chegamos bem perto, isto é o que interessa. Derrota com sabor de vitória; pelo menos para mim que descobri que, na estrada do jogo, um facho de luz, a estrela solitária ainda me conduz.
Imagino que visto uma camisa listrada preta e branca com uma estrela em seu canto esquerdo e à semelhança do jogador, agarro com força minha blusa de malha na altura do peito e não grito, mas falo alto e em bom som para quem quiser ouvir: SOU VICE, SIM, COM MUITA HONRA! FOOOOOOOOOOGO! FOOOOOOOOOOOGO!
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Estou Lendo... - por Mellon

Os Relógios - Agatha Christie



“Adoro Agatha Christie, tô lendo ‘Os Relógios’ e nem consigo parar!”
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E você? Que livro está lendo?
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São Paulo - por Theodiano Bastos

Conheci São Paulo em 1956 quando ainda estava na FAB, quando servi nas Bases Aéreas de Natal, Salvador e no Campo de Marte, em Santana, por seis meses. Peguei um táxi e fui rever a entrada militar, mas visitas só nos dias de semana e era um domingo. Não conheci mais nada no entorno. Tudo mudou ao longo de tanto tempo. São Paulo naquela época era uma cidade deliciosa, com bondes para tudo quanto era bairro. No Rio Tietê, naquela época, muitos pescavam nas suas margens na Ponte Grande, onde até existia o Clube de Regatas Tietê, no qual eram disputadas as regatas e vejam o que é hoje o Rio Tietê, um esgoto a céu aberto. Na Av. Santo Amaro, um bonde corria sobre trilhos igual ao de uma ferrovia. Não havia ruas. De um lado havia chácaras e do outro um mato ralo e veja o que é hoje a Av. Santo Amaro: uma floresta de prédios. A negócios voltei muitas vezes a São Paulo ao longo do tempo.
Ficamos três dias em São Paulo. Em 21/03/04, assistimos, na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, à solenidade de premiação dos trabalhos que participaram da FEBRACE 7, onde seis alunos e três professores de escolas públicas do Espírito Santo representavam o estado na FEBRACE 7 (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia USP/FEBRACE) – “Criatividade e Inovação – Escola Politécnica da USP – Universidade de São Paulo (http://www.lsi.usp.br/febrace/), onde a escola EEEFM CLÓVIS BORGES MIGUEL – Serra, sede – ES, com o Projeto: Robótica na Escola – Lixeira Seletiva Automatizada, tendo como orientador o Prof. Leonardo Máximino Bernardo e como alunos: Cristiano Arndt, Jéssica Laiza Coelho e Jarley Miranda tiveram o trabalho premiado, para surpresa e honra, porquanto concorria com 280 trabalhos. O mesmo trabalho já havia obtido o primeiro lugar no 3º Concurso Jovem Cientista Capixaba, em Vitória, evento realizado pelo Círculo de Estudo, Pensamento e Ação – CEPA – ES (do qual sou fundador e presidente), em parceria com a UFES – Universidade Federal do Espírito Santo.
Em São Paulo ficamos hospedados num hotel na Av. Consolação, nos Jardins, ao lado da Av. Paulista, coração financeiro do Brasil e da América Latina, e assim pudemos ver todo aquele burburinho num entardecer de uma sexta-feira e nos arredores muitos moradores de rua, alguns em situação deprimente. São recolhidos pela assistência social aos albergues, mas voltam para as ruas. Conhecemos o extraordinário Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Só São Paulo poderia montar algo tão espetacular. É imperdível.
Sempre que visito uma cidade, costumo pegar um meio de transporte para conhecer as periferias e desta vez resolvemos pegar, no Braz, o trem metropolitano até Rio Grande da Serra, passando pela Mooca, Ipiranga, Tamanduateí, São Caetano, Utinga, Prefeito Saladino, Santo André, Capuava, Mauá, Guapituba, Ribeirão Pires e, finalmente, Rio Grande da Serra, de onde voltamos no mesmo trem. De cinco em cinco minutos sai uma composição, com modernos vagões, semelhantes aos usados pelo metrô. Vimos muitos prédios de indústrias desativadas que mudaram para o Nordeste, chamando atenção o da cervejaria Antártica, em Santo André, e a quantidade de composições abandonadas e apodrecidas. Vendedores ambulantes entram e saem dos vagões oferecendo todo tipo de guloseimas e quinquilharias. Uma vez, havia seis ambulantes no mesmo vagão apregoando e um idoso pedindo esmolas usando uma bengala e que foi escorraçado por um passageiro que o conhecia e denunciou como vigarista, pois não tinha nenhuma deficiência física e queria se aproveitar.



Theodiano Bastos é escritor, autor dos livros:
O Triunfo das Idéias, A Procura do Destino e coletâneas e é fundador e presidente
da ONG CEPA – Círculo de Estudo, Pensamento e Ação, em Vitória – ES
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Provérbio - Enviado por Therezinha

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Não é o lugar que honra o homem, mas o homem que honra o lugar.
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