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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Cascatas Incandescentes - por Kbçapoeta

Ela desce límpida
inodora e incolor
Cai como pedra em minhas costas
Queima como lava de vulcão
Sua força é capaz de girar
os turbilhões dos sentidos
Vista de um ângulo
É como se fosse a terra
vista da lua
mas ao banhar-se nela
ao amanhecer
verá o que a artista disse
ela me contou
Isso é água que desce em cascata
cascatas incandescentes



Inspirado na pintura Cascatas Incandescentes, de Alba Vieira.
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Abandono - por Ana

Sou uma estrela cadente
repousando, esquecida,
no fundo do mar.

Sem sentido,
sem trajeto.

Silente,
inerte,
vã.

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Periferia - por Raquel Aiuendi

Não vou perder tempo
Procurando sons perdidos
Vou jogar ao vento
Mais um poema sem sentido
Que não caiba em nenhum
Recital
Que não faça chorar
Nem ri
Que não fale
Mal do bem
Nem bem do mal
(mas que) saiba sair
(que simplesmente)
Como (energia) natural
(algo) pra voar por aí
Como borboletas no quintal
Como o que cai do seu olhar úmido
Para molhar outro olhar árido
Que já não sabe mais chorar.


Dia da exibição do Globo Repórter PERIFERIAS.
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Doce Paixão - por Alba Vieira

Olhando-te a cada dia,
Cismo, a pensar,
No bem que me fazes
Por simplesmente existir;
Em todas as delícias
Que me permites criar;
Como, tão harmoniosamente,
Limitas as doçuras que desejo,
Fazendo-as tão belas e delicadas.
No espaço da casa que mais amo,
És aquela que me atrai.

Por isso sempre repito
O que representas para mim…
Eu te amo de paixão,
Minha forma de pudim!

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Diálogo - por Passa-Tempo

Você é sangue do meu sangue, carne da minha carne, você sou eu. Ser desprezível, invejado e desejado por muitos, você me dá nojo; você é forte, mas eu não sou fraco. Você é a conseqüência dos meus erros, adubo orgânico de minha mente. Ainda consigo distinguir, ainda sei que você é você, e eu sou eu; só não sei se somos dois, ou apenas um. Você quer que eu morra, e eu não te quero vivo. Você diz tanto que me conhece, que sabe quem sou. Se sabe tanto sobre mim, me explique, pois até hoje eu não sei. Diga-me também que eu não estou sozinho, diga-me que será meu amigo, e me dará apoio, pois eu sei que o seu apoio é que me levará ao chão, e no chão ficarei até a próxima ilusão.

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Saudade - por Alba Vieira

A saudade mais gostosa de se ter
é aquela que já amadureceu,
por isto é doce e preenche nossa vida,
filha-fruto da árvore copada que morreu.

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Cai, Cai, Haikai - por Alba Vieira

(Paródia da música infantil “Cai, Cai, Balão”)


Cai, cai, haikai
Cai, cai, haikai
Aqui neste blogão

Não faz mal
Não faz mal
Se não é haikai
O que vale é a intenção
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Teus Olhos - por Alba Vieira

Teus olhos me vêem
Teus olhos me vêm sempre à mente
Teus olhos me guardam
Teus olhos não mentem
Teus olhos faróis
Me guiam silentes

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Recado - por Raquel Aiuendi

Quero te deixar uma palavra neste dia. A tua verdade emergirá daí de dentro, não virá por minhas palavras ou atitudes, embora ela salte aos meus olhos ela virá de tu mesmo, pois só tu a poderás vivenciar e em ti não poderá se calar ou aquietar. Tua verdade é tua libertação, libertação da consciência que hoje te oprime, libertação daquilo que suprimes. Essa palavra é para ti, aqui a deixo neste dia.

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Mote de Raquel Aiuendi - por Moita

Mote
Já que são duelos,
letra a letra fio a fio.


Vou afiar os cutelos
para entrar preparado.
Mote não metrificado
dificulta esses duelos.
Vamos mudá-lo nos prelos
pra seguir no desafio,
sugiro um mote macio
que traga versos mais belos.
Como já que são duelos,
letra a letra fio a fio.

A métrica é só um reparo
importante de uma vez.
“Já que são duelos” tem seis
sílabas num caso bem raro.
“Letra a letra fio a fio”, reparo;
tem dez sílabas a arrepio.
Mesmo assim eu desconfio
que faremos novos elos.
Como já que são duelos,
letra a letra fio a fio.

De fato é um reparo à toa
que eu nem devia fazer.
O que está pra acontecer
é juntarmos numa boa.
Fosse quem fosse a pessoa
nesse caudaloso rio,
sentindo esse calafrio
de combates tão singelos
Como já que são duelos
Letra a letra fio a fio.

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Arrebatamento - por Kbçapoeta

Eu poderia criar lendas
Aprofundar-me nas profecias
até conseguir encontrar o verso.
Aquele que possa dizer tudo
Que sou pó
E ao pó tu também reverteres
Na verdade é isso que eu quero
É isso que tu queres


Inspirado na pintura Cascatas Incandescentes, de Alba Vieira.
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Ao Filho que Não Nasceu - por Moita

Minha mulher esperando
por sete meses seguidos.
Muitos nomes sugeridos
e a espera aumentando.
Coração desfibrilando,
o cérebro no apogeu.
Até que aconteceu
a morte do prematuro.
Todo amor dedico, eu juro
ao filho que não nasceu.

Dois filhos eu adotei
para ver se reparava
aquela tremenda trava
que com amargura fiquei.
Nada melhor encontrei
dentre o que aconteceu.
A família esqueceu
daquilo completamente.
Dedico-os como um presente
ao filho que não nasceu.

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Epitáfio do Lula - por Moita

Aqui jaz um homem que não sabia o significado de jaz.

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Conceitos - por Raquel Aiuendi

São causa das responsabilidades e irresponsabilidades que cometemos, porém, nossa consciência, nada a suplanta.
(…) Quantas vezes chorei de forma silenciosa e tão interna, me superei nos sentimentos de revolta, medo e tantos outros (…), sozinha na ausência de algum amparo, calor e até um olhar mais demorado sobre minha importância existencial. Com certeza eu transformei toda uma salada de elementos desequilibradores, que me eram impostos diariamente no processo das convivências humanas, em busca do significado prático das palavras ENCONTRO, COMUNHÃO.
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Epitáfio do Lamartine Babo - por Moita

Aqui jaz um compositor que não gostava de jazz.

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