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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sábado, 10 de janeiro de 2009

Rain Night - por Raquel Aiuendi

There is thing most beautiful
that a rain nigth?

For me...

I that have roof...
cement roof, cement wall,
glasse window.

There is thing most fascinating
that a rain nigth?

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A Paz - por Ana

O que falar sobre a paz
que não tenham dito antes?
Que é importante demais,
não pode ficar distante?

Que é muito perseguida
enquanto na Terra se vive?
Que nunca é esquecida
por todos os seres que existem?

Talvez o que eu possa dizer,
como tanta gente faz,
é, de novo, escrever:
só na morte se tem paz.

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Epitáfio - por Alba Vieira

Amei todo este tempo em que me distraí com tantas ilusões, mas agora devo voltar à realidade.

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Epitáfio - por Alba Vieira

Fui ali e volto já.

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Epitáfio - por Alba Vieira

Aqui repousa,
para sempre e prematuramente,
quem passou toda a vida
correndo alucinadamente.
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Epitáfio - por Alba Vieira

Fui!
Se Deus quiser,
não volto nunca mais!

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Meu Epitáfio - por Alba Vieira

Por favor,
agora esqueçam de mim
para que enfim eu possa ter paz!
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Epitáfio - por AlbaVieira

Agora não dá mais pra levantar
e dar a volta por cima:
eu sou a própria poeira.

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Epitáfio do Avarento - por Alba Vieira

Não toque no que é meu
Que eu tô voltando!

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Oh Amor, Oh Vida… - por vestivermelho

Cada vez que a chuva escorre numa vidraça e é tão frio
Fico lembrando barracos caindo, chuva invadindo
Famílias inteiras desabrigadas na indiferença
A mídia vendo como espetáculo a tragédia
Seria tão bom se a gente pudesse abraçar o mundo
Seria bom aplacar a sede dar abrigo e agasalho
Fechar asilos e orfanatos, se doar aos outros
Seria bom que a chuva fosse apenas gotas de lágrimas
Que não fosse tão indispensável e tão destrutiva
Chuva é vida que escorre pela vidraça, agora
Em campos secos, em desertos pelo homem feito
Chuva é rio que abraça o mar e beija a terra
Lava a minha alma cativa que se perdeu
Em cada chuva que pela vidraça escorreu, no passado
Eu queria sonhos de um mundo melhor meu e teu

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Onde fui amarrar meu bode... - por Alba Vieira

Quando é que vai parar de me perseguir?
Acordo, e meu primeiro pensamento foi para você.
No espelho, antes de lavar o rosto, foi o seu que eu vi sorrindo para mim.
Escolhi, para sair, aquela roupa que você me deu no último inverno só para me sentir aconchegada outra vez.
No banho, me arrepiei quando senti no corpo seu toque, insistindo em relembrar sua ausência.
Tomei o café olhando o nada enquanto mastigava o seu cereal preferido e sentia seu gosto na boca.
Saí esbarrando na porta e, na rua, olhei e instintivamente joguei beijo para você que não estava na janela me acenando.
Aí, boba, entrei no carro e, ligando o som, foi a nossa música que tocou me fazendo chorar.
Refeita, tentei dirigir independente, sendo levada pelas escolhas do meu coração a percorrer os mesmos caminhos feitos por você a cada manhã.
Durante todo o dia era você que via nos rostos que passavam por mim na rua e descobria suas palavras e trejeitos em cada pessoa com que encontrava no trabalho. Na minha mesa sorriamos abraçados no porta-retratos.
Na livraria esbarrei com todos os livros que pretendíamos ler juntos. Naquele café fiquei muitas horas escrevendo seu nome na toalha da mesa, cartas pra talvez entregar a você e olhando a toda hora pra porta, achando que você finalmente ia entrar e correr pra me abraçar entre beijos de reconciliação.
Mas o que não vou aturar de jeito nenhum é chegar em casa cansada de tentar fugir de você o dia todo, me jogar na cama pra tentar dormir…
E, antes de me aparecer nos sonhos, como tem feito durante toda a semana, é você que encontro dormindo debaixo dos lençóis na sétima vez que volta para casa depois de ter ido embora - para sempre???

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Zen - por Raquel Aiuendi

Quero ser como águas de um rio
que, quando calmas, navegam a paz
ou que, quando turbulentas, navegam a luta
pelo que deve ser perene.
Como águas do rio que,
de passagem, saúdam o camponês
e que saciam a sede das grandes cidades
e, ainda como aquelas águas
que reservam pedras preciosasaos bons garimpeiros.

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Rio. Naturalmente, Rio? - por Raquel Aiuendi

O rio teve belezas
Em janeiro tinha sol
tinha águas azuis no Rio
de Janeiro a dezembro
belezas naturais.

Onde o Rio, há belezas?
onde Janeiro há naturais?

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Guardião de Piscina - por Adir Vieira

Triste a vida do guardião de piscina!
Lá de cima, do meu apartamento, imagino-o feliz com a profissão. Afinal, diariamente, goza dos prazeres do sol, tem o corpo sarado, tem ao seu dispor a água límpida e azul para se banhar, tem crianças e belas mulheres a sua volta.
Enfim, a energia do sol e a força da alegria daqueles que ali se divertem, transmitem tudo de favorável a um trabalho agradável.
No entanto, aqui de baixo, de frente para a piscina, não é isso que observo.
Ao chegar, não abre e prepara o local para os moradores, o que já denota uma insatisfação.
Percebo em seu olhar enfadonho o ir e vir ao relógio de pulso, procurando descobrir quantas horas ainda faltam para o intervalo de almoço e quantas ainda terá que viver no expediente da tarde.
A aglomeração das crianças e os ruídos dali emanados fazem com que a vontade de afogá-las todas se deixe aparecer.
Os corpos sarados das mulheres, em seus mínimos biquínis, não mais o atraem. Olha-as como se fossem bichinhos nojentos passando por ele e seus cumprimentos se vêem em inaudível resposta.Levanta, senta, levanta novamente, repreende uma criança e olha o relógio mil vezes, enquanto ali está.
De repente, faltando quase vinte minutos para o encerramento, olha para mim, como que pedindo ajuda e diz:
- Se essas duas crianças quisessem sair, eu poderia ir embora…
Num misto de pena com sei-lá-o-quê, respondo:
- Pois é, mas querem aproveitar até o último minuto!

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A Promessa do Dia - por Adir Vieira

Acordo e, ao olhar o céu, percebo que o dia vai ser fechado, sombrio, escuro…
O sol, com preguiça, não dá mostras de quem quer aparecer por aqui.
Pedaços do céu, ora azulados, ora de cor cinza, me deixa em dúvida sobre o que fazer.
Coloco minha roupa de banho e desço para a piscina ou, com meu novo guarda-chuva, arrisco uma ida ao shopping para sentir a nova moda do verão?
O que diz meu ânimo, então?
Sinto que somos movidos pelo tempo, pela adequação à sociedade e nunca mesmo pela nossa inteira vontade. Quando optamos pela piscina, o fazemos porque o verão nos leva até lá. Quando optamos pela ida ao shopping também o fazemos porque as férias logo acabarão e aí não teremos mais tempo de andar sem rumo dentro de um shopping pela manhã.
Mas e o nosso ânimo? O que ele nos diz?
Não prestamos atenção aos seus sinais. Por vezes, ele não quer nos deixar sequer ir em frente – a cama ainda será o melhor lugar -, por outras, os passeios seriam diferentes – percorrer de carruagem as ruas calmas de Paquetá, tão distante daqui – por outras, ainda, visitar amigos distantes, sem mesmo ter a preocupação de poder não encontrá-los…
E mais uma vez, pergunto: o que faria o nosso ânimo, a nossa vontade?

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A Força do Hábito - por Adir Vieira

Habituada estou com você.
Habituada.
Preciso ter momentos assim, longe de sua presença, duas ou três horas que sejam, para vivenciar, como agora, a saudade de você.
Rodeio-me de livros, amigos, bons papos e, em paralelo, é o seu rosto que vejo, são suas frases ditas assim, sem pensar, são seus olhos me olhando como na primeira vez…
Coisas tão presentes em nossa vida que nos fazem ficar, desse jeito, habituados, e sem a elas dar o valor real…

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O Amor - por Moita

Displicente, relaxado e consumido,
o amor consumado e leniente,
corroído, apressado, aparente,
esmaece conturbado, arrependido.

Não matura reformado e concluído,
transparente, concebido e assentado
no buscar intermitente e adiado
do ser renegado e esquecido.

O amor, quando amor é indubitado,
imutável, inconseqüente, inarredado,
afetado, individido e consistente.

Acabado, puramente, concebido,
moldado certamente no sentido
de imorrido, eternizado e permanente.

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