Bem-vindo ao Duelos!
Valeu a visita!
Deixe seu comentário!
Um grande abraço a todos!
(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Pedido - por Casé Uchôa

Vá à luta, solte o verbo
Por favor, não se restrinja
O duelo Ana - Raquel
É Samurai contra Ninja

Que esse duelo não cesse!
Estou me divertindo à beça.


Resposta a Entendi e Não Gostei, de Ana.
.

Haikai - por Kbçapoeta

Brisa matinal
Mal consigo acordar
Volto a dormir

.

Alma Penada - por Kbçapoeta

Acordei em um lugar estranho,
Percorri ruas que nunca vira na vida,
Desesperada, procurava alguma informação.
Alguém para me indicar o caminho?
Nada, ninguém me dava atenção.
Comecei a entrar em desespero.
Comecei a subir uma ladeira enorme.
Alguns metros à frente, já estava em um matagal,
Passando matagal vi o cume do morro.
Sentei desolada na beira do precipício,
E gritei, com toda a força que havia em meus pulmões:
Deus!
Ele apareceu.
Sua cara era tão pálida,
Pensava que deus fosse mais corado.
Ele perguntou:
Por que me chamaste?
Eu contei que estava perdida,
Queria ir para casa.
Ele, com um olhar cândido, respondeu:
Minha filha, tu não existes mais.

.

Julgamento e Desafio - por Passa-Tempo

Cansei desse duelo da parentela,
digo que isso é maior trela,
esse papo de Fidel
é pior que o quartel
mas o Che
não me lembra a Raquel,
muito menos o Fidel.

E por falar em líderes
hoje temos o Obama,
não parece o Che nem o Fidel,
muito menos minha tia Ana.

Esse papo de inglês
é coisa pra burguês,
quero ver falar a língua dos índios,
que fazem valer a beleza
da água molhada dos rios.

Essa a Ra tira de letra,
mas a letra vem e vai,
e agora pra terminar,
quero ver alguém falar,
no linguajar do meu Pai!!!


Resposta a “E Caim Matou Abel”, “Caríssima Indefesa” e “À Queima-roupa”, de Ana;
Legítima Defesa”, “Duelando...” e “Tô Nem Te Entendendo”, de Raquel Aiuendi.
.

Entendi e Não Gostei - por Ana

Você pode continuar,
Mas eu paro por aqui,
Saiba: de agora em diante
Cada um cuida de si.

Vem me chamar de cachorra?
Baixou o nível legal!
Sem ter mais o que dizer,
Recorre ao mundo animal!

Aturei incoerência,
Aturei humilhação,
Mas partiu pra baixaria
E isso não aturo, não!

Encerro aqui o duelo,
isto não me leva a nada...
Acabaram-se as gracinhas,
sua índia excomungada!

Você passou dos limites
e te digo, em retirada:
se besteirol fosse carreira
tu já estaria diplomada!


Resposta a “Tô Nem Te Entendendo...”, de Raquel Aiuendi.
.

Olhando o Caos - por Alba Vieira

Trabalho no centro da cidade. É início da tarde e começa a chover. Chove e chove e a paisagem fica cada vez mais esbranquiçada. A chuva aumenta e enquanto trabalho imagino que a volta para casa será difícil. As pessoas começam a sair mais cedo, mas logo toca o celular e é uma delas avisando para não sairmos ainda, já que está tudo alagado nas ruas próximas ao hospital. Lembro-me que há alguns anos fiquei sem poder voltar para casa até depois das 22 horas por causa de uma chuva forte.
Chega a hora de sair, pego minha bolsa, desço e, qual não é minha surpresa, quando, apesar da chuva já ter diminuído, encontro a saída dos fundos alagada e não posso passar. Então vou para frente do hospital e o cenário é o mesmo, porém com um volume menor de água. Olho o tempo, reflito por um instante e decido que vou embora assim mesmo. Corro pela água para pegar o ônibus que faz ponto final na esquina e que só vai até Vila Isabel.
A chuva volta a cair forte, o ônibus parte e logo à frente a rua está mais cheia e para contornar o Moinho Fluminense encontra grande dificuldade e quase entra água no motor e para. Mas segue adiante parando para outras pessoas subirem e no meio do alagado uma senhora tropeça, caindo na água, fazendo com que vários passageiros se levantem para acudi-la. Então segue até a Presidente Vargas, arrastando-se num grande engarrafamento. Penso em descer e pegar outro ônibus que me levaria até meu destino, o Méier, mas é impossível descer porque chove muito e prefiro então seguir até o ponto final. Mas no final da Presidente Vargas o trânsito fica parado no viaduto e depois de muito tempo conseguimos chegar à Praça da Bandeira onde encontramos tudo retido. Todas as pistas estão repletas de carros, ônibus e caminhões debaixo de uma chuva incessante e nós, do alto das janelas dos coletivos, podemos assistir à rua enchendo e motos passando com dificuldade. Só elas conseguem seguir, mas em pouco tempo retornam porque não puderam passar. Tudo parado. Tudo cheio de água. A água vai subindo dos dois lados, em todas as pistas que já não se individualizam. É um mar onde os carros não navegam (ainda).
Os passageiros do ônibus começam a ficar impacientes. Querem que o motorista siga se aparece alguma brecha de algum carro que volta na contramão. Mas ele insiste que não dá pra passar e vamos ficando ali mesmo. Um homem nervoso anda pra lá e pra cá, fuma dentro do ônibus e diz que vai sair porque as águas estão subindo. Fico calma. Apenas observo em torno.
As pessoas nos carros estão nervosas, a situação é pior para elas. Na pista do canto, próxima à Escola de Circo, alguns carros já estão com água acima das rodas. Algumas pessoas saem dos carros para ajudar outros motoristas a manobrarem para tentar voltar de ré.
Passageiros dos ônibus descem para escapar a pé no meio da enchente, pingando na chuva e com água até quase os joelhos. Dá medo pensar em sair daqui, em ter que sair e enfrentar bueiros abertos e outros perigos. Penso que saí do trabalho às 16 horas e são quase 18 e está tudo parado e as águas subindo.
O passageiro nervoso está mais nervoso e pede ao motorista que tente passar pelo aguaceiro para escapar em direção à rua Mariz e Barros. Ele responde que não dá pra passar. As pessoas se impacientam mais. Alguns descem no meio da água. Senhoras reclamam dizendo que ele não arrisca porque é inexperiente, se fosse motorista mais velho passaria pelo alagado. Ele se mantém calmo e diz que quando as águas baixarem passará em segurança. Mas logo um ônibus da mesma empresa que está à nossa frente tenta e consegue. Levanta-se outro passageiro e pressiona o condutor a tentar sair dali porque a situação está piorando. Eu me mantenho calma e apenas observo as pessoas. Agora somos poucos dentro do ônibus.
Finalmente, o motorista - que estava já há alguns minutos jogando e mostrando fotos no celular ao trocador - resolve enfrentar o alagado e é aplaudido pelos passageiros. É bem difícil, mas conseguimos ultrapassar o trecho pior e saímos da Praça da Bandeira passando bem devagar pelas águas e encontrando, no trajeto, pessoas de mãos dadas no meio das águas, próximas aos pontos de ônibus, onde o chão agora está submerso, debaixo de chuva pesada, sem poderem sair dali, já que estão na parte central da rua, com volume grande de água em torno e mesmo assim com os rostos tranquilos por estarem unidos pelas mãos. Confesso que aquela cena me tocou.
Vejo outros homens de terno, encharcados, indo até carros com mulheres apavoradas nos pontos mais baixos da rua; carros que manobram por cima da divisão das pistas, tendo seus para-choques arrancados depois que o fundo do carro arrasta e eles têm que voltar. Muitos carros estão amassados por causa das manobras em ré na chuva e quase anoitecendo. Tudo isto foi possível observar enquanto atravessávamos o alagado, seguros dentro do ônibus.
Percebo, então, que na hora do caos as pessoas se irmanam. No meio da enchente se misturam empresários de terno com vendedores ambulantes, moradores de rua, mulheres que vão pegar o trem na estação de São Cristóvão, crianças no colo e até um cachorro. Meu coração fica apertado em imaginá-los tão vulneráveis, naquela hora, a tantos perigos. Mas bate mais forte porque constata que, em momentos em que se instala o caos, não existe distinção de espécie alguma. Somos todos um. Estamos todos no mesmo barco. Literalmente.
.

Hai! Kaidê? - por Alba Vieira

Cadê o homem?
Na foto nada se vê.
Que claridade?


Inspirado na pintura Homem Olhando a Claridade, de Alba Vieira.
.
.
.
Leitores do Duelos, aguardem nova foto que será postada em breve!
Abraços a todos.
.

O Imaterial e o Amor - por Raquel Aiuendi

Só faz sentido sermos imagem e semelhança de Deus na esfera imater da nossa existência, que é exatamente a parcela que nos confere a eternidade, dimensão imortal do ser humano.
No plano conceituado material não faria sentido estritamente sermos imagem e semelhança de Deus (não pelas diferenças inúmeras, a diversidade humana), principalmente e essencialmente, por este ser vital, por estar sujeito à deteriorização.
A dimensão imater do ser tem toda possibilidade de evolução e não deteriorização e só depende de como a trabalhamos, depende de como conduzimos nossa compreensão a cerca de nossa própria existência tanto individual como também contextual (como parte de um todo que precisa de base sustentável de coexistência da qual fazemos parte integrante e conscientemente somos agentes).
Quando capazes de ao menos vermos o quadro da criação de maneira holística e dependente de um ponto de fusão, de equilíbrio é que podemos assumir a identidade com o Criador (por Ele mesmo deixado, como DNA, a cada um de nós), é o mesmo que assumir sermos seus filhos, aceitarmos nEle a realidade de Pai, deixando de sermos apenas suas criaturas.
Na adversidade o Amor se pronuncia e precede, por ser seu sustentáculo, a esperança: só espera quem conhece no Amor sua fortaleza.
Exilar-se da opressão é ter a base da vida na fé (onde fé é vivência da realidade do Amor); exílio, então, é libertar-se da opressão e não separar-se do que é precioso, é tempo de reconsiderar e fortalecer, é tempo de descobrir outro ser despertando do antigo ser, ressurgir, é saber na ressurreição de Jesus sua própria possibilidade de ressurreição.
Falar de Amor como vínculo com o Divino é alienar-se de pieguices. Sobre o verdadeiro Amor (lógica existencial) nenhum discurso será vão, não há base, ao contrário, sempre profícuo e possibilitador de revoluções (novas evoluções) humanas que se encontram preteridas em relação à evolução tecnológica.
O Amor não é dor, é sim o processo através do qual se dá a libertação humana. O Amor não é um sentimento, sim um processo, caminhar, estado dinâmico evolutivo onde o ser se descobre linear e pluridimensional de uma cadeia existencial que o cerca e o integra, onde o sentimento se torna uma de suas expressões.
A missão é o chamado a essa integração. Definido seu papel eco-existencial, o ser humano se descobre agente de Deus para manutenir em favor de Sua Criação.
A expressão da lógica, uma de suas formas, se dá através dos sentimentos humanos quando reflexos resultantes que se aproximam do equilíbrio.
A análise busca a revelação da lógica para uma maior revelação e vivenciação.
A fé é resultado da certificidade da lógica. Pode ser que, dessa lógica, o Amor seja apenas um start da essência de Deus semeada na natureza humana e não a situação completa, o absoluto. É, é possível que seja uma etapa a se cumprir, para depois, sim, passarmos a outro estágio da revelação Criadora. Se assim, sim: que belo, simples e complexo start.
O Amor é condição primordial de estabilidade, condição sobre a qual perigos, carências, dificuldades etc. não têm poder ameaçador. O sentido da vida se revela natural e nunca sobrenatural; sobre material, nunca dependente da matéria; seguro.
Sem Amor a insegurança é uma constante. A incerteza que se instaura é avassaladora e age como desmanteladora da relação mater-imater, da auto-identidade conciliadora humano-lógica.
O Amor é a realidade, mater é apenas uma passagem, estágio, momento para que uma gradação de consciência se cumpra. Mater é quando percepções se fundem em dimensões complementadoras para que, em processo de transmutação, haja a preparação da evolução imater com finalidade de retorno à origem.
.

Esplendor dos Chakras - por Raquel Aiuendi

Fogo e Luz
Lava Vital
Explosão de forças
Em ordenação natural
Que seduz
A visão de todo mortal.


Inspirado na pintura Esplendor dos Chakras, de Alba Vieira.
.

Homem Olhando a Claridade - por Alba Vieira

Aquele exato instante em que ocorre a conexão com o divino e, por mais adversas que sejam as condições em que nos encontramos, conseguimos olhar do alto e enxergar a claridade. O lugar onde podemos nos lançar do abismo para o desconhecido, com total confiança. Pois sabemos que estaremos amparados nos braços do Pai. Isto representa a manifestação da fé.


Inspirado na pintura e na escultura “Homem Olhando a Claridade”,
de Alba Vieira.
.

Divagando... - por Raquel Aiuendi

Quanto aos fatos que se sucedem na vida existem muitas especulações no que tange ao amadurecimento. Muitas vezes pensei (com o intuito de entender, sentimento analítico): ‘Porque passo por tantas coisas desagradáveis? Porque a vida me impõe convivência com pessoas complicadas e desequilibradas?’ Por aí afora. Havendo ou não encarnações anteriores ou posteriores a essa me respondo: Estou na realidade na qual me encontro, com essas pessoas à minha volta por ter condições de ser para elas fator de crescimento e assim sendo ter a (minha) chance de evolução. Pois à medida em que eu contribuo para que as pessoas se superem, eu amadureço, eu me auto-psicanaliso (psi-analiso). Onde o doar-se ao próximo não é mera caridade e sim a consciência holística de ação-retorno, de relação com tudo o que for existente. Por isso gosto da filosofia, porque ela transcende a contribuição que outras áreas (nisso incluo a religião e todas as outras que se intrumentalizem da filosofia com a intenção de ratificar posturas e não com sentido analítico evolutivo) no sentido de possibilitar ao ser humano amadurecimento, superação em conjunto, a partir do (de um) contexto em equilíbrio com seu universo interior. Até diria o seguinte: o universo interior se organiza à medida que se relaciona com o exterior, permitindo que o interior se organize. Aquela história de reciprocidade que vemos permear modelos de convivência e educação comunitária de maneira intuitiva e tradicional, mas que, de qualquer forma, funciona melhor em termos de equilíbrio do que uma vivenciação egoísta, limitada, individualista. O ser humano não é (ou não deveria ser) aquele que se alimenta do contexto, mas que deve cuidar da manutenção desse mesmo contexto e essa atitude é alcançada quando o indivíduo está com sua individualidade em equilíbrio em relação ao que o cerca, ou seja, quando ele tem a oportunidade de vivenciar ambas as realidades.
Talvez Deus pudesse ser conceituado, melhor: percebido por mim como a fusão das forças do todo existente e isso explicaria a onipresença pregada por muitas religiões e, mesmo, justificaria as religiões politeístas onde se busca a compreensão e domínio de todas as forças através de ligação do humano com os diversos deuses que atuam juntos ou individualmente, parcial ou conjunturalmente. A meu ver, existe uma missão inerente ao ser humano: o equilíbrio. É a base de todas as relações do existente. O ser humano que visa o desenvolvimento estrategista-tecnológico se perde quando a abordagem de atuação necessita ser mais abrangente. O processo de contextualidade como respaldador da natural relação de reciprocidade exigia muito do poder consciente-analítico ou é obtido pela ação simplória que está ‘prenhe’ de elementos sapienciais acerca da sobrevivência do Existente (englobamento do que existe no qual se insere o ser humano).
Estarmos existentes significa podermos evoluir e fazer evoluir. Quando o ser humano se alimenta do vazio, de ausência de auto-estima ou do excesso de ego-ismo, ele próprio sofre as conseqüências disso.
.

Homem Olhando a Claridade - por Alba Vieira

.
.
.
...............
.
.
.
A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
.
.
.

Homem Olhando a Claridade - por Alba Vieira

.
.
. .
.
.
A intenção de postar imagens neste blog
é propiciar inspiração para textos referentes a elas.
.
.
.

Haikai - por Alba Vieira

Calor insano
A doideira do tempo
Vai pras pessoas
.

O Etéreo e o Vital - por Raquel Aiuendi

O Bem e o Mal se irmanam em etéreo e vital. O etéreo não tem vida, logo não morre; e o vital sempre se encontrará com o fatal. O Bem precisa do Mal para se tornar o que se chama em linguagem humana, de realidade, porquanto a matéria é perecível e a alma é perene. Quando o Bem e o Mal não se encontram em situações definidas e a fusão de ambos ocasiona uma morte adversa, a qual conceituamos normalmente­.
O etéreo não é o difuso e sim a certeza, o vital é o inesperado e a desesperança também. Como o encontro de dois densos rios, cada qual com suas características: águas cristalinas e águas escuras, devem coexistir o Bem e o Mal, contudo sem se misturarem: do contrário como distingui-los um do outro? O etéreo e o vital habitam uma mesma moradia, esta última é a condução dos desígnios impostos pelas forças naturais do Grande Cosmos. Somos, com certeza, as muitas moradas (ou parte delas) de um Reino de grandes Forças em movimento constante, forças essas que subsistem ou sobrexistem com nossa cumplicidade; forças essas que, a grosso modo, se definem como Altruístas ou Destrutivas e que não procuram uma exterminar a outra, não, mas a logicidade que é inerente à natureza da Criação, elas tentam todo o tempo se fortalecer na, aparentemente, sua adversária.
.

Adeus - por Adir Vieira

Descobri ainda há pouco que ele me abandonou para sempre.
Acompanhou-me por seis longos anos, fiel a mim e eu a ele, já que o elegi como meu predileto.
Há uns dois anos atrás, na tentativa de se mostrar cansado de me servir em tanto puxa e ajeita, exibia um “furinho” aqui, outro acolá e eu não me intimidava em usar “minhas mãos de fada” para resolver o problema.
Se minhas medidas mudavam em função do sobrepeso, lá ia eu e aplicava-lhe um extensor como adereço, ao que o coitado reclamava esgarçando o próprio tecido, a fim de me provar que não servia mais.
Descorou, manchou, desprendeu rendas, colchetes quebrou e, num esforço maior, até a alça de sustentação arrebentou, sem que eu admitisse que sem ele ia ficar.
Hoje, não teve jeito. Nada mais há a recuperar.
Lá se foi pro lixo o meu soutien.
.