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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Para Vocês, Só Fernando Pessoa: - por Daisy

"De tudo ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo
Da queda, uma dança
Do medo uma escada...
Do sonho uma ponte...
Da procura um encontro..."
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Criador de vaga-lumes - por ZzipperR


Criador de vaga-lumes

A arte é exigente na criatividade e demanda autoconfiança, habilidade e coragem, mas aquela insegurança atava sua coragem aprisionando-o numa grade invisível de medo e nos momentos de liberdade mantinha-o numa trilha exclusa e deslocada.

O dom da criação corroia sua alma numa dor invisível e aquela sensação permanente de que era capaz parecia carregar a chave da realização e felicidade, porém mesmo possuidor de tal chave não encontrava a porta da confiança para abri-la e finalmente tornar-se um artista, foi nesse exato momento que decidiu criar vaga-lumes, pois eram essas pequenas luzes que faltavam para iluminar seu caminho.

O criador de vaga-lumes estava pronto, mas ainda precisava desvendar um mistério, seria onde encontrar os tais vaga-lumes de sua arte.

Foram precisos muitos anos para decifrar tal questão e mesmo depois de encontrada a resposta, ainda existia a grande dúvida: De como fazer as luzinhas dos vaga-lumes brilharem de felicidade e curiosidade, já que a única ferramenta que o artista possuía era a arte.

Todos sabem que a arte é uma arma poderosa, só ela é capaz de enfrentar a fúria destruidora do tempo e para isso usa as poderosas e habilidosas mãos dos artistas, seja na pintura, escultura, literatura, magia, música, dança, teatro, cultura e muito mais, tanto que nem as barreiras do futuro a assustam tornando-a sempre valiosa e atual.

Um simples criador de vaga-lumes que sabia que as luzinhas estavam por perto, porém não as viam piscar e esse era o seu grande desafio, vê-las acender um foco de curiosidade mesmo que seja apenas um pouquinho, assim um dia poderão realmente brilhar em emoções e se arrepiar com os segredos de que a arte é capaz de produzir.

O criador abriu as portas da esperança com a chave da arte e entrou finalmente no mundo dos vaga-lumes com seu sangue pulsando no coração das histórias, brincando com as personagens e dando vida a tudo que ele observa e toca.

Os vaga-lumes focados eram as crianças, mas também se estendia aos adultos que viam magia na arte de atuar, para que o efeito fosse eficaz ele levava todos para dentro da história contada, desta maneira a história nunca mais seria esquecida e atuando depositaria no coração da criança a autoconfiança de ser capaz de produzir, atuar, colaborar e agir em um grupo artístico afastando assim o grande fantasma do medo, enfim brilhar.

O criador de vaga-lumes em ação, tudo começou a acontecer desta maneira...

Criador de vaga-lumes
Paulo Ribeiro de Alvarenga
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A Colina e a Neblina - por ZziperR






A colina e a neblina


Naquela montanha coberta por um verde extremo toda noite a vegetação é regada por uma garoa fina.

O dia surge como uma mágica escondendo a beleza exuberante da montanha em uma densa neblina.

Calmamente a claridade surge detalhando os espaços e traços emergentes escondidos naquela colina.

O sol com seus raios calorosos dissipam a névoa úmida dando energia à vida e aquele monte maravilhoso se ilumina.

As formigas caminham! Os pássaros cantam! O vento sopra movimentando a mata e nela vejo escondidos os olhos castanhos de uma pequena menina.

Entre as árvores ela caminha tranquilamente, tocando nas flores e caminhando descalça por uma trilha serena.

Num vestido branco jogado ao vento ela para sobre uma grande rocha, permanece centrada em um pensamento distante encaracolando os cabelos com o dedo e acena.
Agora fiquei confuso com o texto! Aquela garota camuflada na vegetação molhada estaria me vendo ou seria um jogo de cena?

Num aceno inesperado sou surpreendido pela personagem morena de cabelos longos, cujo nome nos meus segredos se esconde.

A poesia descompassa, perde a rima e eu a surpreendo com uma flor. Uma rosa branca entregue em suas mãos pequenas, parte de um poema.

A menina correu com a rosa na mão, seus cabelos soltos esvoaçaram ao vento e naquele caminho de flores penetrou na neblina forte desaparecendo.

A imaginação nebulosa engana os sentidos do narrador inexperiente no amor, seria uma colina enfeitiçada, mágica, maldita ou o paraíso do amor?

O que aconteceu com o meu texto, pois a menina instantaneamente desapareceu. Eu não a encontro! Será que ela se escondeu?
Abandonada pela menina a colina virou uma montanha de neblina fria e sem amor. Coitado do narrador que passou a vida inteira tentando encontrá-la para amenizar a dor, penetrou na montanha, mas se perdeu, dizem até que de frio morreu.

O texto não tem mais narrador, nem menina, apenas montanha e neblina.

Criador de vaga-lumes
Paulo Ribeiro de Alvarenga

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