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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Felizes - por Leo Santos

Existem poemas felizes,
não que vertam da felicidade;
felizes, à medida que logram
narrativa fiel da enfermidade.

Expressão nítida dos gemidos
de uma alma moribunda;
emergem, pois, com as mãos repletas,
de presas de águas profundas.

Na ventura a poesia dorme,
guardiã fiel, contudo, sem ameaça;
só desperta na estação da desdita
e grita as dores que o agente passa…

O calhamaço em desarranjo,
de tudo o que tenho feito;
denúncia de sua insônia,
jamais a encontro no leito.

Mágico e dorido ofício,
dos que põem mel na dor que têm;
existem enfim, poemas felizes,
pelo menos, para os que os leem…



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Tempo - por Alba Vieira

Solta no vento do fluir do tempo
Fui jogada pra bem longe do que eu era
Tão rápido que quando percebo
Já conto mais de cinquenta primaveras.

Parece-me agora que foi ontem
O dia em que saí sozinha pela primeira vez
Misto de espanto, assombro, deslumbramento
O que senti no peito ao passar por vocês.

Vocês que descubro hoje ainda
(Partes perdidas do meu eu a desvendar)
Sempre que cismando ando a esmo
Permitindo-me refletir em cada olhar.



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Recado - por Escrevinhadora

Recebo as flores, agradeço
mas não sei ao certo se mereço
nada fiz nada demais, eu acho
só ameaças, esperneio
porém no meio de uma briga
sair defendendo uma amiga
é coisa que sempre faço.
Por outro lado o Gio
mostrou que é gaúcho macho
e não tem medo de aperreiro
diante de mulheres furiosas
só baixou o tom da prosa
mas continuou decidido
retirou o tapa no ouvido
mas manteve a reprimenda
e disse alto e bom som
que se você não se emenda
mas vai levar puxão de “oreia”.



Resposta a A César o Que é de César, de Ana.
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Da Terra do Vinho - por Gio

Pausa durante o Congresso
Venho aqui pra “bloggar”
Mal a “bloggagem”, começo
Já venho me retratar

Fiz mancada de mané
Dessas de roer as unhas
Chamei a Ana de “ré”
Querendo dizer “testemunha”

Ops, não é bem isso!
Testemunha é a Escrevinha
Desculpem o rebuliço
“Vítima” é a palavrinha

Assim, irrito a plateia
Mas mais nervoso eu estou
Escrevi quase uma “Odisseia”
E não é que o PC reiniciou?

Agora, eu fico aqui
Tentando lembrar de cabeça
O que eu outrora escrevi -
Não que a mensagem eu esqueça

Disso eu lembro muito bem:
Como iria esquecer
De quem me tratava bem
E agora quer me bater?

Eu podia entrar na briga
Ou me tornar mais agressivo
Mas minha calma não liga -
Não que eu seja passivo

Penso, brigar só faz mal
Só de pensar, eu congelo
Afinal, isso é um sarau
Ou já virou um Duelo?

No entanto, quieto eu não fico
Isso eu acho desaforo
Na inocência, eu vou e brinco
Recebo intimação pro Foro

Pergunto, então: “De quem veio
Essa grave acusação?”
Responde o homem do correio:
“De seu maior anfitrião.”

Nessa hora, eu quase choro
Isso dói no coração
Por isso, Ana, eu imploro
Não me vem com essa não!

Nem você, Escrevinhadora
Advogada sem diploma
(Dispensável à oradora
Que já me deixou com um bom hematoma)

Não que eu dispense os elogios
- É só que eu morro de vergonha -
Mesmo assim, já virei frio,
Ingrato, boca-suja e pamonha!

Mas desprezar minha poesia
Não será algo que farei
Seria muita hipocrisia
Confrontar justo o que falei

Pois, ameacei o puxão
Pelo excesso de modéstia
Teria falado em vão
Se, agora, me achasse uma moléstia

Ainda me acho aprendiz
Creio, isso nunca mudará
Mesmo com tudo o que já fiz
Não sou, das letras, marajá

Vendo que a minha ironia
Não ‘tá sendo bem recebida
Antes que eu entre numa fria
Já vou tomando a minha medida:

Como eu virei o vilão
O perverso, o mau rapaz
Vou avisando de antemão -
Aqui, eu já não brinco mais!



Resposta a In Vero Míssil, de Ana e Quem Avisa Amigo É (No Dia do Amigo), de Escrevinhadora.
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Quero Música - por Kbçapoeta

Quero música que faça rir.
Que me transcreva mil peripécias.
Por que não imagens psicodélicas,
Que me façam dar um minuto de atenção.
Seja eu seja você.
Reparar nas curvas e reentrâncias,
Todos os poros
Estranhos e perfeitos.
A magnitude do simples
E do sábio nas pessoas.
Sendo mais singular...
Em apenas um olhar.
Vamos decidir:
Cara ou coroa?




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Amigos - por Tércio Sthal

Há quem prefira ter dinheiro,
há quem prefira fama e poder,
eu prefiro ser verdadeiro
e ter amigos pra conviver.



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