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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
Eróticos.)




segunda-feira, 25 de maio de 2009

Sobre o Chat

Queridíssimos amigos:
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Há algum tempo venho lendo no chat reclamações a respeito da falta de “som na caixa”.
Devo esclarecer: desde que, no Terra, mudaram a versão (e lá se vão alguns meses),
venho procurando um chat para incluir no Duelos.
O único que encontrei foi este que, reconheço, não atende às nossas necessidades plenamente por não rolar automaticamente e não constar de aviso sonoro (mas não é versão 1960, ok?).
Esclareço, ainda, que continuo a busca por uma versão mais funcional.
Assim que encontrá-la, efetuarei a substituição.
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A quem ainda não se acertou com o chat:
- após abrir o Duelos, clique no “Actualizar” na caixa do chat ou F5, para ver se há novas mensagens;
- se quiser enviar mensagem, é só digitar seu nome no espaço existente abaixo de “[Get a Cbox]”,
digitar a mensagem onde se lê “Mensagem” e clicar em “Enviar”.
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Um enorme abraço a todos.
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Entardecer - As Nossas Poesias XV

Cai o véu da noite devagar...
Acalmando o mundo sem saber.
Caprichoso, enfeitando o céu até o amanhecer;
Silencioso, receoso de a luz da tarde assustar;

Vaidoso, desfilando seus bordados prateados;
Generoso, lua cheia iluminando meus caminhos.
Pássaros de volta a seus ninhos,
Casas recebendo pés cansados.

Pela encosta da montanha, lentamente
Escorrega, sedoso, o véu da noite.
Saindo, láctea, de trás do monte,
A beleza de uma Artemis sorridente.

As famílias novamente reunidas
Após o dia de trabalho ou estudo
Vivem, cada uma o seu mundo,
E enamorados enlaçam suas vidas.

E se paras, um dia, para admirar
A plenitude de um céu estrelado,
Observa as estrelas com cuidado
E aprenderás de novo a sonhar!





Poesia criada por Alba Vieira, Ana, Escrevinhadora, Gio e Clarice A.
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Diversidade - por Alba Vieira

Grão de areia pequenino,
Rochas, montanhas, vulcões,
Lagos, mares, oceanos,
Florestas, campinas, sertões,
Brisa, ventos, tornados,
Terremotos, tsunamis, trovões,
Asteróides, cometas, estrelas,
Maremotos, relâmpagos, monções.

Universo que se manifesta
Em tão variadas facetas,
Ensina-me, natureza, a esperar
Da vida só iniquidades
E, da criação, falsetas.



Poesia cujos título e primeiro verso foram utilizados para a versão coletiva Diversidade - As Nossas Poesias XIV.
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Visitem Alba Vieira
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Post Inesquecível do Duelos - Indicado por Alba Vieira

Inesquecível porque belíssimo e verdadeiro. Ana, com seu jeito terno e carinhoso, atinge em cheio a criança que precisa ser curada dentro de cada um de nós, despertando a capacidade que possuímos de lidar com as dores do passado para que sejamos mais livres e felizes. É altamente terapêutico. Valeu!



SE MINHA CRIANÇA SOFRE...
(ANA)

Os receios de criança
que persistem em nossas vidas
são lixos a jogar fora...
Vide a estrada percorrida:

seu corpo cresceu, mudou,
você amadureceu
em outros tantos aspectos
dentro do seu próprio eu;

passou por problemas diversos
com coragem os enfrentou;
sofreu com tristezas, perdas...
e com força as encarou;

cresceu profissionalmente
às custas do próprio valor;
ajudou tantas pessoas
com carinho e com amor.

Foi crescendo no tamanho
sem perceber que, a seu lado,
há uma menina pequena
que precisa de cuidado

e arrasta, pesadamente,
com as pequenas mãos feridas,
temores, medos, pavores
que lhes dificultam a vida.

Por vezes ela te domina
com seu pessimismo aprendido,
isto arrasa a alegria,
faz tudo perder o sentido.

Ela não pode influenciar,
você nela não deve crer;
pare, adulta, para ouvi-la,
para que ela possa viver

leve, como veio ao mundo,
alegre, feliz, satisfeita,
risonha e brincalhona,
uma criança perfeita.

Coloque a menina no colo,
cuide dela, beije, abrace,
console, acalente, sorria,
olhando-a face a face.

Diga que tudo passou,
“Das tristezas cuido eu,
cuido das dificuldades,
cicatrizo onde doeu”.

A ela cabe sorrir,
confiar na sua ação
assertiva nos momentos
em que lhes faltar o chão.

Diga a ela que aqui,
nesta terra de humanos,
há problemas, coisas boas,
sortes e desenganos,

mas que você constrói os dias
da melhor forma possível:
semeando alegrias,
afastando o que é terrível.

Se bobagens vêm à porta,
entrando sem permissão,
você cuidará de tudo,
pois esta é a sua função.

Que você sabe, convicta,
que cada pessoa uma vida;
as dores que são dos outros
não pertencem à sua lida.

Que você ajuda, se pode,
apóia, se for aceita,
colabora, tão amiga,
não faz corpo mole, não “deita”.

Mas que se algum mal surgir
dizendo respeito a vocês,
ela estará protegida
em seus braços, desta vez.

Desta vez e em outras tantas,
sempre que precisar,
pois adultos são pra isso:
defender e amparar.

Diga a ela que crianças
não devem se preocupar,
diga que não faz sentido
e explique, pra confirmar:

“Por que vai se preocupar
se o caso tem solução?
E por que se preocupar
Se é sem resolução?

É coisa tão sem propósito,
isto de preocupação...”
Esclareça a garotinha...
Acalme seu coração...

Depois de tranquilizá-la
com todo afeto e calor,
faça uma coisa por ela,
definitiva, por favor:

desembarace a pequena
da tristeza do seu fardo,
jogue fora, de uma vez,
aquele lixo pesado.

Libere as suas mãozinhas,
cuide de seus ferimentos,
trate bem sua criança
e use bastante unguento.

Depois de passado um tempo,
quando ela estiver curada,
toda boba, saltitante,
sentindo-se tão amada,

agradecendo com olhares,
te esticando os bracinhos,
pedindo colo, dengosa,
quando cansar no caminho,

te fazendo mil gracinhas,
sorrindo o tempo inteirinho,
te afogando em abraços,
te enchendo de beijinhos...

chame-a pra, com você,
novo hábito iniciar:
passar os dias da folhinha
sem temer o que virá.

Assim seguirá a vida,
mais tranqüila, finalmente,
envolta em felicidade
e segurança... plenamente.
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Solteira Inveterada por Água Abaixo - por Alba Vieira

Sonho com vagas longas que calmamente chegam e vão outra vez, num movimento cadenciado de renovação. Há, ainda, no meu sonho, um caminhão, daqueles com escadinhas na parte traseira, onde os moleques se penduram para pegar carona de bicicleta, que entra nas águas verde-claras e é seguido alegremente por uma pessoa conhecida minha, a mais sonhadora e fora da realidade que eu já vi. Os dois, caminhão e mulher, entram nas águas. Essa visão me diz algo que ainda não consegui captar totalmente. Entretanto, sei que essa imagem vai me acompanhar por todo esse dia. Não apenas o quadro, mas, sobretudo, o significado mais profundo, o que me faz sentir ao trazê-lo à mente. É uma sensação de conforto, de alívio, de impulso, de amplidão, de fim de filme quando então está tudo bem. Percebo que simboliza aceitar o destino, caminhar em direção à felicidade sem as amarras, os impedimentos que sempre tentam justificar a nossa habitual recusa em evoluir. Assim eu sei que é chegado o momento de ir mais rápido, de crescer e dar frutos nessa existência. Sei que, finalmente, me rendi aos desígnios do destino. Agora, braços dados, casamento ideal,seguem juntos livre-arbítrio e predestinação. Não como dois namorados imaturos que se batem continuamente para, em seguida, trocarem beijos apaixonados de quem pensa que acertou; mas como adultos que caminham de forma segura e integrada, sabendo que o papel que ambos desempenham não é desvinculado um do outro, não se expressam isoladamente, fazem parte de um todo indivisível, absoluto. Essa fusão que não diminui as partes, que expandem num nível além da visão dos sentidos: é o sentido da própria vida, é o poder real que todos almejam.
Como expresso nesse sonho, estou casada, por destino e escolha consciente, demorada, eu bem sei, mas certa. E experimento, agora, um poder bem maior do que sempre tive. Não o poder de andar solta, de ter iniciativas e concretizá-las sozinha, trilhando o caminho que bem escolhesse. Mas o poder de compartilhar que só traz expansão, novas possibilidades e ampliação da área de atuação. E ainda, a maior recompensa: a paz, o tao do amor.
A imagem é bem clara: ir de encontro a algo mais amplo, ao aceitar-se a carona que a Vida nos propõe.
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Visitem Alba Vieira
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Aflição - por Ana

É tarde em meu quintal. O sol queima as roseiras secas que desesperam por chuvas. Dia imóvel, claridade insuportável. Quero frescor, água gelada, inverno antes do tempo. Quero um banho simples que me retire o sol dos poros, filetes d’água que relembrem mobilidade, gotas discretas na penumbra solitária do banheiro. Quero me jogar em algum canto escuro e cochilar os pensamentos insistentes; deixar o tempo passar sem minha presença para que eu possa viver num futuro perfeito. Quero a noite e a manhã amenas e amigas, mais próximas dos dias frios. Não quero queimar, desesperar, conviver com o insuportável sem poder me mover. Quero mudanças, acertos, meu mundo de novo, organizado como sempre foi. Há uma promessa distante, quando ele voltará e estará tudo no lugar. Mas seu retorno só no inverno... Até lá terei que ruminar esta necessidade dependente... da maldita escada para retirar estas infames rabiolas do coqueiro!



Inspirado em Rabiolas, de Raquel Aiuendi.
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José Régio, “Soneto de Amor” - Citado por Penélope Charmosa

Não me peças palavras, nem baladas,
Nem expressões, nem alma... Abre-me o seio,
Deixa cair as pálpebras pesadas,
E entre os seios me apertes sem receio.

Na tua boca sob a minha, ao meio,
Nossas línguas se busquem, desvairadas...
E que os meus flancos nus vibrem no enleio
Das tuas pernas ágeis e delgadas.

E em duas bocas uma língua..., - unidos,
Nós trocaremos beijos e gemidos,
Sentindo o nosso sangue misturar-se.

Depois... - abre os teus olhos, minha amada!
Enterra-os bem nos meus; não digas nada...
Deixa a Vida exprimir-se sem disfarce!
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O Corpo e Seus Símbolos: uma antropologia essencial, de Jean-Yves Leloup - por Alba Vieira


“Examina o corpo como guia de informações que traduzem a verdade de cada um, integrando os aspectos físicos, psicológicos e espirituais. Mostra como o corpo conta a história do ser: pessoal, interpessoal e transpessoal. Enfatiza que ao considerar a doença e os sintomas, o terapeuta deve propor que o paciente não se identifique com eles e sim procure estar além deles, sendo o sujeito e não o objeto de suas dores. A doença deve ser o guia para o aprimoramento do ser, é a sua mensagem.
É ótima leitura, integrando várias fontes de conhecimento, inspirando novos estudos e correlações.
O aspecto de maior importância é encorajar a leitura do corpo pela própria pessoa, sem desconsiderar as correlações já existentes; mas, como no caso da interpretação dos sonhos, cabe ao próprio fazer a melhor leitura, a mais abrangente e fidedigna.”
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E você? Que livro considera ótimo?
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