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(Aviso: Os textos em amarelo pertencem à categoria
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Lograré Sin Ti (Parte 1) - por Yuri

No final de tudo, quando eu apenas pensava que iria apenas começar, fiz de tudo pra você se impressionar, mas de nada adiantou, a única coisa que tive em troca foi um belo chute bem forte, e dói, pois dói muito…
Ferido hoje... ontem pensava que a única pessoa que me amasse de verdade fosse você, mas hoje sei, mais que nunca, que não tenho mais ninguém...
Sem você tudo é tão dosado... me ajude a recuperar a abundância de ter você de novo aqui comigo.
Tenho saudades de seu olhar, seu sorriso, ele me encanta... sua voz, seu jeito, você *-*
Nossas conversas... Nossa! Nem me fale... É... eu fui uma vez e provei do melhor e queria ter esse melhor pra mim de novo..
Quero poder ter e provar do melhor mais uma vez e sentir a magia do seu olhar, seu coração...
Senti-lo perto do meu mais uma vez, com os pulsos ‘te amo’. Como fazer, se estou com outra, mas, na verdade, quem eu quero é você e estou pensando em você?...
Não pensava mesmo que o amanhã fosse ser assim, na verdade eu nunca pensei que esse dia algum dia iria chegar...
Quando eu pensava que meu único refúgio para o paraíso era só você, me tiraram isso…
Tiraram mais uma vez a grama do jardim e cortei o pé novamente... Será que você me entende?...
Às vezes ainda tenho a esperança de que tudo vai ficar bem, os olhares vão voltar a queimar, mas o que não posso é fantasiar tudo e ir ao encontro da realidade e quebrar a cara mais uma vez...
Sei que você já está em outra mesmo, mas minha realidade vai chegar, e se vai, só ainda não sei quando... Espero que não demore muito..
Nessas horas pensamos em tantas besteiras, como beber, se drogar, se matar, enfim... coisas que não são boas.
E coisas que não levam ninguém a nada...
Então temos que seguir a vida, pois se essa pessoa não te quer, talvez tenha quem te queira, no meu caso, o vento...
Eu me lembro muito bem de todos os momentos vividos, queria que pensasse, pois está aí a chance que você sempre quis: a de ser feliz, mas se não quer, o que me resta é seguir a vida mais uma vez, indo contra o vento...


Visitem Yuri

Escuro - por Luiz de Almeida Neto

De noite
em meu quarto
com a cama pálida
eu sou você, amigo
Te dou a mão
mas você não vê.

Quando meus sonhos
ou pesadelos
apontam na esquina
eu sou você
coberto de papelão
e tossindo ao relento.
Eu adivinho uma febre,
seus calafrios
e não faço nada.
Meu medo
faz com que eu não sinta
você.

E o mundo
que é um escuro
impenetrável
nos afasta mesmo que a uma rua de distância.
E não sei seu nome,
seu jeito,
suas crises,
mas por um instante
sou você.

Sinto uma picada
muito fraca
da dor enorme que você sente
e já me apavoro,
pressinto a fome
que te assola perenemente
e a sacio,
mas te adivinho
também uma sede.

Não sou você,
porque não me entrego
porque me nego
a me sentir imundo,
e porque ainda creio
não obstante o receio
de que sou de outro mundo.

Mas meu corpo,
ele sim,
fala mais a mim
do que todo este absurdo
não reclama nossa irmandade
já que ela não percebo
mas exige que eu compartilhe
no todo ou em parte
uma parte de teu lamento
tuas angústias,
teus tormentos,
do que sabes que é verdade.

Agora mesmo vou dormir
sabendo o quanto não sei de nada,
realmente não aprendi,
e não quero que tal lição
me seja ensinada
Com o que até hoje conheci
não sei nem muito bem
como apareceste
na minha estrada.
.

Carência - por Ana

Os dias se sobrepõem enquanto te espero.
Qualquer sinal teu seria um alento.
Imóvel permaneço nesta espera infrutífera.
Por longos dias e infinitas noites de saudade de ti.
Sei que sofres porque te sinto.
Sei o quanto também queres a mim de volta.
Sei o que lamentas, a rigidez de tua mente tão inescrupulosa, que tanto castiga um coração frágil e coerente.
Mas há que ser assim ainda.
Passaremos pela vida numa ligação invisível fortalecida pela ausência.
Estaremos a cada dia mais perto pela impossibilidade de abandonar um destino de união.
Em lembranças, anseios e carinhos nos guardaremos.
Até que finalmente nos encontraremos em plenitude e em paz.
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Estou Lendo… - por Alba Vieira

Mãe Terra: a ação do campo energético da Terra sobre os seres vivos - Mellie Uyldert
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E você? O que está lendo?
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Meu Livro Inesquecível - por shintoni

Cem Anos de Solidão - Gabriel García Márquez


"Quem já leu, sabe: dispensa comentários."
.
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E para você? Que livro foi inesquecível?
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Visão Privilegiada - por Paulo Chinelate

Morando no 12º andar, frente ao Parque Ecológico do Cocó, tendo aos pés a Comunidade do Trilho à beira da Av. Expressa, pude apreciar às exatas 05:25h o nascer do sol.
Duplo privilégio. Primeiro por conseguir, em uma segunda feira, acordar antes do alvorecer e testemunhar o astro rei tal qual queijo mineiro maduro surgir no horizonte marinho (esqueci de dizer que vislumbro mesmo que distante a linha do mar pelas bandas da Praia do Futuro). Felizardo por fazer a prece matinal apreciando o reflexo divino na sua obra magnífica. Interessante que a oração daquele momento não foi pobre. Ao lado esquerdo deste panorama vejo o conglomerado de prédios do Bairro Cocó e Dunas, já contabilizados às centenas. Imagino que se todos estes prédios fossem de um só proprietário quantas mesuras não faria, se o conhecesse, só pela posse de tais bens. E perguntei-me o quanto estava em dívidas de gratidão para com Aquele que, além de criar tudo o que eu podia ver e não ver, ainda tinha forças para fazer “levantar” a estrutura solar todas as manhãs. E passou-me pela lembrança o Jesus amigo, gerente deste nosso sistema planetário desde seus primórdios.
O outro privilégio é o de baixar os olhos e ver nos componentes da pobre Comunidade do Trilho e ter a resposta, de imediato, de onde também eu poderia vislumbrar o Divino em cada criatura necessitada, ferramentas que o Bom Deus me dá para fazer o bem. E com este quadro pintado por Preciosas Mãos, dobrei meu coração grato pela vida e grato pelas oportunidades que ela me oferece.


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Presente - por Raquel Aiuendi

Manhã, pensamento, música, alegria e luta.
Sol que nasce através da janela, descobrindo
meu corpo, fazendo-me sentir moleza e
a função da matéria.
O sol que traz os pios, a vida que adormecia,
A visão que clareia o pensamento e que
Mistura lucidez e alegria acompanhadas
De uma música matinal feita de notas suaves de otimismo.
Fazendo-me sentir gozo no labutar diário,
No cuidar da terra, arrumar a casa, amar a família.
O sol desempenha sua função aqui na terra,
Ao trazer para as pessoas o amor pela vida.
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Verdade - por Jair Chagas

Quarta-feira de cinzas, seis e trinta e sete da manhã. Uma figura qualquer se resigna no calor da manhã litorânea com o seu débil corpo prostrado no meio fio e as costas apoiadas num poste de cimento cru, cercado de latinhas de cerveja, garrafas plásticas e restos de adereços de fantasias, do Ilê Aiyê, do Malê de Balê, do Ara Ketu, do Coruja, do Camaleão. O jovem folião usa um tênis Bamba velho e enlameado, companheiro de vários carnavais e ostenta, numa das mãos, uma garrafa de batida de tamarindo, a qual ele absorve de quando em vez em grandes e prazerosas goladas, aguardando sôfrego, porém resignado, o ônibus que o levará à realidade.

Weslley Snaytes dos Santos Rocha, de nome e sobrenome falsificados e etnia indefinível, tem aparência de pobre comum: jovem esguio, de tez parda como acarajé, olhos grandes e amendoados, lábios vivos e esperança latente, alguns o definiriam como pardo, outros, moreno, há quem o chame simplesmente de negro, talvez descendente de algum grupo Moçambicano, Angolano, Sudanês ou provavelmente da mistura de todas estas, formando um caldo racial de características pessoais imprevisíveis. A sua alma vigorosa, porém cansada, perambulou desde as quatro e treze da manhã, quando a última guitarra baiana tocou o derradeiro acorde daquela trágica sinfonia e finalmente deixou à deriva os carnavalescos da Praça Municipal até a orla de Ondina.

No fim da madrugada, no meio da multidão, entre o Farol da Barra e o morro do Cristo, uma jovem e desconhecida foliã interpela-o, sem preâmbulos, como se fossem velhos conhecidos:
_ E aí, meu preto, você tem loló?
Ele, imóvel, observa apenas seus olhos escuros e os lábios carnosos, balbuciando algo ininteligível naquele instante.
_ Fala, negão, você tem loló?
Mais uma vez Weslley é indagado, mas, sem nenhuma resposta plausível, apenas ensaia um claudicante eu não sei. Visivelmente irritada, a jovem abre os braços de indignação e retruca:
_ Finalmente, preto, o que você sabe?

Contemplando a paisagem da urbe ao derredor, sentado no meio fio, àquela hora da manhã soteropolitana, entre as ondas que quebram espumantemente na areia e os caminhantes sôfregos e perdidos, buscando sons alentadores para as suas vidas, o suburbano não responde, pois naquele instante só tem uma certeza:
É com pesar que a sua alma atesta: A festa acabou… Não há mais trio, não há mais música, abadá ou fantasia, percebe-se tão somente o mar do Farol de Santo Antonio da Barra coberto da ressaca carnavalesca, findada no calor da manhã de cinzas, deixando na orfandade milhares de suburbanos destroçados que se recusam a retornar à realidade fria e sem amparo.

Apesar da desesperança definitivamente diluída nas águas salgadas da Baía das Contradições, a jovem foliã, síntese daquele microcosmo, ainda tenta achar o fogo que fantasiava seu olhar, ao passo que Weslley, perdido no seu pequeno mundo, não vê ninguém, não vê nada, só o vazio, a exaustão e o fim. Prosternado no meio fio, ele presencia a escuridão de um lugar ermo e sem horizonte, vê-se sozinho numa caverna úmida, finita e sem amparo e, nesse pequeno e eterno momento, nesse parco e monossilábico segundo, seus olhos, alheios ao silêncio que o mundo insiste em criar ao derredor, externam a sua alma, falam tudo que ele não gostaria de expressar, discorrem sobre a dura realidade, sobre a vida sem sentido e a inumanidade, dissipando a neblina colorida de sonhos transformadores de uma vida mascarada, esta arrebatada por alguns parcos dias pelos sabores calientes do carnaval num ponto infinitesimal da América dos Fracassados. Como diria um adágio contemporâneo:
“Afora o carnaval, só resta a desgraça.”


Vejam outros textos e dicas culturais no Letras Nativas
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Decisão de Vida - por Maria Carolina Nogueira Cobra Vitali

Estava andando na praia, com o pensamento a voar, a tristeza me rondava. Parecia que o mundo queria me devorar.
Quando, sem querer, encontrei seu olhar tão perdido quanto o meu, tão sem rumo que quem chega perto sente a solidão e a dor.
O reflexo na água parece uma nuvem branca e cinza, como se nossa alma se encontrasse num equilíbrio pleno da ansiedade e da calma.
Junto percebemos que somos um só, que o mundo na verdade está sendo devorado pela gente. Com o pensamento a voar, buscamos o equilíbrio. Mas como chegar ao equilíbrio se, verdade dentro de nós, só falta ele para nos tornarmos realmente realizados.
Nisso, percebemos que formamos uma grande confusão de ventos e sentimentos, e tudo parece tão fora de ordem que o desespero começa.
Até a hora em que você grita e me desespero, para uma realidade de uma vida humana na qual não estava sabendo conviver.
A realidade não nos torna menos ou mais. A realidade apenas nos mostra que podemos ter visões diferentes do mundo e dos verdadeiros sentimentos.
Num piscar de olhos acordo, deitada numa rede, numa praia isolada de todos e fiquei pensando com quem estava conversando.
Consigo escutar uma voz que me diz para nunca pensar que sou menos e que não tenho força para aguentar os trancos e barrancos. Será que era meu grande amor, será que era meu anjo? Não sei dizer.
Me levanto e vou em direção ao mar; me vejo novamente me encontrando com tua alma, mas agora a água está turva como se o tempo estivesse se fechando para uma grande chuva.
Ando. Procuro me encontrar. Teu reflexo não aparece. Por que você não está aqui?
Você me completa e eu te completo.
Ele surge e me pede para pensar, pois não é quem eu imagino. Ele é alguém que me quer bem, muito bem. E que está tentando me mostrar o mundo, sem ter que me destruir para perceber que tudo pode ser de uma maneira mais bonita e mais simples.
Então caio na real: é realmente meu espírito lutador que não aguenta me ver mais jogada. Me levanta e me diz:
- Agora você sabe o caminho. Vou voltar ao meu lugar. Espero que tenha feito o meu trabalho. Daqui para frente a minha existência depende de você. Só você pode saber se mereço ou não estar assim, tão evidente em seu dia-a-dia.
Fui então para minha casa. Voltei para a minha vida e tudo parecia bem diferente: as pessoas me olhavam e me observavam, como se estivesse evidente em meu olhar que eu estava em uma grande evolução espiritual.
Saí na rua. Fui ao médico decidida a me curar. Queria realmente minha vida de volta.
Enfrentei cada sessão de quimioterapia e renascimento; cada enjôo, cada calafrio, queda de cabelo…
Queria viver.
E venci. Isso foi há, mais ou menos 12 anos.
Hoje sou uma mulher inteira, comum, trabalhadora, mãe, amiga, psicóloga, escritora, filha, irmã etc.
Estou viva e isso é que importa.
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Contradição - por Raquel Aiuendi

Nem sempre somos átomos estrelares,
Brilhar socialmente
Não requer tanta dificuldade
Quiçá brilharmos em nossos lares.
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Silêncio - por Passa-Tempo

Acordei pensando em não acordar,
Vivendo uma última vez para amar,
Mas não consigo pensar,
Porque todos a minha volta não falam,
Nenhuma palavra para eu me enxergar,
Na escuridão que me faz errar,
Sinto-me vazio,
Sinto-me oco,
Não sei porquê,
Mas estou morto.
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Bem na Hora... - por Vagner Heleno

aonde for, irão junto meus pensamentos
ora, se já és a dona de minhas razões
por que não dos meus pensares e zelos
se meus dias ao longo das horas prezam
por estar zombando da minha tristeza
estando ao teu lado, mesmo que em pensamentos
já era tempo, bem lembrado…
de me encontrar nessa vida
tão arredio que estava, tão sozinho e sem norte
me aparece você, com seus fios dourados
e suas palavras doces de menina-moça,
suas caras e bocas,
tudo alegra meus dias e minhas horas passam
macias e totalmente suas horas
és agora… senhora do meu sorriso
e dentre todas as coisas que encontro em meus passos
estou certo…
foste o acerto divino mais do que preciso
.

Minha Vida Com e Sem o Computador - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Depois que inventaram a internet passei a viver conectada nas notícias, nas coisas que me interessavam e que eu, num pequeno clique no Google, achava.
Depois que inventaram o Orkut achei amigos, conhecidos, colegas e até os não tão amigos, mas bastava me logar e pronto: ali estavam eles todinhos…
Depois que inventaram o MSN passei as tardes conversando com os amigos, aprendi a digitar tão rápido que acho que nunca terei artrose nos dedos; afinal, é muito exercício!
Depois descobri o skype, aí a farra foi total, falei mais que papagaio!
Eu que vivia economizando nas ligações telefônicas passei a falar com amigos, filhos, parentes, com todos os que estavam pertinho (como minha vizinha) e até com aqueles que estavam do outro lado do mundo, como os sobrinhos na Irlanda, filho na Guatemala, amiga no Acre, mãe no Rio, amigos em Recife…
Virei internacional nas ligações sem sentir o peso do real nas minhas costinhas sofridas.
Meus dias se tornaram cheios de novidades e num minutinho eu sabia de tudo.
Às vezes a gente acaba sabendo mais do que deve, mais do que precisa. Fica sabendo das desgraças no fim do mundo, das incertezas, das tristezas das pessoas.
Aí descobri o blog… Nossa! Me lembro que quando ouvi a primeira vez essa palavra achei que tinha entendido outra coisa e me espantei ao me tornar amiga do blog… Coisa boa essa!...
Mas, de repente… xum! Minha amiga Adir, guru e confidente, sumiu.
Eu ficava no MSN : “Cadê vc? Sumiu: caiu? Travou?”
O provedor e o turbo deixaram-na sem conexões.
Foi o sentimento do vazio que me deixou momentaneamente irritada e ao mesmo tempo preocupada.
Será que vamos ter que voltar a escrever cartas?
Será que vamos de novo para os papos telefônicos encurtados preocupados para a conta não vir alta? Isso me fez refletir sobre essa nova vida “internetizada”…

Descobri que, hoje, não posso pensar na minha vida sem estar conectada de forma tão fácil, tão simples.
Aprendi a deletar as coisas sem importância da vida e a guardar em pastas especiais as mais importantes, escanear as boas lembranças e a apagar os pequenos defeitos.
Aprendi a trocar as cores da vida e, assim, com um simples toque de comando, troco o fundo preto pelo azul da felicidade.
Faço pps dos momentos felizes e transformo as alegrias em jpg e, assim, quando bate a saudade vou lá, abro o arquivo e revejo tudo.
Uso o Dicionário e corrijo as palavras duras por expressões mais suaves.
E quando um vírus quer se instalar na minha vida, coloco-o em quarentena…
Aprendi que Cavalo de Tróia não era aquele de Ulisses.
Que memória não era uma característica da raça humana e que alguns computadores podem ter Alzheimer, ou seja, pequenas lembranças…
Descobri que travada não era coisa de ciático e caminhada.
Descobri, enfim, que estar logada não tem nada com drogas, e que depois de virar viciada na net a pessoa tem que se internar num interior qualquer - daqueles onde nem luz elétrica é constante -, passar pela crise de abstinência e dosar a vida em conta-gotas, compartilhar arquivos e fotos e, mais do que isso, compartilhar com amigos não só a voz, mas principalmente a presença física, a vida.
Enfim, só fiquei mais tranqüila quando minha amiga entrou no MSN e me disse que o técnico da Velox estava arrumando, corrigindo, consertando e que logo poderíamos de novo conversar e colocar os nossos papos em dia.
UFA!
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Pleck... Pleck - por Ana Maria Guimarães Ferreira

Sento-me à mesa. A televisão fala qual matraca velha. É um sobe e desce. Notícias boas… sobe… notícias ruins… desce!
Eu desço cristais, velas, toalhas bonitas. Desço escadas, desço salas, desço as más caras e me deixo meditar…
Aquele ser abjeto que me irrita. Que muda meus sonhos, minhas fantasias emocionais, sexuais, neuróticas…
Que não me deixa ficar concentrada com seu barulhinho infernal… pleck… pleck…
Boris Casoy começou a falar. Presto atenção na notícia importante que ele informa. De repente… pleck! lá se foi Boris Casoy e em seu lugar aparece o Silvio Santos com aquele seu sorriso amarelo e mexendo com a minha imbecilidade e com a das pessoas que, como eu, caem na besteira de assisti-lo… 7 ou 12?
Tento olhar para os dois concorrentes, estudar rostos, expressões faciais (minha tara de psicóloga) e quando estou quase indo…
Lá vem ele… pleck! E Silvio sai pela esquerda e aparece a Senhora do Destino… Maria do Carmo com o traste do ex-marido e as angústias reprimidas do amor do companheiro Dirceu.
Chego a suspirar por ela e com ela, e meus olhos fixos na telinha esperam o reencontro, mas eis que, não mais que de repente… pleck!
Ah… Friends. Levei mais de um mês para sacar o seriado. Estava até começando a gostar, mas… Pleck! Friends saiu do ar e entrou Netinho… uhnnnnn
Levanto, vou até o quarto, parece que ouvi de novo o miserável do pleck!
Volto correndo… afinal, quem verei ou o que conseguirei ver sem ser aos pedaços?
A quem ficarei fiel: à Globo, ao SBT, à Record ou à Net… Qualquer coisa, pelo amor de Deus, mas Pleck não!

Por que Deus colocou na cabeça dos homens essa infernal vontade de ter o controle da TV nas mãos?


Dediquei essa crônica ao meu grande amigo Reimer,
mas aqui a divido com todos os outros homens
fanáticos pelo controle da TV.
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Dons - por Raquel Aiuendi

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Ninguém é melhor do que ninguém, qualquer qualidade ou dom nos é emprestado para que evoluamos e façamos evoluir: quanto maior o dom, maior a responsabilidade.
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