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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sopa de Letrinhas - por Gio

Acordei, bebi café. Desejava esta folga. Gritei – histeria inicial! Jurei, Karen ligará – mas nada ocorria. Pedi que retornasse seu telefonema. Uma vez. Well... xingando. Ypioca, Zé!

Acabou, Beto! Cansei de entender! Foi grave, hediondo, inaceitável. Jardas, kms, léguas, milhas: não ouse procurar. Quero recomeço, sumiço! Tenho uma vida. Wisconsin, Xangai, Yellowstone... Zarpei!

Assim? “Basta”? Calma! Deixe explicar! Fui gelado, homem irracional, jegue, Kong! Levo minhas noites orando para que reconsideres. Somos tão unidos, volte! Will, xis-salada. Yeah, zonzo...

Ah, besteira! Chega dessa estória! Fugiria, garanhão, há incontáveis janeiros... “Karenzinha”? Lembra meu nome, oh. Por que ridicularizo suas tentativas? Utopia! Vitória: whisky x you? Zero-a-zero.



Visitem Gio
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O Gio Tórrax!!! - por Ana

(Paródia de Pneumotórax, de Manuel Bandeira)


Fome, indignações, amnésia e pesadelos noturnos.
O duelo inteiro que podia ter sido e que não foi.
Se contorce, se contorce, se contorce.

Mandou chamar o médico:
- Diga o que foi dessa vez.
- Metidez... Desfaçatez... Compreendeis?
- Explique.

- O senhor tem uma lesão no hemisfério esquerdo e o direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar levomepromazina?
- Não. A única coisa a fazer é dançar a polonesa.
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História do Duelo - por Gio

Capítulo I: O Início
Comecemos uma revisão
A matéria vista aqui: História
Prestem todos muita atenção
Refresquemos a nossa memória

Quem começou esse caos
Foi mesmo a senhorita
“A coisa pra tu tá maus”?
Falta, o juiz apita!

(Falta de vocabulário
Ou conjugação bisonha
Tem um próprio dicionário
E fala do meu “escabronha”...)

Voltando cá aos primórdios
O caos aqui se criou
Pois guardavas tanto ódio
Desde que a Ninja zarpou

Logo, precisavas tanto
De um rival (Entendeu?)
E, vejam, pra meu espanto
O escolhido fui eu

Pegou frase inocente
E transformou em escarcéu
(Me diga - quem é que entende?
Nem rezando para o Céu...)

Começou chamando outra
Antes de dar-se o duelo
Deve ter pensado, louca:
“Pra que arriscar? Apelo!”

Justificou, minha filha,
Ameaça como delito -
Fez formação de quadrilha,
Calúnia, não é mito...

Difamação, injúria,
Também falso testemunho,
Atiçando a menor fúria
Pondo fogo em rascunho

Quando tudo se acertou
Fez um drama mexicano
Boa gente até que sou
Mudei de rumo o plano

E o que ia ser sarau
Virou duelo de verdade
Sendo combate, afinal,
Eu esperava integridade.



Capítulo II: O Desenvolvimento
Quando a luta começou
Sua fala foi simplória
Da minha roupa debochou
Cantou de galo a vitória

Em vez de se preocupar
Em um duelo direito
Preferia só zombar
Me xingar de todo jeito

(Reparem que ela disse
Que eu a chamei de bicho
Comentário de cretinice -
Esqueçam, joguem no lixo

Pois vejam quem começou
A chamar em disparada
Disse tudo o que pensou
De nomes da bicharada:)

Já virei homem-morcego
Virei sapo, perereca,
Cobra de bem longe, nego!,
Rato sujismundo (Eca!)

Ela, de lá, já distorcia
Minhas falas do momento
Se na mesma eu respondia
Eu virava peçonhento!

Ficar só na classe contra
Alguém que só avacalha
Não funciona - fui na afronta
Talvez seja a minha falha

Joguei na mesma moeda,
‘Inda prezando a decência
Admitindo quando erra
P’ra luta ter coerência

Quando isso, essencial,
Não vi ser correspondido,
A revolta me foi tal
Na luta não vi sentido

Mesmo assim, perseverei
Meu orgulho é um calvário
De despautério lembrei:
“A luta não faz aniversário!”

Vi ela cometer gafes
E depois me desmentir
Isso me irrita, aff...
(Por acaso era pra rir?)

E nesses altos e baixos
De montanhas e declives
Shintoni pensou: “Eu acho
Que poderia ter um live!”

(Que “láive” se pronuncia,
Mas peço licença poética
Pra manter fotografia
Já que não nos fere a ética)



Capítulo III: A Ausência e o Descaso

Pequeno fato que ocorreu
Lá no início do combate:
Disse que o Monge correu
Ele estava tomando mate...

Eu explico, meus amigos
O que me atazanava
Por um estranho motivo
O meu PC não ligava

Deixei isso avisado
Em verso de poesia
A Samurai, de “mau-grado”
Se aproveitou, fez covardia

Disse a todos que fugi
Que estava amarelando
Quando vi, eu exigi
Provas do que estava falando

Acho isso sacanagem
Achei, acho, sempre falo
E repetiu-se essa bobagem
Na hora do intervalo...



Capítulo IV: Tempo Real
No Duelo, eu cheguei mais cedo
E a menina chegou atrasada
(Espero que não lhe fosse medo
De, em público, ser espancada)

Falei que estava com fome
- Não me atrapalha em nada -
Já virou um novo nome
Pra sua desculpa esfarrapada

(Fome me foi alegoria
Pra ter um pouco de comédia
A Samurai - Oh, quem diria! -
Viu nisso um poço de tragédia)

Outra de suas desculpas
Que chegou se lamentando:
Leu Parmê, e sentiu culpa
Não tava se concentrando

Não sei pra que choro fútil
Se tu jamais admites
Que perdeu... Então é inútil
Proceder com os chiliques...

Se alguém pra mim torcia
Com um pouco de fervor
Ela ameaçava, arredia
Chamava de traidor

Isso aqui é o que eu chamo
De pura falta de postura
Isso aqui é o que reclamo
Ser desleal na caradura.

O duelo terminou -
Insatisfeita com o lido,
O final, ela mudou:
Me chamou “doido varrido”

Acatei, mas não devia
Não é justo, logo digo
Dar desculpa, bem em vias
De ser usada comigo.



Capítulo V: O Pós-Duelo
Tudo recomeçou mal
Espalhou que eu desistia
Em versos de maldade tal
Que minha alma rugia

De pausa, fez desistência
Inventou boatos mil
Eu voltei (E a paciência
Que vá ouvir Vitor Ramil) (hoho)

Continuou respondendo
Só o que lhe interessava
No disfarce, se escondendo
Nem erros justificava

Quando ficou sem argumento
Apelou de novo ainda
Fez o que é de seu talento:
Chamou correndo a dinda!

Segue com a agressão
Segue com a ladainha
(Em comentário nada são
Diz que só foi boazinha

E que disso reclamei
E queria apanhar!
Será que eu muito errei
Ao tentar me expressar

Ou será que ela só
Entende o que lhe convém?
Isso sim é de dar dó,
Pois sou humano também...)



Capítulo VI: Complementos
Nunca a chamei de galinha
Só disse que cacareja
Onomatopeiazinha
Que se usa “até na Veja”

Além de interpretação
Precisa rever Português
(Se for muita informação
Peça uma folga de um mês...)

E tudo o que te chamei
Alguma razão me surgiu
Algum motivo apresentei
A ficha ‘inda não te caiu?

“Cobra” foi por me trair
“Dissimulada”.. Óbvio, não?
“Leprosa”, por nada sentir
“Bebum”... foi suposição

“Isolada” num conto de fadas
“Exibida”, quer aparecer
Por me xingar, é “desaforada”
“Irreal”, não aceita perder

“Medrosa”, chamou a madrinha
“Hipócrita”, faz e condena
“Mequetrefe” pra manter a linha
Tornar a “vaidosa” mais amena

“Prepotente”, por cantar vitória
“Palhaça”, meu, nem era ofensa
“Rato” tava em expressão.. Ô, escória,
Antes de falar, pensa!!!

“Virar chouriço”, falaste primeiro
(Vais dizer que não te lembras mais?)
“Mentirosa” não é exagero
Eu te explico um pouquinho mais:

“Ogra” eu disse de tuas falas
“Pária” estava em outro contexto
Não me lembro de “debilitada”
Inventando assim, eu mereço?

Pra logo finalizar
Vou de novo explicando
O que, aqui, me fez irar
E que estou reivindicando:

Quero duelo direito
Um-a-um, só coisa justa
Quero mútuo respeito
É nobre, e nada custa

Quero que se admita
Quando se comete erros
Tenho pavor que se minta
Ao entrar em desespero

Não quero frases distorcidas,
Calúnias que eu fugi,
Nem ameaça à torcida
(Pois eu nunca coagi)

Meu, não se faça de vítima
E pare de reclamar
Coisa de neurose marítima
De quem se atira ao mar

Te chamei para o Duelo
E até agora, nada...
Meu pedido tão singelo:
Vai continuar parada?
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Resposta às insistentes dissimulações de Ana em A Samurai x O Monge.
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Visitem Gio
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Clarice Lispector e a Rendição - Citada por Alba Vieira

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Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
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Créu Cotidiano - por Lu Aline

Depois de muito esgotar meus tímpanos com a passagem da moda “créu”, cheguei à conclusão de que esse fenômeno não se restringe apenas ao campo musical, toda a realidade brasileira encontra-se em um estado de “créu” constante!
Diariamente, ao ligar a TV, ao ler o jornal, nos deparamos com violência e barbárie. Em tanto caos não há liberdade, vive-se com medo, evita-se andar por certas ruas. Pronto, é o “créu” da violência te impedindo de viver, que segue banalizando a vida.Ir ao hospital público? “Créu”! Morre-se lá sem medicamentos, sem equipamentos, sem médicos. Reféns do descaso daqueles que, na teoria, representam as vontades da nação.
E por falar em filhos da puta políticos, tão aí outros exemplos: boi superfaturado, grilagem de terra, dossiês, cartões corporativos, obras fantasmas... E por aí vai... uma lista imensa de falcatruas cometidas às claras, e ainda nas próximas eleições eles voltam a abraçar criancinhas, visitar comunidades carentes e “créu”, de volta ao poder!
E ainda tem o fantasma do desemprego, sem falar em impostos e taxas: IOF, IPI, ITR, CSLL, CSS (?), IPVA, IPTU... P.Q.P! “Crééééééu”
Chegando ao “créu” velocidade 5, nos deparamos com o ensino (ou a falta dele) público. Que, aliás, dispensa maiores comentários, visite uma escola pública, converse com pelo menos um aluno e saberás! O cruel é saber que sem educação torna-se impossível pensar em progresso, avanço. O atual sistema educacional serve mais como engana-trouxa, com números baixíssimos de reprovações, afinal com tanta falta de qualidade assim, o aluno precisa fazer um esforço tremendo para conseguir tal feito. E o pior é pensar que se não há educação estamos condenados a esse ciclo vicioso de “créu’s” e dá-lhe velocidade 1,2,3,4,5,6.......100000000!
Eu costumava ouvir muito Legião Urbana e adorei a versão feita pelo Capital Inicial para a música Geração Coca-Cola, mas infelizmente a minha geração não tem nada de contestadora, e sim de passividade com o caos que se instala ao nosso redor, somos a geração “créu”. Aquela que assiste a tudo rebolando, vivendo em um carnaval sem fim (ou baile funk como queiram), com mulheres-frutas e culto ao corpo.


\o/ \o/ Viva a Geração Créu, condenada ao... Créu! [?]
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Visitem Lu Aline
Renato Russo
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Lábios - por Passa-Tempo (Erótico)

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Pra que eu quero seus pequenos lábios, se o beijo dos grandes já me satisfaz?...
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Bruna Lombardi, “Você Engole Borboletas Eu Tenho o Sol na Barriga” - Citada por Penélope Charmosa

Você engole borboletas
eu tenho o sol na barriga.
Você sempre anda de óculos
eu leio coisas antigas.

Você vara a noite
eu desenho cataventos.
Você gosta de ficção
eu tenho outros inventos.

Você anda desligado
e eu busco perspectivas.
Você me conta seus sonhos
e me ri e me cativa.

Eu tenho medo da noite
você ama a solidãoo meu amor se reflete
nas pupilas dos olhos de um cão.

Você teoriza a matéria
e eu adoro hidrantes.
Você quer a liberdade
e eu só vivo o instante.

A gente faz uma viagem
e vê estrelas cadentes
e eu sonho um mar onde nado
e me afundo contra a corrente.

Você geme e se revolta
e eu penso no seu beijo
e enquanto você conversa
me dói no corpo o desejo

me arde no corpo o desejo
eu me espreguiço me espicho
e me chego e te provoco
meio anjo meio bicho.

Você me conta um segredo
eu te mostro um encanto
enquanto você toca flauta
desafinada eu canto.

Você absorve a paisagem
eu procuro a maravilha.
Você deixa alguns vestígios
e eu vou seguindo a trilha.

Você fala em liberdade
e eu me prendo no teu traço
você é abstrato divaga
eu te olho e te embaraço.

Ando na rua devagar
você corre na avenida
você tem melancolia
eu tenho medo da vida.

Você fala ao telefone
cercado dos seus amigos
eu passo os dias muito só
e só entendo depois que digo.

De repente vem o encontro
sem que a gente entenda o nexo
eu te vejo e me compreendo
e me vejo em teu reflexo.

Eu te transmito fluidos
de uma forte ligação
e recebo uma corrente
quando pego na tua mão.

Você tem um magnetismo
eu sou dotado à magia
nossas auras se atraem
por uma questão de energia.

Você cospe margaridas
tem o mundo nas entranhas
eu fico horas olhando
o orvalho na teia de aranha.

E a gente se precisa
como a um aditivo
numa coisa estranha a nós
sem razão e sem motivo.

São coisas transcendentais
é inútil que eu lhe diga.
Você engole borboletas
eu tenho o sol na barriga.



In “No Ritmo Dessa Festa”.
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