Em algum lugar, no litoral dos mares do sul, lá onde as estrelas estão mais distanciadas de suas imagens, os passageiros de um navio comeram uma tartaruga gigantesca. Quinhentos anos depois, um marinheiro encontrou o casco sobre a mesma praia e nele se escondeu para passar a noite. Pela manhã, descansado e alegre, enfiou braços, pernas e cabeça através dos furos do casco e entrou no mar, brincando consigo próprio.
Depois de meio milênio, o casco de tartaruga novamente ecoa as batidas de um coração, e novamente consegue nadar.
É assim que o teu coração ecoa dentro de mim.
Depois de meio milênio, o casco de tartaruga novamente ecoa as batidas de um coração, e novamente consegue nadar.
É assim que o teu coração ecoa dentro de mim.
In “Paisagem Pintada com Chá”.
.
Um comentário:
Penélope, lindona a carta!
Onde tu acha estas coisas?
Beijos.
Postar um comentário